Já eram quase nove horas e nós duas estávamos ali sem saber direito o que fazer. Já fazia tempo que não saiamos – tentei puxar na memoria quando que tinha sido a ultima vez mais não tive nenhuma lembrança – então não fazia ideia de que tipo de roupa usar. Optei por um pretinho básico, vestido, salto alto, a maquiagem não muito carregada e cabelo solto.

Quando eram 09:20 finalmente entramos no carro e saímos, andamos por cerca de meia hora ...

- MEU DEUS! Não é possível, esse bar não fica nessa cidade ... Nós estamos a mais de meia hora andando pra lá e pra cá e nada de achar esse maldito Jonny’s Bar.

- Calma Eli. Acho que nós estamos um pouco desorientadas de como chegar até lá.

- Um pouco? Um pouco? Imagina se nós estivéssemos completamente perdidas nessa cidade! Tenta ligar de novo no celular do Paul.

- Caixa Postal! Filho da puta que desliga o celular em uma hora como essa.

- Esquece, vamos tentar perguntar pra outra pessoa e ver se alguém sabe onde fica.

Andamos mais umas duas quadras e paramos um rapaz que andava sozinho.

- Oi! Rapaz? Você conhece o Jonny’s Bar? — Ele me olhou com um enorme ponto de interrogação e cima da sua cabeça.

- Aquele Jonny’s Bar? – ele apontava pra um lugar que estava a menos de 50 metros de distancia e nós não tínhamos enxergado – só tem esse na cidade.

Corei e dei um sorriso de quem com certeza tinha ficado super sem graça, quantas vezes eu já deveria ter passado por ali e não tinha sido capaz de enxergar?

- Aquele mesmo! Obrigado.

Bom, finalmente chegamos. Estacionamos o carro e entramos o bar não estava muito lotado e até que era agradável, tocava uma música de alguma banda de rock que não consegui identificar por causa do numero grande de pessoas falando ao mesmo tempo.

Paul e seus amigos estavam sentados em uma mesa no fundo do bar próximo a mesa de sinuca.

- PORRA, achei que vocês não vinham mais, que puta demora! – dava para perceber que ele já estava um pouco alto devido à quantidade de copos de cerveja que havia em cima da mesa – Chega mais.

- Cadê a merda do seu celular – Gritava Alice – Liguei horrores pra você e só caixa postal!

- A bateria descarregou! – explicou Paul dando um beijinho em seu rosto.

Eu me sentei ao lado de Mark, que estava sozinho na mesa. Pedi duas cervejas, uma para mim outra pra Alice e começamos a tagarelar sem parar sobre assuntos que Mark não estava nem um pouco interessado, porque cinco minutos depois ele se levantou da mesa e foi jogar sinuca com John, Bruno e Paul.

Nosso papo foi interrompido com um grito de Paul, igual àquele que ele deu quando nós chegamos ao bar.

- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊS VIERAM!

Meus olhos imediatamente fitaram um grupo de amigos que entrava no bar e se aproximava da nossa mesa, forcei um pouco a vista para tentar enxergar melhor porque estava um pouco escuro. E de repente parecia que meu coração iria sair pela boca, minhas mãos começaram a suar e senti o meu rosto queimar, tive que me controlar para não gritar. Eram eles, minha banda de Rock favorita Avenged Sevenfold estava ali. Acho que eu não tinha comentado até agora o quando que eu gostava deles.

Mas ao invés de pular pra cima deles feito um fã enlouquecida, me mantive ali, esperando que Paul nos apresentasse.

Paul era nascido e criado em Huntington Beach, e eu deduzi que eles eram amigos há muito tempo pela intimidade da conversa.

- Cara, quando eu liguei pra vocês eu não achei que realmente viriam, já faz tanto tempo que a gente não se vê.

- Nós falamos que veríamos. Você vem pra cá uma vez a cada dois anos e você acha que não iriamos estar aqui hoje? – Disse Synyster Gates e deu um abraço em Paul.

Atrás dele vinha The Rev, M. Shadows com sua namorada Valary, Johnny Christ e sua namorada Lacey e Zacky.

Quando todos já haviam abraçado e cumprimentado uns aos outros, finalmente chegou a minha vez. Paul os trouxe para a mesa e apresentou cada um deles, abracei e dei um beijo no rosto de todos eles inclusive em suas respectivas namoradas, mais quando chegou à vez de eu conhecer M. Shadows parecia que meu sorriso não cabia no meu rosto, eu tentei ser discreta mais não tinha como disfarçar o quanto que eu estava satisfeita em conhecê-lo, ele realmente era lindo, alto, forte, muito cheiroso e aquelas covinhas... Ai meu DEUS.

Então estávamos ali, bebendo e jogando conversa fora. The Riv sentou-se ao meu lado no lugar de Mark, seguido pelos demais companheiros da banda.

Paul e os demais começaram a contar sobre suas aventuras em campo e sobre tudo que tínhamos passado no dia em que fomos bombardeados.

- Vocês duas são as primeiras garotas que eu conheço que fazem parte do exercito! – Disse The Riv.

- Realmente não é muito comum ver mulher no exercito mais existe muitas de nós lá.

A conversa com The Riv fluía facilmente, ele é o tipo de pessoa que se passa horas conversando sem precisar fazer qualquer tipo de esforço. Durante o tempo que fiquei ali, não conseguia para de encarar o M. Shadows, ele percebeu o quanto que eu o olhava, mais toda vez que ele olhava em minha direção na mesma hora eu desviava o olhar, eu não queria que sua namorada percebesse o quanto que eu estava babando por ele.

Os rapazes se levantaram e foram jogar sinuca e nós as garotas ficamos ali sentadas só observando e conversando e Valary chegou mais perto para que a gente não precisasse ficar berrando uma com a outra.

- Quanto tempo que você está no exercito?

- Aproximadamente dois anos – respondi – mais faz um ano seis meses que fomos encaminhadas para a missão no Iraque.

- Nossa que coragem, abrir mão de tudo pra ficar lá no meio do nada durante tanto tempo, com certeza esse trabalho deve significar muito pra vocês.

- Significa mesmo.

- Matt, é um grande admirador de vocês. Ele apoia as tropas Americanas. Um verdadeiro fã.

- Jura? Que legal! – era obvio que eu sabia tudo sobre ele, mais não quis demostrar isso pra sua namorada.

E ficamos ali durante horas conversando, quando olhei no relógio era mais de 4 horas da madrugada e no dia seguinte eu teria que acordar cedo para acompanhar meu pai até no aeroporto, eu precisava ir embora mais eu não queria, quando será que eu ficaria tão perto dos meus ídolos novamente? Quando que eu conversaria, ouviria as suas historias? Eu queria ficar ali até o ultimo minuto que eu pudesse. Então as 5:20 todos nos resolvemos ir para casa, Synyster Gates se aproximou de nós.

- Quais são os planos para o sábado à noite?

- Sem planos por enquanto – respondi.

- Vou dar uma festinha só para amigos na minha casa e eu gostaria que vocês fossem, Paul e o resto da galera vão também.

Quase que eu engoli um mosquito por causa da minha boca aberta com aquele convite, não pensei duas vezes pra aceitar o convite logico. E no caminho de volta pra minha casa eu não conseguia para de pensar em como que a aquela noite não sairia da minha cabeça por um bom tempo, e o que tinha sido aquele convite inesperado no final da noite.

- Alooooooooô, terra chamando! – Alice estava rindo da minha cara de boba alegre.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.