Desejos libertos
6 POV Sebastian
Notas iniciais
Como ordenado pelo Bochan eu fiquei no cabriolé, sentado no banco do condutor, o cavalo de cor caramelo estava alheio a tudo, comendo tranquilamente o capim que crescia entre as pedras do calçamento da rua.
Fiquei olhando enquanto o jovem mestre se aproximava do leão de chácara que guardava a entrada do local e oferecia maçãs sorrindo. "Será que ele tinha noção do poder do sorriso dele?"
Vi quando o chefe do local veio de encontro a ele e o levava para dentro do prédio o conduzindo pelo ombro.
Eu sabia que essa noite seria perigosa e não era a primeira vez que ele corria risco, já havia sido sequestrado, ameaçado e espancado outras vezes mas ultimamente eu vinha gostando cada vez menos dessas missões e do risco que ele corria. Garoto tolo, se jogando nas missões dadas pela rainha sem medo, sempre confiando que eu não o deixaria morrer. É lógico que eu não deixaria isso ocorrer mas um pouco se prudência não faria mal a ninguém. Nos últimos meses eu vivia em estado de alerta permanente pois ele angariava inimigos cada vez mais poderosos no submundo.
Já fazia um bom tempo que ele tinha entrado e nada de notícias, nem saía nem me chamava.
Depois de três horas comecei a perceber alguns homens saindo do local pela porta principal mas o que me chamou mais a atenção foi o fluxo de carregadores levando grandes caixotes, saindo sorrateiramente pela porta lateral que dava para um beco e carregando a parte traseira de uma carroça. Pulei do cabriolé e fui averiguar, sentia cheiro de morte.
Antes que pudesse me aproximar do beco ouvi ele me chamando; ouvir não é a palavra correta, eu senti que ele me chamava, virei e me encaminhei para a entrada. O brutamontes tentou me impedir mesmo quando eu disse que ia sair logo, só tinha ido buscar uma pessoa. Bem, tive que quebrar as pernas dele para que saísse do caminho porém ele começou a gritar, logo ia começar a aparecer gente. Não queria atrair nenhuma atenção então tive de silenciá-lo, o pescoço ficou meio estranho mas eu consegui que ele ficasse quieto.
Entrei no prédio, passei pelo salão vazio e me encaminhei para o andar superior. O local cheirava a ópio mas havia outros odores mais fortes ali, odores que humanos não sentiriam: medo, raiva, dor, terror e desespero. Para um demônio como eu, esses odores são tentadores. Havia também cheiro de sexo, sexo forçado que não agradava tanto assim.
Procurei pelas inúmeros quartos, pelo jeito a reunião havia sido rápida, todos os quartos estavam vazios exceto um em que tinha um menino deitado sobre uma cama enorme, devia caber ali umas seis pessoas ao mesmo tempo. Ele estava de barriga para cima, os braços afastados do corpo, levemente flexionados para cima. Me aproximei, parecia que estava dormindo porém quando cheguei perto percebi a enorme mancha escura que se espalhava pelo lençol branco, se o local estivesse iluminado seria possível ver a profunda cor vermelho escuro, eu porém, não precisava, o cheiro forte de sangue tomou conta do meu nariz. Me aproximei mais, agora acreditando que já estivesse morto, embora sentisse que um fio de vida ainda o prendia: seu semblante era calmo, a pele morena clara do rosto ainda rechonchudo por causa da infância emoldurado por cabelos castanho claros; cheguei à borda da cama e ele abriu os olhos debilmente, tentou se afastar mas estava fraco demais, senti um pouco do medo vindo dele. "Claro, ele acha que eu era mais um daqueles" — mas, mesmo o medo sumiu dando lugar à resignação. É quando se sabe que a alma está morta: quando nenhum sentimento a anima, apenas a resignação.
Aquele garoto não sentia mais medo, nem ódio nem raiva nem revolta apenas a resignação e a tristeza profunda de quem nunca teve nada e as únicas coisas que tinha haviam sido tiradas: a vida e a esperança de um futuro. Ele me olhava fixamente sob as pálpebras semi cerradas então ele as fechou suspirando. Não havia porquê ele continuar aqui.
_Acabou. Descanse — falei enquanto levava minha mão em direção à sua fronte.
***
Fechava a porta do quarto onde o menino estava quando ouvi novamente o Bochan me chamando agora mais forte e claro, dessa vez eu sabia exatamente onde ele estava. Me encaminhei para lá rápido, uma parte de mim temia que ele estivesse igual ao garoto mas a parte racional sabia que estava ileso. Caso estivesse correndo perigo de morte eu saberia.
Cheguei ao quarto, tinha certeza que o conde estava por trás daquela porta, a abri sorrateiramente sem fazer nenhum barulho e fui atingido por uma lufada de luxúria e perversão. No meio do quarto havia um círculo de dez homens, pelas posições e movimentos estavam se masturbando vendo alguém no meio do círculo e esse alguém era o Bochan que era mantido ajoelhado e amarrado, estava semi nu e visivelmente drogado; à sua frente um homem segurava seu cabelo mantendo a cabeça do conde erguida e se preparava para penetrar sua boca.
Alguma coisa ferveu dentro de mim e não foi apenas a necessidade de salvar a sua vida, era mais... Algo como ódio por aquelas pessoas terem tocado nele. Algo sem sentido mas assim que me pareceu.
Agi automaticamente, sem raciocinar, e atirei a primeira faca atingindo a nuca do homem com força suficiente para atravessar a garganta e então ele caiu, eu vi o conde melhor: estava corado, os cabelos em desalinho, seus pés e mãos estavam imobilizados a carne, em volta das cordas, vermelha e esfolada, seu rosto estava salpicado de sangue do seu algoz. Senti que ia retomar à minha forma original, solicitei que ele fechasse os olhos o que ele obedeceu prontamente, seguiu-se uma luta rápida, todos foram pegos de surpresa e estavam desarmados, parei quando todos os corpos estavam no chão, o sangue começava a escorrer formando poças.
Caminhei até o mestre e o puxei pelo ombro, ele tentou se desvencilhar antes de reconhecer minha voz então ele se largou nos meus braços, olhei suas costas: estava toda marcada por vergões vermelhos que desciam até suas nádegas. Aquela pele tão branca agora estava maculada, passei meus dedos sentindo o relevo dos ferimentos, uma parte de mim ficou excitada ante aquela visão, tive vontade de lambê-lo, percorrendo a língua pelos vergões sentindo o sabor do sangue do meu mestre. Me lembrei de muito tempo atrás numa outra estadia minha no mundo dos humanos quando eu também fui um dominador, mas tratei de esquecer isso, agora eu era Sebastian e pertencia ao jovem mestre.
Passei meus braços por suas costas e pernas e o ergui, me surpreendi pois ele gemeu de um jeito muito significativo e percebi que ele estava excitado fiquei duro na hora e tive que me controlar para não tocá-lo no mesmo instante.
No caminho da mansão tive que colocá-lo ao meu lado no banco do condutor pois ele não estava em condições de ficar sozinho no banco de trás. Ele se aconchegou junto a mim e eu passei meu braço pelo seu ombro.
Chegamos e eu o levei ao seus aposentos, enquanto a banheira enchia, limpei seus ferimentos tirando a sujeira. Perguntei se ele tinha condições de ficar em pé, como não obtive resposta o peguei no colo levando-o já despido e coloquei-o na banheira. O conde afundou imediatamente cobrindo até mesmo a cabeça esperei um pouco achando ele iria emergir a qualquer momento e quando isso não aconteceu puxei sua cabeça para fora d'água.
_Desse jeito você vai se afogar, Bochan — mas assim que o soltei ele voltou a mergulhar.
"Que chateação! Como eu ia conseguir segurá-lo e lavá-lo ao mesmo tempo?" Então tive uma ideia, ele estava tão drogado que nem ia se lembrar, tirei minhas roupas rápido e entrei na banheira com ele.
Comecei a banhá-lo e juro que a intenção era somente essa, talvez só senti-lo um pouco… Mas o Bochan se apoiou no meu tórax, a cabeça jogada para trás no meu ombro, o pescoço ali...tão disponível. E então ele gemeu mais uma vez e vi seu membro endurecendo, talvez fosse só um efeito da droga e da água quente mas então aquele pirralho tinha que levar as mãos até o membro e pressioná-lo na minha frente. Respirei fundo tentando me controlar sem êxito, minha ereção ergueu-se e eu o abracei puxando-o de encontro a mim, pressionando seu traseiro no meu pênis. Ele gemeu semi consciente, percorri minhas mãos pelo seu corpo até alcançar seu membro que não era muito grande mas que, quando ele ficasse mais velho, com certeza seria bem dotado. O pensamento dele com a Lizzy, num futuro em que eles estivesse casados — afinal eram noivos, passou pela minha mente o que me despertou um sentimento estranho que tratei de mandar embora rápido.
Minha boca estava na curva do seu pescoço, não resisti a tentação e o mordi forte, não o suficiente para marcá-lo. Comecei a masturbá-lo e ele gemeu meu nome.
"Inferno! Eu queria tomá-lo ali. Virá-lo de costas e sentir sua entrada apertando o meu membro conforme empurrava dentro dele."
Ele gemia e suspirava com a minha carícia, suas mãos apoiadas nas minhas coxas apertavam levemente, logo ele ia gozar e eu não ia conseguir me controlar.
Parei antes que perdesse a cabeça, vi quando ele me olhou bravo mas não me importei: não queria cruzar essa linha. Me enrolei na toalha e o tirei da banheira; fiz o meu trabalho e o coloquei debaixo da cobertas ignorando o olhar pidão dele.
Voltei para o meu quarto com o pênis latejando de tanto tesão, chegava a doer e não tive outra alternativa do que me aliviar pensando no bochan gemendo e se contorcendo embaixo de mim.
***
Na manhã seguinte agi do modo mais natural possível, preparei seu café da manhã e subi para acordá-lo. Ele acordou como todas as manhãs, se espreguiçando como um gato e tentando se proteger da claridade. Escolheu comer croissants de chocolate, quando o recheio cremoso escorreu pelos seus dedos e ele os lambeu, senti uma fisgada na minha virilha imaginando se ele iria me lamber assim. Então a fantasia foi embora quando ele começou a me perguntar dos eventos da noite passada, relatei tudo à ele mas quando perguntou o que houve quando nós chegamos eu me fiz de desentendido e saí rapidamente do local.
"Então ele se lembrou", mas isso ia ficar só na lembrança confusa dele pois eu não pretendia confirmar nada, não queria passar dos limites com ele. Sim eu o desejava, e não só a sua alma; mas eu não queria me envolver desse jeito, principalmente com ele, tínhamos um contrato e ao fim deste eu iria devorar a sua alma, sua existência seria aniquilada, absorvida por mim. Não queria nutrir qualquer sentimento por aquele pirralho arrogante pois senão como eu iria conseguir continuar a viver sabendo que ele não existia mais?
Se passou uma semana, sete malditos dias em que eu exercia minhas funções aparentemente normalmente não deixando o conde perceber o quanto eu estava tentando me controlar naquela minha rotina: eu era a primeira pessoa que o Bochan via ao acordar e a última ao adormecer e nesse meio tempo eu tinha que despi-lo, banhá-lo e vesti-lo. Isso sim era tortura: tê-lo tão ao alcance e não tocá-lo como eu queria. Todos os dias eu me controlava para, à noite, me aliviar imaginando o que eu faria se liberasse todos os meus desejos.
Eu não tinha necessidade de dormir como os humanos porém precisava ter um período de descanso até porque me manter nessa forma despende muita energia. Nem isso eu conseguia, era desperto toda noite sentindo o Bochan me chamando, sussurrando e gemendo o meu nome; eu sabia que ele estava sonhando e sabia o que aconteceria se eu subisse, então eu me mantinha nos meus aposentos, suando e tentando contornar a excitação.
No dia seguinte o Bochan sempre parecia mais irritado e sonolento.
***
Naquela tarde, como sempre, eu preparei o chá das cinco e levei até o escritório, o jovem mestre estava à sua mesa, distraído; um tabuleiro de xadrez estava à sua frente com um jogo abandonado no meio. Hoje ele parecia pior do que nos outros dias. Tentei animá-lo com a torta e cometi mais um erro.
"Por que raios ele tem que comer desse jeito???? A expressão do rosto era tentadora" — pensei.
Ele abriu os olhos e me pegou o olhando fixamente, falei uma meia verdade, já que eu era impedido de mentir, sobre como era interessante ver os humanos entregues às sensações, embora eu quisesse ver o Bochan entregue à outro tipo de sensações, mas essa última parte eu guardei para mim. Ele corou com a resposta.
_O que você sabe sobre sentimentos, demônio? Acaso você sente? — ele me perguntou.
Arqueei um pouco as sobrancelhas. Poderia ter respondido que sentimentos e sensações são coisas diferentes, mas estava com pouca paciência — iria deixá-lo constrangido e sair daquele escritório rápido, ainda tinha muita coisa para fazer: era dia de folga dos empregados e eu iria cuidar do jantar, se bem que mesmo que todos estivessem na mansão seria eu a cuidar de tudo.
Dei a volta na mesa e me inclinei sobre o jovem mestre, segurei seu queixo mantendo o rosto erguido e me inclinei mais em direção ao seu rosto. Pude sentir o calor que emanava dele, seu hálito e a súbita mudança do ritmo cardíaco.
_ Mais do que você pode imaginar, Bochan. — falei.
O efeito foi imediato, ele arregalou os imensos olhos azuis, e depois — droga, achei que iria ficar contrangido, bravo, alguma coisa assim, mas aquele maldito pivete fechou os olhos. Ele queria que eu o beijasse, achou que isso iria acontecer e fechou os olhos, aguardando o contato, até mesmo entreabriu os lábios minimamente.
Isso é que é inferno! Considerei por um minuto ceder à esse desejo, mas então me endireitei e me encaminhei à porta. Não iria fazer isso!
_ Maldito — ouvi ele dizer e depois — Aonde você vai?
Respondi mas ele não se deu por satisfeito. Queria que eu jogasse xadrez. Não gosto desses jogos, eu brinco com almas e vidas não com peças. Mas ele insistiu, insistiu e por fim deu sua cartada final: apostaria um pedido. Ele não tinha ideia de como se arriscava apostando isso, ou talvez tivesse e estava preparando uma armadilha para mim.
Respirei fundo e aceitei afinal, não tem o ditado: “Já que está no Inferno, dance com o Diabo”? Pois então iríamos dançar.
Deixei-o ganhar nos primeiros movimentos, só mesmo para ele pegar confiança, não que ele não soubesse jogar, sabia muito bem. Mas então eu resolvi mostrar para que eu vim. era fácil enganá-lo, sua arrogância não permitiu ver o erro que ele cometia vendo o jogo por partes e não o todo. Em oito movimentos eu anunciei o xeque mate e venci.
Agora ia começar a diversão, ri internamente. Anunciei o meu pedido:
_Você.
A expressão que ele fez foi ótima. Pude ver o espanto seguido da compreensão do real significado das minhas palavras. Então ele ficou bravo: " Sério que ele ainda insistia na história de devorar alma? É por isso que ele é deliciosamente tentador, parece muito adulto e maduro mas é inocente demais."
Me levantei conforme ele vinha para o meu lado — “hora de dar o bote”:
_ Você acha que é só a sua alma que eu quero devorar? — declarei, segurando sua nuca, ele ficou em choque, levei minhas mãos à sua cintura e o coloquei sentado sobre a mesa diminuindo a nossa diferença de altura. Juntei nossos corpos e colei meus lábios naquela boca de lábios tão macios, eles ofegou assustado e eu senti meu ventre apertando e o fluxo de sangue descendo.
O conde ficou parado, imobilizado, não resistia ao beijo mas também não abria a boca, então eu contornei o seu lábio com a língua, insitando-o a abrir a boca o que ele prontamente o fez. Adentrei minha língua na boca do jovem amo e ela tinha um gosto muito melhor do que eu imaginava, ainda tinha um pouco do gosto da torta que havia comido poucos minutos antes, mas o sabor dele era mais forte: doce, puro e virginal. Meu membro se contraiu dentro das minhas calças.
O abracei forte, exterminando qualquer espaço entre nossos corpos, pressionei-o contra mim e ele gemeu. Eu ia perder o controle, eu sabia. Peguei ele no colo e me encaminhei para o quarto rápido antes que eu o tomasse sobre a mesa do escritório. Bochan era mesmo atrevido, me abraçou, beijou e lambeu meu pescoço, beijou minha boca e “Onde ele aprendeu a sugar a língua desse jeito???”. Se esfregou em mim por todo o percurso — “Que droga de mansão imensa! Parecia que o quarto nunca chegava!”
Coloquei ele na cama com uma calma aparente e comecei beijando-o, minha vontade era pular em cima e acabar logo com a minha fome pelo seu corpo, porém não queria assustá-lo nem machucá-lo, embora um pouco de dor seja bom, mas deixa isso para uma outra vez. Eu via que ele estava com medo e vergonha, embora sentisse o cheiro da sua excitação.
Me segurei e agi com calma, saboreando cada trecho de pele que eu descobria, cada expressão que ele fazia, cada gemido e suspiro que escapava pelos seus lábios. Meu joelho pressionava entre as pernas dele eu podia sentir seu membro ereto. Ele com toda certeza nem se dava conta de como ele estava se esfregando contra mim.
Desci beijando seu pescoço até chegar ao peito onde tomei um mamilo, passei a ponta da língua rodeando a auréola depois mordisquei a ponta puxando entre os dentes, ele gemeu e se arqueou, segurou minha cabeça.
Estava entregue a mim, perdido no prazer que sentia; eu ia fazer ele sentir muito mais. Desci beijando sua barriga lisa, lambi o umbigo mordiscando a borda, ele gemia e se contorcia tentando se controlar. Tratei de tirar a bermuda dele com a sua ajuda, pelo jeito ele estava tao ansioso quanto eu. Me inclinei sobre o membro e o vi fechar os olhos, achou que eu ia chupá-lo.
"Ainda não" — pensei enquanto eu erguia uma perna sua e começava a trilhar com beijos e lambidas desde o calcanhar até a coxa, sentindo a pele se arrepiar com o meu toque só então eu o abocanhei, lambendo toda a sua extensão e sugando a ponta me deleitando com o sabor levemente salgado do pré-gozo. O jovem mestre gemia, uma mão erguida com os dedos crispados puxando a franja, ele estava totalmente adorável, corado, suando e ofegante.
Coloquei-o totalmente na boca e comecei a sugar, ele sussurrava o meu nome entre suspiros, engoli todo o pré-gozo que ele soltava e comecei a perceber que o membro dele aumentar indicando que iria gozar logo. Ele então segurou minha cabeça empurrando para baixo enquanto movia seu quadril para cima — estava estocando na minha boca — "Garoto arrogante, sempre querendo tomar a frente de tudo, assumir o comando. Mas hoje não; hoje você será o brinquedo nas minhas mãos". Levantei a cabeça: iríamos gozar juntos.
Me ergui para admirar a visão do Bochan ali tão entregue , ele levantou e começou a desabotoar minha camisa, deixei ele me despir sentindo os dedos trêmulos e desajeitados lutarem com os botões, a sensação era ótima, eu sentia o nervosismo dele mas também a sua excitação, era muito bom corromper a pureza mas a do Bochan prometia ser memorável. Eu sentia minhas costas formigarem e uma queimação interna me indicando que eu estava perdendo o controle, minha forma original ameaçava voltar, tentei me controlar: ele não podia me ver nessa forma, ainda mais nesse momento.
O jovem mestre colocou as mãos por dentro das minhas calças, segurando meu pênis e massageando, o resto da minha sanidade se quebrou, então tentou me empurrar para que me deitasse, abri meus olhos, eu sei o que ele viu — meus olhos já não eram tão humanos — virei seu corpo de costas para mim e o posicionei, ele estava bem obediente, nos movíamos sem precisar falar nada, e então eu o lambi, salivei na sua entrada, lubrificando para o que iria entrar ali em poucos minutos. Ele deu um pequeno grito quando minha língua pressionou a entrada ainda mais, sua voz já rouca de tanto gemer, suas mãos estavam apoiadas na cama, apertando os lençóis, continuei saboreando, aplicando a intensidade certa, mostrando o quanto eu o desejava, por vezes, eu apertava suas coxas, subia minhas unhas pela parte posterior da coxa, desde a parte de trás do joelho até o começo das nádegas e descia — o efeito era imediato: a pele se arrepiava e ficava levemente vermelha; quando eu dava uma trégua nas lambidas, distribuía mordidas pelas nádegas e coxas, meus dentes estavam mais afiados pela transformação iminente então cada mordida ficava claramente marcada na pele branca, ele não parecia se importar, pelo jeito gostava um pouco de dor – “Bom saber”.
Tive que parar, suas pernas não conseguiam se sustentar e ele escorregava toda hora, o virei de barriga para cima e o chupei novamente, aproveitei esse momento e introduzi um dedo, ele gemeu e eu comecei a movimentar, era muito apertado, se só com um dedo ele já me apertava imagina com o que viria depois? Introduzi o segundo dedo e observei sua expressão: o desconforto inicial, a contração da musculatura tentando expulsar o invasor e então o prazer provocado pelos movimentos dos dedos, os olhos se fechando, os lábios afastados na respiração acelerada — era uma delícia vê-lo assim, muito melhor do que nas minhas fantasias. Ele corou violentamente quando percebeu que eu o observava, fez menção de esconder aquele rosto adorável porém eu o impedi, precisava ver aqueles olhos bicolores tão brilhantes, as pupilas dilatadas de desejo, ele me desejava tanto quanto eu o desejava.
Me posicionei no local e empurrei meu membro forçando a musculatura que se contraiu impedindo a entrada; ele gemeu de dor e tentou se afastar mas eu o segurei na posição, tomei seus lábios abafando os gemidos e continuei forçando um pouco, me afastando e voltando a forçar até ele se acostumar. Quando senti que ele estava mais relaxado e entregue à dança da minha língua na sua boca, forcei mais e então entrou a glande; ele gemeu mais forte, se agarrando a mim, suas unhas cravadas nas minhas costas, eu morri e renasci no mesmo momento tamanho o prazer proporcionado pela aquela entrada apertando meu pênis, gememos juntos e eu empurrei o resto, me enterrando nele. Fiquei parado um tempo para que se acostumasse, ele me envolveu com as pernas: era minha deixa para que eu começasse a me mover.
Comecei estocando devagar, mas quando percebi que estava completamente relaxado e movia o quadril de encontro ao meu procurando aprofundar o contato, comecei a estocar com mais força e velocidade, ele já gritava embaixo de mim, me agarrava e arranhava, sua entrada me apertava e era delicioso tirar quase tudo e enterrar novamente, indo profundamente e atingindo o ponto correto, fazendo ele gritar e gemer ainda mais.
Eu sabia que havia atingido o ponto, mas judiar um pouquinho não tão mau não é? Então suspendi as estocadas abruptamente:
_Doeu? — perguntei inocente.
Recebi um olhar feroz.
_Você acha que isso foi dor??? Faça de novo! — ele me ordenou e fechou os olhos esperando que eu obedecesse.
“Maldito garoto mandão, se não fosse tão delicioso eu mostraria até que ponto eu posso chegar. Talvez eu faça isso numa outra vez” — pensei.
Fiz o meu papel de desentendido e estoquei devagar, focando outro lugar longe da próstata — eu ia quebrar aquela arrogância dele e fazê-lo rebolar para mim, a visão que se formou na minha mente me excitou ainda mais.
Ele ficou bravo, e eu brinquei com sua necessidade.
_Assim? — fiz o mesmo movimento.
_Não — Ele realmente estava bravo e eu me divertia com isso. Tão ansioso para que eu o comesse. Huhuhu.
_Como então? Me mostre — sorri maliciosamente.
_Você sabe! — exclamou o olho do contrato brilhava um pouco mais, ele ia me ordenar. Huhuhu.
_Ah… assim? — atingi o ponto novamente e ele se contorceu.
_Isso, isso, aí.
Quase me derramei dentro dele, ele contraía a musculatura, massageando meu membro, apertando. Mas ainda não! Forcei meu auto-controle e parei novamente de me mover quando atingi meu objetivo. O garoto se contorcia, usava meus ombros como ponto de apoio para as mãos e segurava meus quadris com as pernas rebolando no meu pênis do jeito mais erótico que eu já havia visto. Sorri amplamente, minhas presas picaram meu lábio inferior, eu senti o gosto do meu sangue. Ele puxou meu cabelo bruscamente e me mordeu, se sua intenção era me punir, enganou-se redondamente, a dor me fez excitar ainda mais, o mordi de volta e ele gemeu.
_Maldito. Mova-se. Agora! — ouvi ele dizer no meu ouvido.
_Yes, my lord! — respondi e retomei as estocadas violentas, fazendo seu corpo tremer com os impactos dos nossos corpos. O orgasmo se aproximava, aumentei a velocidade não me importando se o estava machucando, nesse momento, mesmo que ele chorasse pedindo para parar eu não conseguiria. Mas ele não pediu, me acompanhou nos gemidos e movimentos, “Garoto safado!”.
Continuei no ritmo insano até que senti sua entrada me apertando ainda mais, ele se contorceu e gemeu mais alto — gozou entre nossos estômagos sem nem eu tocar seu membro. Não diminui o ritmo mesmo sentindo ele quase desfalecer nos meus braços, e me derramei dentro do meu mestre. Depois beijei sua boca, ele não tinha mais fôlego, estava tentando sugar o ar e voltar a respirar normalmente, tirei seu cabelo que estava grudado no rosto e ele fez o mesmo comigo.
Me retirei dele e deitei ao seu lado. Ele se aconchegou, se enroscando em mim. Acariciei suas costas.
_E então, Bochan? Vai querer fazer novas apostas comigo? — perguntei sorrindo.
Ele levantou a cabeça e olhou para mim, então corou e voltou a abaixar a cabeça envergonhado, apoiou-se no meu ombro.
_Todas as noites.
Tomei aquilo como uma promessa. Eu havia ultrapassado a linha, me envolvi com minha presa e agora eu não sabia o que o futuro nos aguardava; mas não iria me importar com isso agora. Naquele exato momento, havia apenas aquele pequeno lorde inglês aconchegado junto mim, eu sentia seu calor e o suor começando a secar sobre nossos corpos e sabia que nada seria como antes. Desse dia em diante não conseguiria mais ficar sem tocá-lo, sem beijá-lo, sem sentir ele me apertando.
Senti ele ressonar e olhei para seu rosto adormecido: estava adorável. Me levantei e me vestir, puxei as cobertas sobre ele e saí do quarto.
_Boa noite, Bochan — sussurrei, carregando comigo o castiçal.
Amanhã seria um novo dia de uma nova fase das nossas existências.
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