Descendants 2

65 Extra - Under The Water


Notas iniciais
Quando comecei a escrever essa cena extra, a intenção era escrever o "final feliz' de Hannah e Will. Infelizmente isso não deu certo, por que, diferente de todos os outros personagens, eles não precisavam de um outro desfecho para mostrar como suas vidas continuaram... Então, peguei outro ponto importante. O Final feliz de Hannah e de Hook, e como isso é conflitante. O reencontro e a partida. Espero que consigam entender minha lógica confusa...

Eu acho que essa é a hora que você me beija. E o narrador fala “e eles viveram feliz para sempre”

—Hannah Hook

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—Mais alguma coisa? – perguntou Hannah, sorrindo calorosamente para a senhora.

—Não, por hoje é só isso querida – a Rainha Leah falou, saindo da loja. Hannah suspirou, se sentando sobre o balcão.

—Ela está aqui desde a hora que eu sai? – perguntou Hook, entrando na loja e apontando para a porta onde a Rainha tinha saído a pouco. Hannah assentiu.

—É, foi uma manhã agitada... Temos que mandar aquelas duas caixas pro Palácio de Lua de Mel antes da seis – falou ela, apontando para duas caixas grandes no canto – E os anões ligaram, precisam de botas novas... De novo. E Cinderella pediu um par de sapatos novos para o baile de aniversário de casamento de Bella e Adam.

—Mas é amanhã! – Arfou Hook – E os sapatinhos de cristal?

—Ninguém nunca disse que eles eram confortáveis. Pelo que se sabe, ela só dançou uma música no grande baile, não? – Hannah riu.

—Foi o suficiente para se casar com o príncipe – Hook deu os ombros.

—Príncipes são idiotas – Hannah comentou – Mas então, vamos fechar para almoço, ou vai ficar aqui? Eu tenho que acabar de fazer as malas, mas depois venho guardar toda a bagunça que a Rainha Leah me fez aqui!

—Eu cuido disso... Hoje é um grande dia, você nem deveria estar trabalhando! – falou Hook, sorrindo – Mas antes, vamos almoçar. Trouxe almoço para nós!

—Ainda bem, por que eu to morrendo de fome – riu Hannah, enquanto seguiam para a peça atrás da loja. No último mês, Hook havia re-aberto posteriormente existente na Ilha dos Perdidos, e com o apoio de Wendy, em pouco tempo ele havia caído nas graças do povo de Auradon.

Hannah se sentia mal de deixar o pai tão pouco tempo depois de se reunir a ele de volta, mas ambos sabiam que ela não voltaria atrás. Era assim que eles eram, afinal... Livres.

Depois do almoço, enquanto o pai voltava para a loja, Hannah arrumou seus pertences em duas grandes malas, tomou banho, penteou os cabelos duas vezes e se vestiu, e enquanto a tarde passava, ela sentia o aperto de aflição e estase crescer no peito.

—Hannah, Willian chegou! – gritou Gancho, as seis e dezesseis, mas Hannah não se mexeu. Ela fico ali, onde esteve nos últimos onze minutos, sentada na cama olhando para o relógio roxo sobre o criado mudo. – Hannah!

Ela ouviu passos nas escadas, e viu a sombra de seu pai na porta.

—Eu já ouvi – ela falou, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.

—O que foi, querida? – perguntou ele, preocupado.

—Por tantos anos... Eu quis um quarto de verdade, em uma casa de verdade – ela falou, chorosa – Não é estanho que agora que eu tenha isso, eu esteja mais uma vez me enfiando em um navio?

—Não quer ir? – perguntou ele, sorrindo – Por que eu posso espantar o garoto lá em baixo em um minuto...

—Não, não é isso – falou ela, se levantando – É só... Estranho, o rumo que as coisas tomaram. Meu estomago está embrulhado.

—Tem certeza que não é fome? – perguntou Gancho – Por que geralmente você faz dezenas de lanchinhos no meio da tarde, e não vi você descer até a cozinha desde o almoço.

—Não, não é isso – ela suspirou – Tem uma coisa que quero perguntar. Por que a mamãe foi parar na Ilha dos Perdidos?

—Sua mãe... Ela foi um pouco má, mas não muito... Ela matou muitas pessoas, mas por que não entendia que era isso que seu amor fazia... O seu problema era amar demais – ele sorriu – Você me lembra muito dela, nisso... Minha Iara...

—Eu não entendo... – ela franziu a testa.

—Não precisa entender – ele pegou a espada sobre a cômoda, e ela se tornou novamente um anel – Sempre alerta.

—Sempre alerta – ela concordou, pegando a alça de uma das malas – Me ajuda a leva-las para baixo?

—Claro... – sorriu ele, pegando a mala maior.

Will estava fascinado demais com um par de botas para notar quando eles desceram.

—Oi – ela sorriu, se pendurando nos ombros dele.

—Oi – ele riu, virando a cabeça sobre o ombro para beijar ela. – Pronta?

—Eu nasci pronta – ela sorriu, confiante. Ele ergueu uma sobrancelha – Talvez um pouquinho nervosa...

—Sei – ele riu – Capitão?

—Cuide bem dela, rapaz... – sorriu Hook – Quando eu vir vocês daqui a um ano, eu a quero exatamente como está agora!

—Serio? Eu pensei em fazer umas mechas no cabelo – Hannah comentou, e recebeu um olhar irado do pai – Não fique fazendo o durão, não combina com você!

—Vem aqui – Hook a abraçou – Se cuida!

—Ah, pai, eu cresci na Ilha dos Perdidos – ela riu, com a voz chorosa – O que é o mundo para mim?

—Essa é a minha garota – Hook se afastou, dando um último olhar de advertência a Will antes dos dois saírem.

...

Enquanto o carro seguia até a baia, Hannah via o navio se tornar cada vez maior. No último mês, se revezará entre ajudar na loja e trabalhar com Will na reconstrução do Jolly Rogers, e agora estavam saindo. Eles ficariam longe por um ano, velejando, e voltariam no início do próximo ano letivo para fazer faculdade, embora Hannah não conseguisse se ver assim. Talvez ela seguisse navegando sem Will durante esse tempo, ou ajudando na loja...

Eles saíram do carro, seguindo para o navio. Não estavam sozinhos, um capitão experiente e sua esposa iam com eles, para cuidar da viajem e evitar que ela morresse de fome. Assim que as malas estavam no navio, eles pararam perto da borda enquanto ele começava a se afastar da Baia.

—Hannah... Aquele não é o seu pai? – perguntou Will.

—Pelos sete mares – ela arfou, vendo o pai correndo em direção ao navio com algo vermelho nas mãos – Eu nem sabia que ele sabia correr!

Will riu – O que ele está segurando?

—Eu não sei... Parece...

—HANNAH! – gritou Hook, parando na beira da água e lançando o objeto como um freesbe.

—Peguei – gritou Hannah, se debruçando para segurar o objeto, e perdendo o equilíbrio.

—E eu peguei você – riu Will, a abraçando pela cintura – O que é isso?

—O chapéu dele – ela riu, enquanto ele a puxava para a segurança do navio. Ela o colocou na cabeça? – Como estou?

—Sou suspeito para dar qualquer opinião – ele deu os ombros – Sempre acho que você fica melhor sem tanto batom...

—Bem, podemos dar um jeito nisso – ela riu, se abraçando no pescoço dele.

—Espera – ele falou, enquanto ela o encarou confusa. Will pegou o chapéu e girou na cabeça dela – Aquela pena estava atrapalhando. Onde estávamos?

—Eu acho que essa é a hora que você me beija – falou Hannah— E o narrador fala “e eles viveram feliz para sempre”

Ah, sim, eles foram...

Notas finais
Nota: Sim, a mãe da Hannah é a Iara! Espero que tenham gostado, comentem e até mais! Bjs, Meewy!