Descobrindo o Amor.

52 Tirando uma história á limpo. - Parte II


Notas iniciais
Boa Leitura ♥ ♥

Por Christian.

Porra! Caralho! Bosta! Merda! Puta que pariu!

Não podia ser, ou podia? Não, não, não podia. Podia?

Eu não tenho certeza se meu pai teria coragem de falar ou fazer algo contra a minha Ana, ele não seria tão monstruoso ou cruel a esse modo, ele não faria uma coisa dessas sem motivos, ele não tem nenhuma razão para não gostar de Anastásia, ou tem? Não é claro que não tem. Anastásia jamais fez algo para ele, ele não tem nenhum motivo para não gostar da minha namorada, já que até então ela é simplesmente perfeita. Doce, educada, gentil e simpática.

Mas então por que o último “suspeito” que resta é o meu pai? Eu preciso falar com Mia e com Elliot também, e no fim, eu falarei com o meu pai, mas eu irei tirar essa história a limpo ainda hoje, eu não estou nem um pouco a fim de dormir com esse peso sobre as minhas costas, ainda mais quando isso envolve a minha Anastásia. Se tem algo de errado acontecendo com ela, é mais que a minha obrigação ajudá-la, ainda mais quando envolve com toda certeza alguém da minha família.

Eu vou falar primeiro com Mia, que é mais acessível do que Elliot.

—Eu vou falar com Mia. – Eu disse para a minha mãe me levantando do sofá, e lhe dando um beijo na testa. –Boa noite mãe. – Eu me despedi.

—Boa noite filho. – Ela se despediu também com um pouco de receio em sua voz, eu tentei ignorar isso e lhe dei as costas, subindo as escadas e indo em direção ao quarto de Mia.

Estava silencioso, era muito provável que ela estava dormindo, mas infelizmente eu teria que interromper o seu sono, pois o que eu precisava falar com ela, era algo de urgência.

Bati na porta lentamente três vezes. Demorou certo tempo até ela ser aberta e uma Mia com algo branco sobre o rosto que parecia uma mascara uma dessas coisas que ela usa para ter o rosto perfeitamente liso, atender a porta com o rosto marcado pelo sono, ela já estava dormindo.

—Christian? – Ela perguntou com as sobrancelhas unidas e com a confusão sobre o olhar. –Aconteceu alguma coisa? – Ela acrescentou.

—Não, quer dizer sim, não... Mais ou menos. – Eu respondo meio enrolado em minhas próprias palavras. –É que eu preciso conversar com você. – Eu acrescentei.

—Á essa hora? – Ela perguntou um pouco irritada.

—Me desculpa, é que urgente para mim. – Eu respondi um pouco envergonhado, era mesmo tarde para incomoda-la, mas ela teria que entender o meu motivo. –Posso entrar? – Eu perguntei.

—Claro. — Ela assentiu e me deu espaço para entrar. Eu entrei em seu quarto que estava somente iluminado pelo abajur. Ela fechou a porta e se sentou na ponta da cama, ela parecia ainda sonolenta. –Fala o que você quer Christian. – Ela ordenou de maneira autoritária.

—Ok, eu vou direto ao ponto para não enrolar. – Eu avisei. –Você notou algo estranho ou diferente em Ana em determinado momento no jantar? – Eu perguntei sério.

Mia arregalou os olhos um pouco surpresa pela minha pergunta. Ela também “acordou” do seu quase sono, ficando mais atenta a conversa, e ficando de pé.

—Não, eu não percebi nada, mas do que você está falando? – Ela perguntou querendo uma melhor explicação.

—Em certo ponto do jantar eu notei um comportamento estranho em Anastásia, ela parecia desconfortável e incomodada com ela, quando nós estávamos sozinhos eu perguntei á ela se estava tudo bem, ela me disse que sim, mas eu não acreditei, eu sei e sinto que não estava tudo bem Mia, tem algo de errado. – Eu expliquei e Mia arqueou a sobrancelha parecendo processar as informações que eu havia acabado de dar.

—Ok, mas o que eu tenho a ver com essa história? – Ela perguntou confusa.

—Me perdoe por pensar assim, mas eu quero ter a certeza que você não fez nem falou nada de ruim para Anastásia. – Eu disse um pouco envergonhado por “acusá-la”. Olhei para Mia que tinha uma expressão meio indignada no rosto, sua sobrancelha levemente levantada.

—É óbvio que eu não fiz nada Christian! Eu jamais falaria ou faria algo contra Anastásia, de onde você tirou essa ideia?! – Ela perguntou elevando a voz.

—Calma Mia, eu sei que você jamais faria algo assim, mas eu precisava confirmar. Eu quero saber o que aconteceu de errado com Anastásia e eu vou descobrir o que aconteceu com ela. – Eu disse firme.

—Isso talvez seja coisa da sua cabeça. – Ela rebateu colocando as mãos sobre a cintura.

—Não Mia, não é. Eu conheço Anastásia o suficiente pra saber que ela estava agindo de maneira estranha. – Eu rebati de volta.

—Eu entendo Christian, mas você tem que respirar, se acalmar e amanhã conversar novamente com Anastásia, se ela quiser ela vai se abrir com você, caso contrário não, mas você não pode forçá-la á falar o que ela não quer. – Me aconselhou Mia, eu suspirei.

Talvez ela tenha razão. Talvez.

Mas eu não posso deixar para lá, não quando eu sinto que tem algo de errado. Isso não me deixar sossegar.

—Eu vou tentar fazer o que você disse Mia. – Eu disse sem muita convicção. –Boa noite, durma bem. – Eu disse já me despedindo e indo para a porta.

—Boa noite Christian, boa sorte. – Ela me desejou voltando a se deitar. Ela me deu um sorriso quase materno, e eu retribui, e sai do seu quarto.

Enquanto andava para o corretor de volta para o meu quarto, parei na frente da porta do Elliot. Nós não temos nem de longe um bom relacionamento, nós não nos damos bem, principalmente quando o assunto é Anastásia, mas por ela eu irei conversar com Elliot amigavelmente, por ela.

Quem saiba ele possa de alguma forma me ajudar.

Respirei fundo, e bati na porta duas vezes, esperando ele abrir, não demorou muito. Ao contrário de Mia, ele não estava com a cara de sono ou qualquer outro adjetivo, ele provavelmente ainda não tinha ido dormir.

—Christian? – Ele perguntou confuso quando me viu, deve ser pelo fato de eu nunca ter ido até o seu quarto á mais de dois anos.

—Posso falar com você? – Eu perguntei um pouco indiferente, mas ao mesmo tempo tentando aparenta casualidade.

—Comigo? Você? Por quê? Sobre o que? – Ele perguntou com a sobrancelha levantada, sua expressão era de desconfiança.

—Sobre Anastásia. – Eu respondi simplesmente, essas palavras iriam causar algo nele, eu tinha quase que certeza.

—Pode entrar. – Ele disse sem hesitar, me dando espaço para entrar em seu quarto.

Nesse momento eu tinha quase que uma certeza, Elliot poderia me ajudar.

Continua.

Notas finais
Elliot e Christian recomeçando uma história de irmãos? Será? Comentem! Recomendem ❤ Favoritem! Beijos e até a próxima ❤