Desire And Crime
39 Capítulo 39
Notas iniciais
Bella já estava cerca de 20 horas desaparecida. Edward não conseguiu dormir, muito menos comer. Ficou a noite dentro do quarto, se martirizando e se culpando. Ele achava que a culpa era dele, que deveria estar ali do lado. Talvez aquilo não teria acontecido. Mas ele havia passado a noite toda pensando em como recupera-la, como iria acha-la e traze-la de volta. O que lhe perturbava era não ter nenhuma pista de Aro teria levado. Ele já havia mandando alguns homens ficar de tocaia perto da mansão que os irmãos de Aro supostamente moravam.
O motivo de Edward nunca ter invadido aquele lugar, era a duvida. Aro não se fixava em uma área só por muito tempo. O que sabia era, que o resto da família Volturi morava em uma mansão em Los Angeles, California. Mas não podia sair invadindo um área, que não era sua. Quando tempo isso iria durar? Quanto tempo esse pesadelo ia continuar? Será que seus inimigos iriam persegui-lo ate o inferno? Tudo que Edward desejava nesse momento era paz, ser feliz ao lado de sua família. Mas isso parecia ser impossível.
Bella o fazia tão bem. Ela o transformou em um ser humano, diferente do que ele era antes. Há tempos atrás não sabia o significado da palavra amor, que parecia ser extinta de seu vocabulário. Edward sempre achou que o amor em seu caso, era perda de tempo. Mesmo vendo seus pais como modelo vivo, de que o amor realmente existia. Mas ele se negava a isso tudo. Negava-se ter esses sentimentos, que o deixava vulnerável aos perigos. Ou em suas próprias palavras, o transformava em um gay. Mas ai, como um passe de mágica, ela apareceu. Entrou, fixou-se e, sua vida de um modo nada convencional, o deixando atordoado e confuso com esses sentimentos. Os dois aprenderam juntos e juntos curaram suas feridas.
Edward levantou-se da cama e foi para o banheiro. Tomou um banho gelado para acalmar sua tensão. Saiu do banheiro apenas com uma toalha na cintura. No relógio marcava 7 da manha. Não havia conseguido pregar os olhos durante a noite. Edward olhou para o porta retrato em cima da cômoda, era uma foto sua com Bella no dia de seu casamento. Ele suspirou alto e voltou a se deitar na cama.
Em algum lugar....
Bella dormia toda encolhida. Seu sono era inquieto já, que mudava sempre de posição. Ela sonhava, ou era isso que parecia até os primeiros instantes.
Dream on....
Bella abriu seus olhos e viu que estava em uma espécie de campina. O vento soava soprava em seu rosto, fazia seus cabelos dançarem. Ela começou a escutar doces risadas infantis. Ela procurou pelos sons, viu um menino correndo em sua direção. Ela, automaticamente abriu os braços para recebe-lo.
O menino , que deveria ter uns 4 anos, pulou em seus braços, escondendo seu rosto nos cabelos dela e dando uma linda gargalhada. Bella encarou o rostinho do garoto. Ele tinha uma mistura perfeita de Edward.... e dela. Lindos olhos verdes ,assim como Edward.
–-Mamãe. – O menino disse ,colocando suas pequenas mãos no rosto de Bella.
Bella sorriu para ele, e lhe deu um beijo carinhoso na testa. Era seu filho. Antony.
–-Bella. – Ela escutou uma voz rouca lhe chamar, se virou e viu Edward.
Antony se soltou dos braços de Bella e correu em direção á Edward. Seu marido pegou o filho no colo, e lhe estendeu a mão. Ele estava a alguns metros de distancia. Quando Bella ia em sua direção, sentiu uma mão segurar em seu braço. Ela se virou e viu que era Aro.
–-Você não vai a lugar nenhum. – Ele disse com um sorriso diabólico no rosto.
Bella começou a se desesperar. Aro começou a puxa-la, afastando-a de Edward e Antony.
–-Mamãe. – Antony a chamava.
Bella tentava gritar, mas sua voz não saia. A imagem de Antony e Edward iam desaparecendo até sumir completamente.
–-Você é minha Isabella. Só minha. – Ele dizia com um tom de posse, passando suas mãos pelo corpo dela.
Dream off
Bella se levantou sobressaltada. Ela transpirava, e tinha a respiração ofegante. Havia sido um pesadelo. Ela passou as mãos pelo cabelos. Ainda estava naquele lugar,isolada, sem saber de nada. Ela se sentou na cama e sentiu uma pontada em suas costelas. Era Antony, que a chutava. Cada vez que os dias se passavam, seu bebê ocupava mais espaço em sua barriga.
Ela resolveu se levantar, e foi até o banheiro. Lavou seu rosto e fez xixi. Ela saiu e voltou para o quarto. Ali não havia relógio. Não tinha noção de tempo.
A porta se abriu e Aro entrou no quarto com uma bandeja nas mãos.
–-Bom dia querida. Dormiu bem? – Ele perguntou.
Bella continuou em silencio, fitava suas mãos. Aro se aproximou e colocou a bandeja em cima da mesa. Ele se sentou ao lado dela na cama, e ela se afastou. Era como um instinto de proteção. Estava se sentindo ameaçada por ele.
–-Você tem medo de mim? – Ele perguntou com um sorriso cínico brincando nos lábios.
–-Eu te odeio. – Ela murmurou.
Aro pegou em seu queixo e levantou a cabeça dela. Bella trincava os dentes, sentia dor em suas bochechas.
–-Você só me odeia agora, mas depois de tudo isso mudar, iremos nos casar. – Ele disse calmamente.
Bella o fitou com seus olhos castanhos arregalados. Como assim casar? Será que Aro era tão maluco, ao chegar a pensar que ela iria se casar com ele?
–-Você só pode estar louco. Eu amo Edward, estou casada com ele. Nunca me casaria com alguém nojento como você. – Bella respondeu com sordidez. Ela tinha nojo de Aro.
Aro se levantou e a encarou com os olhos transbordando de ódio.
–-Você vai se casar comigo. Vai esquecer da sua antiga vida, iremos começar de novo. Tudo que pertenceu a sua vida com Edward, será apagado. Eu irei dar um fim em tudo que te lembre de Edward Cullen. Inclusive esse bebê. – Disse ele secamente.
Bella sentiu um frio passar por sua espinha. Aro não podia fazer aquilo, não podia se livrar de seu filho. Ela não iria permitir isso. Iria morrer, mas protegeria seu filho.
–-Mas antes disso, irei trazer Edward até aqui. Eu irei mata-lo. Usarei você como isca. Eu sei que ele virá. Para falar a verdade, soube que ele já estava em uma busca implacável atrás de você. Pobre Edward. Ira ter uma morte bem lenta, sofrera tanto nas minhas mãos. Bem, tenho coisas para resolver agora. coma, fiz especialmente para você. – Aro lhe deu um sorriso e saiu do quarto.
Bella ficou ali imóvel com as coisas que acabou de ouvir. Aro era um maldito lunático. Ela, naquela hora perceber que Aro tinha graves problemas mentais.
Bella simplesmente não conseguia entender, o por que dessa obsessão de Aro com ela. Ela só havia se encontrado com ele uma vez. Foi apenas uma transa em troca de dinheiro. Sem qualquer sentimento da parte dela. Sua opinião era, de que talvez ele tenha sofrido uma grande desilusão amorosa.
Seattle.....
–-Edward, abra essa porta filho. – Carlisle disse batendo na porta do quarto do filho.
Edward ainda continuava trancado no quarto. Esme, preocupada com o estado de seu filho, pediu ao marido que fosse até lá, que tentasse pelos menos, retira-lo do quarto.
–-Eu não quero falar com ninguém. – Ele grunhiu irritado.
–-Abra a porra dessa porta Edward Antony. – Carlisle engrossou mais a voz.
Edward se levantou da cama bufando e foi abrir a porta. Sabia que seu pai não desistiria, e ele não queria ver Carlisle Cullen irritado. Edward girou a chave na fechadura, e abriu a porta.
–-O que houve com você? – Carlisle disse indignado ao ver a aparecia de seu filho. Edward deu um sorriso de escárnio.
–-Será que ninguém te falou pai? Bella sumiu, Aro conseguiu pega-la. – Edward disse sem humor, e com pesar na voz.
–-Eu sei exatamente o que aconteceu. Mas como você vai encontrar sua mulher, sendo que esta trancando dentro desse quarto. Você acha que a informação de onde ela esta, vai cair aos seu pés? Não Edward, não vai. Jasper e Emmett estão trabalhando para encontra-la. Mas você também precisa fazer algo. Levante essa bunda branca da porra de cama, e vá atrás de sua mulher e de seu filho. – Carlisle disse seriamente. Ali, naquele momento Carlisle fazia o papel de patriarca da família.
–-E se eu nunca mais encontra-la? E se nesse momento ela estiver morta? Eu não vou aguentar pai. Eu vi minha mãe morrer, não quero perder Bella. – Edward disse com a voz embargada.
Carlisle viu um Edward completamente diferente. Viu ali o sofrimento de seu filho estampado em seu rosto. Os olhos verdes de Edward não tinham mais o mesmo brilho. Carlisle podia sentir a dor que seu filho sentia. Aquilo já havia acontecido com ele.
Flashback 23 anos atrás.....
Carlisle Cullen o chefe da cosa Nostra americana, chegava em sua casa após um longo dia exaustivo de trabalho. A casa estava silenciosa. Eram 21:30. Sua mulher, Elizabeth deveria estar colocando seu filho peralta para dormir.
Carlisle subiu as escadas afrouxando a gravata, ia em direção ao seu quarto. Ao chegar lá, viu uma cena horrenda. Sua doce Elizabeth estava deitada no chão, com dois tiros. Um na testa e um no peito, estava deitada em cima de uma enorme poça de sangue. Seus olhos verdes ainda estava abertos. Carlisle deu passos trêmulos até lá, não acreditava no que via.
Carlisle se ajoelhou ao lado do corpo gélido de sua mulher. Ele colocou a cabeça dela com cuidado em seu colo, não se importava se iria suja-lo de sangue.
–-Elizabeth. – Sua voz saia cortada.
Na parede havia uma letra V escrita em sangue. Calisle começou a ouvir soluços. O barulho vinha de debaixo da cama. Ele viu os olhos verdes de seu filho brilharem. O pequeno Edward saiu do seu esconderijo e correu até sua mãe.
–-Mamãe! – O menino gritou.
Carlisle chorou. Chorou pela morte de sua amada mulher, chorou por seu filho. Os Volturi iriam pagar. Não se mexia com um Cullen e saia ileso.
Fim do flashback.....
–-Eu nunca vou me esquecer daquele dia. O dia que o meu inferno pessoal começou. Os Volturi nos persegue a anos meu filho, agora cabe á você dar um fim nisso. Agora saia desse quarto e vá atrás deles. – Carlisle colocou a mão no ombro do filho.
Edward olhou nos olhos de seu pai, e viu confiança. Era disso que ele precisa agora, confiança.
–-Obrigado pai.
Carlisle após conversar com seu filho foi embora.
Edward tomou um outro banho e vestiu um terno negro. Seu celular no mesmo instante tocou.
–-Diga.
–-Encontramos Daniel. Ele estava no aeroporto, embarcava para a Colômbia.
Edward sorriu pela primeira vez desde que Bella sumiu.
–-Perfeito Emm. Leve ele até o galpão. Estou indo para ai imediatamente. – Edward desligou o telefone.
Edward saiu do quarto, e foi até o final do corredor. Sua sala de armas. Edward pegou sua Desert Eagle e algumas balas. Desceu as escadas indo em direção ao seu escritório. Ele se sentou em sua cadeira.
Sua aparência não era de um homem de 28 anos, mas sim de um homem cansado. Pegou um porta retrato que havia uma foto de Bella grávida. Ele olhava nos olhos dos outros e viam que eles não acreditavam que Bella estava realmente viva. Pareciam ter perdido as esperanças. Mas ele não. Seu coração sentia que ela estava viva. Edward abriu a gaveta, e de lá tirou outra arma. Sua Taurus.
–-Eu vou trazer vocês de volta... – Ele sussurrou alisando o rosto de Bella.
Ele colocou o porta retrato de volta na mesa e saiu apressado dali.
(........)
–-Tenho que tirar Isabella daqui. – Aro murmurava. Ele segurava seus cabelos e andava de um lado para o outro. Alem de falar palavras desconexas.
Ele realmente parecia ter enlouquecido. Nesses últimos dias, ate mesmo seus irmãos passaram a duvidar de sua sanidade mental. Marcus abriu a porta do escritório sem bater.
–-Não tem mais porta nesse caralho? – Disse ele irritado.
–-Claro que tem. Além do mais, foi por onde eu passei. – Marcus respondeu irônico.
Aro parou de andar e fitou o irmão. Seu humor ultimamente não estava dos melhores.
–-Você anda tão engraçadinho, igualzinho á Caius. A cada dia mais, eu me convenço que sou adotado.
–-Adoravel de sua parte irmão. Então o que esta pensando agora? Mais um de seus planos mirabolantes? – Marcus disse sarcástico.
–-Tenho que tirar Isabella daqui. Tenho que tira-la de Washigton, dos Estados Unidos se for possível. – Aro parecia divagar com ele mesmo.
–-Você ainda vai se foder com isso. Por que nós não simplesmente a matamos? Será algo muito mais fácil, você torna isso complexo demais.
–-Não vou mata-la. Posso acabar com todos, menos com ela. – Aro rosnou. Marcus levantou os braços em sinal de rendição.
–-Você que sabe. Mas nós vamos acabar morrendo, e a culpa irá ser sua, e de mais ninguém. – Marcus apontou o dedo para o irmão e saiu dali.
Aro saiu logo em seguida e dirigiu até uma área deserta de Seattle. Era lá que ficava a casa, que Bella estava isolada. Ele abriu a porta, e viu que ela olhava para a janela. Ela tomou um susto ao se virar e dar de cara com ele ali.
–-O que quer agora? – Perguntou ela assustada.
Aro foi até ela e a pegou pelo braço. Ele injetou algo no braço dela. Bella não pode dizer nada, havia sido pega de surpresa. Ela sentiu sua vista escurecer e desmaiou. Aro sorriu pra si mesmo pelo seu feito. Ele a pegou no colo. Seria mais fácil retira-la dali desmaiada. O calmante que ele havia injetado no braço dela, era forte. Era um verdadeiro sossega leão. Bella iria dormir por umas boas horas. Ele a colocou no banco traseiro. Iria direto para a pista de voo, aonde seu jatinho já iria estar á sua espera.
(........)
Edward chegou no galpão feito um jato. Ali dentro estaria as informações que precisava para encontrar Bella. Daniel não tinha escapatória. Dali, não sairia vivo.
Edward chegou e viu o filho da puta amarrado, ele estava suspenso do chão. As correntes machucavam seus pés, além do mais sentia seus ombros deslocados. O rosto dela estava vermelho, e uma marca roxa começava a ficar visível em volta de seus olhos. Aquilo dali não era nada comparado ao que estava próximo a acontecer.
–-Esse filho da puta já queria fugir do pais. – Emmett informou.
–-Aonde esta Isabella? Eu sei que foi você que a levou para Aro. Eu quero respostas, e é você que irá me da-las – Edward dizia com um sorriso sombrio.
Ele pegou uma cadeira e se sentou, ficando de frente para Daniel.
–-Então.... a quanto tempo você trabalha para Aro? A quanto tempo, você pensa que me fez de idiota? – Edward perguntou estalando os dedos.
–-6 anos. – Ele murmurou.
Edward reprimiu a vontade de acabar logo com aquilo, e lhe dar tiros.
–-Eu não quero prolongar essa conversa. Aonde esta a Isabella?
–-Vai se fuder. – Disse ele dando um sorriso de canto.
Edward se levantou, e olhou para Daniel.
–-Estão vendo isso? Ele me mandou ir se fuder. – Edward disse rindo, fazendo com que os outros ali risse,.
–-Você não vai durar muito tempo. Eu vou te fuder, vou mandar você dessa pra melhor. – Edward ergueu o punho, e deu um soco no rosto de Daniel.
–-Anda cara, facilita. Ou vou eu ter que te dar um tiro no meio da testa.
Daniel ficou em silencio. Edward se irritou profundamente com isso. Estava perdendo tempo. Ele pegou sua Glock, e deu um tiro na perna de Daniel. O homem urrou de dor. Edward riu, ou melhor, gargalhou.
–-Tudo bem. Eu digo. – Daniel disse com a voz falhando pela dor.
–-Então diga.
–-Aro pediu que eu me infiltra-se na sua casa, que vigiasse todos os seus passos. Ele planejou tudo. Fui eu que matei a gata da Bella, e que coloquei naquela caixa á mando de Aro. Foi ele que mandou que eu a sequestrasse, e que a levasse para ele. Foi o que eu fiz. – Disse ele com a cabeça baixa.
Edward cerrou os dentes. Seus ódio aumentou. Seu ódio por Aro, se tornou ainda maior.
–-Para onde ele a levou?
–-Eu não sei bem. A única coisa que eu ouvi, é que ele tinha planos para leva-la para Itália.
Edward pegou seu revolver e descarregou todas suas balas na cabeça de Daniel. Ele estava morto.
–-Tirem esse corpo daqui. Joguem em algum, só desapareça com esse filho da puta. – Edward disse desdenhoso.
Os homens retiram o corpo de Daniel. Sua face estava irreconhecível ,por causa dos tiros.
–-Eu não sei. Vou procurar por ela. A Itália é muito grande. Há vários lugares, tantas possibilidades de onde Bella possa estar. Mas eu vou encontra-la, nem que para isso eu tenha que virar a Itália de cabeça pra baixo.
3 dias depois....
3 dias de espera. Nenhuma noticia de Isabella até agora. Edward estava frustrado, irritado e já começava a ficar sem esperanças. Procurava por todas as cidades que conhecia na Itália. Há 2 dias não falava com seus pais direito. Apenas buscava por Bella. Há quanto tempo ele dormia direito? Desde o dia do desaparecimento dela. Sua aparência estava horrível. Sua barba já começava a aparecer, em seus olhos, haviam enormes olheiras. Sua face era de um homem cansado de tanto trabalhar. Não tinha mais aquele brilho nos seus olhos, ele estava apagado. Precisava achar Bella, antes que ele acabasse.
–-Nosso Edward esta se acabando pouco a pouco. – Esme comentou tristemente com seu marido.
–-Eu sei. O amor o mudou, mas também o esta destruindo. Eu não sei mais o que fazer para ajuda-lo. – Carlisle lamentou.
–-A única coisa que pode fazer Edward melhorar, seria encontrar Bella.
Esme falava com uma certa tristeza e, sua voz. Queria acreditar que Bella estaria bem, estaria viva. Tentava se manter forte e tranquila, por causa de seu filho Edward. Ela ainda tinha esperanças, mas eram pequenas. Queria acreditar que encontrariam Bella e que tudo ficaria bem. Mas já havia se passado 3 dias, e não havia nenhuma noticia dela.
–-Mais eu tenho certeza que ele irá encontra-la. Edward é bastante persistente quando quer, ainda mais se tratando de Bella. – Carlisle disse dando um sorriso.
–-Tem razão. Você não tem nenhuma ideia de onde Bella possa estar? Algum lugar em especial na Itália?
Carlisle olhou para a esposa e pensou por algum tempo. Claro que havia um lugar. Palermo, na Itália. A maior cidade da ilha Sicilia. A família de Aro passou anos habitando aquele lugar. Mas será que Aro seria tão obvio para levar Bella para aquele lugar? Era algo lógico demais. Talvez esse fosse plano dele desde o inicio. Queria confrontar Edward aonde tudo começou.
–-Eu preciso ligar para Edward. Acho que tenho uma pista.
Esme sorriu para o marido esperançosa. Tomara que Bella e seu neto realmente estivessem lá, e vivos.
Edward assim que recebeu noticias de seu pai, ficou realmente feliz. Seu coração pode se encher de esperança novamente. Ele juntou alguns homem, e foram para Palermo. Se Aro estivesse lá, iria ser o confronto final. Apenas um dos dois sairia vivo de lá.
Edward tinha acima de tudo auto confiança. Queria, ou melhor, seria vencedor. Aro iria morrer, assim como os outros Volturi. Iriam pagar por toda maldade. Por cada gota de sangue inocente derramado. E se caso, Aro tivesse tocado em um único fio de cabelo de Bella. Ah! Com certeza iria sofrer mil vezes mais.
Palermo.... Itália.
–-Quanto tempo pretende me manter aqui? – Bella perguntou.
O quarto que ocupava, era muito melhor do que o de antes. Ela já havia tomado um banho e trocado de roupa. Mas ainda sim, continuava presa sem poder ver sua família.
–-Você vai ficar aqui até quando eu quiser. – Aro disse ríspido.
Bella já não aguentava mais olhar para a casa dele. Sempre com aquele sorrisos, que lhe causavam calafrios, e nojo. Sentia repulsa quando ele tentava toca-la. Felizmente , ainda não havia forçado ela a fazer nada.
–-Isso não vai acontecer Aro. Edward vai arrancar a sua cabeça com as mãos.
Com isso, Aro deu uma risada zombeteira.
–-Ele não sabe que você esta aqui, e nunca vai saber. Eu vou traze-lo até aqui, mas não agora.
Aro saiu deixando Bella sozinha. Ela se deitou na cama e fitou o teto. Sabia, sentia que Edward estava próximo. Ela sabia que ele iria até onde quer que fosse, somente para busca-la. Ela só não queria esperar tanto.
Horas depois...
Eram 21:30h. uma noite aparentemente tranquila na Itália. Não para Edward. Ele estava ansioso, e extremamente nervoso. Estava se preparando para matar Aro. Ele invadiria a mansão que Aro ocupava, iria sair atirando em qualquer um que tentasse se meter em seu caminho. Ele não iria sozinho, junto com ele iriam 20 homens, sem contar Emmett e Jasper. Edward não queria que seus cunhados se metesse nesse assunto, porque era algo que ele deveria resolver. Mas eles disseram que sempre acompanhariam Edward, até mesmo á caminho do inferno. Chamavam isso de lealdade. Um laço afetivo, que pouquíssimos entendiam. Era assim na máfia. Querendo ou não, são uma família.
Havia um carro preto e discreto para no outro lado da rua. Era Edward ali dentro. Ele espionava a movimentação da mansão, em que Aro supostamente estaria com Bella.
–-Quando vamos agir? – Jasper indagou.
–-Em 5 minutos. – Edward informou com um binóculo nas mãos.
–-Vamos entrar detonando. – Emmett disse rindo.
Edward sorriu discretamente para o cunhado. Seu plano estava todo arquitetado. Não iria sair dali sem Bella.
5 minutos se passou. Emmett discretamente saiu do carro. Ele tinha uma bomba relógio nas mãos, que seria acionada com um controle. Emmett colocou a bomba no portão e se afastou. Ele fez um sinal, e Jasper apertou o botão.
A bomba explodiu, fazendo o portão ir pelos ares. A correria dentro da mansão começou. Alguns seguranças de Aro, saíram da casa armados. Até mesmo Bekka se assustou com o barulho e se encolheu ainda mais.
Edward e seus homens saíram dos carros atirando. Claro que, os homens de Aro não eram bobos e atiravam também. Mas Edward estava saindo em vantagem, pois, havia sido um ataque surpresa. Algo que Aro não esperava.
–-Mas que porra de barulho foi esse? – Caius disse assustado.
Aro olhou para o irmão e deu um sorriso de canto. Aro colocava munição em sua arma.
–-O Cullen esta aqui. Veio atrás da Isabella. – Aro disse saindo do escritório e indo direto para o quarto de Isabella.
Chegando lá, viu Bella toda encolhida e tampava seus ouvidos. Estava assustada por causa dos tiros.
–-Seu querido marido esta aqui. – Aro disse com cinismo.
Bella sentiu uma felicidade abundante se apossar de seu corpo. Queria gritar de alegria, porque finalmente iria sair dali.
–-Não se anime muito querida. Eu vou acabar com ele.
Enquanto isso....
Edward já havia conseguido entrar na casa de Aro. Os irmãos dele? Bem, já haviam sido todos dizimados na troca de tiros. Mas agora só faltava um, Aro Volturi. Os tiros ainda não haviam cessado. Do lado de fora da casa, parecia haver uma guerra. Edward iria procura-la. Iria procurar Bella em todos os cômodos daquela casa.
–-BELLA! – Ele gritou.
Bella gritou o nome de Edward.
–-Cala a boca sua vadia. – Aro disse lhe dando um tapa no rosto.
Edward encontrou o quarto e entrou. Ele viu Bella com o rosto vermelho e lagrimas caiam de seus olhos.
–-Ora, ora, ora o príncipe veio buscar a princesinha indefesa. Só falta agora o cavalo branco. Isso com certeza daria uma boa história. Mas sempre no final, algo de ruim acontece. – Aro deu uma gargalhada zombeteira.
Edward mantinha uma expressão seria. Seu olhar estava cravado em Bella, que estava encolhida no canto.
–-Eu vou acabar com você Aro. Você nunca mais vai tocar em ninguém da minha família. – Edward retirou sua arma do cós da calça, e apontou em direção de Aro.
–-Vai me matar? Tem coragem pra isso? Porque eu posso muito bem, acidentalmente, acertar Bella. – Aro disse com um falso tom de inocência.
Edward olhou para Bella. Viu que ela estava assustada já, que estava na mira da arma de Aro. Edward não podia deixar que ela se ferisse.
–-Deixa a Bella e o meu filho em paz. Não vê que pra você isso acabou? Seus irmãos já estão mortos, e do lado de fora esta havendo um massacre. Acabou. – Edward sorriu triunfante.
–-Não meu caro. Isso só acaba quando eu disser.
Aro e Edward começaram uma luta. Eram socos e mais socos. Era uma típica cena de luta, digna de um filme de ação. Mas ali, não era Hollywood, e muito menos um filme. As armas haviam sido esquecidas por aquele momento. Bella estava assustada, porem, não conseguia dizer uma palavra. Ela sentiu uma pontada em seu baixo ventre, pensou que fosse apenas um chute do filho.
Edward brigava dando socos, cabeçadas, rasteiras e ponta pés. Em seu rosto havia um corte na boca, na testa e no supercílio. Aro também não estava em melhores condições. Seu nariz sangrava, sua boca estava machucada. Seu sangue já respingava na camisa de Edward.
Eles estavam tão envolvidos, que pareciam não sentir dor. A adrenalina parecia ter tomado conta de seus corpos. Edward deu um soco e uma cabeça em Aro, fazendo com que ele caísse no chão. Edward aproveitou esse momento para ir até Bella. Ela franzia a testa, e mordia seu lábio. Estava sentindo dor.
–-Você esta bem? Eu senti tanto a sua falta meu amor. – Edward acariciava o rosto dela.
–-Estou bem. Também senti sua falta. – Bella se jogou nos braços dele.
Bella aspirou o cheiro de Edward. Como havia sentindo falta de seu cheiro. Ela não se importava dele estar sujo de sangue, e suado. Nada mais naquele momento importava.
Edward foi surpreendido. Uma dor aguda atingiu a lateral de seu corpo. Olhou e viu sua camisa cheia de sangue. Olhou para trás e viu Aro com a arma na mão. Edward havia levado um tiro. Ele levantou sua camisa, e viu que havia sido de raspão. Mas mesmo assim, doía pra caralho. Seu olhar voltou para Bella. Queria se certificar de que ela estava bem, e que não havia sido atingido.
–-Você vai morrer hoje Cullen. Eu vou ficar com Isabella. Você pode ter matado os inúteis dos meus irmãos. Mas a mim não. – Aro ria.
–-Vai ficar tudo bem. – Edward sussurrou no ouvido de Bella.
Edward viu o semblante pálido de Bella. Ela não estava nada bem. Sentia que seu filho não estava bem. Não estava na hora de nascer. Mas ela parecia já sentir as contrações.
Edward se levantou e foi até Aro, ficando de frente a frente com ele. Edward pegou sua arma e apontou para ele. Os dois estavam na mira. Os mais rápido ao apertar o gatilho, seria o vencedor.
–-Isso acaba aqui Aro. Eu prefiro morrer e te levar junto pro inferno, do que deixa-lo viver e atormentar minha família.. – Edward disse secamente.
–--Então vamos. Mas não bote tanta fé assim.
Edward, assim como Aro estava com o dedo no gatilho. Um tiro foi ouvido. Bella imediatamente fechou os olhos. Aro e Edward se encaram surpresos. Aro olhou para seu peito, e viu uma enorme mancha vermelha de sangue. Olhou para trás e arregalou os olhos ao ver quem estava ali.
–-Sul-picia? Co-Como? – Ele disse com a voz falhando.
–-Sinto muito Aro. Mas você não vai destruir a vida de mais ninguém. – Sulpicia disse atirando mais três vezes.
O corpo de Aro caiu no chão com o impacto. Não aguentava mais manter seus olhos abertos. Então , teve que fecha-los. Para sempre.
–-Obrigado Sulpicia. – Edward agradeceu.
A mulher olhou para ele e sorriu.
–-Não precisa agradecer. Eu te devia um favor.
Antes que Edward podia dizer mais alguma coisa, Bella soltou um grito alto de dor. Edward a olhou assustado. Viu que as mãos dela, assim como a calça, estavam encharcadas de sangue. Ele imediatamente foi até ela.
–-Tem algo errado Edward. Ainda não esta na hora. Não quero perder nosso filho. Por favor. – Bella sussurrou com a voz embargada.
Edward não conseguiu dizer nada. apenas a pegou no colo e saiu dali. Próxima parada: um hospital. Não iria perder sua mulher e filho. Não agora que havia acabado de encontra-los.
1 hora depois....
Edward estava na sala de espera do hospital. Já havia sido cuidado por um medico, e feito um curativo em seu machucado. Mas estava agoniado á espera de noticias. Havia corrido com Bella para um hospital. Bella sangrava e manchava toda a sua camisa. Os enfermeiros há haviam levado desacordado dos braços de Edward, para dentro da sala de cirurgia. Ele havia tentado acompanha-la, mas foi barrado.
–-Não deixaram você passar? – Emmett perguntou colocando a mão no ombro dele.
–-Não. Eu sei que tem algo errado. Não me deixaram entrar lá. – Edward disse com a voz sofrida.
–-Eu liguei para Carlisle e Esme. Eles virão o mais rápido possível. – Jasper se sentou ao lado dele.
Edward apenas maneou a cabeça, e voltou a encarar o chão.
Mais uma hora depois. Finalmente Edward viu um medico saindo daquela sala.
–-Doutor o que houve com a minha mulher? Meu filho esta bem? – Edward disparou nervoso em busca de noticias.
O medico somente suspirou e o fitou.
–-A pressão de sua mulher subiu de mais, a bolsa acabou estourando antes da hora. Tivemos que fazer o parto. Seu filho esta em uma incubadora na UTI Neo Natal. O pulmão dele ainda não esta totalmente desenvolvimento. Mas tirando esse fato, esta tudo bem. Para um bebe prematuro de 7 meses, ele até que é bem grandinho. – O medico explicou.
Edward pode suspirar um pouco aliviado. Seu filho estava bem.
–-E a minha esposa.
–-O caso dela foi um pouco mais difícil. Sua esposa teve duas paradas respiratórias, e em uma delas ficou sem batidos por dez segundos. Tivemos que reanima-la com o desfibrilador. Isabella teve uma hemorragia, mas conseguimos controla-la. Ela esta meio inconsciente. Mas você gostaria de ver o seu filho?
–-Sim. – Edward respondeu.
O medico pediu a uma enfermeira que o levasse até o berçário. Para entrar, Edward teve que colocar aquelas roupas descartáveis de hospital, uma touca e uma mascara. Ali naquele berçário estavam os bebês prematuros, ou que haviam nascido com algum problema. A enfermeira o levou até a incubadora aonde se encontrava seu filho. Edward ficou surpreso ao vê-lo. Antony era tão pequeno e tão frágil. Tinha pouquíssimos cabelos. Era difícil saber com quem ele se parecia. Mas Edward estava emocionado.
Depois de ver o filho e ficar com ele por alguns minutos, Edward pediu ao medico para ver Bella. Mesmo ela estando inconsciente, ele queria estar perto dela. Ele entrou no quarto, e se sentou em uma cadeira ao lado de sua cama. Os batimentos cardíacos estavam normais. Bella estava tão pálida.
–-Eu estou aqui meu amor. Nunca mais vou sair do seu lado. – Ele disse próximo ao ouvido dela.
As pálpebras de Bella tremeram, sinal que ela estava acordando. Ela abriu os olhos devagar.
–-Ed?
–-Sou eu meu amor. Fica calma. Você esta no hospital. Esta tudo bem. – Edward beijou sua mãe.
–-E o Antony? – Nessa hora os batimentos cardíacos de Bella ficaram mais rápidos.
–-Calma querida. Nosso filho esta bem. – Edward assegurou, e ela pode se acalmar.
–-E Aro?
–-Ele morreu. Todos os Volturi morreram. Finalmente acabou. – Edward deu um sorriso.
–-Acabou? Você promete? – um sorriso começou a surgir nos lábios dela.
–-Sim. Eu prometo. – Edward se debruçou e tocou seus lábios nos lábios dela castamente.
Finalmente Edward e Bella poderiam viver felizes. Teriam a paz que sempre sonhavam. Seriam felizes para sempre.
FIM?
Notas finais
Ainda falta o epilogo.
acho que preciso de um descanso. bem, na proxima semana estarei aqui.
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