Notas iniciais
Curiosidade: Vocês sabiam que a vilã favorita de Dove Cameron é a Rainha de Copas? Isso mesmo, e o do namorado dela, Ryan McCartan é o Gaston! Infelizmente, não ouve vencedor na última etapa do jogo, então aqui está a resposta: Já repararam que, em todos os Looks da Queenie (que eu espero que vocês vejam) ela sempre carrega um cola de maçã? Pois é pessoal, esse colar na verdade é um fraquinho que abre, e dentro contem um pouco de veneno de maçã... Interessante não? Queenie pode não ter um cetro ou uma espada, mas também é uma vilã e também é perigosa!

Não importa onde formos parar, você é meu lar agora. Eu posso deixar tudo para trás se tiver você...

—Carmim d'Copas

...

..

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—Olha só – falou Hannah, estendendo o mapa que havia achado na biblioteca (com a ajuda de Will, mas os amigos não precisavam saber disso) no chão do quarto de Carmim, onde todos estavam sentados – Aqui, é a escola. E aqui, é a Montanha Proibida, onde fica a Fortaleza.

—Longe... – Murmurou Gart – Vamos precisar de transporte.

—Vamos mesmo – Carmim falou, pensativa – Carros não chegariam até essa parte, é preciso passar pela floresta... Cavalos talvez? Mas quem que nós conhecemos tem...

Os três se encararam e falaram ao mesmo tempo – Os Whites!

—Seria preciso vender nossas almas para convencer aqueles dois pestinhas a nos emprestarem três cavalos... – Murmurou Carmim – A não ser que queiram que eu os chantageie...

—Não, obrigada – Hannah sorriu, e pensou um pouco, em seguida, para a surpresa dos outros dois, deu um grito – QUEEEEENIIIIEEEEE!

—Ai – Carmim parecia tonta – Não podia avisar antes de fazer isso? Minha cabeça estava doendo antes, agora então...

—Desculpe – ela deu os ombros, enquanto Queenie entrava pela porta correndo.

—O que foi? – perguntou ela, ofegante, com a bolsa balançando ao seu lado.

—Escuta, você vai ver o Bruno hoje? – perguntou Hannah, inocentemente.

—Estamos na mesma turma – ela falou como se fosse óbvio, mas Hannah seguiu lhe encarando – Temos aula de teatro encantado juntos no último horário, por quê?

—Preciso que você possa uma coisa para ele por nós – Hannah falou – Não vou dizer o porquê. E você não está convidada. Mas é importante.

—O que é? – ela perguntou um pouco na defensiva.

—Cavalos – falou ela – Precisamos de três cavalos emprestados.

—Por que... – Queenie começou a perguntar, mas balançou a cabeça – Esquece. Tudo bem, eu pergunto. Mas provavelmente vocês vão ter que vender suas almas para ele e Bia para emprestarem três cavalos para vocês.

—Eu não disse? – perguntou Carmim, com um ar satisfeito.

—Certo... Posso fazer só uma pergunta? – perguntou Queenie para Hannah.

—Eu não prometo responder – ela deu os ombros.

—Por que o Gart está desmaiado? – perguntou ela, curiosa.

—Ele não está... – Carmim começou a dizer, e então olhou para o lado – Ah Minha Maldita Maldição, Gart. Hannah olha só o que você fez?

—Eu? Por que isso é minha culpa? – perguntou ela.

—Foi você quem gritou feito uma condenada – falou Carmim, dando tapas na cara do outro – Gart, acorda.

—Eu to no inferno? – perguntou ele, encarando Carmim sugestivamente.

—Se não parar de graça vai estar em breve – ela grunhiu, e os dois se sentaram direito – Bem, pelo menos deu certo. Amos ver se Queenie consegue...

—É claro que ela vai conseguir – Hannah sorriu – Vocês não viram o jeito que aquele Bruno White olha para ela? Se ela pedisse uma estrela, ele daria.

Carmim se corroeu por dentro. Maravilha, mais um relacionamento perfeito que ela iria estragar.

—Agora, precisamos saber quando fazer isso – falou Gart – Não temos nenhuma desculpa pra ir a Montanha Proibida, até onde eu sei...

—Vamos fazer na véspera do dia da família, quando a cidade inteira vai estar ocupada. Saímos assim que o sol se por – falou Carmim – Vamos deixar bilhetes para Queenie, Hugo e Chris nos encontrarem no terraço ao amanhecer. E então estaremos longe de Auradon ao meio dia!

—Para Sempre. – Hannah falou em um tom definitivo, se levantando.

—Para Sempre. – Gart concordou determinado, se levantado também.

—Para Sempre. – Carmim repetiu, vendo os dois saírem. Será que eles sabiam o quanto o para sempre podia durar? Seria possível que conseguissem viver com suas escolhas para sempre? Por que quanto mais perto estava do fim mais parecia que ela estava cometendo um erro.

O sinal que encerrava o intervalo do almoço e dava início às aulas da tarde tocou, mas, em vez de seguir para a sala, ela se jogou na cama e encarou o teto, hoje me um padrão de corações pretos e vermelhos.

—Copas... – Ela cantarolou, fechando os olhos.

...

—Oi! – Queenie sorriu, sentando ao lado de Bruno na sala e teatro, onde o Príncipe Chad Charming esperava, pacientemente, todos chegarem para ele começar a palestra para os alunos.

—Oi – ele sorriu para ela um sorriso do tamanho do mundo – Achei que Bia ia te convencer a faltar à aula com ela...

—Ela não vem? – perguntou Queenie – Ah... Provavelmente ela não conseguiu me encontrar, passei o almoço inteiro correndo.

—Por quê? – perguntou ele, parecendo sinceramente interessado.

—Hugo queria um livro, Charlotte precisava de ajuda, Becky perdeu um brinco, Hannah estava tendo um ataque... – ela deu os ombros – Nada extraordinário.

—Eu acho incrível isso, sabe? – ele brincou, puxando uma mecha do cabelo dela – Você está sempre fazendo tudo por todo mundo. Não parece uma garota da Ilha. Quer dizer, Hannah e Carmim tem todo aquele jeito assustador... E os outros alunos dizem que Mal e Evie também eram assim quando chegaram... Mas você é totalmente boa.

Ela riu – Não é verdade.

—É sim – ele mexeu o nariz.

Mas não era. Ela sabia disso. O que Bruno pensaria se soubesse do peso que ela carregava pendurado no pescoço? O que ele pensaria se soubesse para que aquilo estava destinado?

Com certeza ela não seria mais uma pessoa tão boa assim aos olhos dele... Ela balançou a cabeça, não era hora para pensar nisso, só a faria se sentir pior por engana-lo e mais fraca por ainda não ter feito o que devia.

—Então... Lembra que eu fale que Hannah estava tendo um ataque? – ela perguntou – Na verdade ela meio que me pediu para pedir uma coisa a você...

—O que é? – perguntou ele, surpreso – Por favor, diga que não é usar nossa casa como um salão de festas... Acredite, recebemos muitos pedidos.

—Não, não é isso – ela riu – Sério?

—Você nem faz ideia – ele revirou os olhos – E então, o que Hannah quer?

—Vocês dois, podem parar de namorar ai? Obrigada – falou Chad Charming de cima do palco – Obrigada. Agora, teatro. Bem, a nossa querida diretora me chamou aqui hoje por que fui o melhor aluno que o teatro dessa escola já teve, de fato que quem seria melhor? Mas antes de começar, preciso de uma voluntária.

Varias meninas gritaram, levantando as mãos e pulando de suas cadeiras. Queenie se encolheu na sua cadeira na segunda filha, atrás de uma das altas jogadoras de basquete loira e musculosa que pulava na frente dela. Ao seu lado, Bruno ria.

—O que foi? – perguntou ela, só mexendo a boca.

—Nada – ele deu os ombros, enquanto uma menina a sua esquerda era chamada para ir ao palco e ela se arrumava na cadeira – Só que... A maioria das garotas morreria para estar em um palco com Chad Charming.

—Só que não sou como elas – ela falou, sem se virar para ele. No palco, Chad parecia ter se esquecido da menina e entrado em u monólogo com um espelho de mão.

—Sou ou não sou? Eis a questão! – ele falou.

—VOCÊ É! – gritou alguém atrás de Queenie, e ela riu.

—Então, o que Hannah quer? – perguntou Bruno no seu ouvido. Ela deu um pulo ao ver o quanto ele estava perto. – Desculpe.

—Ela...

—Donzela, não se preocupe, eu vim salva-la-lhe! – Chad gritou do palco.

—Isso existe? – perguntou Queenie.

—Não – Bruno falou, e os dois riram.

—Hannah, e a propósito Carmim e Gart também – Falou Queenie, parando quando todos começaram a gargalhar em volta deles de algo que haviam perdido, ela se aproximou mais, para que ele pudesse ouvir – Eles querem cavalos emprestados.

—Carros? – perguntou ele, espantado.

—Cavalos – ela gesticulou com a boca, enquanto o resto da turma ainda gargalhava. Que doença era aquela?

—Ah, certo – ele falou, aliviado – Tudo bem, é claro... Mas tem um preço. Pagamento adiantado, não confio nos seus amigos.

—Não tem o que confiar mesmo. São crianças más, aqueles três – ela riu, lembrando-se da música – O que você quer?

—Isso depende quando eles precisam dos cavalos – ele falou.

—Isso eu não sei... Esqueci de perguntar – ela falou, estava sussurrando agora, por que Chad havia voltado a sua “aula”.

—Tudo bem, podemos falar na janta – ele falou, lançando um olhar aborrecido ao palco – Se importa em me emprestar seu colo?

—Como assim? – perguntou ela confusa.

—Assim – ele levantou a alça que separava as duas cadeiras e deitou a cabeça no colo dela.

...

Assim que as aulas acabaram, Chris invadiu o quarto de Carmim como um furacão.

—Ei, paro ai – gritou ela, arregalando os olhos – O que é isso agora, ninguém mais bate na porta?

—Você está bem? Está doente? – perguntou ele, colocando a mão na testa dela.

—Sai – ela afastou a mão dele – O que deu em você?

—Alison disse que te viu desmaiando – falo ele, desesperado, mas ela começou a gargalhar – O que?

—E você acreditou? – perguntou ela, entre gargalhadas, caindo para trás na cama e seguindo rindo.

—Hã... Sim – ele falou, e ela o chutou – Ei!

—Desculpe – ela estendeu a mão, e ele a puxou para que se sentasse de novo – Chris bobinho.

—Eu não sou bobo – ele franziu a testa, enquanto ela batia com a ponta da unha no nariz dele.

—É sim – ela falou.

—E então, por que não foi à aula? – perguntou ele.

—Ah, ele está irritadinho – ela brincou, rindo e bagunçando o cabelo dele.

—E você está de bom humor... – ele falou, estranhando.

—Eu? Não... Por que está dizendo isso? – perguntou ela.

—O que é isso? – ele pegou o caderno que ela estava nas mãos – Você escreve?

—Pois é, eles ensinam isso na Ilha – ela falou, fazendo uma careta – Surpreso?

—Um pouco – ele brincou – Principalmente por que isso está em latim.

—É francês – ela corrigiu, tirando o caderno das mãos dele – Minha mãe era francesa. Na verdade, sabia que a mãe dela era cunhada da mãe da rainha Bela?

—Hã... O que? – perguntou ele.

—Deixa pra lá – ela riu. – Não importa.

—Você bebeu? Ou, sei lá, comeu algo estranho?- perguntou ele, desconfiado – É sério Carmim, você está estranha.

—Não estou não – ela encarou ele rabugenta – Bem, talvez um pouco... É que...

—O que?

—Foi fofo ver você se preocupando comigo – falou ela, dando os ombros.

—Você é fofa – falou ele, tocando o rosto dela.

—Foram cinco minutos bem estranhos – ela fez uma careta, e pegou o caderno das mãos dele – Não quero que leia isso.

—Agora você está de volta – ele falou – Não se preocupa, não entendo nada em francês...

—Eu devia imaginar, já que confundiu com latim... Mas mesmo assim, é tudo estranho – ela estremeceu, e jogou o caderno sobre a cama, a ponta de um papel apareceu na borda.

—O que é isso? – ele puxou o papel, que se revelou uma foto em preto e branco. Nela, Carmim e um garoto desconhecido estavam sentados em um cemitério, às costas do garoto estavam apoiadas em uma lápide e Carmim estava sentada entre as pernas dele – É por isso que não queria que eu visse?

—O que? É claro que não – ela grunhiu, pegando a foto – Nem sabia que isso estava aqui dentro, passei meus dois primeiros meses aqui pensando que tinha esquecido.

—Esse é seu outro namorado? – perguntou ele – o filho do Valete de Copas?

—É, é ele sim, Victor Valette – ele deu os ombros – Tirei essa foto do anuário, seria uma pena se eu a perdesse, eu estou realmente bonita nela.

E estava. Era um típico dia cinzento na Ilha. Carmim usava meia calça, botas de cano alto e um vestido de inverno de veludo vermelho. Seus cabelos estavam mais rebeldes do que agora, mais lisos e mal cuidados, e ela tinha uma presilha enferrujada de coroa na cabeça.

—Vocês ficavam bem juntos – falou ele, sua voz parecia tão estranha.

—Não seja assim – ela choramingou, ficando de joelhos na cama e se aproximando dele, abraçando seu pescoço – Eu já disse, Victor foi alguém que simplesmente foi bom comigo quando eu estava perdida. É de você que eu gosto. Só de você.

Ela o beijou. E de novo e de novo.

—Então, eu queria saber... – ele começou – Se você não quer sair sábado de noite, o cinema de Auradon está colocando um monte de filmes novos em cartaz...

—Seria ótimo, mas... – ela fez uma careta – Desculpa Chris, eu já combinei com Hannah e Gart que ia sair com eles sexta. Noite da turma, ou algo assim. Sim namorados e namorada. Hugo e Queenie já furaram, eu não posso furar também.

—Ah, tudo bem – ele sorriu – Desde que você não fuga no meio da noite e me deixe aqui esperando.

Carmim caiu sentada na cama, ele não entendeu, estava apenas brincando, mas ela parecia ter ficado realmente confusa e ofendida com as palavras dele.

—Como se eu conseguisse pensar em te deixar para trás agora... – ela murmurou rancorosamente, e depois olhou para ele – Estou prestes a deixar tudo que conheço para trás, Christian. Nós dois estamos. Mas, eu quero que saiba que, não importa onde formos parar, você é meu lar agora. Eu posso deixar tudo para trás se tiver você...

Ele tocou o rosto dela, como se precisasse toca-la para ter certeza de que ela era real, e não um sonho maluco como tantos.

—Nunca disse isso para meus pais. Nem para meus amigos. Nem mesmo para Victor – ela ergueu a mão, tocando o peito dele, sobre o coração – E espero que você acredite nisso acima de tudo, por que há pouco tempo eu acreditava ser incapaz de amar qualquer pessoa além de mim mesma. E duvidada até disso às vezes. Mas hoje, eu sei, Christian... Eu te amo.

Ele sentiu seu rosto se expandir em um sorriso que poderá rasgar sua pele, e a beijou, sentindo que palavras não seriam o suficiente para expressar tudo que sentina por ela naquele momento.

—Eu também te amo, minha princesa dos corações – ele falou, sorrindo – Meu lar...

Carmim caiu para trás na cama, o levando com ela. Naquele momento, eles só tinham certeza que sempre, apesar de tudo, ficariam juntos. E então tudo, independente do que acontecesse, ficaria bem.

Por que eles seriam um lar um para o outro.

Notas finais
Lindos: Sim ou claro? Estamos nos aproximando do fim galera, palpites? Muitos, eu espero! Então, vamos lá ao nosso jogo: Um personagem em breve vai receber a visita de UMA PRIMA que mora na ILHA DOS PERDIDOS. Quem é esse personagem, e de quem a nova garota é Descendente? Mesmas regras gente! E é isso, até o próximo, não esqueçam de comentar! Long Live Evil, e até mais. Bjs, Meewy!