Notas iniciais
BEM VINDOS(AS), Partiremos do princípio.
essa história também estará disponível no wattpad leia onde preferir ;)
Eu não me recordo como eram meus pais, lembro talvez de uma mecha grisalha pertencente talvez a minha mãe ? quando fui para o centro de reabilitação disseram que agora eu estava um passo de ficar melhor. Eu não entendo, o que há de errado comigo ? Por que não posso brincar com as outras crianças na rua ? e ainda ser sedado toda vez que pergunto sobre meus pais... Mas aqui no centro de reabilitação é diferente. tenho Elizabeth,ela é uma menina de cabelos escuros como carvão, olhos castanhos como madeira e... eu acho que a boca me lembra um coração. Ela me odeia, quando cheguei com minhas coisas o Diretor do Centro o Senhor Gabriel ele mandou que Sabryna, a minha enfermeira predileta, leva-se minhas coisas para meu quarto. ela tinha um sorriso lindo e olhos verdes enormes que ficam bem estranhos no escuro, ela cuidava de mim. não deixava que O diretor me machucasse, toda noite ele fazia um discurso daqueles que eu sempre dormia e era punido por isso, sobre o quanto nós deveríamos valorizar o esforço dele pra criar o Centro. Bem, eu não ligo. Eu estava tendo mais um daqueles meus pesadelos que me fazem pular da cama aos berros, mas dessa vez eu nem isso consegui, estava imaginando os lugares que eu já estive meu pijama sendo rasgado enquanto eu era arrastado pelo hospital, sentia as lagrimas quentes descerem em meu rosto e minhas unhas puxando em vão, o chão. Acordei suado e com um berro, quando o Sr. Gabriel estava me olhando com profundo desprezo nos olhos, olhei ao redor desesperado.
— Onde está Sabryna ? — perguntei quase sem ar, ele respondeu tão friamente que me senti arrepiar mesmo coberto de suor
— Ela já voltou pra casa, só virá amanhã, mas aqui não toleramos pessoas barulhentas, venha rapaz, vamos fazer um passeio".
eu desci da cama e ia acompanha-lo quando ele pegou forte em meu braço,pensei que ia tira ele de mim, fomos pra uma sala onde havia uma mulher sem roupas estirada na mesa. O diretor me colocou no colo onde toquei a face da mulher, estava incrivelmente fria, eu balancei tentando acorda-lá mas ela não se mexia. eu entrei em desespero tentando faze-la acordar, balançando, balançando... quando um olho se abriu e eu vi os olhos da quem eu gostava tanto, era Sabryna, a minha salvadora.
No dia seguinte eu quase não comi nada quando Elizabeth sentou ao meu lado e me entregou seu almoço exigindo que eu colocasse alguma coisa no estomago, as imagens da noite passada ainda estavam impregnadas na minha mente, eu senti as lágrimas descerem meu rosto, quando o Diretor surgiu me puxando pelo braço, dessa vez esperneei, tentei morde-lo, gritei, me joguei no chão, tudo em vão. ele me amarrou na cadeira e disse novamente que não tolerava escândalos e enfiou uma agulha extensa em meu braço, eu senti meu corpo ficar mole e mais mole, até tudo se apagar, assim como meu mundo tinha sido na noite anterior.
Acordei com um senhor do meu lado um senhor pouco idoso, o nome dele é Dimas, ele jogava xadrez comigo todos os dias, mas dessa vez estava segurando um buquê de tulipas brancas, eu pisquei com a claridade do quarto e me sentei com dores no corpo inteiro.
— Dormiu bem ?
— O que aconteceu ?
— O de sempre... quando, você sabe, não nos comportamos. — eu abaixei a cabeça e vi um cartão de Elizabeth em forma de coração que dizia " 1. Você é um otário, deixar se pego assim. 2. espero que você melhore logo, é chato brincar sozinha. ASS. Elizabeth"
— eu perdi quantos dias de aula ? — Senhor Dimas também era meu professor. estávamos juntos em experiências anteriores, ele sempre me dizia que a família o havia abandonado no hospício após a morte de sua esposa, Lais. ele contava história sobre eles e eu adorava, mas as histórias se tornavam cada vez menos frequentes, pois aqui ele tinha o direito de sair e ficava dia inteiro no parque jogando xadrez, dando comida aos pombos com outros senhores. já eu ? eu não tinha direito de sair do Centro e muito menos brincar ou estudar com outras crianças.
Foram dias como todos os outros, eu aprendi mais coisas, brinquei com Elizabeth, ela sempre ganhava não importa quantas vezes eu tivesse ganhado de verdade, mas meus pesadelos continuavam dessa vez eu estava na praça onde senhor Dimas passa todos os dias depois de nossas aulas, eu estava com minha roupa preferida, a calça verde com regata branca com suspensório vermelho e correndo pela rua, brincando quando de repente eu estava no cemitério e esbarrei em uma lapide e vi escrito o nome de Sabryna e ela começou a me puxar pra debaixo da terra e eu acordei colocando minha mão na boca pra tampar o grito, mas o Diretor já estava me olhando, estávamos na reunião ainda. Oh Deus, eu levantei em desespero e sai correndo pelos cômodos, Elizabeth veio atrás de mim, mas ela me perdeu de vista, me escondi debaixo de uma cama, quando Elizabeth me encontrou e deu o grito dizendo " ele aqui" eu quis socar aquele rosto até ficar estranho mas quando sai da cama logo me ergueram e me sedaram e novamente estava eu indo para o abismo.
Dessa vez foi diferente, eu andei pra fora da cidade vi as montanhas mas quando vi o carro do diretor estava quase me alcançando, eu fechei meus olhos com força e rezei pra continuar nesse ato eu ouvi um barulho e vi uma criança muito parecida comigo, mas eu sabia que não era eu, no chão. O carro do diretor parou e eu continuei a correr até chegar nas montanhas quando cheguei a uma descida, um menino pouco mais velho que eu olhou pra mim e sorriu, havia uma menina negra do lado dele também, quando eu vi vários funcionários do Centro vindo em nossa direção, avistei uma casa ao longe descendo a montanha e depois a alguns metros, a montanha estava coberta de lama e eu desci mesmo assim, as outras duas crianças desceram comigo, eu fechei os olhos e pedi aos céus que aquilo não fosse um sonho.
Notas finais
lembrando criticas construtivas são sempre bem vindas. espero que tenham gostado, comentem! espero vocês no próximo capitulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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