Notas iniciais
Esse capítulo me é muito querido também! Foi uma novidade escrevê-lo (quer dizer, não exatamente uma novidade, mas ao mesmo tempo sim, hehe)

A travessa deslizou da minha mão e se estraçalhou no chão.

— Droga!

Todo o precioso conteúdo, uma deliciosa lasanha de bolonhesa modéstia à parte, espalhou-se pelo chão, cobrindo o recém lavado chão.

— Ah... poxa. – minhas mãos caíram ao lado do meu corpo e meus ombros pesaram – Lá se vai meu almoço...

No mesmo momento, ouvi minha campainha tocar. Desolado, caminhei solenemente até a porta, em luto pela lasanha.

— Sim? – abri a porta.

— Ah, uau. Desculpa! Má hora!

Assustado, o homem a minha frente levantou os braços e deu um passo para trás.

— Não, não! Que isso!

Ele era um pouco menor que eu. A pele morena brilhava sob a luz da porta da frente. Dois olhos castanhos me olhavam, quer dizer, me encaravam, profundamente. Era inteiramente perfeito.

— Olha, eu não quero ser rude, mas... – ele abaixou a voz – mas tem massa no seu cabelo.

Alcancei minha cabeça e notei pequenos pedaços molhados.

— É lasanha...

— Que festa deve ter sido... Olha, eu não quero incomodar, mas a sua namorada deve estar esperando e seu gato tá miando e...

— Eu não tenho.

— Gato ou namorada? – seus lábios se puxaram em um sorriso de canto.

— Os dois...

Seu sorriso murchou um pouco e ele empalideceu.

— Então o que está miando?

Olhei para trás e constatei o pior.

— Meu chefe.

— O quê? Como?

Percebi tarde demais como a conversa tinha ficado estranha.

— É o toque do meu telefone! É meu chefe chamando! Ah, minha nossa, desculpa... eu sou o pior... um desastre...

— De... de qualquer jeito, eu sou novo aqui... – ele respirou fundo e endireitou as costas – Me mudei para o apartamento do lado e já estava vindo me apresentar quando eu ouvi o barulho e vim ver se estava tudo bem e... bem, o resto você já sabe... – esticou a mão – Me chamo Ezequiel!

— Aham.

Ezequiel levantou uma sobrancelha.

— Desculpa de novo por ser intrometido, mas é agora que você se apresenta.

— É... – saí do meu pequeno transe – É! Desculpa eu! Meu nome é Bruno! – estiquei a mão e sorri.

Ele sorriu de volta e apertamos as mãos. A dele era quente e o aperto foi forte.

— Bem, eu tenho de ir ver como a mudança está indo... se você quiser almoçar comigo, quer dizer, se a lasanha tiver explodido como eu imagino.

— Ela explodiu, sim, é.

— Então teremos muito assunto para comentar!

Notas finais
Ah, é, é yaoi! Adorei escrever esse capítulo. Sinceramente. Comentem e me deixem saber o que vocês acharam!