Descobrindo o Amor.
58 Frente á frente.
Notas iniciais
Por Christian.
Raiva centralizada em minhas veias, eu poderia matar alguém e eu não estava exagerando, eu realmente sentia que poderia matar alguém com as minhas próprias mãos e junto com a própria fúria que corroía dentro de mim.
Eu não estava agindo de forma racional, pelo contrário, eu enterrei bem fundo em uma cova profunda a racionalidade e pensei somente com o meu lado sem razão e sem paciência nenhum para poder enfrentar esse obstáculo e lutar com ele e contra ele se for preciso, eu realmente o farei.
Não poderia me rebaixar ou abaixar a minha cabeça, eu falaria tudo que teria que falar e foda-se as consequências, eu não irei deixá-lo humilhar a minha namorada e ficar de cabeça baixa apenas observando ele tratar a todos dessa maneira pelo simples fato de ter poder e dinheiro, não é assim que as coisas funcionam, não mais.
Eu irei confrontá-lo, colocá-lo entre as paredes e irei forçá-lo a confessar tudo o que disse e quando ele confessar, eu o farei engolir cada palavra, cada palavra não, por que ainda é pouco, eu irei fazê-lo engolir cada letra, e irei ordenar que peça desculpas a Anastásia, pois ela não merece passar por esse tipo de situação em nenhum momento de sua vida, muito menos agora.
Saí do carro e fui para o seu lado abrindo a porta e pegando em sua mão para guiá-la em direção da casa, ela foi de forma hesitante, porém foi.
Eu entendia o seu medo e sua hesitação, pois em sua mente, ela não queria fazer um pai e um filho brigarem, porém ele não pode humilhá-la e simplesmente sair ileso sem pagar por nada e sem nem pedir desculpas.
Eu estou fazendo isso por ela e quero que ela entenda isso de um vez por todas.
Ela apertou a minha mão com força quando eu abri a porta de casa e fui entrando já procurando o meu pai, se é assim mesmo que quero chamá-lo depois de tudo que ocorreu.
A sala de estar e a sala de jantar estavam vazias, porém encontrei Gail no meio do caminho, que nos deu um sorriso sincero e feliz ao nos ver juntos.
—Olá Christian e Anastásia. – Ela nos cumprimentou mais relaxada e despojada.
Ela sabia que eu odiava ser chamado de senhor Grey e ser tratado de forma superior na casa e com os empregados, então ela aceitava me chamar de Christian, que era o que eu realmente preferia.
—Olá Gail. – Eu respondi a ela enquanto Anastásia somente deu um sorriso sem graça e desconfortável a ela. –Onde está meu pai? – Eu perguntei sem rodeios e indo diretamente ao ponto, sentindo Anastásia se endurecer ao meu lado e ficar rígida em meu lado.
—Está no escritório dele trabalhando Christian. – Ela respondeu parecendo estranhar a minha pergunta, era raro eu perguntar sobre o meu pai, já que todos da casa sabiam que nós não tínhamos uma boa relação.
Meu pai trabalhando em casa mesmo não estando em horário de trabalho não era novidade, o trabalho nunca saia dele e sempre pareceu o mais importante.
—Obrigada Gail. – Eu agradeci lhe dando as costas e arrastando Anastásia comigo em direção ao escritório do meu pai.
—Nós temos mesmo que fazer isso? –Ela perguntou quase parando nas escada, o medo estava refletindo nitidamente em seus olhos azuis.
—Sim, nós temos. – Eu respondi convicto e a puxando pela mão.
Ela não podia desistir ou ir embora, nós dois tínhamos que enfrentar o meu pai.
Chegamos na porta do seu escritório e eu não bati para entrar e muito menos me anunciei, apenas entrei sem hesitar com Anastásia agarrada em minha mão.
Carrick no momento que nos viu, arregalou os olhos surpresos e estreitou as sobrancelhas parecendo estar confuso com a nossa entrada súbita.
—Christian? – Ele perguntou se levantando da poltrona e tirando os olhos dos papéis que anteriormente olhava.
—Surpreso papai? – Eu perguntei com ironia.
Carrick sorriu com presunção andando em nossa direção e parando em nossa frente.
—Um pouco, você deseja algo? – Ele perguntou parecendo indiferente.
—Desejo sim. – Eu respondi sorrindo irônico antes de fechar a minha mão esquerda em punho e lhe direcionar um soco bem dado em seu nariz.
Por ter sido pego desprevenido, Carrick acabou caindo no chão e eu vi sangue espirrar sobre o tapete de felpudo branco enquanto Anastásia deu um leve gritinho que ecoou sobre o ambiente.
—Por que fez isso seu moleque? – Ele perguntou aos gritos e com raiva, enquanto limpava com as costas das mãos o sangue em seu nariz.
O soco deveria ter sido realmente doído, pois seu rosto estava contorcido e ele tentava se levantar do chão com pouco sucesso, pois estava ainda atordoado por o que eu havia feito.
Até eu estava surpreso pelo o que eu havia feito.
Eu nunca havia batido em meu pai até então eram somente brigas verbais, mas nunca brigas físicas.
—Por que eu fiz isso? Deixa eu pensar o por que eu fiz isso. – Eu disse de forma irônico colocando a minha mão sobre o meu queixo, como se estivesse pensando. –Deve ser por que o meu pai, o meu próprio pai, teve a coragem de ofender a minha namorada no jantar de família por trás das minhas costas! – Eu gritei sentindo toda a raiva acumulada sobre mim ser descarregada.
Ele me olhou de olhos arregalados, parecendo surpreso por eu saber a verdade.
Ele finalmente se ergueu do chão dando alguns passos para trás longe de mim, eu sorri ao ver que ele estava com medo de ser pego desprevenido novamente por mim.
—Eu não sei o que você está falando Christian. – Ele respondeu com a voz entrecortada e o olhar voraz.
A frase era tão clichê como as dos filmes que eu estava acostumado a ver que meu deu nojo.
—Então vai negar que tudo o que disse á Anastásia é mentira? Você vai ter a cara de pau de negar na frente dela? – Eu questionei com o tom de voz alterado e incrédulo.
—Eu não sei o que essa vadia falou, mas sei que é mentira.— Ele respondeu quase como um rosnado.
Eu vi vermelho na minha frente e sem pensar duas vezes avancei em cima dele.
Continua.
Fale com o autor