Desejos do Destino
1 Desejos de um prólogo
Notas iniciais
Primeira Temporada — Capítulo 1
Desejos de um prólogo
A luz do amanhecer do dia já cegava os olhos de muitos Hylians, Zoras, Gorons e Kokiris. Sem dúvida o sol batia muito mais na Floresta Kokiri. Todos acordavam desanimados, preguiçosos e exauridos. Os Kokiris acordavam sorridentes, alegres, risonhos e brincavam bastante durante a manhã até o anoitecer. Os Kokiris eram verdadeiras crianças, mesmo sendo seres bastante velhos. Ninguém brincava tanto quanto eles, até mesmo as crianças.
Havia três Kokiris cujo destino era uma coisa que nem eles mesmos sabiam. Um deles nem era um Kokiri de verdade, e sim um Hylian. Eles não costumavam brincar, e sempre os chamavam de estranhos pelas costas.
Uma desses Kokiris andava sem sorrisos, mesmo estando em um dos lugares mais alegres de toda Hyrule. Em a Lost Woods, o frio dominava, a névoa era enorme, mas Saria parecia nem ligar para isso. A grama no chão estava muito úmida, Lost Woods deixava muitas pessoas assustadas. Skullkids tocavam sem parar para obter um sorriso donairoso de Saria, mas a garota permanecia tão fria quanto o lugar.
Saria quando acorda, sente uns espíritos ruins pelo seu templo. Sai correndo para procurá-los e sempre não acha nada, por isso agora estava com uma cara emburrada. O clima continuava frio, e ela cabisbaixa andava até a Floresta Kokiri.
O clima muda, e o chão que via também. O clima estava mais agradável, e agora sentia cócegas de uma grama seca, fresquinha e bem mais bonita. Isso não muda o humor da pequena garota dos olhos verdes claros, apenas a tranquiliza mais um pouco.
Decidiu esquecer esse assunto, e esperou alguém chegar para perguntar se ela estava bem. Todos os Kokiris eram muito preocupados uns com os outros, e provavelmente viria alguém daqui uns minutos − ou segundos − perguntar se ela estava bem.
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Uma Kokiri ruiva, com os cabelos e olhos bastante claros, chega com um sorriso enorme para a amiga ,diferente de Saria, a garota estava com um sorriso brilhante como o sol e tão alegre quanto a floresta. Os cabelos sedosos e brilhantes da Kokiri brilham com a luz do sol, junto com o seu sorriso. Saria não move seus lábios nem em um sorriso comum, aquele que não mostra os dentes. Continua com braços cruzados, com um olhar de raiva para os olhos alegres da Kokiri, e esperando ela dizer alguma coisa.
O sorriso da Kokiri some, mas ela continua alegre e sorridente. Com sua voz fina e amigável, pergunta para a amiga emburrada:
− Por que demorou tanto?
Saria tenta não ser fria ao responder a pergunta da amiga.
− É que a bagunça estava muito grande por lá. − Mentiu Saria, descruzando os braços.
A Kokiri mesmo não sabendo se era mentira ou verdade, abriu um sorriso radiante para a a amiga. Nenhum Kokiri nunca havia visitado templo nenhum, não sabiam nada sobre Hyrule e nem outro lugar. Só sabiam da cultura Kokiri e nenhuma mais.
A cultura Kokiri era bastante infantil, e eles não sabiam lidar com assuntos sérios, por isso Saria não contava nada para nenhum Kokiri que não fosse um de seus dois amigos. E um deles nem era um Kokiri, e sim um lendário Hylian que havia uns quatorze anos.
As duas permaneciam caladas por minutos, e o sorriso da garota dos cabelos ruivos já deixava Saria sem paciência. Saria ainda sem abrir sorriso algum, olhou em volta procurando os seus dois amigos. Sem sucesso, percebeu que não haveria outro jeito a não ser perguntar para a garota irritante e assustadora em sua frente.
Saria revirou os seus olhos, e suspirou. O olhar de Saria estava cada vez mais frio, tão frio que ela nem conseguia sentir sinais de alegria na floresta. Saria já havia até esquecido o motivo de estar tão fria e chata, mas queria que a Kokiri notasse a “alegria” de Saria e fosse embora.
Notou que precisava falar com o seu namorado e seu melhor amigo, talvez assim ela se animasse. Mas não sabia onde os dois estavam, e provavelmente estavam treinando juntos ou algo do tipo. A garota em sua frente ainda a encarava com um sorriso enorme, que realmente estava assustando a garota dos cabelos- verdes-escuros. Deixou sua frieza de lado, e abriu um sorriso falso.
Com um jeito ignorante − que a Kokiri sorridente nem notou − Saria perguntou:
− Você viu Mido e Link?
A Kokiri desfez o grande sorriso, mas continuou alegre.
− Sim! − Disse aquela voz fina, que irritava Saria. − Eles estavam treinando espadas perto da entrada da Floresta a última vez que os vi.
Link e Mido não se davam muito bem por motivos de força e habilidade. Eles disputavam sempre em guerras para descobrir quem era o mais forte e quem era o mais habilidoso nas espadas. Saria estranhou o fato de ter usado os nomes “Mido” e “Link” e a palavra “Juntos” na mesma frase, e sua alegria voltou em um segundinho.
Saria sorriu, dessa vez um sorriso de verdade. O sorriso radiante e belo de Saria brilhava junto com a luz do sol, como se o amanhecer do dia mostrasse toda a sua alegria. Ignorando o fato de não ter achado espíritos do mal em seu templo, sorriu e alegrou-se em questão de minutos.
Kokiri, nunca ficava triste.
− Você quis dizer...um duelo amigável? − Perguntou Saria, querendo saber mais sobre os amigos brigões.
A Kokiri tossiu.
− Estão treinando espadas... − Repetiu a Kokiri. − Um no outro.
As duas Kokiris começaram a rir sem parar, como se houvessem contado a piada mais engraçada do mundo. Mas na verdade, Kokiris eram assim, eles sempre riam muito, para demostrar que estavam felizes.
Saria do mesmo jeito, havia raiva da Kokiri em sua frente. Na verdade, não gostava da maioria dos Kokiris. Gostava mais de Link e Mido, que eram os amigos que ela mais saía. Os dois eram seus vizinhos, e Mido era o seu namorado.
Rindo com a sua colega Kokiri, Saria vai a procura de Mido e Link onde a amiga disse que estavam. A Kokiri logo foi embora, e começou a conversar com uma Kokiri loira. Saria sussurrou e agradeceu as deusas por ter tirado essa garota tão chata de sua frente.
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Enquanto os Kokiris divertiam-se, uma bela Hylian de olhos azuis corria por todos os lados. Suas palmas suavam, e seu coração estava preso na garganta enquanto corria desesperadamente sem saber por onde anda. Ela sentia certeza nessa fuga realizada. Seu coração batia fortemente, como se fosse sair do peito naquele exato momento.
Seu capuz preto que a cobria por completo − inclusive os olhos − escondia as lágrimas que escorriam pelas faces da pequena Hylian. Sentia uma dor em sua cabeça, como se houvesse batido com força em algo bem duro. Puxou um pouco o capuz da cara, deixando um olho a mostra, apenas para ver em que maldito objeto havia batido.
Uma árvore era no que a garota havia batido, uma árvore que fez a testa da garota sangrar.
Ignorou e continuou a correr, imaginou guardas atrás dela com cavalos, prontos para pegá-la e levá-la de volta para o castelo. Pensar nisso já deixava a jovem Hylian triste, e novamente lágrimas corriam por suas faces. Nem se preocupou em enxugá-las, continuou correndo esperando os seus pulmões implorarem por oxigênio, e suas pernas começarem a reclamar de uma dor queimante.
Um silêncio era dominado, não se escutava barulho nenhum por Hyrule Field. A Hylian andava calmamente olhando em volta, notando uma grande diferença do jardim do castelo para a grande Hyrule Field. Ela já havia visto Hyrule Field várias vezes quando fugiu para o Vale Gerudo, Vilarejo Goron, entre outros lugares em que foi achada e levada outra vez para o castelo. Mas parecia cada vez maior e mais bonita cada vez que vinha.
O clima era quente, não fazia a princesa suar, porque não gostava muito de frio, e sim de muita quentura. Suas pernas estavam muito fracas, a garota estava ofegante, com uma dor de cabeça forte, a garota estava muito exaurida.
O clima mudou enquanto andava. Sentiu um frio em sua alma, em seus pés, e havia percebido que a quentura extrema havia passado para um frio horroroso. A pequena Hylian odiava frio. Em seus pés, não eram mais cócegas de uma grama úmida e seca. Eram uma madeira fria, tão fria que os pés da garota simplesmente não aguentavam tanta frieza.
Se ficasse mais cinco minutos naquele frio, seus sintomas iam começar.
O clima novamente mudou. Agora era um clima agradável. Um pouco de frio e um pouco de calor. O sol batia mais forte naquele lugar tão bonito, cheio de vida, cheio de risadas, cheio de brincadeiras e outras coisas. Retirou o capuz da cara, deixando seu rosto surpreso a mostra. Os olhos azuis claríssimos da Hylian estavam arregalados ao ver tanta beleza e cor em apenas uma floresta, pensava que Hyrule Field era o lugar mais bonito que existia, até estudar sobre a Floresta Kokiri. O perfume de rosas invadiam todo o lugar, junto daquele som da cachoeira caindo na água, misturado com o som de vozes finas, com milhares de casinhas por todo o lado, e a sensação de magia de fadas no corpo era muito.
Seus olhos azuis-turquesa fixaram-se em outros olhos bastante claros, que pareciam bem assustados. A garota que a encarava gostaria de se mexer, mas parecia com muito medo de aproximar-se da pequena Hylian.
A garota era uma verdadeira Kokiri. Seus cabelos eram verdes-escuros na altura dos ombros, e usava uma faixa preta em seu cabelo, que prendia sua franja. Suas roupas eram totalmente verdes, por onde a Hylin olhava essa era a única cor por todos os lugares.
Desviou o seu olhar da garota dos olhos-azuis- claros por um segundo, e fitou um garoto de olhos verdes escuros. O garoto havia cabelos ruivos bem alaranjados, e olhava para a Hylian com uma expressão de raiva, como se quisesse matá-la. Para ele, mesmo sendo bonita, intrusa era intrusa.
O garoto ruivo cutucava o seu amigo que estava de costas, olhando para o céu.
− Há uma intrusa. Daremos um jeito nela, Link? − Sussurra Mido, ainda cutucando o amigo loiro para virar de costas, e analisar a intrusa dos olhos turquesa.
− Mas é claro que vamos! − Gritou Link, parecendo nem se importar se a garota ouviu ou não. Mas ainda estava virado de costas. − Ninguém pode nos inv...
Link permaneceu quieto quando virou-se de costas e olhou para os olhos azuis claros daquela Hylian. Seu coração começou a bater mais forte, e sentiu nervosismo de falar qualquer coisa. Navegou nos olhos azuis da garota durante segundos, e percebeu que machucá-la não traria felicidade para ele.
Nunca viu tamanha beleza em uma garota antes, e por ser o lendário herói do tempo, já viu bastante garotas bonitas por toda Hyrule. Mas aquela garota era naturalmente bela, só era possível ver seu rosto, e já havia achado a garota muito bonita. Todas que conheceu exageravam na maquiagem, e seu coração nunca se interessou por nenhuma delas.
Encarava aquela garota dos olhos turquesa durante minutos.
Ele não podia dizer se estava apaixonado por ela, ainda não havia conhecido a garota.
“Meu amor é pela paz em Hyrule” Link sempre repetia. Mas quando olhou as bochechas rosadas da garota ficarem vermelhas, notou que realmente não parava de olhar para os olhos apaixonantes da Hylian, e talvez ele estivesse interessado.
Aproximou-se mais da garota, que ficou extremamente corada. Ela abaixou a sua cabeça, querendo evitar contato visual com qualquer pessoa.
Link não sabia oque dizer para a garota, mas queria dizer que estava interessado nela. Ele queria “marcar território”.
− Meu nome é cara perfeito, ouvi falar que estava me procurando.
O encanto que a princesa sentiu pelo garoto, passou. Ficou vermelha de raiva e também de vergonha. Aquele garoto loiro-de-olhos-azuis-escuros realmente irritou a garota, mas também ficou corada pelo garoto ter jogado uma cantada para ela. Mesmo assim, não confiava em ninguém.
− E eu sou a pessoa errada. − Respondeu ela.
O garoto encarou o sorriso sarcástico da garota que o respondeu. O som de risadas femininas foram ouvidas. Saria e Navi riam do fora que o amigo levou, e tentavam parar, mas não conseguiam. Mido preferiu não rir, porque ficou surpreso com o amigo dando em cima de uma garota, apesar de ser bem diferente da personalidade de Link.
O medo da garota passou um pouco. Sentiu-se orgulhosa por ter dado um fora no garoto, mesmo ela não sabendo que os sentimentos de Link foram feridos. O garoto a encarava corado, com um olhar tristonho. A Hylian percebeu que os sentimentos do garoto foram feridos, e voltou a sentir medo, por motivo nenhum. Mas estava arrependida, e com muita vergonha de pedir desculpas.
Uma risada feminina estava bem perto dos ouvidos da Hylian, e ela estranhou.
Uma Kokiri segurava a loira pelo braço, a levando embora daquele lugar. A garota não lutou para ir embora, estava cada vez mais nervosa, ela nunca ficara tão longe do castelo em toda a sua vida. Nessa altura já era para ter uns quinze guardas batendo em pessoas inocentes, e levando a garota embora para o castelo.
A garota não sentiu medo com a Kokiri nos primeiros segundos, mesmo já terem lhe falado muitas lendas que Kokiris odiavam Hylians e os matava quando eles menos esperavam. Alguns Kokiris odeiam os Hylians por esse motivo, pelas lendas que eles inventavam. Por isso que Link não conta para ninguém que é um Hylian.
A garota quando menos percebe, está na casa da Kokiri dos cabelos verdes. Como na lenda, havia um caldeirão gigante que ficava debaixo de uma lareira. Era lá onde os Kokiris cozinhavam os Hylians, de acordo com a lenda. Lembrando-se das histórias que uma vez Impa contara, começou a tremer de medo da Kokiri.
A kokiri largou a Hylian, que estava tremendo de medo e não conseguia se mexer.
Com um sorriso belo e animado, a Kokiri esperou a Hylian falar alguma coisa.
− Não me mate! − Exclamou Zelda, enquanto escondia seu rosto com o capuz, tartamudeando.
A Kokiri sentiu-se ofendida pelas palavras da Hylian dos olhos turquesa, e se não fosse educada, lançaria um monte de coisas feias para aquela garotinha metida a besta. A Hylian só estava com um pouco de medo, e demoraria para acostumar-se, mas a Kokiri não sabia nada da vida da garota fujona.
A Kokiri, mesmo com uma ira enorme, tentou ser muito boazinha. Abriu novamente um sorriso grande para a Hylian, que continuava com medo.
− Eu nunca faria algo parecido. − Disse Saria, parecendo bastante séria. − Eu só queria salvar você das cantadas ruins do meu amigo.
A loira percebeu que talvez as lendas seriam apenas uma mentira. A Kokiri parecia tão inocente e tão fofinha, parecia uma criança, mas não era. Zelda estudou sobre os Kokiris desde criança, e sabe que eles são imortais de tempo.
Abriu um sorriso para a Kokiri que a encarava.
− Obrigada mesmo.
Demorou um pouco para Saria entender, a Hylian parecia muito tímida. Falava em um tom baixíssimo, como se houvesse conversando entre sussurros.
Depois de pensar coisas ruins da Hylian de olhos claros, viu como era tímida e não parecia nem um pouco metida. A garota olhava a casa em volta como se nunca houvesse visto uma casa antes. A Hylian sempre foi apaixonada por jardins, florestas e a natureza. A casa da Kokiri era uma verdadeira floresta, parecia que tudo em volta foi feito por materiais de floresta.
Apesar disso, a casa era normal. Havia três camas, uma lareira com um caldeirão para provavelmente fazer sopa, um balcão que havia muitos confeitos de bolo − que fizeram os olhinhos azuis turquesa da Hylian brilhar − , além de um guarda-roupas cheio de presilhas pretas e roupas verdes, e dois sofás para descansar. Era uma casa agradável, e a pequena Hylian não tirava os olhos de nada um segundo.
A Kokiri percebeu que a Hylian havia gostado muito da floresta, e ficou curiosa para saber de onde ela vinha.
− Onde você mora?
− No castelo. − Respondeu a Hylian, ainda olhando em volta.
A Kokiri em um estante ficou boquiaberta, corou e curvou-se imediatamente para a garota de rosa.
− Não precisa curvar-se. − Disse Zelda, sorrindo para a garota.
Saria levanta-se, limpando seus joelhos, muito envergonhada.
− Bem, deve ter se perdido... − Disse Saria, tentando não cruzar olhar com a princesa. − Posso pedir para meu amigo Link levar você de vol...
Zelda soltou um suspiro. Por que era tão difícil entender que ela fugiu?
− Eu fugi do castelo, pois cresci longe da vida aqui fora. Vivo estudando sobre esse lugar, e aqui parece ser um lugar bem agradável. Eu gostaria de saber como é ter um amigo....
Saria olhou bem fundo nos olhos de Zelda.
− Eu sou sua amiga.
Zelda e Saria sorriram uma para outra, parece que viraram amigas agora. Saria percebe que o sorriso de Zelda some, e ela faz uma expressão tristonha.
− Não me leve para o castelo! Deixe-me aqui, por favor! Irei me comportar como uma verdadeira Kokiri.
Saria fez “sim” com a cabeça.
− Saria.
− Zelda.
As duas apertaram as mãos.
Começaram a rir e conversar, nem vendo as horas passar.
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