Desilusões de Maria Eduarda

1 Desconfiança é sempre aquele primeiro passo.


Notas iniciais
Olá, seus lindos! Obrigada por abrirem pelo menos o primeiro capítulo dessa fic e... Espero que gostem! Do fundo do meu coração, muito obrigada! Já amo todos vocês!
Até breve!

Sempre fui fã dos clichês, admito. Mas acho que essa história não é completamente normal, ou coisa do tipo... Vamos voltar no tempo para você entendê-la melhor. Antes, tenho que me apresentar.

Me chamo Maria Eduarda, ou melhor... Me chamo Duda! É, isso aí... Duda! Atualmente tenho 24 anos de idade, quase partindo para os 25 anos, pois Fevereiro está quase batendo na porta e eu mal posso esperar para passar essa data tão especial nas ruas, pulando e com muita vontade de ter uma toalha para secar o suor das pessoas que quando passam por mim, arrumam uma forma nojenta de me tocar e deixar esse suor colado na minha pele lindíssima.

Há 10 anos, eu conheci um menino, seu nome é Davi... Davi possuía os olhos mais lindos da face da Terra e tinha o belo fato de ser do Ensino Médio, estudioso, garanhão e tudo o mais... Bem, pelo menos pra mim.

Passamos momentos lindos juntos, uns que pareciam cenas de filme ou livro e outros que eram normais, o menino era um doce e isso me fazia morrer de amores por ele... Ah, eu amava demais! Amava muito! Ao ponto de querer fazer loucuras pela pessoa... Sério! E só tinha 14 anos! Que ingênua...

O tempo passou e Davi acabou cansando de mim, dizia ele que eu não conseguia acompanhar o ritmo dele e que minha idade não batia com a do mesmo. Essas palavras causaram uma baita dor de cotovelo e muitos poemas escritos com lágrimas e grafites. – Ah! Uma coisa que me esqueci de citar é que sou muito dramática em algumas coisas, ou talvez só um pouco... Um pouquinho de nada!

E não foi só o Davi que quebrou meu coração, foram vários! Com o tempo, acabei aprendendo que meninos tem uma forte amnesia e quando são apaixonados, podem ser loucos... Bem, querem um exemplo disso? Só digo uma coisa: THALES!

Thales foi um pé no saco durante um ano da minha vida, e no final, fiquei até feliz dele me fazer de trouxa! Sério mesmo, foi bem assim: ciúmes demais, brigas e tinha umas vezes que ele era bem... Agressivo comigo. Agradeço eternamente ao meu melhor amigo – que já partiu meu coração também – por ter me defendido no dia H, mais conhecido como dia horrível.

Até aprender, tive vários dias H e pretendo nunca mais ter um dia H!

Hoje em dia, estou noiva de um cara incrível... Foi engraçado o jeito que nós nos conhecemos, sabe... Gosto muito dele. – ou acho que gosto, é uma coisa parecida com gostar, mas também não é amar incondicionalmente... Só... Ah, sei lá!

Faz dois anos e alguns meses que estamos juntos e em breve, vamos nos casar! Sim! É uma coisa puxada ficar olhando vestidos, comidas e passagens para a lua de mel... Só que isso consegue ser tão emocionante! Sem contar que estou quase no fim da faculdade, e isso é um alivio!

Acho que tá tudo estranho demais... Eu não me sinto completamente feliz. A situação tá ótima, mas não sei se é a pessoa certa. E seria uma loucura me casar assim!

Tirando isso, trabalho como colunista em um jornal incrível, as pessoas do meu trabalho são incríveis e posso contar com todas elas... Tenho uma amiga que sempre vai ao meu apartamento me visitar, cuidar do meu cachorrinho e ajudar no que eu precisar. Esse anjo se chama Renata.

Falando no apartamento, faz duas horas que estou deitada olhando para o lustre... O Enzo não chega e era para ele estar em casa às 14hrs, como sempre... Sabe ultimamente ele anda um pouco engraçado, é mimo pra lá, mimo pra cá... Uma coisa bem esquisita mesmo. Ou deve ser coisa da minha cabeça...

- Não morre tão cedo. – ironizei enquanto ele colocava as chaves na mesa. – Estava pensando em você agorinha mesmo...

- Ainda bem, – e sorriu, eu odiava esse sorriso... Ele deve ter feito alguma merda. – o que estava passando por essa cabecinha?

- Mil coisas... Por que demorou tanto?

- Problemas no trabalho, entende?

Oi? Pera aí, como assim? Meu amor, seu trabalho é só desenhar! Literalmente, só desenhar! Impossível você ter problemas com isso. – foi isso que rolou na minha cabeça, gritei com ele mentalmente e só respondi assim:

- Claro, entendo...

Idiota.

Depois disso, Enzo foi a minha direção e encostou seus lábios nos meus... Não me movi, não pisquei... Apenas permaneci deitada... Olhando para o lustre.

- Vou tomar banho – disse o bocó.

- Vai lá... Você está cheirando a perfume de mulher.

- Teu nariz é maluco! – ele protestou e saiu rindo.

Levantei e percebi que alguém esqueceu o telefone desbloqueado... Opa! Uma nova mensagem de... COMO ASSIM? RENATINHA?

Notas finais
♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.