Desejos Ocultos
7 Capítulo 7 DIGA-ME COM QUEM ANDAS...
Após deixar Milo em casa, Aldebaran se encaminhou para a última atividade da madrugada. Passando por ruas tortuosas, chegou ao anfiteatro onde os aplausos e gritos entusiasmados chegavam aos seus ouvidos como um bálsamo para a sua alma torturada.
Há muito tempo, lutava naquele lugar sem ninguém saber, e todo o dinheiro do prêmio, guardava para um dia, montar um pequeno negócio. Esta noite, seu oponente seria um dos lutadores mais fortes e também, provavelmente, hoje não seria assim tão fácil vencer e seu corpo sentiria dor o que seria um alívio e afastaria, por alguns momentos, a angústia que crescia em seu peito.
Entrou e algumas pessoas o reconheceram. O ambiente cheirava a tabaco, suor, perfume e a tradicional gordura de ganso usada para deixar os corpos mais escorregadios. Em poucos instantes todos gritavam seu nome de lutador, demonstrando que ele era o favorito.
Touro! Touro!Touro!
Foi até um cubículo vago, sob aplausos e incentivos. Algumas prostitutas passaram ao seu lado tocando seu corpo, sussurrando convites e acariciando seus ombros. Tirou a camisa, ficando apenas com a calça justa que moldava suas coxas musculosas. Untou o torso com a gordura de cheiro forte, prendeu os cabelos atrás da cabeça com uma fita de couro e movimentou o maxilar.
- Vai lá campeão... – disse uma delas quase ronronando.
O ar abafado do anfiteatro estava mais denso e não havia mais nenhum lugar vago. As apostas começaram, os homens gritavam e agitavam maços de dinheiro no ar. As mulheres se abanavam com leques coloridos e soltavam gritinhos de prazer ao ver a exibição dos corpos avantajados.
O favoritismo de Aldebaran não se devia apenas ao porte gigantesco e sim ao fato de lutar com ferocidade inigualável. Porém, seu oponente também chamava a atenção. Era grande, possante, tinha os cabelos trançados até os ombros e suas feições orientais se sobressaiam na pele bronzeada. O olhar agressivo percorria a plateia, parecendo não se importar que a maioria gritasse outro nome que não o seu.
Aldebaran foi até o centro do ringue e só então fitou seu oponente. Havia uma aura de força naquele homem que parecia exalar de cada poro. Outro que parecia não ter nada a perder.
Respirando fundo, o Aldebaran alegre e gentil, cedeu lugar ao Touro, alongou o pescoço, os punhos e, quando o juiz se meteu entre os dois, erguendo um braço de cada um fazendo a plateia irromper em um alarido de antecipação, ele já estava pronto.
- Touro, Sansão, as regras são claras: nada de golpes abaixo da cintura, não atacar o oponente caído que tem meio minuto para se levantar. Intervalo de trinta segundos entre os rounds e a vitória vai para quem nocautear o adversário! Agora lutem! – gritou o homem no exato instante em que o sino tocou.
O primeiro golpe foi de Sansão, um soco potente que atingiu o queixo de Aldebaran. Ele cambaleou, mas não caiu. Sentiu o gosto de sangue dentro da boca e sorriu. De imediato, revidou o golpe acertando um soco no plexo solar de Sansão que caiu de joelhos, mas logo se levantou.
Foram três minutos de murros seguidos, golpes que quebrariam um homem comum, sangue e suor molhando o ringue, gritos histéricos e urros de incentivo..
Aldebaran sentia os joelhos trêmulos, mas seu adversário estava pior. O rosto de Sansão era uma massa sanguinolenta e ele estava com um olho fechado. Arfantes, os dois se estudavam, esperando o momento ideal para atacar...
Muitos rounds mais tarde, o Touro caiu sobre as cordas, enquanto Sansão jazia de costas no chão. A multidão gritava tanto que as paredes do velho prédio estremeciam. Aldebaran tentava recuperar o fôlego, o suor escorrendo para dentro de seus olhos, se misturando ao sangue...
Foi então que ele sentiu um aperto no peito e a imagem de Mu veio a sua mente. Com as mãos inchadas, instintivamente, agarrou a pequena cruz de prata que trazia numa corrente e que deixara em seu bolso enquanto lutava. Pegou o prêmio e rumou para o bordel.
De novo o manto da noite o envolveu, enquanto retornava. Machucado e com o corpo cheio de hematomas, Aldebaran lavou o rosto numa fonte que havia no caminho, ainda sentindo aquele estranho pressentimento. Olhou para o reflexo pálido da lua sobre a água e sentiu-se estremecer. Então apertou o passo para chegar o mais rápido possível.
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Milo abriu um largo sorriso, enquanto Afrodite colocava-se à sua frente e Fausto corria para pegar um roupão.
- Perdoe-me os trajes, Camus. Mas... eu costumo dormir sem roupas e parece que hoje todos resolveram tirar-me da cama. – disse o grego com uma impressionante naturalidade.
- Um costume deplorável e desavergonhado! E dizer que ele faz isso desde criança! Milorde Milo parece não ter crescido ou pior, parece ter sangue bárbaro nas veias! – gritou Fausto que demonstrou uma agilidade incrível para um homem da sua idade.
Camus franziu o cenho, mas diante da expressão enfadada de Afrodite tentando disfarçar e da exasperada de Fausto tentando consertar, não pode deixar de achar a cena um tanto caótica e engraçada.
- Pode se vestir, eu espero... – disse Camus e sua voz soou um tanto rouca...
No mesmo instante, Fausto surgiu com um roupão de seda negra, Afrodite saiu da frente e Milo o vestiu vagarosamente, cuidando as reações do ruivo que, se resumiram a um pigarro e um passar da língua nos lábios desenhados...
- Bem, pelo menos agora estou um pouco mais apresentável. – disse Milo sorrindo, novamente e olhando direto nos olhos de Camus. – Então, não me diga que já vai partir! Não vou aceitar uma despedida sem graça. Quero, pelo menos, que possamos sair juntos e eu possa mostrar-lhe algum entretenimento que faça jus ao seu tipo de personalidade.
- Que tipo de entretenimento acha que faz jus a mim? – perguntou Camus com certa ironia na voz.
- Bem, já vi que saraus e bailes não o agradam. Muita gente... Notei que se sente mais à vontade com poucas pessoas. Então... vejamos... Quem sabe uma visita particular à propriedade do duque de Buckingham, onde ele mantém sua coleção particular de selos. Ou podemos ir visitar o British Museum ou ainda, a Torre da Abadia de Westminster...
- Está brincando, não é?- disse Camus franzindo o cenho.
- Porque acha isso? – perguntou Milo com um ar inocente.
- Não acredito que estes lugares chamem a sua atenção.
- Não estou pensando em mim e sim em você. Gostaria que levasse uma boa recordação, pelo menos e não apenas os sacrifícios necessários para ter sucesso nos negócios. – disse Milo e Camus viu nos olhos azuis que ele falava sério.
- Não preciso destes entretenimentos para levar uma boa recordação. Fui bem recebido por algumas pessoas interessantes e... você é uma delas. Por isso, fiz questão de vir dizer adeus. – falou Camus e sua voz traduzia um sentimento genuíno.
- É um elogio e tanto, senhor Camus. Mas, por favor, pelo menos me dê o prazer de sua companhia para... um almoço. Eu prometo me vestir, adequadamente. – disse Milo.
Camus deixou-se convencer, porque na verdade queria mais um tempo com Milo. Tentava negar para si mesmo, mas como já confessara, seu corpo e suas emoções falavam mais alto sempre que ficava perto do grego.
- Está bem. – disse o ruivo.
Afrodite sorriu, discreto.. Em seu silêncio observador, ele fora esquecido. Milo e Camus só tinham olhos um para o outro e o ruivo sorria, ainda que de forma controlada, cada vez que Milo falava algo sobre si...
Ah, o amor! Parece que Eros está tendo bastante trabalho por aqui... Pensou Afrodite, enquanto se dirigia para a porta e se despedia:
- Bem, senhores, creio que não poderei acompanhá-los porque já tenho um compromisso. Até mais!
Entretanto, logo após a saída de Afrodite, uma forte batida na porta à fez estremecer. Fausto adiantou-se para abrir e, quando o fez, um homem grande surgiu com uma expressão desesperada, quase derrubando-o.
- Senhor Milo! Algo terrível aconteceu... — disse Aldebaran.
Camus e Milo olharam na direção da porta. O ruivo estreitou os olhos e Milo os arregalou.
Bom Deus, hoje todos tiraram o dia para me procurar! Pensou o grego amarrando um pouco mais o roupão.
Aldebaran olhou para Camus e hesitou. Milo fez um gesto de “entre e fale” e o falso barão sentou-se na poltrona de couro, colocando as mãos na cabeça.
- O que aconteceu homem? Que desespero é esse? – falou Milo tocando-o no ombro.
- Alguém bateu no Mu. Ele tá inconsciente e o médico... O médico disse que não sabe como ele vai acordar, se ficou alguma sequela. – disse Aldebaran com os olhos cheios de lágrimas.
- Alguém bateu no Mu? Mas como? Quando eu saí... não tinha ninguém no quarto dele!
Camus sentiu seu estômago se contorcer. Novamente, sentia-se deslocado no mundo de Milo. Que confusão era aquela e o que o barão estava fazendo ali vestido como um... porteiro! E o que Milo fora fazer num bordel? Deixe de ser idiota, Camus! É claro que ele foi... foi... fazer o que todo homem faz quando vai num lugar destes!
Milo olhou para Camus cuja expressão parecia uma perfeita e inexpressiva escultura de mármore, porém sua linguagem corporal revelava que ele estava desconfortável e irritado. Depois, tornou a voltar sua atenção para Aldebaran que passava a mão nos cabelos. Inspirou, profundamente, e então decidiu:
- Bem, antes de tudo Deba, vamos deixar Camus a par de toda a história...
Dez minutos depois, Camus estava devidamente informado que Aldebaran não era um barão e sim o porteiro de um bordel. Que Milo frequentara o bordel para participar de uma luta cujo prêmio era uma noite com um prostituto, mas que ele declinara do prêmio, oferecendo-o ao amigo que o amava e, no fim, o prêmio fora agredido por um misterioso cliente e agora, o principal suspeito da agressão era o próprio... Milo!
- Eu sei quem foi! – disse Aldebaran. – Só pode ter sido ele! Aquele homem é um demônio! – falou Aldebaran batendo os punhos.
- Você acha que foi o Kanon, não é? Impossível ninguém observar qualquer movimento. Uma das garotas deve ter visto algo. – disse Milo.
- Se viu, não quer falar. Ele tem dinheiro, Milo. Não é difícil subornar uma cortesã.
Milo suspirou. Mais uma encrenca inesperada vinha atrapalhar o bom andamento de seu relacionamento com Camus e pior, logo agora que ele até pensava em mudar algumas coisas em sua vida.
Eu devo ter sido um dos que apedrejaram Cristo na cruz ou um dos ladrões que questionou a sua santidade! Inferno! Pensou Milo, enquanto Camus começava a analisar toda aquela confusão.
- Eu vou contar tudo para madame Walmot... Por isso, vim aqui para avisá-lo. Não vou deixar que você seja considerado suspeito por algo que não fez. – disse Aldebaran.
- Não, Deba! Não faça isso. Deixe que eu converso com ela e explico que saí cedo e que Mu estava em perfeitas condições. Ela vai aceitar a minha palavra, porque me conhece e sabe que eu não seria capaz de um ato deste tipo. Não deixe que ela saiba que você saiu com um dos rapazes da casa. É uma regra em qualquer bordel não permitir o envolvimento entre funcionários e ela vai despedi-lo se souber... E, além do mais, ser um conde me dá alguns privilégios... Ninguém ousará me acusar sem provas. Depois, quando Mu acordar, ele poderá dizer quem o atacou.
Camus ouvia tudo, atentamente. A brincadeira, o planejamento de um encontro romântico, o gesto inesperado de consideração com o outro, a forma ousada com que o grego encarava uma acusação grave...
Milo o intrigava, porque essas atitudes, embora insensatas, mostravam uma generosidade que não se encontrava entre os de sua classe. Ali estava ele, preocupado com o emprego do porteiro de um bordel e deixando cair sobre si uma falsa e perigosa acusação.
- Mas, Milo... isso vai se espalhar e será péssimo para a sua reputação. Você é um conde. E mesmo que seja amigo do Inspetor, ele lhe fará perguntas e isso vai gerar uma grande fofoca por toda Londres. – disse Aldebaran.
O grego riu. Já fora personagem de muitos escândalos e, ao contrário do esperado, virara uma espécie de herói, uma atração nas rodas sociais...
- Você mais do que todos, Aldebaran, sabe que não me importo com fofocas. Aprendi desde cedo a ficar acima delas ou não teria sobrevivido. – disse Milo.
Camus olhou-o sem entender e Milo continuou:
- Ah, deixe-me colocá-lo a par disso também, Camus. Sou filho de um nobre que ousou casar com uma atriz grega. Meu pai, pelo pouco que me lembro dele, era um homem alegre, generoso... não se importava com títulos ou hierarquias. Quando conheceu minha mãe, ele sabia que ela seria sua e desistiu de sua herança para ficar com ela. Enfim, se eles não tivessem morrido cedo demais, talvez eu tivesse outro tipo de vida.
- Seu pai foi um homem de coragem. – disse Camus.
- Prefiro dizer que ele foi um homem abençoado.
- Abençoado?
- Acredito que ele viveu, exatamente, como achava que devia viver e encontrou alguém para dividir este ideal com ele. – disse Milo e havia um tom emocionado em sua voz.
De repente, Camus se viu invadido por uma inesperada ternura, um sentimento estranho e caloroso que descobria no grego, qualidades e atitudes que encontravam ressonância dentro de si. E, como um perfeito e pragmático homem de negócios, decidiu intervir na situação que se apresentava a ele e exigia uma solução.
- Bem, senhores, pelo que ouvi aqui, creio haver um meio-termo para a situação que se estabeleceu. Como faziam os nobres, em outros tempos, acredito que uma retirada estratégica do senhor Milo fará aparecer o culpado que se sentirá mais seguro sem a sombra da culpa sobre si. – falou Camus olhando para Milo e Aldebaran.
- Você está... sugerindo que eu deixe Londres? – perguntou Milo.
- Sim, estou convidando-o para passar um tempo em minha propriedade. – respondeu Camus com um discreto sorriso.
Milo arregalou os olhos e sentiu falhar a respiração. De repente, o que parecia uma tragédia estava se transformando numa oportunidade única de agarrar o homem que povoava seus desejos secretos e... eróticos. Winchester... a natureza bucólica... o silêncio... E o melhor de tudo era que o convite partira do ruivo!
Deus, existia e nem precisava realizar milagres ou morrer crucificado. Bastava, apenas, dar-lhe uma oportunidade com Camus... Obrigado, Deus!
Ah! Maldição...se eu aceitar, Camus vai ficar falado também!
- Camus, já pensou no que irão falar de você? Dirão que convidou seu amante violento para conhecer o seu lar. – disse Milo, dando-se conta que não era, apenas a sua reputação em jogo.
- Ora, senhor Milo... alguma coisa nós dois temos em comum, também não me importa a opinião alheia. – disse Camus e, desta vez, com um sorriso que fez Milo engolir em seco.
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Aldebaran entrou no quarto onde Mu estava sendo cuidado. A luz da manhã banhava as cortinas transparentes e brancas, imprimindo uma atmosfera de mistério e sonho.
Mu parecia dormir, a respiração era tranquila e, exceto pelo hematoma arroxeado próximo a têmpora esquerda, nada mais indicava que ele havia sido espancado.
June, uma das mais cortesãs mais belas da casa, colocava uma bandagem úmida sobre a fronte de Mu e acariciava o rosto pálido. Ela era uma das poucas amigas que o jovem possuía e também uma de suas confidentes...
- Ainda está inconsciente... – disse a jovem antes mesmo que Aldebaran perguntasse.
- O médico... o que ele disse? – perguntou Aldebaran.
- Disse que ele bateu muito forte com a cabeça, mas que tem esperança que ele acorde. Parece que ele se defendeu e acabou sendo empurrado com força em algum lugar deste quarto. O médico o fez beber um pouco de láudano e disse que devemos, apenas, observá-lo.
- Eu vou acabar com o desgraçado que fez isto a ele. – disse Aldebaran fechando o punho.
- Você o ama, não é?
- Não diga bobagens! Quem sou eu para amar alguém como Mu? É meu dever proteger quem trabalha na casa. – disse Aldebaran tentando disfarçar.
June sorriu e fitou Aldebaran nos olhos. Depois colocou a bandagem sobre a fronte de Mu e levantou-se da cadeira próxima à cama.
- Acha que me engana, grandalhão? Está escrito em seus olhos e em seu corpo... Só não vê quem não quer! Cuidado com a madame... ela desconfia de alguma coisa e não acredita que o senhor Milo tem algo a ver com isso. Sabe como é... a corda sempre rebenta no lado mais fraco.
Aldebaran ficou em silêncio e esperou June sair. Quando ouviu os passos se afastando, no corredor ele se aproximou da cama e tomou a mão pequena de Mu entre as suas. Levou-a aos lábios e depois ao rosto, sentindo a textura da pele macia...
Depois, sentou-se na cama e, delicadamente, trouxe Mu ao encontro de seu peito, sustentando-o entre seus braços. Fechou os olhos e permitiu-se embalar seu amado, sussurrando palavras de amor.
Foi então que Mu abriu os olhos como que se estivesse esperando por aquele aconchego. Aldebaran arregalou os olhos e quase teve um mal súbito, de tanta alegria que o invadiu.
- Meu amor...! – disse ele tocando o rosto alvo com ternura.
- Eu ouvi você me chamar... Estava escuro... Mas eu ouvi a sua voz... – sussurrou Mu, sorrindo.
- Eu estou aqui... Estou aqui... – repetia Aldebaran abraçando Mu com emoção e cuidado.
Os dois ficaram abraçados, banhados pelos pequenos filetes de luz que escapavam por entre a cortina. Aldebaran sentiu as lágrimas quentes invadir-lhe os olhos e as deixou cair. Mu tocou o rosto forte e sorveu as lágrimas com os lábios, até chegar à boca carnuda de Aldebaran e beijá-lo com o mesmo frenesi da primeira vez...
- Mu... — falou Aldebaran tentando interromper o beijo.
- Apenas me beije... seu amor é o meu remédio... — disse Mu oferecendo os lábios que foram tomados com ternura e fervor.
Notas finais
VOCÊS SÃO, SIMPLESMENTE, O MÁXIMO!
P.S. PRÁ QUEM PENSOU QUE EU IA MATAR O MU...FIQUEM TRANQUILAS, PORQUE ESTA NÃO É UMA DEATHFIC...*RISOS!!!
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