Desenhos
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Havia decidido passar um tempo fora de casa, já que precisava de mais paz e... Tranquilidade. E a casa do japonês parecia perfeita para isso! Apreciava muito a companhia do oriental, gostava de sentar ao seu lado na varanda, enquanto observavam as cerejeiras e jogavam conversa fora, enquanto degustavam de um chá preparado pelo dono da casa.
Ainda estava cedo, não devia ser mais que oito horas. Kiku havia saído há alguns minutos, dizendo que precisava comprar mais tinta para finalizar seus desenhos. Claro que Arthur havia se oferecido para acompanhá-lo, mas o nipônico recusou, com toda sua delicadeza. Afinal, não iria demorar e além do mais, o inglês precisava descansar de sua longa viagem.
Mas por Deus! Estava entediado e sem sono. Já tinha ligado a TV, jogado vídeo game, e até mesmo brincou com o Pochi-kun*, mas o pequeno cachorro logo se cansou e foi deitar em algum canto qualquer da casa. A única coisa que ainda não havia feito fora ler os mangás que sabia que o outro tinha e tanto apreciava. E porque não? Estava sem nada para fazer, e Kiku estava demorando mesmo... Por fim, decidiu ir até o quarto onde o oriental passava horas lendo vários mangás, ou até mesmo desenhando.
Passando pelo corredor e entrando no pequeno cômodo, deparou-se com estantes altas e cheias de mangás, além de uma mesa com folhas espalhadas, vários tipo de lápis, canetas, réguas, e inclusive uma pasta amarela, provavelmente a que Kiku guardava o mangá em que estava trabalhando, além de outros materiais de desenhos.
Ficou curioso. Afinal, queria saber o tipo de mangá o japonês estava fazendo. Será que ele se importaria se apenas desse uma olhadinha? Sem aguentar mais, a curiosidade decidiu dar apenas uma rápida olhada.
xXx
Surpreendeu-se ao ver o que menos esperava: Porque Kiku teria vários desenhos seus? Continuou olhando os desenhos, enquanto reparava o quão delicados e cheios de vida eram. Mas no fim das contas, ainda não havia entendido o que levava Kiku a desenhar alguém como ele... Afinal, não tinha nada de especial! Era uma pessoa comum.
Ouviu os latidos de Pochi-kun, seguidos pelo barulho da porta sendo aberta e fechada, além do barulho de chave acompanhando-a. Kiku havia chegado! Rapidamente, e meio enrolado, guardou os desenhos dentro da pasta, pondo-a no mesmo local em que lembrava ter pego, para assim sair do quarto, dando de cara com o japonês.
— Arthur-san? O que estava fazendo? – Perguntou, olhando confuso para o inglês a sua frente.
— Ah... Eu estava lendo um de seus mangás. – Não gostava de mentir, mas não sabia como o outro reagiria ao saber que havia olhado os desenhos.
— Mesmo?
— Uhum.
— E qual era? Você gostou? – Podia ver seus olhos, normalmente opacos, brilharem por um instante.
Não conseguia mentir para ele.
— E-eu... – Até tentou pensar numa saída, mas não esperava tal pergunta. – Sorry, Kiku, eu não li nenhum mangá... É que eu vi uma pasta em cima da mesa, e...
— Uma... Pasta? Ah! – Pôde ver o rosto do oriental rapidamente tingir-se de vermelho, abaixando sua cabeça de modo que a franja cobrisse seus olhos. – Etto... Gomenasai, Arthur-san... Deveria ter pedido a permissão para desenhá-lo.
— Não se desculpe, eu gostei dos desenhos! – E como não poderia gostar? Estavam realmente incríveis! – Gostei mesmo.
— Mesmo? – Kiku levantou o rosto rapidamente, ainda ruborizado, fitando o loiro. – Não está bravo?
— Bravo? – Perguntou, rindo em seguida. – É claro que não! – Jamais admitiria, mas nunca ficaria bravo com o moreno. – Se importa se eu ficar com alguns?
— Nem um pouco, fique com quantos quiser!
— Thanks, mas... Por que fez tantos desenhos meus? – A pele branca, já avermelhada, ganhou uma coloração ainda mais rubra. – Kiku? Está tudo bem?
— Arthur-san, e-eu... – Não acreditava que iria dizê-lo, mas havia decidido fazê-lo, e provavelmente não apareceria oportunidade melhor. – Eu gosto de você!
E depois de tanto tempo querendo falar de seus sentimentos para o britânico, finalmente havia o feito. O único problema era o medo de não ser correspondido, e de Arthur deixar de falar com ele.
— Eu também gosto de você, Kiku.
— Não, você não entendeu... Eu amo você, Arthur-san! – Viu a primeira lágrima deixar rastros pelo rosto vermelho do japonês, que começava a ficar trêmulo. – Mas eu tinha medo que você deixasse de falar comigo, ou pior, que começasse a ter nojo de mim. Eu não quero que nossa amizade termine, mas eu não aguento mais esconder isso de você! Então se você não quiser me ver de novo, eu... Eu enten-...
Parou de falar ao sentir os braços do loiro envolvê-lo de forma carinhosa e protetora, a mão direita pousando em sua nuca, puxando-o para um abraço.
— Eu também amo você, Kiku. – Um arrepio subiu por seu corpo ao sentir os lábios de Arthur ditar tal frase, tão próximos de sua orelha. – Eu nunca vou me afastar de você. Eu não viveria sem te ter por perto.
— Arthur-san...
— Não precisa falar nada... Eu posso... Posso te beijar? – Perguntou receoso.
O japonês, mais parecia que fosse desmaiar a qualquer momento, de tão vermelho que estava, o que aos olhos do inglês era muito fofo. O jeito tímido de Kiku foi o que mais o encantou, dentre tantas outras qualidades que o pequeno tinha.
— H-hai...
E assim o fez, tomou os lábios do outro de forma delicada e suave, com a intenção de não assustá-lo, ou apressar as coisas. Teriam muito tempo para aproveitar, e queria fazer tudo de forma especial para ambos. Fazer com que esse amor fosse delicado e cheio de vida, assim como os desenhos de Kiku.
Notas finais
AEAEAE Acabou a tortura gente O/ Podem relaxar agora Q
Eu sei que está um lixo mas... Reviews? *-*
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