Desencontros
1 Sinaleiros
Notas iniciais
Pode ser que ele esteja pequeno, mas é uma one shot afinal
Era engraçado como os cantos do lábio dele se repuxavam em um sorriso. Não era tímido, mas muito menos malicioso.
Aquele sorriso era delicioso.
Enquanto aproveitava cada milésimo daquele segundo, respondia com a mesma vontade. Era a primeira vez que isso me acontecia, e foi bom.
Cada vez que o carro andava, torcia secretamente para que o trânsito fizesse seu trabalho. Quando o carro parava, voltávamos ao jogo de olhares. Eu, com a minha inexperiência, escondia meu rosto vermelho e escaldante por detrás da mão, enquanto o sorriso brotava de lá mesmo. Meus olhos me impressionaram, tinham até certa autonomia para piscar e viajar por aquele olhar.
Ele? Era mais velho, mais experiente. Sabia o que fazer, sabia para onde olhar e sabia sorrir. Ah, se sabia.
Meu pai nem imaginava, sentado em seu próprio universo de motorista, o que se passava a suas costas. E eu não me arrependi.
Não sei que parte de mim mais gostou dele, e nem que parte dele eu mais gostei. Mas sabia que iria sentir falta daquele olhar.
E foi com um aceno de mão que nos separamos. Meu pai virou à esquerda e ele continuou reto.
Quem me dera saber apenas seu nome, ver mais uma vez aquele sorriso, sentir mais uma vez o coração disparado, ou as famosas borboletas no estômago.
Quem me dera poder me sentir, mais uma vez, amada daquele jeito proibido.
Notas finais
E, sem brincadeira, eu só voltei a publicar por causa de comentários. Por isso, não tenham vergonha ou preguiça, fará uma autora bem feliz!
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