Desejos Ocultos
2 Capítulo 2 O ENCONTRO...
Milo se encontrou com Afrodite no salão oval, onde o lorde conversava alegremente com Shura. Sentia-se, estranhamente, perturbado. Logo ele que não se importava com o que dissessem ou com os rótulos que lhe colocavam. O devasso, o gastador, o amante fogoso eram apenas alguns dos nomes que lhe atribuíam e, com isso, engrossavam a fila de seus admiradores.
Conversar com aquele homem havia tocado em algum ponto obscuro, dentro dele, fazendo-o recusar a proposta que teria salvado a sua vida desregrada. Poderia ainda haver brios em sua personalidade depois de tantos escândalos e comportamento inadequado?
Apesar da falta de elegância e da franqueza cáustica, havia algo no francês que não se encontrava na corte. Era uma vibração de espírito, uma pureza de propósito... e uma paixão pela vida produtiva que, se estendesse à outras áreas de sua vida, ecoaria na forma de um erotismo delicioso...
- E então? Chegaram a um veredito? – perguntou Afrodite.
Shura tentou esconder a ansiedade dos belos olhos negros, porém quando viu a expressão de Milo, sentiu-se derrotado.
Entretanto, ao ser confrontado, Milo voltou atrás, como se uma força interna o impulsionasse sem que ele tivesse controle sobre ela.
- Creio que... Bem, eu... Senhor Shura, por favor, diga ao seu amigo que mudei de ideia. Peça que me encontre amanhã em minha residência. O endereço é Jericho Wins, 346.
Afrodite estreitou os olhos para Milo, tentando penetrar nos pensamentos do grego. Então, tornou a olhar para Shura e sorriu discretamente, oferecendo-lhe a mão para um cumprimento. Sentiu-se estremecer com o aperto forte do espanhol e com o sorriso largo revelando dentes perfeitos e alvos que contrastavam com os belos e longos cabelos negros.
Deus dos inocentes! Aquele homem era a encarnação do que ele considerava pura luxúria!
000****000****000
A manhã chegara com nuvens acinzentadas que rivalizavam com a fumaça das chaminés.
O coche parou de modo abrupto e Camus percebeu que a casa, assim como todo o bairro, estava silenciosa. Todas as janelas estavam fechadas e tudo parecia tão quieto, quanto era possível numa cidade como Londres.
Olhou para o relógio preso numa corrente de ouro. Eram sete horas da manhã. Muito tarde, por sinal já que ele levantava, religiosamente, às cinco.
A casa possuía uma fachada de tijolos aparentes e janelas brancas. Era de tamanho médio para os padrões de um homem como Milo, mas, de forma inesperada, deixou Camus mais à vontade. Não era a mansão exuberante que esperava encontrar naquele bairro e isso, de certa forma, o tranquilizou.
Abriu a portinhola do coche, pagou o homem e desceu. Bateu a aldrava em forma de dragão e esperou. Um homem muito magro e de aparência fantasmagórica abriu a porta estreitando os olhos.
- Pois não, senhor?
- Sou Camus d'Alembert e vim falar com o senhor Milo. Ele deve estar a minha espera.
O criado olhou-o como se ele tivesse dito algo absurdo ou terrível. Depois cedeu espaço para que Camus passasse e disse:
- Creio que tenha que esperar, milorde. O senhor Milo não se levanta antes das onze horas.
- Onze horas? Mas, isso é... muito tarde.
- Deseja um conhaque, enquanto espera? – interrompeu o mordomo sem se importar com a expressão surpresa de Camus.
- Não, obrigado. Não costumo beber tão cedo. – respondeu Camus.
O mordomo pediu licença, girou nos calcanhares e retirou-se deixando um Camus exasperado e arrependido de ter iniciado aquela... convivência.
Passadas quatro horas de absoluto silêncio e reconhecimento do ambiente, Camus já estava mais resignado e até percebera a simplicidade e bom gosto do lugar.
Os móveis eram escuros, mas não tão pesados quanto à moda exigia. As poltronas eram de couro macio e as obras de arte que preenchiam as paredes claras, exibiam paisagens do mais aclamado pintor romântico, William Turner, cujo tema levava aos mais belos momentos da natureza.
Havia também pequenas esculturas, essas sim, sensuais em suas posições languidas, como se esperassem com avidez, o toque de um amante. Colocadas em pontos estratégicos, apenas quebravam a austeridade de alguns cômodos.
Também notou alguns livros deixados sobre uma escrivaninha. Obras de Lorde Byron e Edgar Allan Poe chamaram-lhe a atenção, pois eram as suas preferidas. Quando fez menção de tocá-las, o perfume de uma colônia masculina atingiu seu olfato. Tomado por um súbito arrepio, ele voltou-se e viu Milo apoiado no batente da porta.
Um sorriso tenso distendeu seus lábios. Precisava disfarçar o nervosismo e manter o centramento que caracterizava suas ações.
- Sr. Milo.
- Bom dia, senhor Camus. Se soubesse que vinha tão cedo eu teria instruído meu mordomo a acordar-me. – disse o grego vestido com uma camisa de musselina branca e uma calça justa e escura.
- Não se preocupe. Preenchi meu tempo observando a sua... preferência literária. – respondeu Camus notando que Milo, apesar da elegância, não se vestia como a maioria dos nobres que conhecia.
- Que bom, assim sinto-me menos culpado por agir como um mau anfitrião. Acompanha-me no desjejum?
- Ah, não, obrigado. Para mim já é quase hora do almoço. – disse Camus.
Milo sorriu e Camus sentiu-se inundar de pensamentos estranhos. Porque aquele simples ato pareceu iluminar o ambiente sóbrio? E porque suas mãos estavam mais frias que de costume?
- Perdoe-me, esqueço que estou tratando com um homem de negócios e não com um companheiro de farra. Então eu o convido para almoçar comigo.
As janelas amplas, agora estavam abertas e a luminosidade inundava o ambiente. A sala de jantar revelava uma mesa retangular virada de frente para uma das vistas mais belas da cidade.
Sob o olhar malicioso de Milo, o mordomo deixou-os sozinhos perante uma mesa farta. Travessas revelando trutas em molho cremoso, rosbife com cogumelos, cenouras em molho verde e um bom vinho tinto exalavam um odor delicioso.
Camus olhou toda aquela comida e seus pensamentos voaram para outras épocas... Épocas dolorosas, que ele fizera questão de sepultar bem fundo, dentro de si.
Milo percebeu e pensou no que tirara o brilho daqueles olhos deliciosamente puros.
- A comida não é do seu agrado? – perguntou o grego.
Piscando de forma involuntária, Camus emergiu das lembranças profundas, agora relegadas ao passado.
- Ora, me desculpe. Tudo parece... apetitoso.
- Então, prove um pouco de cada. – Milo sugeriu, servindo pequenas amostras em um prato. – Deve estar com fome já que acorda tão cedo.
- É verdade. Minha rotina começa às cinco da manhã.
- Que horror!
- Alguém precisa trabalhar para manter as coisas. – respondeu Camus sentindo a deliciosa cremosidade da truta.
- Mas porque tão cedo assim?
- Porque tem certas coisas que exigem muito tempo e se ficarmos na cama...bem, as oportunidades não esperam.
- A cama pode ter seus atrativos, senhor Camus... — disse Milo e seus olhos fixaram-se na boca desenhada do francês.
Camus parou de comer e seus olhos encontraram os de Milo. Um repentino calor o invadiu, porém ele permaneceu sério. A ideia de conviver com aquele homem provocava uma sensação de perigo iminente que ele não conseguia negar.
Milo continuou a olhá-lo, agora percebendo os traços do rosto alvo, os cabelos ruivos, parecendo chamas presas, prontas para serem liberadas nos lençóis...
Sentiu vontade de levá-lo para o quarto e mostrar-lhe as muitas utilidades de uma cama larga e macia. Queria sentir seu corpo colado ao dele e seus músculos rígidos de prazer. Em vez disso, pigarreou e desviou os olhos para a taça de vinho, voltando a ser o anfitrião alegre e fútil.
- Bem, já deve saber porque o chamei aqui, não? Resolvi ajudá-lo. Porém, devo avisá-lo que... com exceção de meu amigo Afrodite, os homens que andam em minha companhia, independente de ser verdade ou não, são sempre considerados meus amantes.
- Entendo. Mas, na minha atual situação, os riscos não superam a necessidade.
- É casado senhor Camus?
- Não. – disse Camus com rapidez.
- Tem algum relacionamento importante?
- Não. Mas, porque esse rosário de perguntas? – falou Camus com um tom de irritação.
- Porque, quando andar ao meu lado, todos vão especular sobre a sua vida... Preciso que saiba onde está se metendo.
- Como eu já disse, estou disposto a aceitar os riscos.
- Então está feito. – disse Milo estendendo a mão na direção do francês.
Camus apertou a mão do grego e surpreendeu-se com um aperto caloroso, diferente dos apertos molengas que os nobres costumavam empreender. Milo sorria e ele devolveu o sorriso de forma tímida, porém esperançosa.
000****000****000
Quando saiu da casa de Milo, Camus resolveu voltar andando para organizar seus pensamentos. Fizera uma proposta a um notório devasso e agora havia uma batalha intensa dentro de si.
Gastaria seis mil libras numa farsa para atrair investidores para o seu negócio. Parecia loucura ir à busca de mais capital e gastar aquela fortuna para ser visto na sociedade.
Mais loucura, ainda, eram as traiçoeiras reações de seu corpo na presença daquele homem. No almoço quase tivera um mal-estar quando ele o olhara daquele jeito, como se fosse devorá-lo...
Deus! Que eu não me perca nesta cidade dos infernos! Pensou enquanto caminhava em meio ao trânsito frenético dos coches.
Sem dar-se por conta, chegou ao hotel onde estava hospedado encontrando um espanhol nervoso à sua espera.
Uma brisa fresca preenchia o ar, as árvores ondulavam ao sabor do vento e o som da cidade parecia aquietar-se naquele momento. Porém Camus sentia-se desconfortavelmente acalorado, inquieto, como se algo se movimentasse em suas entranhas, constantemente. Mesmo assim, ao ver o amigo, sua expressão era da mais absoluta tranquilidade.
- Boa tarde, Shura.
- Então, como foi a sua conversa? Um tanto demorada, não?
- O homem só acorda às onze.
- Puxa! Que vida sacrificada... – comentou Shura com sarcasmo.
- Ele aceitou. Vamos entrar. Vou solicitar a emissão de um certificado bancário e enviar o documento para a casa do senhor Milo, amanhã cedo.
- Vai pagá-lo antes que faça o seu serviço?
- Não esqueça que estou pagando somente por algumas apresentações.
- É verdade. Mas, faço questão de contribuir com a metade. Afinal, ele abrirá portas para nós dois.
- Não se preocupe com isso. Sei que goza de uma situação delicada, já que sua mãe está doente. Deixe que eu me entenda com o senhor Milo.
000****000****000
A lareira estava acesa e, perto da cama, uma pequena mesa exibia uma travessa com morangos, creme de baunilha e uma garrafa de champanhe, além de um espelho gigantesco estilo art noveau que refletia a movimentação dos corpos.
O belo homem de traços viris e cabelos azulados tirava o paletó e sorria, enquanto Afrodite pegava-o pela mão e levava-o até a cama larga com um dossel de rendas e fios prateados.
Com um sorriso malicioso, o loiro levou a mão máscula para dentro de sua camisa, sentindo os dedos longos acariciando seu mamilo já intumescido.
- Adoro quando me toca... – sussurrou Afrodite.
Os lábios do duque roçaram a sua boca e Afrodite recebeu a língua quente que sempre o incendiava com a sua exigência. Os beijos foram se intensificando até a voz profunda de Saga interromper o idílio e empurrá-lo sobre a cama, despindo-o com certa violência e fazendo-o rir.
- Está selvagem hoje, meu duque...
- Você me enlouquece... Vi-o no salão com aquele homem. Diga-me quem é ele... Por acaso, outro de seus amantes?
Afrodite riu e circundou-lhe o pescoço com os braços. Saga inclinou-se para encostar os lábios nos mamilos rosados e intumescidos, deslizando as mãos para baixo e roçando-lhe os quadris, as coxas e falo com gestos ritmados e vagarosos.
Gemendo, o loiro se apoiou no tórax rijo e passou a língua nos lábios que o mordiscavam.
- Ciúmes não ficam bem num duque... Ainda mais, em um que é casado com uma das mulheres mais ricas de Londres. Mas, saiba que, enquanto houver esse fogo entre nós, só você partilhará de minha cama. – sussurrou Afrodite.
Saga sorriu de modo diabólico e procurou o pescoço branco e macio, beijando a curvatura e voltando para a boca carnuda que sabia dar-lhe muito prazer. Depois, posicionou-se entre as coxas bem feitas, arremessando-se com força para dentro de Afrodite numa atitude explícita de posse e controle...
A penetração violenta arrancou um ofego de dor dos belos lábios e Saga o acolheu em sua boca, movendo-se com fúria, sem dar tempo para que Afrodite se acostumasse. O loiro gemeu alto, sentindo uma mistura de dor e prazer. Os quadris tentando acompanhar a dança selvagem das arremetidas de Saga.
Era sempre assim entre eles, uma mistura de prazer e ferocidade que levava Saga a penetrar Afrodite com um vigor violento, até senti-lo gritar seu nome e cravar as unhas bem feitas em sua pele. Ambos acabavam com marcas “de amor” no corpo, desabando exaustos, sangrando e satisfeitos.
Inebriado com os gemidos altos de Afrodite, Saga levou as mãos ao pescoço alvo, apertando-o e causando uma leve sufocação. O loiro agitou-se e seu corpo estremeceu de tensão e prazer, dando passagem às ondas do orgasmo.
Quando Afrodite derramou-se em seu tórax e a expressão agoniada revelou-se em puro ardor, Saga gozou e estremeceu com tanta força que mal podia respirar.
Arqueando o belo corpo, Afrodite sentiu o sêmen de Saga misturar-se ao sangue que escorria do meio de suas pernas e manchava os lençóis. O que acabara de acontecer tinha sido brutalmente físico, febril e nada além da luxúria esmagadora que sempre os acometia.
Saga se deixou cair pesadamente sobre Afrodite, o rosto enterrado na cavidade úmida e quente do seu pescoço. Os dois ficaram abraçados até os tremores do corpo cederem espaço ao torpor.
Afrodite fechou os olhos e uma solidão intensa o acometeu. Porque se sentia assim quando tinha tudo o que desejava? Possuía dinheiro, beleza e um amante ardente. O que faltava em sua vida?
Lembrou-se do riso franco do espanhol que conhecera e do aperto forte de sua mão. Aquele homem conversara com ele de forma tão atenciosa que o simples encontro ficou gravado em sua mente.
Depois fechou os olhos e suspirou quando Saga levantou-se da cama e vestiu as roupas. Sabia que despertava um forte desejo no duque. Mas, era apenas isso, e, quando tudo terminava, não havia entre eles, algo mais para partilhar...
- Perdoe-me, mas hoje não posso passar a noite. – disse o duque.
-Raramente, pode milorde. Já estou acostumado. – respondeu Afrodite.
Saga aproximou-se da cama e sorriu.
- Vejo que exagerei um pouco hoje... Está machucado? – perguntou com um brilho de triunfo nos olhos.
- Não tem importância. – disse Afrodite mantendo os olhos fechados.
Pegando-o pela nuca, Saga aproximou-se da cama e beijou-o com ardor. Depois despediu-se e deixou-o ali, sozinho e melancólico como se tivesse ido a um enterro ao invés de fazer amor.
000****000****000
Já passava da meia-noite e Milo esperava na sala requintada cujos móveis pareciam ter pertencido a um castelo. Um grande tapete persa cobria o assoalho em mármore branco, enquanto poltronas de espaldar alto recriavam um ambiente belo e nobre propício à realeza.
Afrodite surgiu com uma aparência aborrecida. Vestia um roupão de seda e exibia certa dificuldade no andar.
- Desculpe incomodá-lo, mas preciso da sua ajuda. – disse Milo levantando-se da poltrona de couro macio e brilhante parecendo uma seda fina.
Entretanto, depois de uma olhada mais atenta, franziu o cenho e perguntou:
- Aconteceu alguma coisa? Está doente?
- Não, porque pergunta? Por acaso pareço ter problemas? – falou Afrodite com um tom de voz casual.
- Sinceramente, pela sua expressão, parece que sim.
- Nada demais, acho que estou ficando velho...
Milo encarou o amigo. O único amigo verdadeiro com quem podia contar e, a recíproca era verdadeira. Sabia que por trás da fachada irreverente e superficial, Afrodite era um homem generoso e... romântico.
- Ele o machucou? – perguntou Milo fixando os olhos azuis nos de Afrodite.
O loiro sorriu amargo. Milo era sempre assim, direto, perspicaz...
- Ninguém pode me machucar, Milo. O que acontece é porque eu permito.
- E porque permite? Pode ter o amante que quiser e sempre escolhe os que...
Milo interrompeu a fala. Sabia que se continuasse magoaria o amigo, mesmo que fosse verdade. Não tinham segredos um para o outro e ele sabia de Saga, o duque famoso por suas conquistas e também por seus gostos peculiares na cama. Gostos que envolviam certo fervor por dominação e sadismo...
- Os que me ferem e me deixam exasperado! Pode falar, é isso mesmo.
- Afrodite... Somos ambos uns patifes! – disse Milo abraçando-o com afetuosidade.
O loiro sorriu e encostou a cabeça no peito largo e Milo afagou-lhe os cabelos perfumados.
- Tenho uma missão para você, meu dileto amigo... — falou Milo, enquanto permanecia abraçado ao loiro.
- Missão? Para mim?
- Sim, quero que investigue o senhor Camus.
- Eu? Milo estou, absolutamente, atônito! O que um almofadinha como eu poderia descobrir sobre um homem que veio de Winchester? E porque quer investigá-lo? Suspeita de algo?
Milo riu. O amigo era o mais ardiloso espião naquela sociedade. Tanto que, muitas vezes, era solicitado pelo Ministério para coletar informações sigilosas.
- Quero saber quem ele é. Ele afirmou-me não ter relacionamentos e nem ser casado. Mas, algo me diz que ele tem um segredo... E eu quero saber qual é.
- Já vi que quer levá-lo para cama. – disse Afrodite com um sorriso malicioso.
Esse era o problema. Sim, desejava tê-lo na cama, mas não somente isso. Camus era um caipira vindo de uma cidade do interior e, mesmo assim, era ousado, inteligente e capaz de confrontá-lo, somente para ter uma chance de evoluir nos negócios. Levantava cedo e tinha uma postura impecável e franca, mesmo sendo excluído das rodas sociais.
Uma inesperada inveja o atingira com impacto assustador. Aquele homem não se deixava amedrontar pela recusa ou pela exclusão. Em vez de voltar para Winchester, continuara a procurar uma solução para o seu impasse.
Teria ele, Milo, a mesma coragem? Enfrentava os problemas com espírito empreendedor ou sempre dependia da solução mais fácil? O simples fato de evitar responder tais questões o deixava aborrecido.
- Descubra algo para mim, Afrodite e serei eternamente grato.
Fale com o autor