Descobertas
46 O despertar.
Notas iniciais
*P.V.O Carlos Daniel*
O que Paulina quis dizer com aquilo? Não posso ir embora... não sou capaz disso. Me sento na recepção do hospital e fico lá pensando no que Paulina acabara de dizer, tentando achar um significado para aquilo... O que eu fiz? Ou... O que eu não fiz!
Fecho meus olhos em um cochilo e logo me vem a mente o dia em que ela perdeu um bebê... Foi isso... Ela me culpa por fazer ela perder o...
— Puta merda! – Murmuro em voz alta ao me tocar do que ocorreu e volto para o quarto onde ela está rapidamente
— Paulina aquele filho que você perdeu era meu! – Disparo em prantos e me aproximo dela. – Eu fui o culpado...
— O que você quer com isso? Eu não mandei você embora? Se fosse ou não seu, não tem mais importância... Já foi, acabou!
— Paulina você mentiu para mim!
— Grande coisa, você me acusou e eu apenas confirmei o que você tanto queria acreditar... E não sei o que você tanto quer aqui... Lanna sem duvidas não é sua filha!
As palavras delas doem na alma, mas não posso critica-la pois eu fui o culpado de tudo.
— Não estou aqui por isso... — Me aproximo dela. — Estou aqui por você, estou aqui porque eu te amo e nunca deixei de te amar, e não vou deixar de te amar nunca... — Talvez eu esteja louco mas preciso disso. Me aproximo dela e sinto a respiração dela já toda irregular. — Eu sinto que você quer o mesmo. Paulina me deixa te mostrar que não sou o mesmo? — Antes que ela pudesse responder busco os lábios dela para um beijo, ela me empurra mas logo desiste e retribui o beijo da mesma forma e relaxa em meus braços. — Desculpe... — Murmuro com os lábios colados ao dela. — Eu precisava disso... Eu sabia que você também queria. — Murmuro e aprofundo o beijo e ela segura na minha nuca me puxando mais para ela e a abraço tomando sempre cuidado com a bebe. — Eu te amo... Eu sei que não mereço mas te peço que me dê mais uma chance... só mais uma? — Olho nos olhos dela e seco suas lagrimas. — Nos dê mais uma chance Paulina?
— Sai daqui Carlos Daniel, me deixe sozinha! — Ela murmura chorando.
— Tudo bem, te deixo mas não vou embora, estou no lado de fora. — Murmuro e agarro na cintura dela rapidamente e roubo um beijo, ela tenta fugir mas logo se entrega ao beijo o que me faz sorrir, o beijo se torna mais intenso a casa segundo que passa e então a abraço forte mas logo sou empurrado e a mão dela estala forte no meu rosto. — Ai! — Resmungo mesmo sorrindo.
— Nunca mais se atreva! — Ela grita enquanto passo a mão no meu rosto e fico sorrindo bobo. Ela correspondeu ao beijo!
— Estou do lado de fora da sala. — Sorri para ela e logo saio do quarto deixando-a. Me sento no banco do lado de fora da sala. — Eu sabia...
*P.V.O Paulina*
O que ele pensa que está fazendo? Porque estou assim? Será que algum dia ele vai deixar de ter tanto controle sobre mim? Isso não é justo, não é justo comigo não é justo com Miguel... Porra o que eu devo fazer? Eu não quero, mas... eu quero também.
Me levanto com dor mas logo a mesma diminui e com a bebe no colo caminho no quarto tentando me acalmar e não pensar no que acabara de ocorrer. ELE ME BEIJOU E EU DEIXEI? O que foi isso? Por que eu permiti? Preciso de ir embora desse lugar. Coloco a bebe no bercinho e começo a arrumar as coisinha. Pego a bebe e a bolsa e saio do quarto e logo dou de cara com Carlos Daniel.
— Puta merda, me deixa em paz! — Reviro os olhos. Ele não fala nada, apenas se aproxima e pega a bolsa e a bebe do meu colo. — O que esta fazendo? — Encaro sem entender.
— Sei que você quer ir embora, e já consegui sua alta. Vamos? — Ele estende o braço para que eu segure.
— Não obrigada, eu sei andar sozinha! — Resmungo e saio andando na frente. — Como ele pode ser tão insuportável? Como pude viver com ele tanto tempo? — Resmungo baixinho para mim mesmo. — Onde está meu carro? — Paro olhando para os carros parados na redondezas do hospital.
— Vamos no meu, dei o dia de folga para o seu motorista. — Ele me encara serio o que realmente me irrita. Como ele foi capaz de dar folga para o MEU funcionário? PQP, ele sabe como me irritar.
— Me dê minha filha! — Murmuro irritada e pego a Lanna do colo dele.
*P.V.O Carlos Daniel*
Respiro fundo e seguro no braço dela com cuidado e guio ela até o carro. Pego novamente a bebe do colo dela e a coloco no bebe conforto. Prendo o cinto dela e entro no carro e dirijo até a mansão Bracho calado.
— Já arrumaram teu quarto, as crianças estão fazendo o dever de casa, e a Lalinha vai te ajudar, eu vou para o hospital ficar c a vovó... — Murmuro tentando me conter ao máximo. — Se precisar de algo me liga. — Murmuro e pego a bolsa e a bebe do carro. Ajudo Paulina a sair e caminhamos para dentro da mansão.
—Como a vovó está? — Escuto a voz da Paulina agora suave e preocupada. Engulo em seco, e resolvo mentir.
— Está um pouco melhor, vou passar o restante do dia com ela hoje. — Resolvo então sair antes dela fazer mais perguntas mas logo ela segura no meu braço.
— Eu sei quando você mente! — Ela me encara ainda com a voz suave. — Como a vovó está? — Respiro fundo, e olho nos olhos dela.
— Rodrigo me ligou a pouco, o quadro dela se agravou... — Meus olhos já marejados se desviam do dela e logo sou surpreendido com um abraço dela. — Me leve com você... Quero ver a vovó...
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