Descobrindo o Amor.

60 Frente á frente. - Parte Final.


Notas iniciais
Meu Deus! Eu estou muito envergonhada, muito mesmo, eu nunca pensei em ficar tanto tempo sem escrever, e estou me sentindo péssima por ter ficado mais de três meses em falta com vocês. Eu sei que um pedido de desculpas não é suficiente, então eu nem sei o que dizer. Bom, na verdade eu sei. Eu estou de volta! ❤ ❤ E não irei mais sumir, eu sempre disse e irei continuar dizendo que não irei abandonar as histórias, mas eu tive uma crise de falta de criatividade e isso acabou se misturando com o colégio e quando me vi eu não estava com tempo e nem imaginação para as histórias. Mas voltando a dizer! Estou de volta! ❤ ❤ Sorriem, chorem, pulem, gritem ou me batem, podem escolher! Boa Leitura!

Por Christian.

—Mas o que está acontecendo aqui?! – Pergunta Grace totalmente histérica de uma forma que eu nunca a tinha visto daquele jeito. –Que história é essa de o Carrick ter chamado Anastásia de vadia?! – Ela voltou a perguntar desesperada por uma resposta.

Olhei para seu estado de desespero e senti essa mesma sensação me invadir.

Olhei para Anastásia que tinha lágrimas escorrendo pelas bochechas rosadas.

Eu sempre soube que ter uma família perfeita quando eu não era perfeito era um problema para mim.

Algo dentro de mim me fazia querer sair correndo com Anastásia e mandar todos á merda, mas eu tinha que ter a postura de um homem e não á de um moleque.

Eu tinha que enfrentar o meu pai e não queria pensar agora nas consequências, o que ele fez para Anastásia, é algo que não tem perdão, o que ele fez é algo que eu nunca, jamais esperei dele, de um homem que era para ser um exemplo para mim, um herói, mas que na verdade não passa de uma decepção.

E me desculpe Grace, eu te amo como uma verdadeira mãe, mas você terá que descobrir agora da pior forma quem esse homem ao seu lado realmente se tornou com o passar do tempo com o dinheiro subindo a cabeça.

—Fala para ela papai, fala a verdade! Anda! Ela está esperando uma resposta, todos aqui estamos na verdade, seja homem e conte a verdade! – Eu praticamente ordenei aos berros com ele.

Elliot me ajudou a levantar do chão me ajudando a ficar de pé, eu passei minha mão pelos meus lábios sentindo o sangue em meus dedos, eu estava com raiva por ter sido atingido por Carrick e por não ter conseguido acertá-lo novamente, mas eu não iria mais tentar acertá-lo com nenhum outro soco, apesar de tudo, ele era o meu pai, meu pai biológico.

Ainda era o homem que me deu uma casa e comida, e por isso, eu iria me controlar para não tentar acertá-lo de novo.

Carrick ainda não falava nada, parecia estático ao ser confrontado por Grace e eu, mas eu sabia que não iria demorar muito até ele finalmente abrir a boca e confessar, não havia outa saída a não ser a verdade, e talvez sua única preocupação era com a reação de Grace, pois novamente apesar de tudo, eu sabia o quão apaixonado ele ainda era por ela.

—Carrick, fale agora se o que Christian disse é ou não verdade! – Exigiu minha mãe ainda sem respostas. –Fala! – Ela gritou.

Carrick explodiu.

—Sim! É verdade! Eu falei toda essa merda mesmo, falei que acho que essa garota é uma vadia, interesseira, oportunista que só está interessada no dinheiro do nosso filho, falei para ela se afastar dele, falei mesmo e não me arrependo. – Esbravejou tudo de uma vez só em cima de todos ali presentes.

Eu tive que me segurar com força para não socar novamente a cara de Carrick, e eu pude sentir Elliot segurar com força o meu ombro, em um pedido mudo que eu não fizesse nada, pois ele sabia que a qualquer momento, eu podia me descontrolar e fazer uma loucura com Carrick.

Vi o rosto de minha mãe se contorcer de dor e decepção para cima de Carrick e aquilo me fez me sentir mal, pois Grace é um anjo, Grace é boa demais para sofrer, boa demais para esse mundo cruel e sórdido, ela não merece isso, e eu sinto que uma parcela, bem grande, é minha em seu sofrimento.

Eu sempre deveria saber que não era para estar nessa família.

—Por que fez isso Carrick?! – Exclamou Grace. –Por quê?! Como você teve a coragem de fazer isso?! – Ela voltou a perguntar alterada.

Eu fiquei com medo dela passar mal, e me preparei para qualquer desiquilíbrio emocional ou físico seu, eu não queria que minha mãe passasse mal por causa desse circo todo, era algo que ela definitivamente não merecia.

—Como eu pude?! Como ele pode Grace?! – Ele gritou apontando na minha direção. — Como Christian pode se envolver com essa pirralha?! Ele tem uma porra de um futuro brilhante pela frente, mas ele joga tudo fora! Tudo! Ele sempre faz isso e nunca vai mudar! Isso é uma merda! – Exclamou Carrick com a face vermelhada de raiva. –Você... – Ele começou a dizer apontando para mim. –Sempre teve tudo de mãos beijadas desde que nasceu, eu dei duro na empresa para pagar a porra das tuas fraldas, teu pediatra, te colocar na escola mais cara do país, trabalhei duro para isso tudo e você nunca me recompensou em nada, sempre incomodou, sempre foi um peso em cima dos meus ombros, sempre chegando bêbado em cada, se drogando, preocupando a sua mãe, aprontando na escola com um péssimo desempenho, e agora me aparece com isso como namorada! – Ele afronta apontando com raiva e nojo para Ana. —Você é uma decepção Christian! Uma decepção! – Ele finalizou fazendo o choque escorrer por todo aquele ambiente.

Eu sempre soube que não era o filho perfeito.

Sempre soube que meu pai não tinha orgulho de mim, sempre soube que ele deveria ter raiva, vergonha, e até mesmo nojo do adolescente irresponsável que eu me tornei, eu sabia de alguma forma disso, mas ouvir a verdade e cada palavra ser dita da boca do meu pai fez com que o soco que ele havia me dado simplesmente não se equivalesse à dor emocional que eu sentia naquele momento.

—Carrick! – Minha mãe exclamou horrorizada com suas palavras. –Não diga uma coisa dessas, como você tem coragem de dizer isso para o nosso filho?! – Ela o questionou diretamente.

—Filho?! Não chame Christian de filho Grace, ele não merece esse adjetivo de nós, ele não merece nada de nós. – Ele rebateu.

—Não fale uma coisa dessas! – Gritou minha mãe. –Nunca mais repita isso! – Ela voltou a gritar, e eu a interrompi.

—Não precisa me defender mãe. – Eu pedi. –Eu já entendi que não sou bem vindo aqui... –

—Para com essa merda de querer dar uma de garoto revoltado, abandonado e honesto. – Carrick me interrompeu. –Não tente fingir que tem a razão por que você não tem. – Ele continuou.

—Eu sei disso mais que ninguém, mas isso não muda o fato que você desrespeitou a minha namorada e deve um pedido de desculpas. – Eu exigi ainda querendo que ele se redimisse com Anastásia, era por ela que eu estava ali.

—Eu não vou pedir porra nenhuma! – Ele cuspiu entre dentes.

—Eu exijo! – Eu me vi gritando.

—Você não exige porra nenhuma é um moleque insolente e irresponsável, quem exige nessa merda aqui sou eu, e eu exijo que saia dessa casa! – Ele gritou dando um “murro” na mesa.

—Você está me expulsando de casa? – Eu perguntei sem acreditar, mas ao mesmo tempo sem emoção.

—Estou Christian. – Ele respondeu. —Pegue as suas coisas e saia dessa casa ainda hoje. – Ele me sentenciou.

Continua.

Notas finais
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