Desejo - Hiatus
40 Papai te ama!
Notas iniciais
PVO Jacob
Acordei pela manha sentindo meu corpo revigorado, apalpei o outro lado da cama e levei um susto quando constatei que Ness não se encontrava lá, levantei-me imediatamente e fui procurar por ela pela casa, a cada dia eu me sentia ainda mais dependente dela.
- Oi minha vida. – Dei um beijo em sua bochecha branquinha assim que a avistei. – O que pensa que está fazendo? Já disse que quem cozinha aqui sou eu. – Tirei-lhe de perto do fogão e a coloquei sentada em uma das cadeiras da bancada.
- Jake, não é nada de mais eu cozinhar...
- Isso não está em pauta, dona Renesmee, já tínhamos falo sobre isso antes e quero que me prometa que isso não irá se repetir.
- Prometo. – Ela disse revirando os olhos.
- Ótimo. – Sorri satisfeito e virei-me para o fogão para ver o que ela cozinhava. – Que gororoba é essa, Nessie? – Indaguei curioso, aquilo mais parecia um vomito do que qualquer outra coisa.
— È que eu queria comer ovos com leite condensado, mas como aqui não tinha o leite condensado eu optei por colocar um pouco do musse de limão que você deixou na geladeira aquele dia.
- Um desejo? – Meus olhos brilharam, fazia meses que eu esperava Ness ter um desejo, e apesar das minhas constantes rezas para que ela tivesse um logo, o mesmo nunca acontecia. – Oh, um desejo! – Abaixei-me e beijei sua barriga com vontade, meu sorriso se alargando de forma fenomenal.
- É, um desejo... – Ela refletiu um pouco confusa por minha alegria repentina.
— Eu vou comprar o leite condensado, vou comprar agora mesmo, não se preocupe. – Beijei sua barriga várias vezes seguidas, eu estava tão feliz!
- Okay... Se é isso que você quer. – Ela continuava confusa.
- Quero, quero muito.
Sai correndo de casa, pegando a moto na garagem.
- JACOB BLACK, ONDE QUE PENSA QUE VAI NESSE ESTADO? — Ness gritou assim que eu acelerei a moto indo em direção ao supermercado de La Push.
Olhei para baixo e fiquei confuso, eu estava de calça, tinha colocado-a antes de sair do quarto.
- Não vai sair sem camisa pra lugar nenhum está me ouvindo? Lugar nenhum! – Ela afirmou veemente.
Ela veio até mim e entregou a camisa. Bufei com aquilo. Ô mulher ciumenta, será que ela não via que eu só tinha olhos para ela?
Dei um selinho em sua boca gostosa e a mandei entrar, estava muito frio lá fora e não queria que ela ficasse doente.
Acelerei em velocidade total para o supermercado, eu iria realizar aquele desejo, eu!
Cheguei ao supermercado em menos de 10 minutos e entrei correndo no mesmo vasculhando as prateleiras em busca da marca que Ness gostava. Demorei cerca de 5 minutos para achar e comprei logo três para garantir. Fui até o caixa onde tinha uma loira dando em cima de mim, ela passou cerca de 10 minutos só para passar três coisinhas no caixa, estava a ponto de chamar o gerente quando ela terminou. Em outras épocas eu não teria feito isso nem que ela desse em cima de mim, não seria capaz de chamar o gerente para a pobre moça, mas naquele momento eu era um marido desesperado por realizar o desejo de grávida da esposa.
Corri para fora do supermercado com velocidade máxima e pulei na moto, acelerando de volta para minha rainha.
Logo cheguei em casa e corri para dentro, mas Ness se encontrava no fogão novamente, dessa vez fazendo camarão.
- Ness! Camarão? – resmunguei revoltado vendo ela novamente no fogão.
- Eu não estava com vontade de comer leite condensado, estava com vontade de comer camarão, mas precisava tirar você de casa de algum jeito, então foi o que deu. Achou mesmo que eu fosse tão estranha a ponto de comer ovos com leite condensado? – Ela riu.
- Sei lá, talvez fosse excentricidade sua, mas me diz por que quis me tirar de casa?
- Primeiro termina o camarão pra mim, você não queria tanto realizar um desejo? Pois aí está, faz o camarão. – Ela ordenou rindo da minha cara emburrada por ela ter me feito de besta.
Fiz o melhor camarão que já havia feito em minha vida, caprichei de uma forma que nunca havia caprichado, mas elas mereciam, minhas princesas.
- Tá gostoso amor? – Perguntei alegre vendo sua cara de satisfação assim que comeu a primeira garfada.
- Muito. – Ela disse e eu sorri em êxtase.
Ela raspou o prato e ainda quis mais, e eu, como bom marido que era fiz tudinho que ela quis. Eu amava fazer suas vontades.
- Volto já. – Ela disse e foi até um pote no armário, abriu-o e pegou de dentro dele um saquinho de veludo. – Bem, eu precisei que você saísse para que eu pegasse de onde eu havia escondido isso. – Ela apontou para o saquinho.
- Sim... – A incitei a continuar.
Ela aproximou-se de mim e segurou minha mão, olhando em meus olhos e tentando criar coragem para falar.
-Todos os presentes que ganhei de você na minha vida foram feitos por você mesmo, eram simples, mas garanto que foram os melhores presentes que já ganhei, pois você sempre fez questão de que fossem perfeitos, que tivessem algo nosso, e eu o amo por isso. Agora quero te dar o meu, queria te dar algo maior, mas sei que, mesmo aceitando, só iria fazê-lo para que eu ficasse feliz, e não por querer. Não tenho o mesmo jeito que você tem para fazer essas coisas maravilhosas, mas me esforcei muito e espero que goste, ah, antes que eu esqueça, Rachel me ajudou.- Ela disse toda sorridente antes de me dar uma linda corrente que claramente fora feita a mão, coloquei-a no pulso com a promessa de nunca tirá-la.
- É linda Ness.- Disse rodando o braço para admirá-la melhor.
- Okay, também não precisa mentir. – Ela bufou rindo.
A abracei rindo junto com ela.
- Eu amei, é o melhor presente que já ganhei, quer dizer, a noite na praia também foi maravilhosa, mas só pelo fato de você mesma ter feito a pulseira me deixa tão feliz.
- Eu te amo, Jake.
- Eu também, meu anjo, eu também.
Um Mês Depois
- Amor, nada disso. – Tirei o brigadeiro de sua mão.
- Larga de ser abusado, Jacob. – Ela reclamou tentando pegar de volta.
— O abusado que você ama. – Falei já sabendo o que viria a seguir, ela diria: “Amo mesmo”, me tascaria um beijo desentupidor de pia que me deixaria molinho e então eu acabaria cedendo e dando o chocolate a ela.
— Tá querendo dizer que eu estou gorda? É isso, Jacob?
— O quê? De onde você tirou essa idéia absurda? – Arregalei os olhos espantado.
— Isso mesmo, Jacob, eu já sei de tudo, você não sente mais desejo por mim. – Ela disse com lágrimas ameaçando cair de seu rosto de anjo.
Não consegui falar absolutamente nada, só fiquei lá a encarar. Como ela poderia pensar um absurdo daqueles? Dizer aquilo era uma blasfêmia, não existia modo de eu não amar Nessie, não existia maneira de eu não me sentir atraído por ela, eu a desejava com tudo que eu tinha e a amava mais do que minha vida, tinha nascido para fazê-la feliz e dar todo o meu amor a ela, meu mundo só seria perfeito se ela estivesse nele.
Ela percebendo que eu estava aéreo simplesmente começou a chorar, um choro sofrido e doloroso, que fez meu coração se partir, caminhei até ela ainda sem conseguir me pronunciar mas antes que eu a conseguisse a abraçar ela caminhou o mais rápido que podia escada acima, e só ouvi quando a porta do quarto fora batida com força e trancada logo em seguida.
Subi correndo até o andar de cima e ouvi os soluços dela vindos de dentro do cômodo, foi como se minha pele estivesse sendo rasgada de dentro para fora, lágrimas começaram a cair de meu corpo, eu deveria ter dito a ela o quanto a amava e o quanto a desejava, mas fiquei tão chocado com suas palavras que não consegui.
Eu era um idiota! Uma merda!
-Meu anjo, minha pequena, abre a porta para mim, por favor. – Implorei batendo na porta.
Eu poderia facilmente derrubar aquela porta, mas ela poderia levar um susto e passar mal, ou pior, poderia estar perto da porta e eu acabar machucando-a. Balancei a cabeça tentando levar embora aqueles pensamentos.
“Vai ficar tudo bem Jacob, calma.” Tentava me tranqüilizar, mas não surtia efeito algum, pois quanto mais Ness chorava mais minha pele se rasgava e meu sangue gelava.
Malditos hormônios, em outra época nós até faríamos piada do fato de ela ter ganhado alguns quilinhos, mas não naquela.
Sim, eu havia percebido que ela havia engordado, eu não era cego, só falava que não havia percebido pois a deixava feliz, mas o caso era: eu não me sentia menos atraído por ela, na verdade eu sentia ainda mais desejo, suas formas estavam mais arredondadas, mais mulher, eu amava aquele tamanho todo.
Eu não andava mais fazendo amor com ela por conta de que ela não me procurava mais, não por falta de vontade, eu pensava que ela não me procurava pois não sentia desejo e eu não queria perturbá-la com minhas necessidades de homem, ela poderia acabar pensando que eu só a queria para o sexo. Nunca imaginei que ela estivesse com vontade e só não fazia pois pensava que eu não a queria.
— Você me acha feia! – Ela gritava, só não consegui identificar se era de raiva ou de mágoa.
— Eu te amo minha rainha, abre a porta pro seu Jake, por favor. – Eu implorava sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
— Vá embora! Seu idiota. – Ela jogou o travesseiro na porta e foi aí que eu percebi que ela estava com raiva.
— Pequena... – Desisti de tentar fazê-la abrir a porta e sentei-me no chão, encostado na porta esperando para quando ela estivesse pronta para abrir.
Já haviam se passado uma hora, o choro já havia cessado, mas ela continuava trancada.
Comecei a cantar uma antiga cantiga quileute para mim mesmo para passar o tempo, mesmo sabendo que ela era capaz de ouvir de dentro do quarto, eu tinha ronda daqui a pouco, mas não ia sair daqui enquanto ela não estivesse melhor.
— AAAAAAAAAAAAAAAAH! – Ouvi seu grito vindo do quarto.
— AMOR? NESS? – Bati na porta quase a derrubando, mas ela não respondia. – O QUE ACONTECEU? NESS!
Em completo desespero forcei a porta, não podia arrombá-la de uma vez pois poderia machucar Ness.
Finalmente consegui abri-la, corri imediatamente em direção a Ness e fiquei em sua frente, não ia deixar que nada a tocasse. Meus olhos varreram o quarto em busca de algum perigo, mas não havia sinal de nada, nem mesmo cheiro de algo.
Virei-me para ela completamente abismado por seus gritos, mas invés de pavor vi felicilidade estampada em seu olhar, enquanto ela acariciava o ventre.
— Amor... O que aconteceu? – Perguntei mais calmo.
— Ele... Ela... O bebê chutou. – Ela disse e meu coração perdeu duas batidas.
— Co-Como? – Perguntei meio sem reação.
— Foi quando você começou a cantar. Acho... acho que ele gostou. – Ela se atropelou nas palavras e sorriu para mim.
Não haviam palavras para aquele momento, não havia jeito de descrever aquele momento em palavras. Era maravilhoso demais, perfeito demais.
Coloquei as mãos em seu ventre e o alisei ternamente, logo senti um pequeno movimento, o bebê havia chutado novamente.
— Oi meu anjinho, você gosta da voz do papai? – Perguntei todo bobo e recebi outro chute em resposta, olhei para Ness que tinha um sorriso enorme no rosto. – Papai te ama tanto. Você e a mamãe são tudo pro papai. – Outro chute. Meu sorriso poderia rasgar meu rosto naquela hora de tão grande que ele estava, aquilo era bem melhor do que meu melhor sonho.
— Eu te amo, Ness. – Disse antes de selar nossos lábios, e ela fez o mesmo, deixando a mágoa para trás, aquele momento tinha só felicidade.
Notas finais
Deixem reviews! O próximo sai com 725! Ui, Ui, bora chegar nos 1000!kkkkkkkk.
Ah gente, se nao for pedir muito, queria que os comentários fossem maiores, falando o que gostaram, dizendo o que querem, nao somente dizendo "Adorei" ou até mesmo "muito bom o capítulo" (Esses sao só exemplos), por favor, caprichem mais!
XOXO,CB
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