Desculpe o transtorno, preciso falar do GD.
1 Capítulo 1
Conheci através do site. Pode parecer hipster se você imaginar um site de conhecimentos gerais, com teses elaboradas sobre o Ash estar em coma. Mas, era apenas sobre digimon. Todo mundo entrava no geração digimon, todos procuravam por "Pokémon" e acabava caindo lá. O xat estava lá, nunca vou me esquecer da música que tocava. "Digmon Tamers — Abertura PT/Br — Lendário Sonhador."
Quando nos comentários todos me acusavam de ser fakes, no xat, ninguém ligava para mim. Quando nos outros sites, as pessoas estavam feliz, lá o Mamoru, Sora e Beziin discutiam relacionamento. Quando nos outros lugares as pessoas tinham nomes normais, o Magnum zuava o Borba e Cassy casava com a Athena. Nunca vou esquecer, foi amor a primeira vista. Só para mim, acho.
Passamos algumas madrugadas conversando no GD, depois migramos para a FtÉAki, Modow, A7, Fanmytsu, Vendaval Destruidor e depois voltamos ao GD.
Eu tinha 13 anos quando entrei pela primeira vez, ele tinha 4. Vimos todos os animes. Algumas vezes, várias vezes. Jogamos rpg de todos as histórias possíveis. Trollamos alguns por ficarmos horas zuando. Escolhemos templates sem saber que não sabíamos programar. Acolhemos vários amiguinhos: Kamo, Fry, Caio, Alado, Light, Viní, Nye, Cris e o último romancista. Fizemos mais de 10 blogs, fanfics e livros (acabei de contar.) Sofremos com os guest's, rimos com os fakes.Viajamos os xats para trollar, Das minhas 10 músicas favoritas, 7 são abertura de animes. As outras 3 são minhas próprias fansings. Aprendi o que era onwar, trollar, fake, kickar, e outras coisas que o Word coloca de vermelho porque o word não teve sorte de estar no GD.
Um dia, fomos para o facebook. Chorei mais do que quando o Chin disse "Te ajudo a divulgar o seu livro quando terminar, se eu já for famoso na música", de quando o Kamo disse "Por que tu não escreve um livro?", de quando o Caio se considerou um novo ser ou de quando o paiva e o Kiro me trollaram. Até hoje não há um grupo que eu vá e as pessoas não me chamam de Sezãru. Parece que pra sempre ele vai fazer falta. Se ao menos tivesse tido uma namoradinha, poderia levar o GD comigo.
Essa semana, pela primeira vez, reli Dreamers — não por um caso, uma história de heróis. Achei que fosse chorar tudo de novo, E o que deu foi uma felicidade de ter uma HQ saindo, que só é possível por essas histórias. E de ter esses momentos documentados em cada linhas que escrevo. Não me falta nada.
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