Desejos Ocultos
11 Capítulo 11 DESCOBERTAS...
Camus estava consciente de que jamais havia sentido aquele tipo de tensão. Com certeza, Milo não tinha ideia do impacto que causava nele. Ou teria? Os olhos vivazes e cheios de desejo do grego olhavam-no como se ele fosse único no mundo e isso também era estranho e inusitado, já que para todos, sua presença só era importante quando o assunto era trabalho...
– Vem, Camus... – repetiu Milo.
O francês fitou-lhe a boca. Apesar de ficar surpreso com a total falta de cerimônia de Milo, sentia o desejo superar qualquer opinião ou atitude que tivesse sobre tal ato.
– Eu gostaria muito de fazer isso. – disse com os olhos presos nos de Milo. As palavras escapando sem que ele as refreasse ou pensasse no que estava dizendo.
– Pois então, faça-o. – respondeu o grego. A voz rouca e aquele sorriso integrando-se à magia da paisagem...
Milo ergueu a boca polpuda e ficou a espera, convidativo. Camus se aproximou e a atmosfera entre os dois pareceu ainda mais tensa, como se uma ínfima faísca pudesse incendiá-los de imediato.
Em sua mente, Camus ouvia um alarme, estaria perdido se cedesse àquela paixão violenta. Seria por temor de constatar que seus sentimentos eram intensos e profundos? Que não era frio como fora acusado de forma tão veemente?
Apenas uma vez, queria esquecer seu autocontrole e deixar-se arrebatar, saber, finalmente, o que era a paixão, o prazer, a ausência de limites...
– Não tenha receio, Camus... Ouse. – Milo sussurrou, aproximando os lábios da boca arfante do francês, porém, sem tocá-la.
Camus experimentava uma ânsia dolorosa, sentia o corpo vibrar e o sangue correr em desespero por suas veias. Então, Milo afastou-se e riu.
– Vamos! Veja se consegue me pegar. – disse o grego com olhar malicioso e faiscante.
O grego ainda exibiu seu corpo esguio e depois recuou, deu meia-volta e mergulhou na parte mais funda do rio. Camus ouviu um barulho e um forte arfar, indicação de que a água estava fria como sempre fora.
Ao ver Milo emergir, ainda mais sensual e tentador, passou a mão na testa. Sentia muito calor. Gotas de suor insinuavam-se em seu rosto e suas têmporas latejavam...
“Veja se consegue me pegar.” Aquela voz cheia de promessas ainda retumbando em seus ouvidos.
Se ele o fizesse, o que aconteceria? Se cedesse à loucura, à paixão que teimava invadir seu corpo e seus pensamentos, o que seria dele?
Suas pernas caminharam por vontade própria, sem pedir-lhe permissão apesar das advertências da mente. Ao seu encontro, Milo vinha com o corpo luminoso e translúcido devido à água fria...
Camus desejava o que Milo estava lhe oferecendo. O peso da necessidade esmagava sua determinação em controlar impulsos que nunca precisara administrar. No estado em que estava, nem mesmo podia calcular as consequências de um ato tão tresloucado.
Continuar refreando o desejo tornava-se impraticável. Queria usufruir daquele mundo de prazer que se descortinava à sua frente e para o qual não estava preparado.
Faria amor com Milo. Queria, desesperadamente, sentir-se no corpo do grego, tomá-lo em seus braços e dar vazão à sede inédita capaz de suplantar seus pensamentos e seus medos.
O rio... Milo... A pressão quente e dolorosa em sua virilha...
Tirou as roupas e mergulhou na água gelada. Águas que conhecia e apreciava, mas, também adentrava outras águas, desconhecidas e profundas que acenavam com o canto de uma sereia chamada paixão.
Milo prendeu a respiração e sorriu com uma sensualidade explícita. Impossível recuar, impossível não perder-se na visão do corpo alvo e excitado de Camus, do olhar dele tão ardente quanto seus cabelos...
No silêncio que os rodeava só se ouvia a respiração ofegante de ambos. Camus chegou mais perto, o coração retumbando, o olhar fixo nos olhos do grego. E como se nada mais houvesse ou importasse, abraçou Milo e beijou-o com sofreguidão, invadindo-lhe o interior da boca com a língua ávida.
O grego encorajou-o, retribuindo com a mesma urgência, unindo a sua língua à dele, sugando e lambendo até a saliva banhar-lhes os lábios, o rosto, o pescoço e os corpos que estremeciam...
Os mamilos do grego endureceram ao sentir as mãos de Camus acariciando as suas costas com força, enquanto a rija masculinidade do francês era pressionada em sua coxa. Com a mesma luxúria, levou a mão ao falo de Camus, acariciando-o num movimento de vai e vem, arrancando um gemido de prazer do outro, sentindo-o enrijecer ainda mais.
O francês agarrou-o pelos cabelos, apertou-o de encontro ao peito e esmagou-lhe ainda mais a boca num beijo alucinado. Então, sem afastar os lábios dos dele, caminhou com ele dentro da água, levando-o até a margem e deitando-o em cima da manta que se encontrava próxima.
Molhados, sentiam calor e frio, as respirações alteradas, o olhar desvairado... O desejo imperava frenético, guiando as carícias, pedindo para ser saciado.
Camus cobriu-o com o corpo alvo, as mãos acariciando a curvatura das costelas, as coxas grossas, as nádegas... Dominava o grego com uma luxúria desconhecida até para si mesmo. Agia por instinto, desejo e vontade...
Com uma ânsia febril, fez uma trilha de beijos molhados, saboreando cada centímetro do corpo desconhecido. Sorveu-lhe os mamilos, ora com delicadeza, ora com fúria. Roçou, contornou e mordeu a pele quente de Milo, fazendo-o gemer e arquear-se surpreso com tamanho ardor.
O grego movia-se debaixo de Camus, apertando os dedos nas costas largas, agarrando-se a ele, confuso com o prazer avassalador que o francês provocava em seu corpo. Não era ele quem encaminhava todos os passos da sedução? Então, como se deixava apanhar nesta voragem que fatalmente o levaria a ser possuído por Camus?
O francês mexeu os quadris para frente e para trás, roçando seu falo no de Milo e ambos gemeram, aumentando a pressão, buscando uma fusão maior dos corpos e peles. Ele segurou-lhe os pulsos e os ergueu sobre a cabeça, enquanto balançava o corpo sobre o dele. Beijou-o novamente, mordiscando a boca avermelhada e arfante.
As pernas nuas se entrelaçaram, a fricção enlouquecedora aumentou e Milo apartou as suas, recebendo Camus entre elas.
Deus! Desejava que ele mergulhasse em seu corpo, ansiava pelo francês como se uma sede insólita o houvesse tomado...
Suas respirações se confundiam no mesmo hálito e ambos se perderam no olhar um do outro. Antes de tudo, Camus queria ver o quanto era desejado e até onde poderia ir. Parou os movimentos, sentindo o pulsar da própria ereção... Milo percebeu e o fitou com os olhos febris de desejo. Sorriu de um jeito que seduziria até o mais resistente dos demônios e, arfante, sussurrou:
– Vem Camus... Eu te quero em mim...
Camus também sorriu, a respiração afogueada, os olhos brilhando como se estivesse ébrio... Com o corpo tremendo, guiou seu membro para a entrada apertada e com a outra, segurou na cintura de Milo, erguendo-o um pouco do chão. As pernas de Milo se apartaram ainda mais e seu olhar revelou-se, numa total entrega.
Arrebatado pelo desejo, Camus preencheu o espaço e penetrou-o, devagar...
Milo gritou abafado de encontro à boca de Camus. Um pouco pela surpresa e um pouco pela dor. A queimação da entrada foi intensa, mas a sensação de ser possuído com tanta paixão fez permanecer o deleite, transportando-o para além da pressão dolorosa...
Camus mal conseguia respirar e não conteve um gemido longo e gutural, quando se sentiu afundar nas profundezas do corpo de Milo. Era tão quente, apertado... Podia gozar somente com aquela sensação de ser engolido, aprisionado no corpo cálido do grego...
Respirou fundo, tentando se controlar. Não queria que acabasse rápido, queria sentir o prazer de Milo reverberar em sua pele, vê-lo gemer em seus lábios... Ficou um tempo imóvel, esperando que Milo relaxasse, pois sabia que tinha doído.
Quando sentiu Milo remexer abaixo de si, o abraçou e saiu um pouco de dentro do canal apertado, para em seguida voltar a estocá-lo, devagar, vencendo a resistência interna, apropriando-se de um prazer que não era só seu...
Milo deu um gemido profundo e entrelaçou as pernas na cintura de Camus, puxando-o para mais fundo dentro de si. Camus suspirou e penetrou ainda mais, se enfiando o máximo possível dentro do grego, fazendo-o gemer entrecortado e arquear o corpo em direção do seu...
A forma como Milo se entregava o fazia perder o controle. Seus quadris moveram-se com fúria, estocava rápido, forte e profundo, enquanto Milo arranhava as suas costas, deixando trilhas avermelhadas e sentindo os músculos ondularem sob a pele quente.
Camus murmurava palavras roucas e entrecortadas em francês que Milo mal ouvia, imerso nos espasmos avassaladores que invadiam seu corpo antecedendo o clímax.
A tempestade erótica que os arrebatara estava chegando ao ápice... O ritmo aumentava, vertiginosamente, os dois gemiam e ofegavam tomados pela loucura inebriante do prazer.
Os sons noturnos e o ondular intermitente da água que se insinuava nas pedras limosas não impediram que Milo se ouvisse gemendo e gritando, enquanto se contorcia sob o corpo de Camus. Também não abafaram o som do sexo poderoso de Camus indo fundo dentro de si, deixando-o com o rosto afogueado, obrigando-o a fechar os olhos e abrir a boca para puxar o ar...
As peles brilhavam com a transpiração, os corações batiam descompassados e o contato entre os corpos fez evanescer tudo ao seu redor. Camus sentiu que tudo o mais saía do foco, como se uma névoa de luxúria o arrebatasse para além de toda a realidade visível. Só havia Milo ofegando junto ao seu corpo, as mãos dele apertando sua carne, os olhos lúbricos e intensamente azuis devassando sua alma, a boca entreaberta dizendo seu nome...
Milo abriu os olhos quando sentiu os tremores do gozo sacudirem o seu corpo, assim como a brisa noturna fazia vibrar as folhas dos carvalhos. Agarrou-se a Camus e gritou, sentindo-se derramar no corpo dele e, ao mesmo tempo, vendo-o paralisar os movimentos para depois enterrar-se profundamente dentro de si, numa última investida.
Camus gemeu e abraçou-o como se quisesse absorvê-lo, dominá-lo. Havia paixão e calor nos olhos azuis, mas também algo denso e inacessível. Milo sentiu-o tremer convulso e gemer rouco, inundando-o com seu sêmen, apertando-o junto a si com tanta força que chegava a doer e deixaria marcas...
Naquele momento, em que ambos estremeciam juntos, uma sensação os possuiu por completo, deixando aquela marca invisível que se instalava para além do orgasmo...
Camus saiu de dentro de Milo e deitou-se ao seu lado. Arfantes, ambos nada disseram, apenas sorriam como se tivessem compartilhado um delicioso segredo. Por um momento, apenas se olharam e depois voltaram a olhar para o céu estrelado que surgia com o início da noite.
Mesmo que não tivessem compartilhado suas sensações, ambos sentiam-se perturbados. Camus, pela constatação de ser envolvido por um profundo sentimento de paz e pelas emoções que haviam inundado seu coração no momento do clímax. Nunca havia possuído um homem e, mesmo assim, ter Milo em seus braços o fizera sentir completo, viril, o homem que ninguém conhecera, a não ser o grego. Era como se tivesse encontrado uma parte de si mesmo que estivesse ausente ou desaparecida.
Já Milo lutava com a facilidade da entrega, logo ele que sempre fazia o papel ativo, que seduzia e se banqueteava com as nuances da paixão. Nunca havia se entregado a nenhum amante e ali, com Camus, deixara-se possuir e, pior, amara ser tomado pelo francês. Jamais imaginara sentir tanto prazer e jamais permanecera em enlevo e paz, mesmo com o corpo doído e marcado como estava.
– Eu... o machuquei? – perguntou Camus preocupado com o longo silêncio de Milo.
– Hã? Ah... Não, claro que não. – respondeu Milo.
– Está tão quieto. – observou Camus.
– Estou pasmo comigo... – disse Milo.
– Pasmo? Por quê?
– Nunca me entreguei a ninguém, sempre fui o dominante.
Camus ficou vermelho. Milo era sempre tão direto e isso, apesar de constrangê-lo, agradava-o. Apoiou-se no cotovelo, olhando nos olhos de Milo. Alguns vagalumes dançaram entre eles, como se fossem testemunhas luminosas de segredos inconfessáveis...
– Então deve estar arrependido. Eu... não sou um amante experiente. – disse Camus.
– Você foi um amante perfeito, Camus. E sabe o que isso significa?
– Não.
– Que eu tinha razão... Você é ardente, francês e eu jamais me arrependo do que faço. Mas...
– Mas...?
– Creio que uma vez só é pouco para saber se... tudo isso não foi sorte de principiante.
Camus sorriu ao perceber uma chama lasciva nos olhos de Milo. O grego riu e tocou-o no rosto, puxando-o para um beijo. Camus o trouxe para cima de seu corpo e invadiu-lhe a boca com um beijo de fazer faltar o ar.
Beijaram-se com sofreguidão, enquanto os cheiros lhes enchiam as narinas; o cheiro forte e penetrante do sêmen e do suor que lhes cobria a pele, o odor da grama que já recebia as primeiras gotas de orvalho, o odor das folhas úmidas que jaziam nas pedras do rio...
Olharam-se com uma intimidade única e um desejo ainda mais intenso. E então, enquanto uma lufada de brisa movia as folhas das árvores, lentamente, e os vagalumes retornavam à sua dança, uniram seus corpos, mais uma vez e tornaram a fazer amor...
000****000****000
Embora ainda fosse cedo, Shura encontrou o Ás de ouro já repleto de homens elegantemente trajados. A maioria encontrava-se sentada ao redor das mesas de carteado, mas um só olhar bastou para que ele encontrasse dois cavalheiros sentados perto da imensa janela e bebendo de uma garrafa de conhaque. Um deles era o homem que lhe vendera a hospedaria.
Mal pisou no local, um sujeito baixo e vestido de preto correu para saudá-lo.
– Bem-vindo, senhor.
– Boa noite e obrigado. – disse Shura agradecendo e permitindo que o homem o livrasse da casaca e do chapéu.
– Gostaria de uma bebida? – perguntou o homem de forma simpática.
– Mais tarde, obrigado. – respondeu Shura sem tirar os olhos da mesa onde se encontrava aquele que procurava.
Shura caminhou até alcançar a mesa e, tão logo foi notado, o homem que lhe havia vendido a hospedaria remexeu-se na cadeira e levou um lenço à testa úmida de suor.
– Posso? – perguntou o espanhol, indicando uma cadeira vazia ao lado dos dois.
– C-Claro... – o homem calvo apressou-se a dizer.
O olhar de Shura pousou direto sobre o olhar constrangido do homem com quem negociara. Oliver Scott era um homem de olhos miúdos e rosto rechonchudo. O pouco cabelo que tinha, somado a orelhas de abano lhe conferia um aspecto um tanto animalesco.
– Então, senhor Scott, o que tem a dizer sobre ter me vendido uma propriedade que havia dado como pagamento de uma dívida?
– E-Eu...B-Bem, senhor Shura...É que... o senhor duque, ele... A verdade é que eu havia perdido muito dinheiro no jogo e ele emprestou-me uma grande soma para saldar a dívida. A propriedade foi colocada como garantia e... o terreno também. Não consegui pagá-lo, então... tive de entregar tudo!
– E porque vendeu-os para mim?
– Porque... Porque precisava de mais dinheiro. – respondeu o homem como se aquilo fosse a atitude mais natural e acertada do mundo.
– É um patife, senhor Scott! Pois eu exijo que me devolva o que lhe paguei e com juros! – disse Shura entre dentes.
– P-Perdão, senhor, mas... estou quebrado. Acabei de perder tudo na mesa de carteado.
– Não me interessa! – gritou Shura pegando Scott pelo colarinho branco e engomado.
– Não suje suas mãos com esse tipo de gente, meu rapaz. – disse uma voz profunda às suas costas.
Shura virou-se, os olhos negros tinindo de raiva. Deparou-se com um homem alto e distinto, de cabelos grisalhos e feições muito parecidas com as suas. Mas o que mais chamava a atenção era a forma aristocrática como aquele senhor estava vestido.
– Quem é o senhor? – perguntou o espanhol.
– Me chamo Don Geronimo Luis de Cabrera y Toledo, duque da Casa de Toledo e... seu avô.
Scott tossiu, engasgando-se com o conhaque, enquanto seu companheiro olhava para Don Geronimo com surpresa e admiração.
– Sente-se conosco, milorde! – disse Moreland, o companheiro de Scott, levantando-se e fazendo uma reverência solene.
– Não obrigado. Preciso conversar com meu neto. – respondeu ele num tom seco e cortante.
Shura estava pasmo. Seus olhos perscrutavam o rosto daquele homem, enquanto os homens à mesa permaneciam num misto de excitação e nervosismo. Por um momento, achou que tudo aquilo era uma completa loucura...
– Preciso resolver um assunto, senhor... Geronimo. O que está me dizendo traz muita confusão, neste momento. – disse Shura, franzindo o cenho.
– Eu sei, rapaz. Por isso, quero esclarecer logo este assunto. Deixe esses patifes bebendo deste conhaque miserável. Meu neto não precisa rastejar, nem fazer negócios com a escória. Vamos, precisamos conversar. – disse Don Geronimo colocando a mão no ombro de Shura.
000****000****000
Aldebaran estava confiante. A bolsa de apostas era alta e seu adversário, muito forte. Mas, Mu estava ali, ao seu lado e isso lhe trazia uma alegria sem igual. Apesar de ser um jovem sensível, Mu não era afetado, nem do tipo nervoso que fechava os olhos e soltava gritinhos frente à violência da luta. Pelo contrário, era observador, silencioso e ainda tinha uma visão peculiar e aguçada sobre o que acontecia no ringue.
O sino tocou e o terceiro e último round teve início. O adversário de Aldebaran chamava-se o Destruidor e rezava a lenda que já tinha mandado muitos lutadores fortes para o túmulo ou para uma vida de aleijado. Tinha um aspecto grotesco e era tão alto quanto Aldebaran. Seus cabelos negros caíam num emaranhado sobre a testa larga e seus dentes pareciam ter sido afiados e limados até pareceram com os de um animal selvagem.
Touro não se acanhou ou amedrontou, mesmo quando o Destruidor o encarou com os olhos negros e injetados, como se fosse uma fera noturna. Queria vencer, ganhar dinheiro e somá-lo à quantia que traria novas esperanças para si e também para Mu.
Após uma troca de golpes na altura da cintura, um soco potente atingiu Aldebaran, fazendo-o recuar e cair de joelhos. O opositor o bombardeava com murros seguidos como se estivesse lutando com dez homens e não com apenas um.
Mas o Touro lutava por algo também. Um rápido olhar para as arquibancadas onde Mu erguia o punho e dizia com os lábios: “você vai conseguir!” o fez ficar de pé, outra vez e sorrir, mesmo com o lábio cortado e o supercílio aberto, por onde uma pequena cascata de sangue escorria.
Muitos rounds mais tarde, o Destruidor caía, pesadamente, no centro do ringue com um potente e fulminante soco. Aldebaran teve seu braço erguido e, na plateia, Mu apertava o lábio, nervoso e sorridente.
Touro rachara o seu lábio que estava inchado. Hematomas azuis e amarelos circundavam o olho direito, mas fora isso, o adversário não danificara muito seu rosto. Sorria, quando recebeu o prêmio, acomodado numa bolsa de couro. Olhou para Mu que exibia aqueles dentes perfeitos e alvos, num mais belo sorriso e fazia um gesto de poder e força, elevando sua mão fechada na sua direção.
Naquele momento, Aldebaran sentiu-se abençoado e soube que faria qualquer coisa para ter Mu ao seu lado.
Relanceou um olhar para a plateia que gritava o seu nome e desceu do ringue, indo em direção ao jovem que detinha o seu coração. Então, mesmo que fosse em público, abraçou seu amado e beijou-o sob os aplausos da multidão.
Notas finais
JSCOSTA, uma leitora silenciosa que se cadastrou para poder comentar a fic. Amada, foi muito especial prá mim o teu gesto. Obrigada!
JULLYLOVE, me questiona, envia mensagens, tem uma curiosidade deliciosa e eu te aprecio muito! Obrigada!
DDD, ainda me lembro quando nos conhecemos e disseste que se eu merecesse, teria nota dez contigo. Espero continuar merecendo o teu carinho! Obrigada!
KERONEKOI, uma amiga intensa, amada e sempre presente! Obrigada, irmazinha!!!
PAPILLONBLEU, inteligente, uma amiga de uma sinceridade e sensibilidade exemplar. Obrigada!
KASSIMINHA, é exigente, disponível prá ajudar, os comentários sempre ajudando quem escreve, a melhorar!! Obrigada, amada!!!
THAIALINE, sensível, dona de um mundo interno incrível e criativo. Uma amiga especial!!! Obrigada!!!
CHAKAL_MALDITO, opiniões fortes, põe paixão no que diz e faz, adora me chamar de má!!!*risos!! Obrigada, amada!!
MARCIABS,comentadora assídua, dona de uma sensibilidade ímpar!!! Obrigada!!!
VÊH KANT, também uma leitora silenciosa e misteriosa, cujo comentário revela uma personalidade intensa e surpreendente! Obrigada!!!
DONA PEPPA, uma leitora nova, cheia de entusiasmo e colocações interessantes!Obrigada!!!
MENINAS, obrigada por existirem e por todo o carinho que demonstram em cada comentário!! Bjs, XD
Fale com o autor