Descobrindo o Amor.
74 A família é como uma árvore com galhos que crescem em diferentes direções, mas que têm a mesma raiz.
Notas iniciais
Por Christian.
Choros, abraços e muito “parabéns” foi tudo que eu conseguia assimilar e escutar em minha volta desde o momento que vi o meu nome no mural do colégio sobre ter passado na prova de bolsos de estudos.
Eu sentia que poderia gritar com toda a minha força da felicidade que estava sentindo.
Valeu a pena.
Todo o esforço que eu fiz, todas as noites estudando até mais tarde, todos os assuntos que eu mais odiava ter que apreender, eu me esforcei para isso, me esforcei a cada momento e eu havia conseguido, eu não decepcionei ninguém, eu havia conseguido por mérito próprio e eu só queria gritar de felicidade.
Senti braços fortes em minha volta me levantando, era Elliot.
—Ah parabéns Christian, eu sabia que você ia conseguir! Caralho, eu estou muito orgulhoso de você. –
—Obrigado Elliot, muito obrigado mesmo. – Correspondi ao seu abraço antes de Katherine que estava ao seu lado me cumprimentar.
Quando Katherine se afastou, Elliot agarrou sua mão e ambos sorriram um para o outro.
Eu gostei da cena da minha frente.
Era bom ver Elliot com a garota que ele gosta, e Katherine sempre pareceu ser encantada por ele.
Eles formam um belo casal
Senti braços finos em minha volta.
Abracei a cintura de Anastásia com força enquanto ela me segurava pelos ombros, olhei para seu rosto vendo lágrimas silenciosas escorrerem dele.
—Oh baby, não chore. –
—É que eu estou tão orgulhosa e feliz por você Christian, eu sabia que você iria conseguir, você se esforçou tanto, merece tanto. –
—Obrigado baby, e eu também devo muito a você por estar sempre ao meu lado, por ter me dado forças e ter me apoiado, sem você eu não teria conseguido. –
—Eu te amo. – Ela declarou me dando um selinho.
—Eu também te amo, muito, muito, muito. – Eu declarei de volta a abraçando com mais força e selando os nossos lábios sentindo suas lágrimas se misturarem com o nosso beijo bagunçado, mas feliz.
—Christian. – Escutei uma voz atrás de mim me chamando.
Anastásia e eu nos separamos e vimos à diretora Gordan nos olhando com um sorriso discreto no rosto.
—Posso falar com você senhor Grey? –
—Claro. –
Aproximei-me da diretora Gordan que estendeu a sua mão para mim.
—Meus parabéns senhor Grey, devo dizer que você surpreendeu todas as minhas expectativas e se mostrou muito competente e merecedor de tal conquista, eu estou verdadeiramente orgulhosa de seu esforço, eu sinceramente não acreditei que o senhor fosse capaz, mas você provou ao contrário, acredito que o antigo Christian está de volta. –
Sorri com a sua fala e senti minhas bochechas esquentarem pelos elogios.
—Ele está de volta sim e não irá decepcionar. –
A diretora Gordan sorriu novamente e pareceu envergonhada antes de perguntar:
—Posso te dar um abraço? –
Sorri assentindo e aceitando o seu abraço carinhoso.
Era bom ver que a diretora Gordan confiava em minha capacidade novamente, e desta vez eu não iria decepcioná-la como fiz no passado.
Eu iria continuar me esforçando, continuar lutando, por que afinal, o esforço e a vontade de melhorar jamais podem parar.
{...}
Minha mãe me abraçava com força enquanto chorava.
Estava emocionada ao saber da noticia.
Eu tinha vindo pessoalmente contar á ela.
Mia saltitava de felicidade e aproveitou para me apresentar para o seu novo namorado Ethan, um garoto bacana, simpático que eu havia me simpatizado.
Eu me sentia feliz de estar ali novamente. Sentia-me bem de estar causando felicidade e orgulho naqueles que me amam.
Meu pai estava em casa, entrou na sala no momento que me separei do abraço de minha mãe, ele pediu para falar a sós comigo no seu escritório e apesar do receio que eu sentia, eu fui com ele, para saber quais seriam as suas palavras enquanto o olhar apreensivo de minha mãe queimava em minhas costas.
Quando entrei no escritório Carrick me ofereceu algo para beber e eu neguei ainda sentindo os lampejos da ressaca recente que eu havia tido á 1 dia atrás.
—Eu estou muito feliz e orgulhoso de você Christian. – Foram as primeiras palavras de Carrick assim que se parou em minha frente.
—Obrigado. – Foi à única resposta que eu consegui dar.
Carrick suspirou alto parecendo nervoso com as suas mãos passeando por suas coxas por cima da calça como se elas estivessem suando.
—Eu sinto muito, mesmo, por tudo que fiz e falei para você e para Anastásia, a sua namorada. –
Eu não disse nada. Apenas esperei que ele continuasse com algo a mais. Eu sabia que ele tinha algo a mais para falar e eu queria ouvir mais.
—Anastásia é realmente uma garota muito boa, ela mudou você, fez você uma pessoa melhor, e agora eu sei que ela não está com você por seu dinheiro ou status, ela ficou ao seu lado em seu pior momento e poucas pessoas fazem isso. Ela é uma garota que vale muito á pena Christian, uma garota que eu teria muito orgulho e vontade de chamar de nora. –
—Ela é tudo para mim, eu a amo, e quero ficar com ela para o resto da minha vida. –
—Eu fico muito feliz em ouvir isso. – Carrick se aproximou mais de mim. –Eu sinto muito mesmo, se eu pudesse voltar atrás no que eu fiz e mudar, eu faria sem pensar duas vezes, você não é um fardo para mim Christian, você mostrou que é tudo menos um fardo, você me deixou orgulhoso, mostrou que é capaz de se superar e mostrou a todos o quão competente e capacitado é, você surpreendeu a mim, me perdoe por ter sido ruim com você e com Anastásia, eu farei de tudo para me redimir. –
—Eu acho que posso ser capaz de perdoar você, as pessoas erram, eu já errei muito, fiz muita merda em tão pouco tempo de vida, mas fiz e acabei encontrando alguém que conseguiu enxergar algo bom em mim que conseguiu me mostrar a vida de uma forma diferente do que eu via, as pessoas mudam pai, e eu perdoo você por que acredito que você está sendo verdadeiro e acredito que você pode mudar. –
—Eu posso conversar com Anastásia também? Eu quero me desculpar pelas coisas horríveis que eu disse á ela, ela é uma boa garota, jamais merece ouvir tal coisa. –
—Se ela quiser lhe perdoar sim. –
Carrick assentiu positivamente olhando para baixo em seguida.
—Você daria a honra de abraçar seu pai? – Ele abriu os braços em um convite e eu aceitei o abraçando e o perdoando.
O que meu pai fez foi errado.
Talvez Anastásia não o perdoe, isso ficará ao seu critério.
Eu já errei muito, não sou perfeito e cometi muitas merdas parecidas com a do meu pai, seria hipócrita eu querer me fazer de bonzinho quando na verdade não sou.
Já dei muitos problemas.
Não fui um bom filho.
Sou capaz de perdoar Carrick com o tempo e deixar o que aconteceu para trás.
Eu quero recomeçar e não há nada melhor do recomeçar sem peso na consciência e sem pendências na vida.
Abraçar meu pai era sentir que esse era um recomeço para mim.
Eu senti-o chorar em meu ombro enquanto me abraçava e sussurrava palavras de desculpas em meu ouvido.
Era a primeira vez que eu via o meu pai chorar.

Continua.
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