Desejos Ocultos

6 Capítulo 6 COMO UMA TORRE DE BABEL...


Notas iniciais
Um pouco de confusão...Por isso, o título! Espero que gostem!!Bjs, XD

Londres, madrugada do dia 22 de fevereiro de 1830.

Os contratos estão prontos, só preciso acertar os detalhes e assiná-los. Posso dizer que tive mais sucesso que esperava. Se tudo correr como o esperado, poderei expandir ainda além do que todos imaginavam ser possível.

Entretanto, algo me corrói e desestabiliza a qualidade que sempre me orgulhei de ter herdado de meu pai: a razão.

Após vinte e quatro anos, experimento emoções tão fortes capazes de me tirar o sono. Sinto-me patético, como se ainda fosse um jovenzinho tendo sua primeira incursão amorosa.

O pior de tudo, é que jamais me senti assim, nem quando fui obrigado a... casar-me! (Deus, por tudo o que é mais sagrado, desejaria nunca mais lembrar-me disso).

Até Milo entrar em minha vida, não havia percebido o quanto a mente racional é traída pelos anseios do corpo. Eu tento comandá-lo, mas quando dou por mim, meu coração dispara de entusiasmo quando o grego sorri, minhas mãos suam frio de maneira embaraçosa e meu estômago é oprimido por anseios estranhos, para não dizer obscenos...

Sei que ele é um conquistador, um libertino e, mesmo assim, sinto-me tentado... E, pior, sou acometido de um ciúme insano e corrosivo quando o vejo dar atenção a outros.

Deus, eu preciso ir embora desta cidade o quanto antes!


Camus guardou a pena e olhou, através da janela. Arrancou a página que escrevera e amassou-a, furioso consigo por tão patético descontrole de suas emoções. Não era uma donzela para registrar em um diário as suas inquietações. Inferno! tinha que colocar a cabeça no lugar e agir como um homem adulto.


O fogo da lareira já estava baixo e ele não o alimentou. Gostava do ar frio da noite. Aliás, sentia-se bem nas baixas temperaturas e, ultimamente, seu corpo experimentava, em demasia, certo ardor nas veias...


O relógio batia seis badaladas e ele não havia pregado o olho. Passara a noite acordado, ponderando sobre a sua estadia e progressos na cidade. Já escolhera dois investidores e era questão de tempo para assinar os contratos. Sim, era no trabalho que devia direcionar os seus esforços e atenção. Então, porque diabos, a imagem de Milo insistia em torturá-lo? Como deixara aquilo acontecer?


Abriu a janela e inspirou o ar da madrugada. Se estivesse em Winchester, sentiria o perfume das flores, o cheiro do mar... Entretanto, estava em Londres e o aroma que chegava às suas narinas, neste exato instante, era uma mistura de fumaça e outros, não tão agradáveis, da chamada civilização.


Sentiu saudades de casa, uma estrutura de tijolos com duas alas espaçosas e um átrio com colunas Greco-romanas. Seu pai construíra a propriedade sob a orientação e gostos de sua mãe, uma mulher admirável que deixara tudo para unir-se ao homem que amava.


Seu pai não era nobre e sim um comerciante. Para ele, a ascensão só foi possível com trabalho duro e, mesmo assim, não tinha sido fácilconstatar que a família aristocrática de sua esposa jamais se sentira à vontade em sua presença.


Incrível como os valores eram distorcidos na sociedade. Torcia-se o nariz para quem a sustentava e valorizavam-se os parasitas que só sabiam banquetear-se e viver a vida como se tudo o que tivessem surgisse como mágica e não com o trabalho.


O som da água fervendo chamou sua atenção e Camus dirigiu-se à cozinha. Havia dispensado o empregado e ficara sozinho para pensar. Sentou-se e preparava um chá, quando ouviu duas batidas insistentes na porta.


– Bom dia, senhor Camus! Trouxe uma mensagem da senhora Marin, ela o convida para um almoço e logo após, para uma sessão de leitura de poesias em sua casa. Ela pediu-me para levar sua resposta. – disse um jovem de olhos escuros portando uma bolsa de couro a tiracolo e exibindo dentes grandes e afastados.


Camus franziu o cenho, lembrando que concordara em ficar mais alguns dias em Londres, a convite da senhora Marin. Porém, não esperava que ela o fizesse, logo após o jantar que oferecera em sua homenagem.


Teria que atender ao convite para não parecer deselegante, ou não? Talvez se recusasse, sua reputação de caipira se consolidasse, livrando-o da convivência com Milo.


As ponderações desfilaram em sua mente, de forma que a resposta para o dilema apresentou-se com muita clareza:


– Diga a senhora Marin que, infelizmente, terei que antecipar minha viagem de volta, mas que agradeço a atenção e o convite. – disse Camus dando uma moeda ao garoto.


– Obrigado, senhor! – falou o menino sorrindo.


Camus apertou os lábios. Por mais controle que imprimisse as suas emoções, tinha consciência que permanecer em Londres e frequentar os mesmos lugares que Milo seria um martírio quase insuportável. Tinha que acabar com aquela loucura que não o levaria a lugar algum.


Pronto, estava decidido. Pensou, enquanto dirigia-se ao quarto para arrumar a mala e preparar-se para partir.



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A pergunta de Afrodite e o olhar sedutor mesclado com um quê de travessura fez Shura estreitar os olhos e analisar rápido o que tudo aquilo significava. Não era homem de recuar frente a um desafio, porém, havia naquela pergunta muito mais que isso. Afrodite desafiava-o e esperava certo tipo de atitude. Era hora de dar-lhe uma dose do seu próprio remédio...


– Adoro este seu senso de humor, milorde. – disse Shura sorrindo. — Já está quase amanhecendo o que significa que acabamos de passar a noite juntos, não é mesmo? Infelizmente, negócios inadiáveis me esperam esta manhã, mas se realmente aprecia minha companhia, ficaria honrado em convidá-lo para visitar o prédio que estou reformando para transformar em hospedaria.


– Está me convidando para um encontro de... negócios? – perguntou Afrodite disfarçando a indignação.


– Assim como confiou em mim para visitar um amigo, nestas condições... – falou Shura olhando-o de cima a baixo com um sorrisinho calculado. – Creio que posso aprender muito com o seu senso estético e ouvir sua opinião sobre a decoração que pretendo fazer. Podemos até almoçar juntos, o que acha?


A mudança súbita de Shura deixou Afrodite paralisado, chocado e furioso. Como ele ousava mudar de homem interessado nele para um homem de negócios, cuja atividade vinha antes de qualquer outra coisa e, principalmente, antes da oferta generosa da sua companhia?!


Com a expressão mais calma do mundo, Shura insistiu na pergunta:


– Então, milorde... Posso contar com o seu talento em criar novas possibilidades?


– É claro. – respondeu, secamente, Afrodite.


Touché! Pensou Shura, vendo Afrodite erguer o queixo e suportar o desconforto, assumindo aquele ar desafiante que o deixava encantador.


Tinha dito que não era afeito a jogos e era verdade. Porém, era um homem de estratégias e notara que Afrodite possuía um tipo de inteligência que o levava a testar as pessoas. Certamente, seus amantes se deixavam envolver pela imagem frívola e logo se tornavam desinteressantes.


Não era o seu caso. Sabia que por trás dos enigmas e disfarces de Afrodite, havia um homem generoso e apaixonado. Era esse homem que o interessava. Portanto, precisava deixar claro que não seria um joguete nas mãos de ninguém, nem que aquelas mãos parecessem uma promessa deliciosa de prazeres inomináveis, quando as imaginava passeando em seu corpo...


Agora o momento mais crucial, aquele que demarcaria o primeiro avanço neste combate...


– Fico muito honrado que tenha aceitado o meu convite. Até lá, permita-me...


O rosto moreno de Shura inclinou-se e lábios quentes tomaram os de Afrodite num beijo exigente, fazendo-o fechar os olhos e se deixar capturar pela sensualidade do espanhol.


Inesperada, a atitude surpreendeu, mais uma vez, aquele que estava acostumado a seduzir. O tempo pareceu congelar e Afrodite sentiu seu corpo ser invadido por uma enxurrada de sensações. Já beijara tantos e, no entanto a maestria daquela boca e da língua quente que o invadia, fazia seu corpo estremecer como se fosse um adolescente ávido por experimentar as carícias de um amante...


Shura ainda permitiu-se acariciar o rosto macio e percorrer a linha suave do pescoço de Afrodite, deliciando-se com a avidez dos lábios carnudos e o perfume inebriante da pele clara.


E então, assim como tomara os lábios de Afrodite num rompante, recuou e o encarou com um sorriso terno.


– Obrigado pela noite divertida e estimulante. Irei buscá-lo às onze horas.


Afrodite levou a mão ao peito buscando ar. Que loucura era aquela? Indagou-se aturdido com tantas mudanças num curto espaço de tempo.


Relutante, ergueu o olhar a tempo de ver Shura descendo da carruagem e deixando-o ali, sozinho e sem ter a última palavra. Só então percebeu que estava diante de sua casa...



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Os aposentos de Mu eram bem confortáveis. A cama ampla, oportunizava ao corpo um descanso adequado e Milo dormira devido ao esforço empreendido na luta. Quando Mu entrou, encontrou-o estendido na cama, porém vestido. A luz fraca do lampião iluminava o rosto adormecido...


– Senhor Milo! – falou Mu tocando-o de leve no ombro.


– Hummm... Me deixa dormir... – resmungou Milo.


– Já estou de volta, senhor. – insistiu Mu.


– Hummm... Ah! Está bem... – disse Milo abrindo os olhos e coçando a cabeça. — E então, divertiu-se?


Mu sorriu, lembrando das palavras de Aldebaran. Sentia-se dividido entre a alegria de saber-se amado daquela forma e a tristeza de ver-se atrelado àquela vida e àquele lugar.


– Sim, me diverti muito. Obrigado. – respondeu.


Milo sorriu e bocejou. Tinha tido um sonho rápido com Camus e lembrou-se que Afrodite tinha revelações para contar. Deu um tapinha nas costas de Mu e deixou o quarto.


Na saída, uma cortesã ofereceu-se a ele em trajes sumários e transparentes. O grego sorriu e beijou-a no pescoço, descendo as escadas a seguir. Em outros tempos, talvez aproveitasse a oferta, hoje sentia-se cada vez mais distante de sua reputação...


Fora do bordel, deixou-se tocar pelo ar da madrugada e a umidade brumosa o fez acordar de vez. Encontrou a carruagem pronta e Aldebaran esperando-o.


– Então, meu amigo, como foi a noite? – perguntou Milo.


– Minha perdição. Mas, obrigado milorde! Serei eternamente grato. – respondeu Aldebaran deixando implícito que não estava a fim de conversar.


Milo sentiu a tristeza na voz de Aldebaran, porém também estava cansado e não queria invadir a privacidade do amigo. Talvez outro dia, numa mesa com uma boa garrafa de uísque e uma rodada de carteado...


– Então vamos, preciso dormir um pouco. – disse Milo estendendo o corpo dentro da carruagem.



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Milo abriu os olhos quando um filete de sol atravessou a janela e incidiu bem em cima de seu olho direito.


O quarto espaçoso cujo assoalho brilhava, acentuado pela luz vinda da janela ampla, recebia um homem bastante agitado, enquanto o mordomo observava incrédulo e temeroso, seu patrão ser acordado àquela hora...


– M-Mas... o quê?! – rosnou Milo levando a mão aos olhos.


– Vamos, Milo! Acorde! Preciso de você... – disse Afrodite afastando parte da cortina.


– Que horas são?! Parece que recém deitei... – falou Milo esfregando os olhos inchados.


– São oito horas!


– Oito horas?! Afrodite, eu deitei às seis! Estou moído...


– Sim, eu sei! Mas tem muitas coisas acontecendo e dizem respeito aos seus interesses também. Vamos, mexa esse seu traseiro e se vista!


Milo espreguiçou-se, revelando que estava nu. Não usava camisolões nem nada para dormir. Vagarosamente, ergueu os braços acima da cabeça, alongando os músculos dos ombros. Virou o pescoço de um lado para o outro, até sentir-se confortado pelos estalos sonoros que fizeram Afrodite arregalar os olhos.


– Então, aonde é o incêndio? Espero que tenha me trazido boas novidades, só assim posso perdoá-lo por me tirar da cama há esta hora. – disse Milo ainda com dificuldade para abrir os olhos.


– Shura convidou-me para um passeio e... me beijou! Depois foi embora e disse que vai me apanhar às onze horas para almoçarmos juntos.


– E?


– Bem, eu estou simplesmente apavorado. Não sei como agir com este homem. Cada vez que eu penso ter uma vantagem, ele me surpreende.


– Até que enfim! Pelo menos o espanhol não é frouxo e nem pervertido. Isto é, no que se refere a ser pervertido, ainda não sabemos... Ou sabemos? – disse Milo rindo. – Agora a parte que me interessa... O que você descobriu sobre o Camus?


– Bem, Shura havia me dito que Camus era muito discreto sobre a sua vida pessoal e que não comentara nada com ele, a não ser que havia sido noivo. Eu estranhei, é claro... Então lembrei que minha camareira veio de Winchester e que possui família lá. Ela já é uma senhora de idade, então se lembra de muita coisa. Ela contou que o sobrenome d'Alembert é bastante conhecido, devido à fabricação de tecidos e que os negócios acabaram nas mãos do filho único. Este filho casou-se aos vinte e um anos, mas algo aconteceu e o casamento foi anulado seis meses depois e o assunto foi encerrado e abafado...


– Então quer dizer que Camus é... casado?


– Foi casado! E tem mais, eu soube por fontes fidedignas que ele vai partir hoje à tarde.


– Hã? Mas, Marin prometeu-me fazê-lo ficar e disse-me que ele tinha aceitado ficar mais um tempo em Londres.


– Pois é, mas parece que ele mudou de ideia...


Milo saltou da cama, derrubando os lençóis egípcios no chão. Não podia deixar que Camus partisse dessa forma. Praguejou de várias formas e só então se acalmou. Ainda continuava nu, mas estava tão atordoado e com sono que esse detalhe não o incomodou.


– Fausto! Mande preparar uma carruagem e me traga algo para beber! – gritou o grego, andando de um lado a outro.


– Milo... quem sabe você coloca uma roupa... Bem, estou indo para a sala. – falou Afrodite, porém sem ser ouvido.


Houve um momento de silêncio e Milo continuou chamando e estranhando a demora do criado. Geralmente, Fausto corria ao ser chamado, embora sempre mantivesse a fleuma e agisse como se nada o abalasse.


Impaciente, Milo gritou alguns palavrões, deixou o quarto e foi até a sala quando deparou-se com uma cena inacreditável que fez o criado estacar, embora mantivesse o semblante inexpressivo, Afrodite arregalar os olhos e levar a mão à boca e o visitante, simplesmente, ficar sem respirar.


– Camus?! – disse o grego vendo o ruivo em pé, no centro da sala de estar.


– Vim apenas me despedir, mas creio que cheguei numa hora imprópria. – disse Camus tomado de assalto pela visão do corpo nu de Milo.



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A viagem havia sido cansativa, mas como de costume, Saga levantara cedo e encontrava-se na biblioteca com uma pequena caixa que trouxera da Grécia. Fazia apenas três dias que estava fora, porém soubera que seu amante circulava com outro homem, um espanhol saído Deus sabe lá de onde!


Sabia que Afrodite era afeito ao flerte, mas nunca os ostentava, em público, mais que uma ou duas vezes. Aquela atitude era, no mínimo estranha e uma afronta! Olhou para a caixa e seus olhos se tornaram escuros.


Uma ponta de raiva o invadiu, porém respirou fundo e procurou afastar seu aborrecimento. Afrodite devia estar dormindo àquela hora e ir até ele deixaria explícito o seu descontentamento e interesse.


Não, não podia dar esse gosto ao devasso... Esperaria até à noite e então, esclareceria a situação, deixando claro que aquela relação só acabaria quando ele, Saga, não mais estivesse interessado.


Enquanto pensava no assunto, o mordomo bateu na porta. Saga ergueu a cabeça devagar e recostou-se na poltrona, esperando que ele entrasse.


– Perdoe-me milorde, mas tem alguém que deseja vê-lo.


–Tão cedo? Sabe que não recebo ninguém antes das dez horas.


– Eu compreendo, milorde. Mas... quem deseja vê-lo é... o senhor Kanon.


Uma ponta de surpresa se fez notar nas belas e másculas feições de Saga. Embora seu irmão sempre o visitasse na elegante mansão, jamais o fazia tão cedo. Certamente, estava envolto com cobradores ou dívidas de jogo.


– Por acaso, meu irmão está embriagado?


– Não creio, senhor. Disse apenas ser um assunto da máxima urgência.


– Tudo é da máxima urgência para meu irmão. — Saga suspirou.


– Por certo, milorde.


– Aparentemente, você também pensa que devo recebê-lo? Estou certo?


– Sim, senhor. Desta vez, creio que o senhor Kanon está com sérios problemas.


– Está bem, mande-o entrar!


Kanon entrou e Saga, mesmo disposto a ser duro, fraquejou diante da aparência do rapaz. Conforme o mordomo havia descrito, seu irmão parecia um tanto abalado. Aparentemente dormira com aquela roupa e cheirava a... gordura. Trazia os cabelos escuros desalinhados e uma estranha palidez no rosto bonito. Mais preocupante que isso era a ausência do sorriso debochado e sedutor, sua marca registrada.


Aproximando-se, Kanon correu os dedos pelos cabelos revoltos.


– Saga...Graças a Deus que voltou!


– O que aconteceu Kanon? O que andou aprontando desta vez?- perguntou Saga sem paciência para rodeios.


– Bem, eu...não queria que tivesse acontecido! Eu me descontrolei e...


– Por Deus, Kanon! Pare de agir como um fedelho e fale de uma vez!


– Eu... Eu acho que matei um homem!


– O quê? – gritou Saga batendo na escrivaninha.


O sangue tingiu as faces de Kanon para em seguida fugir, deixando-o ainda mais pálido que antes.


– Foi isso mesmo que ouviu. Eu... me excedi no bordel de Madame Walmot. Ele... Ele se recusou a se deitar comigo e eu... bati nele! Bati com força ...


Saga esperava por tudo, menos por aquilo. E porque não? Indagou uma voz irônica dentro dele. Kanon sempre fora mimado, protegido. Não demoraria muito para meter-se em uma encrenca séria. Mas homicídio? E num bordel?


– Quem foi? Em quem você bateu?


– Mu... o nome dele é Mu!



Notas finais
Agradecimentos especiais:MARCIABS, DDD, KERONEKOI,JULLYLOVE, THAINARA ALINE E QUEM MAIS CHEGAR POR AQUI! BJS, AMADAS E OBRIGADA PELO CARINHO!