Descobertas
27 Eu aceito.
Notas iniciais
A NOITE CHEGOU RÁPIDO...
Paulina estava decidida a falar com Miguel depois do jantar, ela ia resolver tudo de uma vez, ela sabia que aquela alternativa era a certa, depois de discutir com Carlos Daniel daquela forma isso realmente era a melhor opção.
Miguel chegou na casa de Paulina.
– Meu amor. — Disse ele a abraçando.
– Oi Miguel. — Respondeu Paulina.
Paulina havia pedido a cozinheira que fizesse um Frango assado com batata, um prato com salada verde, arroz, e para acompanhar suco de morango. Miguel olhou para os lado e não havia ninguém a não ser ele e Paulina, ele a olhou e a puxou pela cintura colando seus corpos, ele direcionou sua mão até a nuca de Paulina. Paulina queria sair dos braços dele mais ela não poderia rejeita-lo sempre então ela se rendeu a ele por aquele momento. Miguel aproximou seus lábios do dela e com ferocidade adentrou sua língua na boa dela e Paulina sem outra opção o correspondeu, um beijo intenso, suas línguas dançavam um ritmo desconhecido, o beijo fez com que Paulina perdesse o folego.
– Paulina eu te amo tanto. — Disse ele com os lábios ainda roçando os dela.
– Eu... também... — Paulina disse cessando o beijo. — Eu acho melhor a gente ir comer, a comida já esta servida e as crianças já estão pra descer. -Disse Paulina afastando seu corpo do dele.
– Vamos meu amor. — Disse ele a puxando pela cintura e caminhando com ela até a mesa.
Miguel puxa a cadeira para Paulina sentar, as crianças desceram e se sentaram também, Miguel era querido por Fernando mais Paulinha ainda não se dava muito bem com ele. Paulina serve as crianças e em seguida serve a Miguel que a observa atentamente a cada movimento que a bela mulher a seu lado fazia.
– Você esta tão linda. — Disse ele enquanto ela se sentava.
– Muito obrigada. — Disse Paulina corando.
Paulina pega o garfo e com toda delicadeza começa a se alimentar, Miguel a observa por alguns instantes o que a deixa um pouco inquieta.
– Tudo bem Miguel? — Pergunta ela encabulada.
– Tudo sim, apenas estou tendo a certeza de que você é linda de qualquer forma.
– Miguel, por favor não fale dessa forma, assim você me deixa sem jeito. — Disse Paulina corando.
– Tudo bem, deixe-me provar dessa comida que parece estar uma delicia. — Disse ele pegando o garfo. — Hmmm que delicia, esta tudo muito bom. — Disse ele colocando uma mão na coxa de Paulina.
– Obrigada, a Renata é uma ótima cozinheira.
– Depois a agradeça por mim. — Disse ele deslizando sua mão na coxa de Paulina.
Paulina ao sentir a mão de Miguel se aproximar de sua virilha ela direciona sua mão e a coloca sobre a dele, ela levanta a mão dele e deposita um breve beijo e em seguida a coloca sobre a mesa novamente.
O jantar seguiu perfeitamente, Miguel conversava bastante com Fernando eles riam muito como sempre, Fernando realmente se dava bem com Miguel, e Paulinha não o olhava por nada. Eles terminaram de jantar e eles se direcionaram para a sala.
– Paulina, nós poderíamos ir ao cinema amanha né? — Disse Miguel se sentando no sofá.
– Seria... seria ótimo.
As crianças corriam pela sala brincando de "Pega-Pega" Paulina queria falar com Miguel mais não sabia a hora de falar, mais ela estava decidida a falar com ele, Paulina olhou para Miguel.
– Miguel... — Disse ela mas é interrompida por um forte barulho prosseguido por um grito de Fernando.
– Mamãe a Paulinha caiu e não quer falar comigo. — Disse ele muio rápido.
Paulina entrou em desespero e em segundos já estava la perto da escada Paulinha havia caído e batido a cabeça no primeiro degrau.
– Paulina deixe-me vê-la. — Disse Miguel entrando na frente de Paulina e pegando Paulinha no colo. — Amor pegue álcool e algodão por favor, Fernando pede para a cozinheira um pouco gelo enrolado em um pano. — Disse Miguel a colocando sobre o sofá. Paulina apenas acenou com a cabeça em concordância e foi buscar o que ele lhe havia pedido. Paulina e Fernando apareceram com o que Miguel queria.
– Miguel ela vai ficar bem né? — Disse Paulina com muita angustia estampada em seu rosto.
– Acredito que sim amor, agora se acalme e sente-se. — Disse ele molhando o algodão no álcool.
–Por favor Miguel, por que ela não acorda.
– Acalme-se amor! — Disse Miguel sem a olhar.
Miguel passa o algodão molhado de álcool perto do nariz de Paulinha para que ela pudesse inalar um pouco. Paulinha da um leve tossida e acorda lentamente, Miguel coloca a cabeça de Paulinha sobre as pernas dele.
– Amor você poderia pegar um copo de água? — Disse ele. Paulinha havia batido a cabeça um pouco acima da orelha, Miguel colocou o pano com gelo no local que bateu.
– Mamãe. — Disse Paulinha quando viu a Paulina chegando com a agua.
– Oi meu anjo. — Disse Paulina mais calma ao ver a filha desperta.
– Paulinha quer água? — Perguntou Miguel colocando ela sentada no colo dele.
– Sim. — Respondeu Paulinha e Miguel pega o copo com a Paulina e dá água para Paulinha. — Ta doendo muito? — Perguntou Miguel mexendo um pouco o gelo.
– Aiiiiii, sim dói muito. — Diz Paulinha começando a chorar.
– Acalme-se amor. — Disse Paulina ficando de joelhos frente a ela.
– Mamãe minha cabeça ta doendo muito.
– Meu amor, a dor vai passar o Miguel vai dar remedinho, e tudo vai ficar melhor. — Disse Paulina dando um beijo na testa de Paulinha que logo levanta a cabeça para olhar Miguel que segurava o gelo em sua cabeça. Paulinha pela primeira vez sorri ternamente para o "namorado da mamãe" ele a corresponde com outro sorriso.
– Paulinha a dor vai passar rapidinho, sabe o que ajudaria a passar essa dor? — Disse Miguel.
– O que? — Perguntou Paulinha com a vós baixa.
– Um pedaço bem grande de bolo que eu sei que tem na geladeira. — Disse Miguel animado.
– Eba! Bolo. — Gritou Paulinha.
– Paulinha vai pedir pra tia Renata cortar bolo pra você e para o Fernando, vai rapidinho pra dor passar logo.
Paulinha com um pulo saiu do colo de Miguel e junto com Fernando corre para cozinha.
– Miguel ela esta bem?
–Sim, ela desmaiou não foi por causa da batida, e sim por causa do susto.
–Muito obrigada, não sei o que seria de mim neste momento se você não estivesse aqui.
–Paulina não se preocupe, isso é apenas o meu trabalho.
Paulina ao ver o que havia ocorrido teve ainda mais certeza do que estava disposta a fazer.
– Miguel, temos que conversar.
– Tudo bem amor, o que quer falar. — Disse Miguel pegando na mão de Paulina e acenando para ela sentar ao lado dele. — Me fale, o que quer tanto falar? — Disse ele a olhando no fundo dos olhos, em seu olhar dá para perceber o medo de ser uma separação ou algo parecido.
– Eu.. eu aceito. — Disse Paulina abaixando a cabeça.
– O que? — Disse ele com o olhar surpreso e paralisado.
– Eu aceito... se o seu pedido de casamento estiver de pé ainda eu aceito ser tua esposa. — Disse Paulina o olhando nos olhos.
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