Notas iniciais
* Oi... Bom, não tive o melhor dia de todos. ( Como não venho tendo a um bom tempo.) Ando me sentindo sozinha ultimamente, além de doente. E para tentar me sentir melhor, escrevi e resultou nisso aqui.* Espero que possa agradar, mesmo sendo curtinha. Escrevi como sendo após a história original, ou seja: Depois do Yami Bakura desaparecer.* Boa Leitura ~ ♥

Era inicio da manhã de domingo quando acordei. Estava certo de que mais tarde eu iria encontrar com Yugi e os outros para nos divertirmos, como todos os bons amigos fazem. Ia ser um ótimo dia! Após me levantar e tomar o café da manhã, arrumei a casa. Mesmo com a ausência de meu pai no apartamento era sempre bom manter as coisas limpas e organizadas e me esforçava muito para isso.

Quando enfim a tarde começou, eu já estava na rua caminhando até o local marcado. Ansioso, satisfeito e sorridente. Até cantarolei enquanto andava pelas ruas e inclusive dentro do metrô. Avistei o ponto de encontro e corri para lá, procurando pelos outros. Porém percebi que havia chegado cedo demais, então resolvi esperar. Esperei, esperei e esperei de novo.

Nada, nenhum sinal deles.

– Hm, talvez eles se atrasem. – disse a mim mesmo, suspirando e pronto para mais meia hora de espera. Pude sentir o calor amenizar, o que indicava que o tempo passava e rápido. Resolvi ligar para alguém, mas a ligação não completava. E nenhum celular para o qual eu ligava dava certo. “Talvez tenham parado Yugi para duelar.” Pensei e assim deixei, voltando à postura de antes.

Enquanto isso, várias pessoas passavam por mim. Elas riam e falavam bastante alto, despreocupadas. Senti inveja delas. Todas pareciam ter ótimos amigos com quem conversar e contar piadas, ou mesmo dividir momentos emocionantes, e então lembrei que nunca tive um melhor amigo. Bom, pelo menos não um em carne e osso...

Desde pequeno eu sempre estive sozinho. Não importava quantas pessoas eu conhecia, as amizades não duravam... Por culpa dele. E como esquecer da fama que ganhei depois daqueles incidentes? Claro que ninguém iria querer ser meu amigo correndo o risco de dormir e nunca mais acordar. Com o tempo apenas me acostumei com esse fato e a solidão.

– Yugi-kun e os outros estão realmente atrasados... – resmunguei e logo depois caíram pingos d’água em mim que aos poucos tornaram-se uma forte chuva, muito brusca.

Corri atrás de abrigo. Engraçado, não lembrava de terem dito que iria chover no fim de semana. Droga, eu deveria ter prestado mais atenção. Por sorte, uma loja de acessórios estava aberta e nela comprei um guarda-chuva preto. A chuva aumentou ao ponto de ser arriscado querer se aventurar nela. Ela cessou somente na hora do jantar, ou bem depois. E eu voltei para casa, sozinho e desanimado.

No dia seguinte, quando entrei na sala de aula, vi Yugi conversando com Jonouchi e Honda.

– E aquela hora em que o cara caiu?! E aquelas aranhas?! E aquela mulher bonita que apareceu no final?! – Jonouchi berrava ao movimentar os braços, que parecia chatear uma menina que sentava próxima a ele.

– Eu sei, eu sei! Foi demais, não é? – Honda respondeu.

– Yugi-kun, sobre o quê eles estão falando? – perguntei ao me aproximar deles.

– Ah, é sobre o filme que fomos ver ontem. Foi muito legal! Você devia ter ido, Bakura-kun.

– Ontem... É? – Como assim? Eu esperei vocês e ninguém apareceu...

– Sim. Pedimos pro Jonouchi-kun deixar um recado na secretária eletrônica da sua casa dizendo que mudamos o horário de encontro, por que ninguém estava conseguindo ligar para ninguém. Estranho, né?

– Sim...

Estranho era não ter nada na secretária eletrônica quando saí. Estranho era não terem se esforçado para me procurar. Estranho era pensar que poderíamos sair todos juntos, como verdadeiros amigos. Contudo, normal era crer que pela pouca convivência e falta de costume não tenham se lembrado de mim. Mesmo dizendo que tinham decidido me avisar sobre a mudança, nada impede de terem esquecido de fazê-lo. Por que tanto faz se estou ou não junto, não há diferença. Era normal que não se lembrassem de mim, ninguém lembra.

O dia anterior foi cheio de expectativas não realizadas e sorrisos bobos que apagaram-se com a chuva. Doeu no peito ver Honda e Jonouchi falando com tanta empolgação do filme, que eu tanto queria ter assistido junto. Novamente, eu só observava e não interagia. Quem sabe seja essa a ordem normal das coisas. Acho que não sou a pessoa mais indicada para ter amigos, pareço ser descartável demais.

Como de costume, ninguém também notou o quão calado eu estava na aula. Ou como ignorava os professores e me concentrava na janela. No intervalo, permaneci no mesmo lugar. Sem vontade alguma de comer, só de pensar.

Horas mais tarde, a aula acabou e voltei para casa. O apartamento vazio me deu as boas vindas com seu silencio. Tranquei a porta, joguei a pasta no chão ao lado dos sapatos e deitei-me no sofá. Devo ter fechado os olhos por quase 10 minutos quando notei que tinha algo errado... Algo muito errado. Estava faltando alguma coisa.

Olhei para a cozinha: Nada. Olhei para a varanda: Nada. Para todos os lugares que existiam ali e nada. Nenhuma resposta.

Meu coração doeu. Doeu tanto que comecei a chorar feito um idiota enquanto desejava que ele estivesse ali de novo, mesmo que fosse para brigar comigo.

– Eu queria tanto que você ainda pudesse me ouvir, Akefia... Seria tão bom ter você de volta...

Notas finais
* E é isso... * Reviews? ):
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!