Descobrindo o Amor.
59 Frente á frente. - Parte II.
Notas iniciais
Por Christian.
Avancei em cima de Carrick o segurando pela gola da camisa com vontade de esmurrar a sua cara por ter falado daquele jeito com Anastásia.
Com que direito ele acha que tem para chamá-la de “vadia”?
Eu irei fazê-lo pagar pelas palavras que disse e que se foda se ele é meu pai.
Ele é o meu pai, porém não é o dono do mundo e não é só por causa da sua autoridade e do seu poder que irei deixá-lo pisar em cima de outras pessoas, ainda mais se tratando de Anastásia.
Não é assim que as coisas funcionam e alguém tem que mostrar isso á ele.
Não é só por que se tem poder e dinheiro que pode tratar o restante como inferiores.
—Me solta seu moleque insolente! – Ele grunhiu me empurrando com força e me fazendo cair no chão.
Anastásia se abaixou no meu lado e me ajudou a me levantar o que me deixou com mais raiva por ela me ver sendo tratado daquele jeito pelo meu próprio pai, como um incapaz de defendê-la e não era isso que eu queria transmitir á ela.
Talvez o instinto de possessão e a raiva ainda estivessem em mim o que me fez avançar mais uma vez em Carrick e tentar lhe dar um soco, porém ele desviou o corpo e ergueu sua mão fechada em punho em minha direção e me aceitou com um soco certeiro no meu nariz.
Eu grunhi de dor e senti o meu corpo cair no chão e senti o sangue escorrer por minha boca.
Merda!
Era para o soco ter acertado ele e não me acertado!
Talvez eu devesse ter participado e treinado mais nas lutas que Elliot tanto me incomodava e enchia o meu saco para participar.
Isso não teria acontecido – eu acho-.
—Christian! – Ana gritou e correu em minha direção se abaixando no meu lado e passando a mão sobre o sangue que havia em meu nariz.
A sua expressão era de puro pavor e susto, e eu comecei a repensar na nossa conversa no carro e talvez realmente não fosse uma boa ideia ter vindo ali, porém logo eu expulsei esse pensando, por que tudo deveria ser resolvido de uma vez, mesmo que para isso eu precisasse levar um soco do meu pai.
Eu ainda queria revidar, mas desisti da ideia no momento que vi lágrimas grossas deslizarem da face de Anastásia.
Eu não queria tê-la assustado dessa maneira, Carrick merecia um soco, mas Anastásia não merecia lágrimas.
Eu deveria ter me controlado melhor antes de agir por instinto e por impulso do momento de raiva.
—Ana... – Eu sussurrei.
—Christian! Você está bem? – Ela perguntou passando a mão suavemente sobre meu nariz, provavelmente para verificar se estava quebrado.
—Eu estou bem. – Eu respondi me sentando com a sua ajuda.
—Como bem Christian?! Você está sangrando! – Ela exclamou com a voz embargada.
—Calma Ana. – Eu pedi pacientemente. –Eu estou bem. – Eu voltei a repetir.
—Nós temos que ir para um hospital! – Ela exclamou com pânico.
—Não Ana. Nós não iremos sair daqui até as coisas se resolverem. – Eu rebati e vendo que eu não estava disposto á mudar de ideia, ela se calou.
—O que está acontecendo aqui?! – Escutei a voz de a minha mãe perguntar com apreensão e nítida confusão.
A cena que ela estava prestes á se deparar realmente não era algo bom e muito menos agradável.
Eu deveria ter pensando nisso também.
—É melhor não entrar Grace. – Aconselhou meu pai com a voz apreensiva e eu realmente tive que concordar com ele mentalmente.
—Oh céus! – Minha mãe exclamou assim que me viu ainda sentado e sangrando no chão. –O que aconteceu? – Ela perguntou e ninguém respondeu.
Ninguém estava com coragem para responder.
O que eu diria para minha mãe?
“Mãe eu quis esmurrar a cara do pai por que ele chamou a minha namorada de vadia, porém no momento que eu fui dar um soco na cara dele, ele conseguiu desviar e acertou um soco em mim.”
Essa com certeza não era uma boa explicação.
Eu sabia que não deveria deixar o meu pai falar primeiro, pois ele tinha um dom quase inexplicável de manipular as pessoas e a última coisa que eu queria era minha mãe contra mim.
Eu sabia que tinha Elliot e talvez minha em meu lado, mas isso nada dizia.
Elliot também se abaixou ao meu lado e me ajudou a me levantar.
Os seus olhos estavam arregalados e sua respiração acelerada, e seus lábios brancos, ele deveria estar assustado, pois não esperava que depois de tudo o que nós conversamos, eu iria agir daquele jeito sem antes consultá-lo.
Mas eu novamente vejo que eu somente fui tomado pela raiva e pelo impulso.
Ao ver minha mãe com a expressão muito parecida com a de Anastásia, eu acabei abaixando a minha cabeça um pouco envergonhado pela minha atitude impensada.
Elliot me perguntou se estava tudo bem e eu apenas acenei a cabeça positivamente.
—O que aconteceu aqui?! – Minha mãe voltou a falar agora olhando diretamente para mim.
Eu respirei fundo me preparando para falar e tomando uma lufada de ar e coragem ao mesmo tempo.
—Eu tentei dar um soco no Carrick, mas ele desviou e me acertou. – Eu respondi e vi os olhos de Elliot se arregalar ainda mais e minha mãe colocar as mãos sobre a boca com a expressão de choque.
—O que?! – Ela gritou. –Por quê?! Por que tentou dar um soco no seu pai Christian?! – Ela gritou com a face vermelha agora mostrando a raiva.
A raiva que ela sentia também era sentida por mim. Não era para nada disso estar acontecendo se ele não tivesse feito o que fez, e agora nós dois, porém principalmente ele, nós iremos pagar por nossos atos e enfrentarmos as consequências.
—Carrick chamou Anastásia de vadia e disse coisas horríveis para ela e esse soco que eu tentei dar nele, não é nada mais e nada menos do que ele merece. – Eu respondi amargo vendo os olhos de minha mãe se arregalar como pratos.
Ela o olhou ainda incrédula, enquanto Carrick me encava com raiva que eu jamais havia visto em seus olhos.
Continua.
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