Desejos Ocultos

13 Capítulo 13 EROS...


Notas iniciais
A todos que passarem por aqui, FELIZ ANO NOVO!!! Que, apesar das previsões e da própria realidade, todos possam viver em sua vida: a abundância, o amor e a paz! Obrigada por terem me acompanhado durante 2011. Bjs, XD

Afrodite olhou para ambos os lados antes de entrar em uma alameda com algumas casas de comércio ilegal, uma casa de apostas, um pequeno bordel e uma fábrica abandonada. Um homem franzino, vestindo o uniforme do clube Ás de Ouro, esperava pelo nobre, encoberto pelas sombras e torcendo as mãos nervosamente. Grossas gotas de suor brotavam em sua testa cheia de vincos e ele olhava para os lados.


O belo nobre se aproximou, falando baixo:


– Então, tem novidades para mim?


– Na verdade tenho e penso que vai gostar de ouvi-las, milorde. Porém, estou arriscando meu emprego em repassá-las ao senhor.


– Senhor Nigel, sabe que sei ser generoso. Conte-me tudo e será protegido, além de muito bem recompensado. – falou Afrodite sorrindo.


O homem parecia enfeitiçado pelo olhar de Afrodite e, prontamente, começou:


– Bem, o senhor Scott estava ganhando a rodada de cartas em que apostava com lorde Danville. Então, de repente, ele começou a perder e já não tinha mais dinheiro para cobrir a aposta. Desesperado, colocou a hospedaria e um terreno como lance e... ganhou. Lorde Danville ficou furioso e, logo em seguida, um dos outros jogadores acusou o senhor Scott de estar trapaceando. Ele foi expulso do clube e a aposta foi cancelada. Nenhum dos dois foi declarado vencedor. Para retornar ao clube, foi exigido do senhor Scott pagar uma multa bastante alta...


– Então, essa história que ele pediu uma soma ao duque e não pode pagar é mentira!


– Quando o senhor Scott vendeu a hospedaria e o terreno ao senhor Shura, o negócio foi totalmente legal. O que o duque alega, em parte, é verdade. O senhor Scott pediu uma quantia vultosa para retornar ao quadro de apostadores do Ás de Ouro, mas isso, após ter vendido suas duas propriedades ao senhor Shura e, ao mesmo tempo, as ter dado em garantia, sem que o duque soubesse da venda. Quando o duque soube, resolveu embargar o negócio.


– Mas, nesse caso... Shura não tem nada a ver com esta história. Ele as tinha comprado antes delas terem sido colocadas como garantia. O duque não pode exigi-las, legalmente. Ele que procure seus direitos! Se eu precisar, posso contar com o seu testemunho, senhor Nigel? – disse Afrodite abrindo o mais sedutor dos sorrisos.


– P-Pode, claro!


– Obrigado. Por hora, gostaria que aceitasse esse pequeno presente como prova da minha gratidão. – Falou Afrodite depositando nas mãos nervosas do homem, um belo relógio de ouro.


– P-Para mim, s-senhor? Mas... Mas é um presente muito caro! – disse o homem arregalando os olhos.


– Como eu disse antes, senhor Nigel... sei ser bastante generoso com aqueles que optam em ser justos.


O homem piscou duas vezes e sorriu como uma criança que ganhara um brinquedo a muito esperado. Depois, sumiu em meio aos pedestres que começavam a dirigir-se para as casas de comércio ou jogo.


Afrodite retornou a sua carruagem. Um brilho de malícia iluminou os olhos azuis, obrigando-o a admitir que a ideia que lhe surgira como um raio era arriscada. Porém, era deveras excitante...! Pena que Milo não estivesse em Londres... Ele exultaria com o plano que acabava de engendrar.



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A sala ampla exalava um odor de tabaco e livros. Shura permanecia em silêncio com o cenho fechado. Estava cansado e irritado, depois de confrontar-se com o patife que lhe vendera a pousada e com seu avô.


Agora, frente ao advogado que lhe dizia que os papéis estavam em ordem, embora os contratos firmados sob a palavra de honra valessem tanto quanto os assinados sentia que a irritação só aumentava, ao invés de arrefecer.


– Se o duque Saga afirma que estas propriedades lhe foram dadas como garantia, temos que considerar muito o fato que ele tem também os seus direitos. – falava o homem ruivo e com o rosto cheio de pequenas sardas, enquanto estreitava os olhos encimados por um par de óculos com lentes grossas e embaçadas.


Shura suspirou e sentiu que apertava em demasia a pasta que continham os documentos. Afrouxou a mão, tentando pensar no que devia fazer.


– Qual o seu conselho para esta situação, senhor Oliver?


O advogado juntou as escrituras e recibos de pagamento e, sério, perguntou:


– O senhor tem conhecidos importantes, aqui em Londres, senhor Shura?


– Alguns. Mas o quê isso tem a ver com a situação?


Um sorrisinho sarcástico partiu dos lábios finos do advogado seguidos do ato de levantar-se e, servir-se de uma dose de conhaque. Olhando por cima dos óculos ele ofereceu um copo a Shura, que recusou e movimentou-se com inquietação na poltrona de espaldar alto.


– Vejo que é jovem e idealista, senhor Shura. Mas, um homem da minha idade, que já passou por muitos verões sabe que, a posição social tem o seu grau de influência em casos como o seu. Se tiver ao seu lado, amigos com o mesmo título do duque ou acima dele pode contar com alguma vantagem.


– Não quero levar vantagem, quero justiça. Se o duque tiver mesmo o direito, não questionarei. Porém, vou lutar pelos meus direitos como um cidadão e não como um patife que se cerca de gente poderosa.


– Como eu disse, o senhor é jovem. Aprenda uma coisa: apesar de os espanhóis serem católicos devotos e acreditarem na justiça divina, no mundo dos homens de negócios, nem sempre os justos herdam alguma coisa.


– Acho que está enganado ao meu respeito, senhor Oliver. Não é a justiça divina que procuro. Se fosse, estaria de joelhos na Abadia de Westminster esperando um milagre como fazem os crentes. Mas, apesar de ter sido criado numa família temente a Deus, aprendi que o homem determina o rumo da sua vida com trabalho e caráter. Para isso existem as leis, as quais o senhor representa!


– Tenho que reconhecer que tem coragem, senhor Shura. Mas, o orgulho é amante da arrogância e nem sempre nossos ideais e senso de justiça podem sobrepor-se à realidade. Vai precisar de aliados, ainda mais que não é inglês.


– Saga também não é. Usando a sua lógica, pelo menos neste aspecto eu e ele estamos em posições iguais.


– Lorde Saga é respeitável em nossa sociedade. É um filântropo reconhecido e casado com uma das mulheres mais ricas de Londres. E o senhor, quem é para desafiá-lo?


– Sou o homem que vai buscar o que é verdadeiro e justo, mesmo sendo o senhor Saga um nobre respeitável, filântropo e casado com uma das mulheres mais ricas de Londres! Obrigado pela consulta, senhor Oliver. – respondeu Shura levantando-se da cadeira e juntando os seus papéis.


– Espere, o que pretende fazer?


– Simples, vou levar este caso à polícia metropolitana. Sei que sir John Peel é um homem justo e que não teme incomodar a nobreza.


– Se eu fosse o senhor, não faria isso. Vai provocar um escândalo!


– Ora... não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos, não é mesmo? – disse Shura com um sorriso frio.



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Dom Geronimo entrou na casa simples, porém iluminada. As portas e janelas eram amplas, permitindo que a brisa noturna arejasse a casa com o perfume de jasmins e rosas, flores que tinham sido plantadas em um pequeno jardim na entrada da casa.


O piso era de madeira escura e polida e o sofá, onde Luisa estava recostada, era de veludo azul e tinha espaço para mais duas pessoas. Porém, Don Geronimo preferiu sentar-se numa poltrona em frente à filha, enquanto a fitava intensamente nos olhos.


– Foram muitos anos, Luisa. Cheguei a pensar que nunca mais a veria.


– Sim, meu pai... muitos anos. Sou uma mulher madura, agora e muito feliz com todas as escolhas que fiz.


– Seu filho... meu neto...Porque nunca me procurou para dizer que ele existia?


Luisa olhou para seu pai com um misto de nostalgia e sofrimento.


– Esqueceu-se do que me disse? Que se não vivesse pelas suas regras era melhor que estivesse morta? Nunca fui mulher de baixar a cabeça e nem de furtar-me às consequências das minhas decisões. Casei por amor e com o homem que quis, portanto, não acreditei que ainda me considerasse sua filha e nem que gostaria de conhecer seu neto.


– Por muito tempo, pensei desta forma. Mas, sua mãe... Ela me fez jurar encontrá-la e perdoá-la. Ela sabia que eu nunca deixei de amá-la, filha.


Lágrimas quentes escorreram pelos olhos escuros de Luisa e um aperto no peito a fez tossir. Tinha mandado notícias para sua mãe, em segredo, durante alguns anos. Depois, perdera o contato e só muito tempo depois descobrira que ela falecera.


– Está doente! Precisa de um bom médico. – disse Don Geronimo.


– Estou me tratando... não é nada.


– Vou levá-la de volta para casa. Lá, o doutor Rivera poderá tratá-la melhor. O clima desta cidade é terrível!


– Minha casa é aqui. Quero ajudar meu filho nos negócios.


– Negócios não são para as mulheres! Não permitirei que trabalhe, ainda mais, doente, como está. Continua com um gênio terrível para uma mulher, Luisa!


Assim como as lágrimas, o riso de Luisa irrompeu com facilidade. Balançou a cabeça, movendo os cabelos escuros que estavam presos em um coque frouxo.


– Tenho 39 anos e sou viúva. Deixei sua casa aos catorze anos e gerei um filho aos quinze. Não creio que acredite ter autoridade sobre mim nesta etapa de minha vida!


– Sou seu pai! Você é minha única herdeira. É uma mulher madura e deve agir como tal. Seu filho foi enganado e perdeu muito dinheiro. Para a sociedade londrina ele é mais um pé rapado que veio tentar a sorte na corte e se deu mal. Como esperam viver? De brisa?


– Shura herdou a força e a fibra do pai. Se foi enganado, saberá reverter a situação. Confio nele!


– Não estamos em Madri, estamos em Londres! E há ainda outra coisa, antes de vir para cá soube que... um tal de Afrodite, um nobre reconhecido por sua devassidão, tornou-se companhia de meu neto. Sabe o que isso significa? Que além de perder um negócio, Shura perderá sua hombridade! Precisamos acabar com isso, antes que...


– Antes que o quê, meu pai? Que Shura faça o que o senhor não teve coragem de fazer? – gritou Luisa.


– O que está dizendo? Não sei do que está falando!


– Estou falando que eu sei o seu segredo, pai! Mesmo a mamãe ocultando a verdade para protegê-lo, mesmo que ela o amasse ao ponto de aceitar dividi-lo com seu amante, eu... descobri o seu segredo naquela noite... E foi nesta noite que eu decidi viver a minha vida para não acabar como o senhor e como minha mãe, ambos infelizes, envolvidos por uma mentira e mantendo a hipocrisia de uma família feliz! Criei meu filho para ser autêntico, não ouse querer que ele viva uma farsa e sofra como o senhor e minha mãe.


Don Geronimo ficou pálido e, junto à fuga do sangue de seu rosto, somou-se um aperto na garganta e uma dor aguda no peito. Seus olhos se arregalaram e a noite em que Alfonso Córdoba o tinha procurado, fulminou-o como um raio, fazendo-o lembrar...

“- Estás louco? Por que veio a minha casa a esta hora? — sussurrara, perturbado com a visita do melhor amigo e... amante.

– Não posso mais, Geronimo! Irei embora de Madri esta noite... Por favor, me perdoe... — respondeu o homem alto e belo, cujos cabelos revoltos caiam soltos e molhados sobre os ombros.

A voz rouca de Alfonso quase sumia em meio ao desespero das carícias desesperadas que ambos trocaram na noite chuvosa. Raios riscavam os céus e os dois discutiam na capela da mansão dos Toledo, sob o olhar vigilante da escultura da Virgem de Guadalupe.

– Espere o casamento de Luisa. Assim que Don Joséoficializar o noivado, eu prometo que teremos um tempo maior, juntos. — dissera com a voz trêmula.

Promessas, Geronimo... apenas promessas! Sabe que não irá cumpri-las... Agora, percebo que ama sua esposa, enquanto eu pertenço ao passado. Um passado sórdido que colocas em segundo plano, como o lixo varrido para baixo do tapete!


Não é verdade! Estás louco... Sabes que te amo, sempre amei!- ele gritara no mesmo instante em que um relâmpago ecoou nos céus.

Beije-me, Geronimo... E deixe-me partir! Deixe-me viver!- pedira Alfonso e ambos uniram as bocas com sofreguidão.

Depois disso, Alfonso dissera adeus, deixando-o arrasado. Tivera esperanças que ele voltaria atrás, porém quis o destino que a separação fosse definitiva. Um acidente de carruagem, na noite chuvosa, levara Alfonso deste mundo e da sua vida!”

– Papai! – gritou Luisa vendo Don Geronimo levar a mão ao peito e cair para trás.

Neste instante, Shura adentrou a casa. Seus olhos escuros se detiveram no avô que respirava com dificuldade. Rapidamente, ele tomou conta da situação e, mesmo nervoso, manteve a aparência serena, enquanto atendia Don Geronimo.


– Calma... Vamos desabotoar essa camisa e tirar essa gravata. Mãe, traga um pouco de água e aquele conhaque que guardamos para as visitas.


– M-Mas, meu filho, ele está...


– Está emocionado, só isso. Vamos, Don Geronimo, respire devagar e pausadamente. Logo vai se sentir melhor. – disse Shura acomodando o avô no sofá.


Don Geronimo estava ofegante e com o rosto vermelho, mas aos poucos, foi acalmando a respiração ruidosa, enquanto Shura o ajudava a beber um gole de conhaque.


– Sente-se melhor? – perguntou Luisa, preocupada.


Balançando a cabeça de forma assertiva, Don Geronimo não disse uma palavra e Shura ponderou sobre a causa de tão grande comoção.


– Venha, vou levá-lo até o quarto para que descanse. Depois vou chamar um médico para certificar-se que está tudo bem. – disse Shura.


– Não, nada de médico! Ajude-me a levantar que logo minha carruagem virá buscar-me.


– É temerário sair assim, logo após ter tido um mal-estar. Por favor, meu pai... fique até termos certeza que está, realmente, bem. – disse Luisa.


– Preciso ir. – respondeu O espanhol com os olhos baixos.


Luisa tocou-lhe o rosto e Don Geronimo pegou-lhe a mão pequena e pressionou-a contra o peito.


– Sinto muito, filha... – disse baixo com a voz carregada de vergonha e dor.


– Não sinta... Não podemos mandar no coração, mas podemos escolher seguir o seu chamado. Eu fiz minha escolha, pai, e o senhor fez a sua. Ambos amamos e fomos amados. No final, apesar dos erros, é isso que importa. – disse Luisa abraçando o pai.


Shura deixou-os sozinhos. Mesmo sem entender o que se passava, sentiu que compartilhavam algum segredo importante e, mesmo curioso, resolveu respeitá-los. Fechou a porta ouvindo os soluços de sua mãe e de seu avô, vivenciando uma emoção que tratou de calar, em seu peito.



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Aldebaran tinha planejado cada detalhe daquela noite. Sabia que venceria tendo Mu ao seu lado, incentivando-o, olhando-o com aqueles olhos vivos e belos que o derretiam por dentro. Jantariam juntos, conversariam e ele ouviria o riso delicioso de Mu e depois o levaria de volta ao bordel. Simples assim, pensara quando tudo tinha terminado.


Não foi o que aconteceu. Ele estava ansioso e quando beijou Mu o desejo aflorou com tal intensidade que seu corpo enrijeceu e ardeu como nunca.


Mal deixaram o local da luta e acabaram em uma pensão nos arredores, onde se alugavam quartos para dormir ou... passar um tempo. Aldebaran tentava pensar, afastar o desejo, mas era impossível com Mu sussurrando seu nome, seu hálito quente queimando a sua pele. O olhar lânguido e brilhante, o corpo esguio e tentador... era demais para Aldebaran que estava a ponto de explodir.


Ele beijou Mu nos lábios de um jeito erótico e agressivo, mesmo com o lábio machucado. O jovem o recebeu com a boca ávida pela língua voraz, sentiu a saliva misturar-se ao sangue e gemeu deliciado ao sentir a ereção potente pressionada contra o seu corpo.


O cheiro e o gosto de Mu levaram Aldebaran à loucura e ele o deitou na cama estreita sem parar de beijá-lo, bem devagar para que não deixasse de tocar um centímetro sequer do corpo dele. Quase cego pelo desejo, desabotoou a camisa de Mu e a arrancou de vez. Desceu a cabeça pelo pescoço alvo e com a boca roçou os mamilos que endureceram de imediato, fazendo o jovem gemer.


Mu tremeu de prazer quando Aldebaran mordeu de leve um mamilo e com a língua acariciou-o ao redor. E tremeu ainda mais quando, após despi-lo com as mãos grandes e ansiosas, ele desceu devagar e tomou-lhe o falo túrgido na boca, enquanto movia as mãos por suas coxas e gemia deliciado, fazendo com que a sua língua vibrasse no membro que engolia com gosto.


Embora fosse experiente na arte do sexo, Mu jamais tinha sentido tais sensações com a intensidade que vivia com Aldebaran. Gemia e arfava sem controle e seu corpo arqueava de encontro às mãos e lábios do amante, fazendo-o sorrir e continuar a torturá-lo com carícias cada vez mais íntimas e aliciantes...


Aldebaran dominava-o, beijando-o de forma cada vez mais intensa, com o corpo firme, poderoso e rígido pressionando-o numa mensagem clara que seria ele a dar-lhe prazer, a seduzi-lo vertiginosamente como um amante ardente e apaixonado...


Com as mãos encaixadas nas nádegas voluptuosas de Mu, Aldebaran o levantou e levou a língua até a sua entrada, molhando-a lentamente e fazendo um caminho que ia do falo à virilha e voltava até aquele ponto que já se contraía de excitação.


Após uma longa sessão de lambidas e carícias, ele voltou aos lábios que o enlouqueciam e se encaixou na entrada, roçando seu sexo túrgido e sentindo o corpo de Mu corresponder com uma pulsação desesperada pelo toque profundo e ardente...


Então, finalmente, o penetrou, afastando-lhe as pernas e entrando dentro dele num movimento harmônico de puro êxtase. Mu o pegou pelos cabelos e quase chorou quando foi tocado nas profundezas e sentiu um prazer tão grande que pareceu que ia morrer.


– Al-Aldebaran... – gemeu ele contra os lábios inchados que lhe sorriam com ternura e, ao mesmo tempo, uma luxúria insana e bem-vinda.


– Eu te amo... Te amo tanto, Mu... – sussurrou ele de volta, enquanto movia-se de forma lenta e circular, sentindo o interior do amante ceder e acolhê-lo, úmido e quente.


Mu gemia e sorria sentindo o corpo forte de Aldebaran possui-lo com fome, mas também com cuidado. A largura do tórax, a pressão das coxas fortes e vigorosas, o falo potente preenchendo-o, completando-o, tornando-o dele... Tudo tão novo e tão profundo que trazia calor ao seu corpo e ao seu coração como um sol particular...


Agarrando-se ao pescoço largo e retesado, Mu colocou a boca junto aos lábios entreabertos dele e os lambia à medida que Aldebaran se afastava e voltava com mais vigor, mais profundamente, mais forte...


Cada investida era como se Aldebaran o estivesse marcando, tornando-o dele para sempre. Era como uma possessão, uma exigência de algo maior que os unia além da carne, além de tudo...


Aldebaran gemia e preenchia Mu num ritmo alucinante. Sentia-o contrair as coxas e ia mais fundo, mais rápido, como se pudesse fundir-se a ele num arrebatamento quase divino.


Mu começou a estremecer e, com os olhos bem fechados, agarrou-se a Aldebaran enquanto seu corpo se contraía convulsivamente. Sentia como se cada parte de seu corpo fosse incendiar e explodir... Sua boca abriu-se, soltando um arfar rouco e alto.


Aldebaran segurou as mãos de Mu e enquanto se movia, os dedos se entrelaçaram aos dele. Com uma última penetração ele sentiu Mu contorcer-se e gritar, derramando-se em sua pele. Foi então que se permitiu arrebatar pelos estertores do clímax e estocou ainda mais fundo, olhando-o com devoção enquanto seus quadris se chocavam ao corpo do amante como uma onda violenta se choca nas pedras...


Por um momento, Mu sentiu-se perdido entre dois mundos. Não mais agarrado ao corpo de Aldebaran, estava pairando sobre tudo como se fosse um pássaro sem asas...


Então, Aldebaran o beijou com ânsia e também gozou. Um urro profundo escapou-lhe da garganta, enquanto sentia seu sêmen verter dentro de Mu em jatos potentes que pareciam não ter fim.


Os dois se abraçaram com força como se tivessem a eternidade dentro de si e não alguns minutos roubados de uma noite.


Tentando recuperar o fôlego, ambos voltaram a se beijar e acariciar enquanto a percepção do amor os tomava tão intensamente, quanto o orgasmo que haviam vivenciado.


– Eu te amo, Aldebaran... Não importa o que aconteça daqui prá frente. Hoje, eu soube o que é ser feliz. – disse Mu tocando, suavemente, os lábios machucados de Aldebaran.


– Não deixarei que ninguém o machuque. Vou tirá-lo daquela casa.


Mu sorriu e voltou a contornar o rosto do amado com os dedos longos.


– Ninguém pode me machucar, meu amor... Nem agora e nem nunca mais.


Ditas as palavras, Mu mordeu, suavemente, o lábio inferior de Aldebaran que não estava machucado. Em seguida, abraçou-o trazendo-o para mais perto, segurando-o com tanta firmeza contra o seu corpo suado que cada inspiração dele roçava em seus mamilos, eriçando-os novamente.


Então, sorrindo ao perceber que Aldebaran já estava, novamente, excitado, inverteu as posições e cavalgou-o, até ambos gritarem mais uma vez, invadidos pelo gozo avassalador...



Notas finais
A todos, meu muito obrigado e, novamente, desejo muita paz, mudanças e amor!!!