Desejos libertos

19 Valentine´s Day - Comemorando


Notas iniciais
Ok minha gente, promessa é dívida. Segue o tão desejado lemon, espero que vocês gostem. Ficou enoooooorme, kkkk. Quatro mil e poucas palavras de puro lemon! Depois me digam se ficou muito chato, eu sou meio detalhista e talvez a narrativa tenha ficado meio lenta. Sei lá. Beijos

Me segurei para não correr nas escadas, entrei no quarto, fechei a porta e fiquei alguns segundos encostado nela, tentando controlar as borboletas nervosas.

“Agora não tem mais volta. Coragem. Não é nada demais — falei comigo mesmo — é só o Sebastian. Ele vai gostar”.

Fui até o banheiro e enchi a banheira, despejando nela óleo aromático de rosas, tem um cheiro muito bom e eu me lembro do Sebastian comentando comigo na loja o quanto havia achado gostoso, por isso eu comprei há uns dias já pensando em hoje.

Enquanto a banheira enchia, voltei para o quarto, por um golpe de sorte a Mei rin havia conseguido trocar os lençóis sem estragá-los. A cama realmente estava convidativa, peguei as rosas que o Finny tinha trazido e as desfolhei, espalhando as pétalas como gotas de sangue sobre os lençóis brancos.

Voltei para o banheiro, me despi e entrei na água. Estava morna e perfumada, afundei nela e relaxei por alguns minutos, tentando ainda me acalmar.

“Será que não estou sendo romântico demais? Nossa relação não é muito romântica e, se ele me achar bobo? E se ele rir da minha cara? Será que eu não estou sendo muito... delicado?” — o pensamento me sufocou e eu quase desisti.

“Mas um Phantomhive nunca desiste.”

Peguei a esponja e o sabonete e comecei a me banhar, esfregando todo o corpo e fazendo a fragrância de rosas impregnar na minha pele. Sai da banheira e me sequei.

Me certifiquei que a porta estava trancada e tirei a caixa do armário, sentei-me na pontinha da cama e a abri tirando com cuidado as peças de dentro.

“Como tive coragem de encomendar isso?”

Meu coração batia acelerado. Mas pensando bem, era isso que Sebastian queria. “Ele não estava tão vidrado na história do livro? E lá o rapaz seduzia o outro vestido de mulher. Era um rapaz de atitude, sabia o que queria e não media esforços para conseguir, era dono do próprio desejo e sabia usar o corpo para dar e receber prazer. Se era isso que ele queria, era isso que ele ia ter.”

Engoli em seco e peguei a primeira peça.

Era um corset, feito de seda azul royal e preto. Como era feito para enfeitar — “lingeries feitas para surpreender” — me lembrei do slogan da loja, e não para apertar, eu conseguiria vestir sozinho. Era uma peça pequena, cobria apenas o meu abdome, começava logo abaixo do meu peito, o que significava que meus mamilos ficariam descobertos — o que não me deixava muito tranquilo, sou muito sensível nessa região e o Sebastian sabe disso — e terminava na linha do quadril. Fitas de veludo preto desciam acompanhando o desenho da cintura e terminavam em dois laços um de cada lado, na linha das coxas. Atrás, era todo trançado com a mesma fita de veludo mas, diferente dos espartilhos, esse era para ser fechado pela frente, numa sequência interminável de pequenos botõezinhos redondos forrados de seda.

Vesti o corset e ele se ajustou perfeitamente no meu corpo, quem diria que foi costurado sem eu provar nenhuma vez? Fechei todos os botões pacientemente e parti para a próxima peça: meias ⅝ pretas, que chegavam apenas um pouco acima do joelho, confesso que é difícil deixá-las esticadas nas pernas mas na segunda tentativa eu consegui, elas eram finas e semi transparentes e na barra eram de renda. Tirei os sapatos de dentro da caixa e os calcei, eram sapatos de verniz, enfeitados com rendas e laços azuis e pretos, com saltos não muito altos; prendiam nos tornozelos por fitas que combinavam com as do corset, dei duas voltas no meu tornozelo e um laço na parte de trás.

Então fui para a frente do espelho verificar o resultado morrendo de medo e me surpreendi. Até que estava bom, o corset embora não apertasse, moldou a minha cintura e contrastou muito bem com a minha pele branca, confesso que estranhei as meias mas as fitas e o laço envolvendo meus tornozelos finos ficaram bonitas; virei para me olhar atrás, gostei do que vi: metade das costas muito brancas e a seda azul e negra com as fitas trançando todo o caminho até quase o quadril onde então se encontrava com três camadas de babados curtos intercalados nas mesmas cores do corset e davam a impressão que meu traseiro era maior e mais empinado do que realmente era, sem no entanto cobri-lo. Sorri timidamente com o efeito provocado pela roupa.

Parti para a parte mais difícil, levantei da caixa a roupa íntima: dois triângulos não muito pequenos, ligados por uma tira e com fitas nas extremidades opostas. Passei a tira pelo meio das minhas pernas e ajeitei os triângulos: um na parte da frente e outro na parte de trás e amarrei as fitas de cada lado do meu quadril. Eu estava parecendo uma mulher! Suspirei envergonhado de mim mesmo. Penteei meus cabelos jogando a franja por cima do olho do contrato, essa noite eu não usaria o tapa-olho, prendi uma parte do cabelo com uma presilha de tule e fitas para que ele todo não caísse no meu rosto. Dei uma última olhada no espelho e vesti um robe do mesmo tecido, com estampas de arabescos em relevo — não iria me mostrar logo de cara para ele. Mesmo assim, deixei o robe meio solto, caindo dos ombros, dava para ver que tinha algo a mais por baixo e, bem, tinha as meias e os sapatos à mostra

Olhei no relógio — “Sebastian deve estar subindo a qualquer momento”. Puxei a campainha do quarto, ela seria tocada na cozinha e ele saberia que eu o estava chamando. Subi na cama e fiquei bem no meio do colchão, sentei-me com as pernas separadas e dobradas para trás e aguardei.

Engoli em seco várias vezes, com medo que meu coração saltasse pela boca de tão acelerado que estava. Após alguns longos minutos, ouvi a maçaneta girar e a porta abrir. Me ajeitei na cama, sentando-me mais ereto.

A porta abriu lentamente e Sebastian entrou, estacou na soleira quando me viu naqueles trajes numa cama cheia de pétalas de rosas, então abriu um sorriso diabólico e entrou fechando a porta atrás de si já tirando o fraque. Sorri de volta e, ao mesmo tempo que ele se encaminhava para a cama, eu engatinhava para a beirada. Nos encontramos na borda e eu segurei na barrada do seu fraque, me ajoelhei na cama, e “escalei” a roupa dele, em momento algum desviei meus olhos dos dele que brilhavam só de me ver com o robe de seda. “Imagina quando eu tirar isso” — pensei rapidamente.

Envolvi seu pescoço com meus braços e o beijei, ele me agarrou literalmente e quase me engoli — que beijo calmo que nada — nossas línguas travavam uma batalha, ora na minha boca, ora na dele, eu parava o beijo apenas para mordiscar seu lábio inferior ou percorrer o contorno dos lábios dele com a língua, então ele gemia, principalmente quando eu o mordia e me apertava mais em seus braços e o nosso beijo se aprofundava ainda mais.

No meio desse beijo que tinha nos deixado pegando fogo, Sebastian tentou me derrubar na cama mas eu travei as pernas no colchão.

_Ainda não — falei o empurrando e descendo da cama. Vi a cara de decepção dele e ri internamente.

_De novo? — reclamou.

_ Calma — dei um sorriso meio torto e o puxei pela mão, ele me seguiu, ainda olhando meio hipnotizado para mim, o virei e fui o empurrando de costas enquanto ficava na ponta dos pés e depositava pequenos selinhos nos seus lábios até que ele caiu sentado na poltrona com um ôfego. Subi no seu colo sem soltar o peso, sustentando-me sobre os joelhos e voltei a beijá-lo, ele me abraçou, passeando com as mãos pelas minhas costas, elas deslizavam gostosas sobre a seda, ele as desceu, apalpando a lateral das minhas coxas, apertando-as, não se cansava, ora apalpando a lateral, ora a parte de trás, ora introduzindo os dedos por dentro da barra rendada, parecia que queria tirar as meias mas então mudava de ideia e voltava a passear com as mãos.

Não parei de explorar a sua boca e, como era deliciosa! E como ele parecia faminto! Aliás, ambos estávamos famintos. Sebastian subiu as mãos sob o meu robe mas eu as tirei antes que alcançasse o corset. Ele resmungou na minha boca mas não dei chance dele reclamar, separei nossas bocas, sentei no seu colo sentindo a pressão dura no meu traseiro e comecei a despi-lo lentamente, abri os botões da camisa e a puxei para trás, ele se desencostou um pouco da poltrona para que eu pudesse tirar a peça, deslizei as mãos espalmadas pelo seu peito, ainda sem quebrar o contato visual. Desci meu rosto e comecei a trilhar seu peito com beijos e lambidas, ele gemeu e segurou minha nuca, cheguei ao mamilo esquerdo, lambi, sentindo a pele suave da auréola se enrugar com o toque da minha língua, suguei forte do jeito que eu sei que ele gosta e assim que o botão endureceu o mordi.

_Aaahhhh — Sebastian gemeu e arqueou o quadril para cima, o forçando contra mim.

Me excitei ainda mais. Adoro ouvir Sebastian gemer e saber que sou eu que estou causando isso é ainda melhor.

Continuei sugando e mordendo, repetindo o processo ora em um, ora no outro, ou então beliscando-os enquanto beijava o entorno. A pele estava quente e toda eriçada com as carícias, mas eu não parei, continuei descendo os beijos, contornei cada gomo do seu abdome com os lábios e língua, Sebastian continuava empurrando o quadril para cima, eu sabia o que ele queria e não me fiz de rogado, porque eu queria tanto quanto ele.

Escorreguei do seu colo e me ajoelhei no chão entre as suas pernas, olhei para ele e seus olhos estavam muito vermelhos, ele me encarou também e eu abri sua calça, ele ergueu o quadril para que eu a puxasse, aproveitei e puxei seu quadril também, assim ele escorregou um pouco na poltrona. O membro saltou na minha frente quando o livrei do tecido que o prendia, o segurei com as duas mãos, deslizando os dedos sobre toda a extensão, estava duro, inchado, com a glande mais escura e de onde escorria um fio de pré-gozo. Não aguentei mais e lambi a ponta saboreando o gosto do líquido, Sebastian gemeu e ergueu o quadril. Voltei a lamber, agora toda a extensão como se fosse um grande sorvete, segurava a base e subia a língua desde a base até a ponta para então voltar o mesmo processo, enquanto massageava os testículos.

Me sentei sobre os meus calcanhares e empurrei os joelhos dele, abrindo mais as pernas e tendo melhor acesso, resolvi fazer o que eu tinha lido naquele livro, segurei o membro do Sebastian, o empurrando de encontro ao abdome, dei uma lambida em um dos testículos, Sebastian pulou da cadeira, lambi novamente.

_Está bom? — perguntei

_Bocchan… você está me enlouquecendo — seus olhos estavam semi-abertos e a voz rouca.

Não vou negar o efeito no meu corpo do que Sebastian falou, se eu já estava duro agora estava quase explodindo, meu pênis estava muito apertado debaixo daquela peça minúscula. Comecei a masturbá-lo e lambi o outro testículo, novamente ele pulou do assento, parecia que uma corrente elétrica estava atravessando seu corpo e quando suguei um deles e o pus dentro da boca e o massageei com a língua vi o resultado da minha ação.

_HHAAAAAHHHH — Sebastian gemeu alto, quase gritou e segurou meus cabelos.

Então abocanhei o pênis, Sebastian gemeu mais ainda, eu não parava de sugar, subindo e descendo com a cabeça, a cada vez eu tentava descer mais, tentando colocá-lo inteiro na boca. Cada vez que descia a cabeça, relaxava mais a musculatura da garganta e ele entrava mais fundo para, logo em seguida, subir sugando e arrancando gemidos altos do demônio, meus dedos continuavam massageando seus testículos. Abri meus olhos e o olhei, Sebastian estava entregue, seu rosto estava de lado, com a cabeça apoiada no encosto da poltrona, seus olhos estavam fechados e a boca entreaberta, sua mão estava apoiada na minha cabeça mas não forçava nenhum movimento.

Voltei a sugá-lo, aumentando a velocidade e a intensidade, forçando-o cada vez mais para dentro, sentindo-o aumentar de tamanho cada vez que forçava mais, e os gemidos aumentavam.

_Bocchan, se você não parar agora, não vou aguentar.

Não respondi e voltei chupá-lo com vontade, empurrando-o cada vez mais fundo. Minha garganta se fechava a cada investida, apertando o membro do Sebastian e fazendo-o gemer mais. Até que consegui, meus lábios tocaram seu púbis, Sebastian estava inteiro dentro da minha boca e segurava minha cabeça, suguei-o e senti os esguichos baterem no fundo da garganta, descendo direto pelo meu esôfago, prendi-o entre meus lábios por alguns segundos e quando parou de gozar eu o soltei, até porque não conseguia respirar tendo ele inteiro na boca.

Nossos olhos se encontraram e ele escorregou da poltrona, se juntando a mim, me deitou no chão e cobriu meu corpo com o dele, secou as lágrimas que escorriam nos meus olhos, eram lágrimas causadas pelo esforço de tê-lo todo — minha garganta ardia um pouco agora — mas ele as secou com carinho, passando os polegares pelas minhas bochechas.

_Bocchan…- puxou meu rosto para o seu e me beijou — Você é delicioso! — deixou a frase escapar.

Parei de corresponder ao beijo, travando imediatamente. Sebastian se afastou alguns centímetros.

_Desculpa, perdão — falou desesperado, seus olhos dançaram pela minha face, tentando ver se eu ia começar a chorar. Era difícil não me lembrar do Dimitri falando isso para mim, e Sebastian descobriu isso quando, algumas semanas depois daquela noite, nós estávamos nos beijando e Sebastian falou que eu era gostoso, eu travei na hora e comecei a chorar descontroladamente, desde então ele nunca falava nada nesse sentido. Odiei muito aquele demônio por ter roubado isso de nós. Mas cabia a mim superar, deixar para trás.

_Tudo bem. Pode falar, eu sei que não é ele — eu não ia deixar essas lembranças me machucarem mais.

_Você é completamente delicioso — repetiu.

Sebastian voltou a me beijar e eu me deixei levar. Logo estávamos nos beijando loucamente e nos apalpando, ele me apertava com força e eu ofegava tentando respirar entre um beijo e outro quando ele deixava minha boca para atacar o meu pescoço, ou puxava o robe, descobrindo meus ombros e depositando lambidas e mordidas no local. Agora a situação era inversa do que normalmente acontecia, Sebastian estava completamente sem roupa e eu ainda vestido, mas pelo jeito que ele puxava o meu robe, não ia ficar assim por muito tempo.

Com algum esforço, consegui escorregar para fora dos seus braços, era difícil pois toda hora ele me agarrava e estávamos sempre nos beijando mas eu não queria que fosse ele a abrir o robe.

Escapei dos seus braços e Sebastian se sentou sobre os calcanhares. Seus olhos não eram mais humanos e aquilo me excitou ainda mais, era possível ver o volume sob a seda que me cobria. Me levantei e dei alguns passos para trás, me afastando um pouco dele e me aproximando na cama. Seu olhar era predatório e quando sorriu vi as presas despontando entre os lábios, Sebastian apoiou as mãos no chão e agora sim, parecia um predador vendo a presa.

“Hora de desembrulhar o presente” — pensei.

Lentamente comecei a desfazer o nó da faixa que prendia o robe e o abri devagar, joguei os ombros para trás e a peça escorregou líquida pelos meus braços e costas e se e juntou aos meus pés. Baixei meus olhos — a vergonha havia voltado com força, me senti corar ainda mais — “E se ele não gostar?”

Aguardei Sebastian falar alguma coisa, mas só houve silêncio. Devagar, levantei os olhos e o encarei, ainda envergonhado. O que vi, fez meu ventre se retorcer e meu membro pulsar. Sebastian me encarava com adoração, estava boquiaberto, passou o dorso da mão da boca, acho que limpando alguma saliva — “Ele estava salivando por me ver?” — e afastou os cabelos do rosto, então voltou a apoiar as mão no chão e veio engatinhando com uma lentidão felina até mim onde se ajoelhou e ficou quase da minha altura, continuávamos nos olhando.

_Bocchan… O que está fazendo comigo?

Sebastian pegou um dos meus pés, levantou-o pelo tornozelo cuidadosamente e se abaixou, lambeu o meu sapato, numa atitude completamente submissa e não posso negar que aquilo me agradou, acariciei seus cabelos, ele olhou para mim e eu sorri, sei que foi um sorriso arrogante. Sebastian beijou o dorso do meu pé, subiu um pouco mais e puxou uma das fitas com os dentes desfazendo o laço e tirando o calçado. Fez a mesma coisa com o outro pé.

Eu me sentia quente e um pouco trêmulo. Sebastian beijou toda a extensão das minhas pernas e puxou as meias para baixo, beijando de novo a pele recém descoberta, queimei de desejo, não ia conseguir aguentar por mais tempo.

Puxei-o para cima e o beijei com desejo, ele me agarrou, me apertando. Soltei-o e dei mais alguns passos para trás, subi na cama ficando de quatro com as pernas afastadas, coloquei uma mão sobre o quadril, olhei para o Sebastian que ainda estava no chão.

_Vem — chamei com a voz arrastada, quase um gemido.

Num segundo eu olhava com cara safada para o demônio e no seguinte Sebastian estava em cima de mim, me derrubando e me prensando contra o colchão. Suas mãos pareciam que estavam em todo o meu corpo ao mesmo tempo, não houve um único lugar do meu corpo que não tenha sido tocado de modo provocante por Sebastian. Ele mordia e beijava minhas costas me fazendo arrepiar e gemer. Apertava minhas coxas, cintura e braços. Sentou sobre as minhas coxas e passou as mãos sobre o corset, eu estava de olhos fechados com a lateral do rosto apoiado nos lençóis.

_Lindo… — ouvi ele sussurrar.

Sebastian apalpou minhas nádegas, apertando-as, e separando-as um pouco, mordeu cada uma sobre o tecido enquanto suas mãos puxavam as fitas que prendiam a peça no meu quadril. Puxou a peça e ergueu o meu quadril, senti a língua tocar a minha entrada, contraí a musculatura da região e Sebastian agarrou com mais força o meu quadril, enterrando o rosto e intensificando o contato, forçando a língua na entrada.

_Ahhhhhaa — gemi vergonhosamente, mais vergonhosamente ainda eram os sons que Sebastian fazia atrás de mim.

Ele continuou me lambendo e sugando o local, fazendo minhas pernas tremerem e minha mente voar — meu mundo novamente era só Sebastian e era somente ele que eu queria. Segurei uma das suas mãos pelo punho e o puxei para frente, ele se ergueu pelas minhas costas e nos beijamos sobre o meu ombro, seu pênis foi encaixado no vão entre as minhas nádegas e conforme nos beijávamos ele se esfregava ali. Eu sentia que ia queimar, derreter até não sobrar nada e ele nem tinha entrado em mim ainda! Sebastian levou uma mão ao meu mamilo e o beliscou repetidamente.

_HAaahha S-Sebastian — pendi minha cabeça para frente, aquilo ia me matar, minha vontade era deixar ele tomar as rédeas da situação como sempre acontece — “Mas hoje não”.

Levantei minha cabeça novamente e continuamos a nos beijar, aproveitei que estávamos meio tortos e o puxei, invertendo nossas posições. Sentei no seu quadril e comecei a masturbar nossos membros juntos na mesma mão.

_Quero que me chupe — declarei.

Ele fez menção de se levantar.

_ Continue deitado — falei, ele me puxou para mais um beijo.

Conforme o beijava, coloquei um travesseiro a mais sob a sua cabeça, separei nossas bocas e subi, me sentando no seu peito, prendi seus braços com os meus joelhos, segurei a cabeceira da cama com as duas mãos.

_Abra a boca.

Ele me obedeceu e eu penetrei lentamente sua boca. Graças ao travesseiro extra o ângulo foi perfeito, senti a ponta bater no fundo da garganta. Ele me sugou, prensando meu membro entre o céu da boca e a língua, criando um espaço quente, úmido e perfeito para a sucção. “O paraíso deve ser assim” — pensei, começando a mover meu quadril e controlando o ritmo das estocadas na boca do Sebastian. Ambos gemíamos e o quarto começava a cheirar a sexo. Eu já não conseguiria me segurar mais.

Peguei a mão dele e lambi dois dedos, Sebastian sabia o que fazer.

_Aaah aahh aaahhhh — gemi quando os inseriu em mim — os dois juntos. Eu continuava sendo chupado e os dedos acompanhavam o ritmo de cada sucção.

Senti o orgasmo vindo e tentei sair da boca do Sebastian mas ele não deixou, segurou meu quadril com força, enterrando os dedos mais profundamente. Sugou mais forte e eu me desfiz na sua boca, gemendo alto e segurando com força a cabeceira da cama.

Sebastian me tirou de cima, me deitando ao lado, eu estava completamente exausto — foi o maior orgasmo da minha vida. Mas Sebastian não estava satisfeito, puxou meu braço, me virando de barriga para cima. Colou seus lábios nos meus e enrolou sua língua na minha, senti meu gosto na boca dele, não é ruim mas eu prefiro o dele.

Eu estava mole por causa do orgasmo, porém fui desperto pela voracidade de Sebastian. Ele ergueu uma perna minha, apoiando-a no ombro, beijou e mordeu meu tornozelo, a outra ele a manteve flexionada e aberta.

Levei minhas mãos ao corset e comecei abrindo os botões — embora não apertasse muito, aquilo não estava me deixando respirar direito.

_Fique com ele — Sebastian segurou minhas mãos — Você está bonito demais para tirar.

_Pervertido — mesmo naquela ocasião eu não consegui evitar ficar vermelho.

_Você se veste assim para mim e eu é que sou o pervertido? — perguntou sorrindo.

Sorri de volta, do jeito mais sacana que eu achei que fosse, ele voltou a beijar minha perna. Ajeitou o membro na minha entrada e empurrou, entrando com tudo. Dei um grito de prazer, agarrei seus braços o puxando para mim, arranhei suas costas e mordi seu ombro. Ele gemeu e voltou a estocar,senti seus testículos baterem nas minhas nádegas.

_Está mais apertado — comentou voltando à posição inicial e começando a estocar violentamente.

Nos movíamos em sincronia, eu jogava meu quadril de encontro ao do Sebastian na mesma velocidade e fúria, queria que ele fosse cada vez mais fundo, cada vez mais rápido. Meu membro estava duro novamente e eu o manipulava.

_Mais forte — pedi ao que foi prontamente atendido. Sebastian me segurou mais forte e montou duro em mim, me colocando de quatro. Movimentos curtos e bruscos fazendo a cama ranger e bater ruidosamente contra a parede.

O prazer cresceu, tomando conta de todo meu ser, eu já não pensava em nada, apenas naquela sensação. O orgasmo se aproximou rápido.

_HHAAAAHH, AHHH AHHH. Se-Sebastian, ahhh — gemi o nome dele.

Sebastian percebeu que eu ia gozar, senti que ele estava próximo também. Rebolei mais, jogando violentamente meu quadril contra o membro dentro de mim. Sebastian estocou mais três vezes — forte, duro e violento — e gozamos juntos, gemendo e gritando.

Caí na cama, meus braços não aguentando o meu peso. Sebastian rolou para o lado, saindo de mim. Eu estava suado, ofegante, corado e completamente despenteado, olhei para Sebastian e me alegrei — ele não estava nem um pouco diferente. Me puxou para que eu deitasse sobre seu peito, aconcheguei minha cabeça sobre seu ombro e abracei sua cintura, ele passou um braço por trás da minha cabeça e acariciou minhas costas. Ergui meus olhos para ele.

_Feliz dia dos namorados, Sebastian.

Ele sorriu, estava começando a voltar a parecer humano, mas as presas ainda estavam proeminentes.

_Feliz dia dos namorados, bocchan.

Ficamos abraçados por um tempo, apenas nos acariciando até as nossas respirações normalizarem.

_Acho que precisamos de um banho — comentou Sebastian e eu concordei.

Ele saiu e foi preparar a banheira. Pelo jeito encontrou o óleo aromático pois logo o cheiro de rosas tomou conta do ambiente. Enquanto a banheira enchia, ele voltou para a cama e tornou a me beijar.

_Ei, ei. Nada de se animar — eu falei — Vamos só tomar um banho.

Ele riu e me seguiu até o banheiro. Entramos na banheira e ela estava realmente deliciosa. Apoiei as costas no peito do Sebastian e ele começou a me esfregar com a esponja.

Virei meu rosto para trás e o beijei por cima do ombro. O beijo começou a esquentar e eu tive que me virar para não ficar com torcicolo.

Quando dei por mim estava sentado no colo do Sebastian e ele brincava com a minha entrada. Estávamos ambos duros novamente. Levei minha mão para trás e o posicionei, ele retirou os dedos e eu comecei a descer lentamente. Depois do que havíamos feito a poucos minutos, ardeu para entrar mas eu não me importei. Desci devagar, segurando nos ombros do Sebastian e sendo ajudado pelas mãos dele no meu quadril. Quando cheguei ao fim, soltei a respiração gemendo um pouco — dor e prazer se misturavam numa combinação perfeita — Sebastian gemeu também e jogou a cabeça para trás.

_Apertado. Tão apertado — gemeu rouco.

Não consegui conter o sorriso e comecei a me mover, impulsionando meu quadril para cima e para baixo, ganhando intensidade e velocidade conforme nossos gemidos aumentavam. Sebastian me segurava pela cintura, não me deixando perder o ritmo; nossos corpos se moviam numa dança erótica e frenética, formando ondas e derramando a água pelo chão. O membro do Sebastian atingia meu ponto várias vezes, me fazendo gritar e gemer, eu arranhava as costas e braços do demônio e ele me apertava — era óbvio que ficaríamos marcados.

Atingi o clímax antes dele, sem nem ao menos tocar no meu membro, mas continuei no mesmo ritmo até sentir ele se derramar dentro de mim. Larguei meu peso sobre seu tórax e ele me abraçou.

Terminamos o banho e eu caí praticamente dormindo na cama. Senti ao menos, Sebastian me abraçar e nos cobrir e então eu adormeci quase imediatamente.

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Acordei no meio da madrugada — tudo ainda estava escuro. Sebastian beijava meu pescoço e me encoxava, pressionando seu membro no meu traseiro. Eu nem havia percebido mas estávamos dormindo nus. Estava sonolento.

_Você não dorme não? — resmunguei já sabendo a resposta.

_Huuum… não — ele continuava a beijar, pescoço, ombros, orelha e clavícula.

_Sebastiiiiaaann — choraminguei — Estou com sono.

_Deixa que eu te acordo.

E acordou mesmo, beijou minha boca, deitando-se sobre mim e esfregando seu membro rijo na minha coxa ao mesmo tempo que pressionava o meu com a sua perna.

Enlacei seu pescoço com meus braços e ele desceu as mãos: uma, parou no meu mamilo estimulando-o; a outra, no meu pênis. Gemi quando os dedos se enrolaram nele e começou a movê-lo.

As carícias do Sebastian já tinham me deixado quente e ofegante. Eu precisava desesperadamente dele.

_Sebastian … eu… preciso de vo-você.

Mas ele continuou me manipulando, me deixando louco com as mãos e boca.

_Não me faça esperar — gemi, tentando puxar o ar.

_Peça.

“Maldito, me acorda no meio da noite e ainda me faz implorar”.

Ele sugou um mamilo e mordiscou a ponta enquanto aumentava o ritmo da masturbação.

_Por favor, Sebastian — a frase pulou da minha boca.

Senti Sebastian sorrir e ele entrou em mim, me fazendo gozar em poucos minutos e pela quarta vez em uma noite.

Notas finais
Ainda vai ter mais um pedacinho. Beijos