Notas iniciais
E aê povo? Tudo bem? Então, eu sei que falei que só iam ter dois capítulos, mas sabe como é né? Tive uma ideia e ela rendeu. Espero que vocês gostem.

Janeiro acabou e estávamos na primeira semana de fevereiro, o inverno veio com tudo e uma grossa camada de neve cobria o jardim. Eu estava muito bem acomodado sob os alvos ededrons fofos e quentes, Sebastian estava nas minhas costas, seus braços envolviam meu tronco e estávamos com os dedos entrelaçados, ele movia o quadril lentamente de encontro ao meu; eu gemia baixinho com o rosto meio afundado nos travesseiros brancos de pena, apertei mais as suas mãos quando o senti tocar o meu ponto sensível.

_Ahhhnnn , Sebastian — gemi quando ele o acertou de novo, joguei meu quadril para trás buscando aprofundar o contato.

Ele me apertou de encontro ao peito e aumentou um pouco o ritmo. Eu sentia sua respiração curta e acelerada na minha nuca, de vez em quando beijava meu ombro me fazendo arrepiar. Sexo de manhã tinha se tornado uma coisa ótima para quebrar a rotina e normalmente fazíamos nas noites em que eu o expulsava da cama como eu havia feito na noite anterior.

Eu adoro quando fazemos de jeito lento e calmo. Parece que é mais carinhoso e intenso, as sensações são multiplicadas e eu me sinto pleno, parece que meu coração vai explodir e eu me esqueço de tudo, meu mundo vira Sebastian se movendo dentro de mim, sua boca, suas mãos, sua respiração, a pele suada em contato com a minha e as investidas.

Ele intensificou os movimentos, nós estávamos próximos ao nosso limite e meu membro nem havia sido tocado quando ouvimos batidas na porta. Sebastian parou de se mover ainda dentro de mim, demorou alguns minutos para eu sair do meu mundo e voltar para o real.

_Tem alguém na porta — sussurrou no meu ouvido me fazendo arrepiar.

Novas batidas, agora mais urgentes.

_Sim? — falei

_Jovem amo — era a voz de Finny — A senhorita Lizzy o aguarda lá embaixo — ele deu uma pausa e continuou — Senhor, o Bard e a Mei-rin estão tentando distraí-la, ela insiste que quer vir acordá-lo.

Entrei em pânico, no susto contraí todos os músculos, Sebastian gemeu nas minhas costas quando apertei seu membro que ainda estava em mim. Me desvencilhei dos seus braços e o empurrei, me levantando num pulo.

_Rápido Sebastian. Sai, sai — falei urgente quando o vi ainda na cama.

Era só o que me faltava: Lizzy entrar no meu quarto inesperadamente e me dar o maior dos flagras.

_Vai Sebastian, anda, sai logo.

Não esperei ele levantar e corri para o banheiro, não ia dar tempo de tomar um banho então só lavei o rosto e escovei os dentes. Voltei para o quarto e Sebastian estava sentado na cama de cabeça baixa.

Perdi a paciência.

_O que há com você Sebastian? Sai logo da minha cama, quer que ela nos pegue???? — minha voz saiu alterada.

Ele me olhou, seus olhos estavam tristes. Me arrependi do tom usado, mas não tinha tempo de pedir desculpas agora e, afinal, se ele tivesse levantado na mesma hora que eu, não teria gritado com ele.

Sebastian se vestiu e me vestiu também, penteou meus cabelos e amarrou meu tapa-olho. Não trocamos mais nenhuma palavra e ele também não me olhou nos olhos mais. Eu me sentia mal por tê-lo magoado mas o que eu podia fazer?

Deixar a Lizzy pegar o noivo na cama com o mordomo? O que eu ia falar?

“Bom dia Lizzy, tudo bem? Você já conhece o Sebastian mas eu quero deixar claro que o Sebastian não é só o meu mordomo, ele também é o meu namorado e que, portanto, nós não podemos nos casar. Sinto muito Lizzy, mas é ele que eu amo.” — o discurso estava na minha mente mas de modo algum eu poderia falar isso para ela, não desse jeito, por mais que fosse verdade.

Desci as escadas com Sebastian atrás de mim. Assim que pus meus pés no último degrau, a Lizzy se jogou nos meus braços.

_CIIIEEELLLL! CIIIIEELLLL! — gritou no meu ouvido enquanto me esmagava.

_O-oi Lizzy. Pode me soltar agora? — falei tentando me livrar do seu abraço de urso.

Ela finalmente percebeu que eu estava ficando azul e me largou. Respirei fundo tentando recuperar o fôlego.

_Ciel, eu vim aqui te visitar. Estava com saudades de mim?

_Uhum — concordei desanimado.

“Claro que eu estava com saudades, afinal você só interrompeu um momento íntimo com meu namorado, fez eu pular da cama correndo e ainda magoei o Sebastian.”

_ Eu vim passar o dia todo com você, Ciel. Vamos nos divertir, o que você quer jogar? — perguntou agarrada no meu braço.

_Não sei. O que você quer? — falei puxando o meu braço de volta antes que ela o arrancasse.

Ela parou, pensando no que fazer.

_Pode ser algum jogo de tabuleiro — falou por fim.

_Tudo bem — falei derrotado — Só tenho que tomar o café da manhã primeiro. Você me acompanha? — estendi a mão para ela como qualquer cavalheiro faria.

_Está vendo, senhorita Lizzy? Eu falei que era muito cedo — cochichou Paula, a acompanhante da minha prima.

Lizzy ignorou o comentário e segurou a minha mão.

_Aceito um chá. Sebastian faz chás maravilhosos não é, Ciel? — ela virou animadamente os olhos para o mordomo, olhei também para ele. Sob a camada de educação e polidez eu vi o quanto Sebastian estava contrariado.

“Será que ainda está chateado comigo pelo jeito que eu falei com ele?” Olhei do Sebastian para Lizzy e novamente para Sebastian.

“Não. Tem alguma coisa à mais. O que pode ser? Parece que ele está com raiva”

_Não é Ciel?

_Hã? O quê?

_Os chás que o Sebastian faz não são ótimos?

_Ah sim. São sim — concordei.

“Não são só os chás que são ótimos”- pensei.

Nos encaminhamos para a sala de jantar. Sebastian puxou a cadeira para que Lizzy se sentasse, depois fez o mesmo comigo, só então disse:

_Com licença Jovem amo, vou preparar o desjejum.

Fez uma mesura e saiu. Sua voz parecia mais fria.

“Talvez seja só impressão” — concluí.

Meia hora depois, tínhamos à nossa frente bolos, uma torta salgada, pães, chá e chocolate quente.

Tentei comer, a Lizzy não parava de falar e aquilo estava me enervando, mas me contive.

Depois fomos para a sala de jogos. Jogamos dados, cartas e xadrez. Até que estava legal, era bom ter alguém com quem jogar. Eu gosto da Lizzy, ela é o pouco de família que me sobrou e a gente cresceu juntos. Porém, por mais que eu goste dela, eu não posso corresponder ao seu sentimento. Não posso amá-la desse jeito simplesmente porque o lugar já está ocupado. Ocupado pelo Sebastian.

Depois do almoço, nos sentamos perto da lareira. Eu e Lizzy num sofá, Paula em uma poltrona e Sebastian na outra, com o bendito livro. O tempo estava piorando e eu estava com medo que ficasse muito frio para que ela fosse embora e então teria que passar a noite aqui. Me arrepiei com a ideia. “Como dormir com Sebastian sem a Lizzy saber, estando todos na mesma casa?”. Eu queria acertar as coisas com o Sebastian. Ainda bem que a Paula percebeu também como o tempo estava feio.

_Senhorita Lizzy, está ficando tarde. Melhor nós irmos — comentou Paula.

_Oh, só mais um pouco. O que acha, Ciel? — me olhou com aqueles olhos brilhantes.

_Creio que Paula tem razão Lizzy. Não quero que corra perigo com essa nevasca. Imagine como sua mãe ficaria brava se algo acontecesse?

Ela pareceu se convencer. Levantou-se sendo seguida pela sua dama de companhia, sorriu amplamente para mim, assentiu com a cabeça e eu a acompanhei até o hall de entrada. Todos os empregados se aproximaram para se despedir. Lizzy se virou, ficando de frente para mim, estava um pouco corada.

_Então eu vou Ciel. Mas antes quero fazer uma coisa.

Olhei atento para minha prima. Ela fechou os olhos e corou mais, acho que estava tomando coragem.

_Essa semana eu irei viajar com a minha mãe. Ficaremos fora o mês inteiro e, bem, eu queria dar um presente para você — ela tirou uma pequena caixa do bolso do manto.

_Para mim? Um presente? — exclamei surpreso — Por quê?

Agora ela estava bem vermelha.

_Ora. É o seu presente de dia dos namorados. Nós nunca trocamos presentes de dia dos namorados mas, afinal, nós somos noivos, não é?

Ela me entregou a caixa e baixou os olhos, envergonhada. Peguei o presente e não pude deixar de olhar para Sebastian que estava próximo de mim, mas não muito. Parecia que ele tinha tomado veneno, tal era a cara que ele tinha. Abri a caixa e lá dentro tinha um par de abotoaduras de brilhante.

_Gostou? — perguntou ansiosa.

_Claro, muito obrigado — era bonito mesmo — Mas, eu não comprei nada. Me desculpe.

_Ah, tudo bem Ciel. Quando nós formos casados haverá muitas chances de me dar presentes. Agora eu só quero um abraço.

Ela abriu os braços para me receber e eu não pude negar. A envolvi num abraço de primos, de amigos — era só isso que eu podia oferecer à Lizzy. Depois de alguns minutos afrouxei meus braços mas ela continuou agarrada à mim, tentei me afastar e ela se separou alguns centímetros, olhou nos meus olhos e depois para a minha boca, eu reconheci o que aquele olhar significava. Lizzy começou a aproximar mais o rosto do meu, já fechando os olhos.

Olhei meio desesperado em volta, tudo parecia em câmera lenta: Paula olhava aterrorizada com a ousadia da sua senhora, Finny estava assustado com a mão sobre a boca, Bard tinha os olhos arregalados, Mei-rin limpava discretamente o sangue do nariz com um lencinho.

Lizzy segurou meu rosto me obrigando a olhar para ela, fez um biquinho e estava quase lá quando senti um forte puxão e fui tirado dos braços da Lizzy por um Sebastian decidido que me puxava pelo colarinho.

_Francamente senhorita Lizzy. Que atitude vergonhosa!!! — falou antes de me carregar praticamente debaixo do braço escada acima.

Nem consegui falar nada. Sebastian me arrastou até o quarto, trancou a porta e me jogou contra a parede. Meu rosto bateu na parede e Sebastian prensou meu corpo nela. Estava nas minhas costas, eu não podia ver seu rosto mas pela respiração, parecia transtornado. Puxou meu cabelo, descobrindo a minha nuca, lambeu e mordeu a pele.

_Se-Sebastian. O que es-está a-contencendo?

Me arrepiei.

Ele não me respondeu, prensou mais o meu corpo e me encoxou — estava excitado.

_Sebastian?

Tentei me libertar mas ele puxou os meus braços para cima e os prendeu com uma mão só. Com a outra ele apertou meu membro.

_Ahhhh — gemi.

Liberou uma mão minha e a torceu para trás, levando-a até seu membro e eu automaticamente fechei um pouco meus dedos, pressionando a carne já dura, mas ainda coberta pelo tecido. Sebastian gemeu no meu ouvido e jogou o quadril contra a minha mão, massageei mais. “O que estamos fazendo?” — pensei.

Sebastian alcançou o meu pênis e o massageou também. Abriu minha calça e enfiou a mão dentro.

_ Haaaahaa. S-Sebastian. Pára.

Ele grunhiu alguma coisa que eu não entendi, ainda com os dentes no meu pescoço. Eu tinha certeza que ia ficar marcado mas não era com isso que eu estava preocupado. "O que aconteceu com o Sebastian para ele agir assim?"

Ele continuou me masturbando, arrancando gemidos de mim sem que eu pudesse me controlar. Afastou minha mão que ainda o acariciava. Puxou mais a minha calça para baixo e abriu a própria, prendeu meus punhos contra a parede e investiu o quadril de encontro ao meu, seu pênis foi encaixado entre as minhas nádegas sem no entanto me penetrar e ele começou a mover-se em vai e vem, friccionando sua ereção em mim. Eu já estava quente e ofegante, sem conseguir raciocinar direito.

_Aaaaahhhnn ahhaaaah.

Sebastian respirava na minha orelha, beijava meu pescoço e gemia baixo enviando arrepios e espasmos de prazer pelo meu corpo. Não podíamos fazer o que estávamos fazendo, alguém poderia nos ouvir.

_S-Sebas-tian, eles vão nos ouvir…

Então me virou de frente à ele:

_Melhor ocupar a sua boca não é?

Me beijou, um beijo ávido, violento e voraz. Nossos lábios foram comprimidos uns nos outros quase dolorosamente e sua língua invadiu a minha boca. Minha mente começou a enevoar, meu mundo começou a ser Sebastian.

Sem interromper o beijo, ele segurou na minha cintura e me levantou, minha calça estava abaixada mas não havia sido tirada, de modo que eu não conseguiria envolver minhas pernas em volta do seu quadril. Eu estava praticamente dobrado sobre mim mesmo, Sebastian segurou minhas pernas e as elevou sustentando-as por baixo dos joelhos, seu quadril prensava o meu não me deixando cair. Seu membro roçou minha entrada. Se ele me penetrasse eu esqueceria de tudo, seria somente eu e Sebastian. Mas havia a Lizzy lá embaixo.

“E se ela ouvisse?” — eu estava adorando o que ele estava fazendo e estava muito excitado, queria que ele entrasse logo mas aquele não era o melhor momento, eu tinha que fazer alguma coisa. Não consegui interromper direito o beijo, meio que falei dentro da boca dele.

_Se-Sebastian — gaguejei “Como raciocinar estando com Sebastian naquela situação?” — A Lizzy…

Pareceu que eu dei um choque. Ele parou de roçar em mim e afastou a boca da minha. Prensou mais meu corpo e segurou meu rosto pelo queixo com uma mão.

_Diz que você é meu.

_O quê??

_Diz que você é meu — repetiu, olhei para ele “Seria insegurança o que eu vi ali?”

_É claro que eu sou seu — falei como se fosse a coisa mais óbvia do mundo — Nós temos um contrato não é?

Me arrependi na mesma hora, a frase saiu totalmente errada, não era aquilo que eu queria dizer. “Maldita boca que fala as coisas erradas nas piores horas”

_Então é só isso que nós temos? É só isso que nos prende? É assim que você define a nossa relação?

Ele estava transtornado.

_Sebastian… — ele não me deixou falar.

_Esquece — falou me soltando no chão.

Saiu batendo os pés e ajeitando as roupas. Eu fiquei ali de calça arriada e com cara de bobo.

****



Quando eu desci a Lizzy já havia ido embora, Mei-rin disse que ela foi embora roxa de vergonha e chorando, deixou um bilhete para mim. Abri o papel e lá estava um pedido de desculpas pelo comportamento e pedindo que eu não pensasse mal dela. Fechei o bilhete e joguei no lixo. “O dia tinha começado tão bem, por que tudo tinha que dar errado?”

Passei o resto do dia trabalhando nos documentos da Companhia, não vi mais Sebastian até a noite quando o encontrei no meu quarto que a essa altura era quase nosso, ele estava sentado no sofá — lendo. Seu cabelo estava úmido pelo banho recente. Entrei e fui ao banheiro.

_Quer ajuda? — ouvi a sua voz vinda do quarto.

_Pode deixar — respondi.

Se ele estava magoado comigo, eu não ia obrigá-lo a ficar próximo de mim. Tomei meu banho e me troquei. Assim que voltei ele olhou para mim.

_Aproxime-se.

Eu fui até ele, achei que ia me abraçar mas ele puxou o camisão que eu vestia e o desabotoou pela metade.

_Você abotoou errado.

Olhei para a casa pulada e o botão sobrando.

_Ah. Obrigado.

Ele deu um sorrisinho com os lábios fechados e voltou a ler o livro.

Subi na cama. Aquela situação estava horrível.

Sentei, uma perna de cada lado do tronco, dobradas para trás, apoiei minhas mãos no colchão, no espaço que ficou entre as pernas. Meu cabelo também estava úmido, estava sem o tapa-olho mas uma mecha do cabelo caía sobre o olho, e embora o camisão estivesse abotoado corretamente agora, estava caído num dos ombros.

_Sebastian? — chamei.

Ele ergueu os olhos da leitura.

_Você não vem para a cama? — franzi um pouco as sobrancelhas.

_Não sei se quero ir.

_Bem, você pode dormir no sofá hoje mas — eu deslizei a mão pelo lençol do lado onde ele normalmente se deita — eu queria você aqui.

_Ah é? E a Lizzy? — seu tom era afiado.

_O que tem a Lizzy?

_É mesmo — ele tocou a testa com os dedos como se lembrasse de algo — Agora que ela foi embora, você pode dormir com o demônio com quem você tem um contrato.

Meu ânimo murchou na mesma hora, aquilo foi como um tapa.

_Não é bem isso — tentei argumentar.

_É bem isso sim. Agora você se lembra de mim mas na próxima visita, vai me expulsar do quarto novamente — seu tom era irritado — Não é como se eu quisesse que você me assumisse, isso não tem a menor importância para mim mas…é que eu não consigo mais suportar ver você com ela.

_Mas eu não gosto dela — argumentei.

_Mas é o noivo. Me diga, Bocchan, como vai ser quando você crescer mais e se casar com ela? Ainda vai haver a “gente”? — Sebastian olhou para mim, parecia estar sofrendo.

_Como será? Me diga? Eu vou virar o mordomo do senhor e senhora Phantomhive? Eu vou ficar no meu quarto enquanto você tem a sua noite de núpcias? Vai ser nessa mesma cama?

Senti meus olhos arderem, mas engoli as lágrimas.

_Não Sebastian. Isso não vai acontecer.

Eu já tinha saído da posição e estava ajoelhado na beirada da cama, estendi os braços para ele o chamando mas ele continuou sentado onde estava.

_Ou assim que você cumprir a sua obrigação de marido, vai descer e se enfiar na minha cama?

“Será que esse seria o nosso futuro?”- pensei triste.

_ Você devia dar logo aquele seu presente para a Lizzy, aquele que você fez tanto mistério e aproveitarem para se casar. Quer saber? Não sei se é isso que eu quero para mim — ele encerrou.

Foi um golpe duro, me senti enfraquecer — “Um futuro sem Sebastian? Eu tive uma prova do que era viver sem ele e odiei cada minuto.”

_Esse não será o nosso futuro Sebastian. Eu te prometo.

_Você não tem a mínima ideia de como eu me sinto. Saber que um dia isso vai ter fim…

_Não vai ter — o interrompi.

_É claro que vai. Um dia você vai morrer e eu vou viver para sempre… — havia tanta angústia na fala dele, eu nunca imaginei que Sebastian pensava nisso — Eu simplesmente não quero ter dividir nenhum minuto da sua vida com a Lizzy.

Nos encaramos por alguns segundos.

Ele tinha total razão no que dizia, essa situação era desconfortável e a tendência era só piorar. Eu tinha que resolver isso. Mas primeiro eu tinha que me resolver com o Sebastian.

_Vem aqui — chamei carinhoso, estendendo os braços novamente.

Dessa vez ele veio e se encaixou entre meus braços, o puxei para cima da cama, ele se deitou ao meu lado.

_É só você que eu amo, meu demônio ciumento — declarei, ele me lançou um olhar que eu não soube interpretar mas não dei chance dele falar mais nada.

Beijei seu rosto várias vezes: bochechas, nariz, testa, linha da mandíbula até chegar aos lábios, onde os selinhos se prolongaram, se transformando em um beijo de boca fechada, então abrimos nossos lábios e ele se transformou num beijo sem língua, mas então eu entrei com a minha língua na boca do Sebastian, deslizei-a pela maciez aveludada da sua cavidade oral e aprofundei o beijo. Ele gemeu e me apertou, com as mãos na minha cintura, me ajeitei na cama ainda com as nossas bocas unidas e ele deitou sobre mim, subindo a mão por baixo da minha roupa.

Suspendeu o beijo e me encarou quando percebeu que eu não vestia nada por baixo. Corei e virei o rosto para o lado.

_Bocchan... — murmurou antes de me beijar de novo.

Então eu descobri que sexo de reconciliação também é ótimo.

Notas finais
Gente, só agora fui me tocar que o capítulo começa e termina com lemon, quer dizer, não descrevi o lemon final mas para bom entendedor meia palavra basta. kkkkk. Fantasminhas que acompanham minha fic: vamos lá, me deixem um review me dando um oi, eu quero conhecê-los! Próximo capítulo, tcharam: a encomenda do Ciel finalmente chega. Beijos