Notas iniciais
Agradecemos por todos os comentários e favoritos que recebemos, é muito gratificante saber que estão gostando e se divertindo com a fic ;** Esperamos que gostem do capítulo, está recheado de coisas que vocês gostam hahahha

Devem estar se perguntando: “O que rolou durante a carona para casa?”. Nada! Não rolou, absolutamente, nada! Nem uma escorregadinha de mão para os 42 cm. Tudo o que ele disse foi: “Achei que você fosse mais calma.”. Vocês acreditam? Aquele gostoso queria que eu ficasse calma depois de ter sido atropelada por erro dele. E “Tchau, venho te buscar amanhã.”. Claro que quase tive um orgasmo quando ele disse isso. Imagina! Ele vem me buscar hoje... chegarei abalando na Universidade Federal de Konoha junto ao Sasuke no carro dele. Sambarei lindamente na cara da sociedade feminina da UFK.

Bem, tive que divar não é? Afinal, eu chegaria na faculdade já pisando na cara das inimigas. Isso seria perfeito! Agora só faltava colocar uma coleira no Sasuke com a frase “Os 42 tem dona” escrita no pingente. Se bem que quem precisaria da coleira seriam os próprios 42 cm, aquilo deve parecer o pescoço de um dromedário.

Coloquei um short mega curto para expor minhas pernas extremamente brancas, mas que, ainda assim, seriam minhas armas de sedução, já que meus seios não são nada avantajados. Quando eu entrasse no carro, daria aquela bela cruzada de pernas. Claro que também coloquei uma blusa amarela meio decotada na frente e, é lógico, saltos altos. Eu tinha que divar maravilhosamente!

Ah! Claro que precisei de maquiagem. Olhos bem marcados com lápis, rímel e sombra preta e batom vermelho. Isso, Sakura, realça seus belos olhos verdes e essa boca carnuda que Deus te deu. Quando entrar no carro, lance um olhar fatal e faça um biquinho fofo para enfeitiça-lo. Vai funcionar, precisa funcionar!

Mas a vida é uma caixinha de surpresas e Sasuke não reparou em minhas pernas, nem no meu decote, muito menos no meu olhar fatal realçado pela maquiagem preta. Droga! Agora eu estava me sentindo a Karui com aquela roupa e aquela maquiagem forte na faculdade. Minha vontade era de enfiar minha cabeça num buraco e não tirar nunca mais!

– Testuda! – Ino chegou correndo feito uma garça louca, o vestido dela quase foi parar no umbigo. – Sabia que conseguiria, mas, tipo, já? Minhas aulas de oral foram ótimas, nem tive tempo de dar as aulas de cavalgada. Menina, você é nerd, mas eu não sabia que iria aprender tão rápido! Você é meu orgulho. – ela deu mesmo a aula ontem, eu não prestei a mínima atenção, claro. – Você está arrasando, e ainda chegou na facul com o Sasuke delícia, dono dos 42...

– Ino! – eu a interrompi. – Não rolou nada no carro.

– Nada? – o queixo da loira quase foi parar no chão. – Como assim? Você não fez nada? Não tentou nada?

– Eu tentei o olhar fatal, o biquinho sexy e a super cruzada de pernas, mas o maldito não olhava.

– Ah, merda! – ela bateu na própria testa. – Ele não falou nada? Nada? É gay, só pode!

– Bem... – falei meio desconcertada. – Ele me chamou pra sair.

– Aaahhh! – ela soltou um grito histérico que torturou os meus ouvidos e me fez querer enfiar a cabeça dela no concreto. – Ele te deu carona e te chamou pra sair.

– Na verdade ele praticamente me atropelou, quebrou minha bicicleta e me chamou pra sair só como um pedido de desculpas. Mas não foi nada carinhoso, ele simplesmente falou de maneira indiferente: “Foi mal ter batido em você, quer sair comigo como um pedido de desculpas?” – tentei imitar a voz dele e bufei depois. Afinal, Sasuke estava me chamando pra sair com o intuito de se redimir pela cagada que fez, não me levar num motel e me fazer provar os 42 cm de rola que ele guardava na cueca.

– Sakurita, meu amor, ele pode não ter demonstrado, mas desse assunto eu saco. – realmente, Ino é formada, tem mestrado, doutorado e pós-doutorado no assunto. – Lá no fundo, ele tá interessado. E pode deixar, eu te arrumo para esse encontro.

Ino iria me arrumar? Sabe aquela sensação de que algo vai dar merda? Então, sempre que a Ino tá envolvida, eu sinto isso.

...

– Não brinca! – Tenten falou boquiaberta.

– Sakurinha, você foi rápida, heim, guria! – Manu falou.

– Não acredito! Eu nem consegui fazer o teste drive! – Karin falou ajeitando os óculos. – Você foi realmente uma rival à altura. Minha derrota foi digna.

– Fala aí, é bom fazer sexo no carro? Eu nunca fiz. – Temari falou.

– O Naruto falou com você? – sério? Foi só isso que a Hina absorveu de toda a história?

– Ele só me levou até em casa. – eu falei.

– Ele tá querendo, amiga. – Ino, falou.

– Comigo e o Neji começou assim, ele me levou até em casa. – Tenten falou sorrindo.

– Como pedido de desculpas por quebrar sua bike? – perguntei.

– Não, depois de um encontro super fofo... – ela suspirou. – Ele me beijou quando chegamos em minha casa.

– Vou pra minha aula, tchau. – falei isso mais pra me livra delas do que pra ir pra sala de aula mesmo, até porque o professor chegaria atrasado, com toda certeza.

Ino me seguiu, ela iria pra mesma direção que eu. Estávamos saindo da cantina quando avistamos o professor Orochimaru, que cara estranho aquele, meu Deus!

– Bom dia, meninas. – ele falou com aquela voz extremamente afeminada, ele tem a língua tão grande que até aquele cara do Kiss sentiria inveja! Ele é uma mistura do Gene Simmons com o Michael Jackson.

– Ele é estranho. – sussurrei pra Ino. – Na moral, muito estranho!

– Será que é verdade que ele pega a tal Nathi? – Ino sussurrou de volta. – Imagina um oral com aquela língua dele...

– Argh! Credo! – fiz cara de nojo, eu realmente não queria imaginar aquilo, já basta os 42 cm do Sasuke, esquece o meio metro de língua do Orochimaru. – Dizem que ele pega o professor Kabuto.

– Então ele é bi. – Ino falou.

– É viado, isso sim! – bufei.

– Saky, não use o termo “viado”, é muita falta de sensibilidade com quem queima a rosca. – Ino faz uns comentários toscos mesmo. – Muita gente diz que ele pega a Nathi, tá?

Dei de ombros. Seguimos caminho para nossas salas, no caminho Ino me dava dicas para o encontro. Ela parou de falar olhando fixamente para um menino de cabelos negros desenhando algo em um caderno.

– Tchau, amiga, aquele é o menino que te falei ontem, vou lá descobrir o nome dele. – ela falou já se afastando.

Bem. De acordo com as ideias da minha amiga loira e pervertida, eu teria que marcar um encontro na casa dele, seria mais fácil de levar ele para a cama, ou pro sofá, ou pro chuveiro, quem sabe até na cozinha, dane-se o lugar, até na piscina dava. Sei que nesses casos o homem escolhe o local do encontro, mas como eu fui a atropelada e ele o atropelador, nada mais justo do que euzinha escolher o local do encontro. Sei que ele tem um irmão mais velho, Itachi, e os dois moram sós, os pais deles moram em outra cidade, eles estão em Konoha só pela faculdade. Itachi está quase concluindo o curso e também é um deus grego, mas eu ainda prefiro o Sasuke. Eu não conheço a senhora Uchiha, mas essa mulher tem um útero realmente abençoado. Enfim, voltando ao que dizia, era só o Sasuke expulsar o Itachi de casa por uma noite, afinal ele só atrapalharia, por mais lindo que seja; então veríamos um filme de terror, assim, nas horas dos sustos, eu iria abraça-lo, estrategicamente, até criar um clima.

Finalmente cheguei ao prédio no qual teria aula de Filosofia, Argh! Mais aulas chatas para minha vida. Quando entrei vi Sasuke sentado na segunda cadeira da quinta fila. Eu corei e quase dei pulos de felicidades. Eu sempre, não importa a aula, sento na primeira cadeira da quinta fila. Ele ficaria sentado atrás de mim. Que emoção, ele sentaria pertinho de mim. Fui me sentar, tremendo um pouco de nervosismo. Me sentei e virei um pouco -muito- a cabeça para trás e virei ligeiramente de volta para a frente. Ai, meu Deus! Ele não evaporou, eu não estou sonhando.

– Sakura! – ele me chamou, que voz linda. Me virei pra ele. – Que tal a gente se encontrar amanhã? Você escolhe o local.

– Ah... – fiquei o admirando por um tempo. – Que tal ser na sua casa?

– Pode ser, eu preparo o jantar. – oh, meu Deus! Ele cozinha?

– Sim, tudo por sua conta. Você quase me matou ontem. – não importa o quanto ele seja perfeito e eu o ame, eu jogo mesmo na cara.

– Que horas eu te pego? – heim? Ele vai me pegar?

– O-o-o q-que? Me p-pegar? – com toda certeza eu estava corada. – Na h-hora que v-você quiser!

– Ok! Vou te buscar na sua casa às 19! – ah! Ele estava falando em me buscar! Me voltei pra frente me sentindo derrotada.

O professor Kakashi ainda demorou alguns minutos -34 minutos- para chegar à sala. Se eu troquei alguma palavra com o Sasuke? Não, não troquei, mas fiquei sentada de lado durante a aula e vez ou outra –quase o tempo todo- eu o olhava. Como ele podia ser tão lindo o tempo todo? Que homem!

O resto da manhã foi normal, não tive tempo de ver minhas amigas novamente. Não sei se ficava triste ou agradecia por isso, eu as amava, mas elas me faziam passar muita vergonha. Nas aulas seguintes Sasuke sentou no lugar de sempre, no meio da sala, longe de mim. Isso sim foi triste!

Só na hora da saída percebi que o carro que o Uchiha dirigia não era o mesmo que me atropelou ontem. Não entendo de carros, mas estamos em um Audi, pelo símbolo no volante, e o de ontem era Lamborghini. Sim, meu grande amor é um cara rico!

Tentei novamente a super cruzada de pernas, o olhar fatal e o biquinho sedutor. Ele me olhou e eu travei, toda a minha sensualidade foi pro ralo e eu me virei rapidamente para a frente, com os olhos arregalados e agarrei o banco.

– Lembre-se! Às 19! Não gosto de atrasos. – ele falou com aquela voz rouca e sexy dele.

– C-certo!

Qual é o meu problema? Por que eu não consigo agir normalmente perto dele? Ele é só um cara lindo, inteligente, lindo, legal, lindo, gostoso, lindo, charmoso, lindo, sensual, lindo e sexy... Já falei que ele é lindo? Pois é, ele é muito! E ele tem 42 cm de puro tesão entre as pernas, que possivelmente seriam provados por mim amanhã. Eu simplesmente não consigo relaxar.

...

– Sakura, eu sinto muito por quebrar a sua bicicleta! – ele disse com a voz sexy.

– Oh, Sasuke! Não há problema! Se for pra te ver, pode quebrar todos os dias. – falei com uma voz sedutora.

– Para compensar, dormirei com você esta noite. – ele falou me abraçando e nossos quadris se encontraram, pude sentir o volume.

– Oh, Sasuke! – falei em um gemido

– Está tendo sonhos eróticos, Sakura? – espera, essa era a voz da Ino sussurrando em meu ouvido?

– Ah, é você? – acordei esfregando os olhos e afastando a loira. – Como ousa interromper meu sono?

– Sono? Você estava gemendo: “Oh, Sasuke, me possua! Deixa eu ver seus 42 cm, Sasuke! – ela falou em gemidos e rindo depois.

– Mentirosa! – taquei o travesseiro em seu rosto. – Além do mais, como entrou em minha casa?

– A diva da tia Mebuki me deixou entrar. – fez um “v” de vitória. Preciso conversar com minha mãe sobre visitas da Ino. – Você esqueceu que iríamos sair?

– Iríamos? – perguntei arqueando a sobrancelha.

– Sim! Precisamos comprar umas coisinhas pro seu encontro de hoje. – ela estava tão animada.

– Argh! Eu já tenho roupa. – falei me deitando de novo e me cobrindo dos pés à cabeça.

– Oh, Testuda! – merda! Ela puxou o cobertor, o jogou no chão e pulou em cima de mim. – Presta atenção! – ela começou a numerar nos dedos. – Primeiro, você precisa de uma lingerie sexy, nada de estampa de gatinhos, ovelhinhas e vaquinhas. Segundo, você precisa de camisinha e pílula anticoncepcional, porque apesar do trajeto gigante que fazem, os espermatozoides do Sasuke chegarão direto no seu útero. E em terceiro, mas não menos importante, Viagra, porque levantar 42 cm deve ser difícil até pra mim.

– Ino! – acho que corei até os ossos depois disso.

Nessas horas eu me pergunto como minha amiga Porquinha pode ser tão depravada. Viagra? Ora essa, Sasuke é jovem e exala testosterona, com certeza a impotência foge dele como o diabo foge da cruz. Enfim, tirei Ino de cima de mim e fui me vestir pra sair com ela, contraria-la é mais difícil do que fazer o Naruto entender uma piada.

...

Sabe qual é a pior parte de ir à farmácia? Você pede uma coisa com a voz baixa e o(a) atendente faz questão de repetir em voz alta. Por exemplo, se você pedir remédio pra hemorroida, o balconista vai dizer: “O QUE? HEMORROIDA?”, ou seja, farmácia é um local que você vai para passar vergonha. Daí você imagina a minha situação, indo comprar camisinha para um pau de 42 cm, em uma farmácia, acompanhada por uma das pessoas mais descentes, discretas e calmas que eu conheço, Ino Yamanaka, que insistia que eu deveria comprar outras coisinhas mais. Sentiu a vergonha?

– Sakura, compre camisinha feminina e masculina. – Ino sugeriu. Se ela falou baixo? Não!

– Ino...

– Nem vem falar que você não vai transar com ele! Vai sim, senhora! – Ino falava irritada. – Se não for eu perco meu dinheiro.

– Mas, Ino! Eu tenho certeza que na hora H, se tiver uma hora H, eu vou desmaiar de tanta vergonha. – tentei argumentar, mas com a Ino, é realmente difícil.

– Desmaiar, porra nenhuma! cala a boca e escolhe a bendita camisinha! – ela gritou e eu corei.

– Ino! – coloquei minha mão sobre a boca dela. – Cala a porra da boca! Está me fazendo passar vergonha! – eu falava em tom baixo e ameaçador.

– Só porque vai comprar camisinha? Quem nunca fez isso? Coisa mais normal do mundo. – ela falou dando de ombros após se livrar da minha mão.

– Ino!

– Tá... Eu entendi! Vou falar mais baixo. – ela fez um bico.

– Agradecida! – sorri.

– Oi, boa tarde, em que posso ajudar? – a farmacêutica apareceu, em seu crachá tinha o nome “Mirys”.

– Oi, boa tarde. – sorriu a Yamanaka. Eu sabia que viria merda, mas não ia adiantar tentar impedir. – Você tem camisinha masculina que caibam 42 cm de pura testosterona?

– Eita, porra! 42 cm?

– É porque minha amiga aqui vai experimentar tudo isso só pra ela, então, o que sugere? – Ino continuou.

Bem, enquanto eu procurava um local pra enfiar minha cabeça eu também pensava na melhor forma de matar a Porca. Ela consegue fazer qualquer pessoa passar vergonha, até o Naruto ou o Lee, que já fazem isso por conta própria.

– Melhor levar pílula também, vai acabar rasgando a camisinha. – a farmacêutica sugeriu. – E lubrificante também.

– Amiga, leva Hipoglós. – Ino falou.

– Olha, eu sugiro que proteja suas pregas! Sexo anal com 42 cm, olha, tu vai morrer, garota. – a Mirys parecia ser do mesmo tipo que minhas amigas.

Nem preciso comentar que eu parecia um tomate observando a conversa das duas.

– Eu acredito que vocês podem levar do tamanho extra, tranquilo. Com certeza não vai ficar maior que o pênis do rapaz. – a farmacêutica mostrava algumas para a Ino e a loira analisava atentamente cada uma.

– Quanto a espessura, podemos levar de todas, Saky. Ou você sabe se o Sasuke perde ou não sensibilidade com a normal? – oi? Ela me encarava esperando uma resposta.

– E-e-eu n-não sei. – falei desconcertada.

– Oxe! É a primeira vez com os 42? – a farmacêutica perguntou.

– É a primeira vez dela. – Ino respondeu e eu a olhei com raiva.

– Minha nossa, usa Xilocaína, garota! 42 cm é como se você estivesse parindo pra dentro. — ótimo, sou motivo de gozação até pra atendente. Ino ria da minha cara, que provavelmente estava horrorizada.

Já imaginou um meteoro caindo na cabeça de sua melhor amiga? Eu estou fazendo isso no momento, seria uma cena belíssima.

– Ok! Vamos levar duas de cada marca, das duas espessuras. – Ino falou – Me dá uma Hipoglós também e... Sakura, você tem alergia a lubrificante à base de silicone? – ela se virou pra mim e eu corei.

– Como é que eu vou saber? – falei entredentes.

– Acho que à base de água é melhor, nesse caso. – Mirys se virou, procurando o lubrificante.

– Amiga, acho bom procurarmos uma cadeira de rodas também. Nunca se sabe, né? – ela sorriu pra mim, na maior cara de pau.

Percebi que uma senhora nos encarava enquanto Ino pegava tudo quanto era de preservativo que via pela frente. Por que será que sempre tem uma velhinha nos encarando quando fazemos coisas constrangedoras? Parece que elas imaginam o que a gente tá pensando, é como quando vamos à Igreja e sempre tem uma criança que nos encara como se soubesse de todos os nossos pecados.

– Sakurita! – Ino berrou histérica, chamando a minha atenção e de mais umas três pessoas que estavam no estabelecimento.

– Que é, porra? – falei entredentes.

– O que você acha de camisinha com sabor? Essa de menta parece ser interessante... Olha! Tem as que brilham no escuro. – ela falava toda empolgada.

Camisinha que brilham no escuro? Não obrigada, eu ia me sentir transando com uma espada Jedi. Imagina se dissessem ao Sasuke: “Que a força esteja com você!”? Eu estaria lascada, literalmente!

– Ino, vamos logo com isso, não me importo com cor nem com sabor!

– Ah, chata! – ela revirou os olhos. – É a sua primeira vez e, como a amiga que mais te ama, quero que seja memorável.

– Ela vai trepar com 42 cm, com certeza será memorável. – disse a Mirys, me fazendo querer evaporar dali.

– Gente, vamos esquecer esse detalhe... – suspirei. – Só por uns minutos.

Ino passou os olhos pelas prateleiras e sorriu ao mirar um ponto específico, e foi pegar seja lá o que fosse me fazer vergonha dessa vez.

– Sakura, o que acha de absorvente pós parto? – ela enlouqueceu, só pode. – Afinal, não sabemos o tamanho do rombo que ele vai fazer, não é?

– Sim, sabemos. – Mirys suspirou pesadamente. – 42 cm de comprimento e sabe lá o diâmetro dessa coisa. – ela se virou pra mim. – Vem cá, são 42 cm duro ou mole?

Eu cobri meu rosto com as mãos depois dessa. Vou matar a Porca.

– Mirys, tem vaselina? – Ino indagou. Cara! Era a minha primeira vez e ela estava tomando a frente.

– É sério que você pretende fazer anal? – Mirys arregalou os olhos, incrível como atendentes de farmácia não conseguem ser discretas, teve um casal que me olhou dos pés à cabeça. Depois dessa, eu queria matar uma pessoa, de preferência chamada Ino Yamanaka.

– Eu não sei o que pode acontecer na hora. – falei com minhas mãos sobre o meu rosto que devia estar parecendo um tomate.

– É a primeira vez dela, tem que ser completo! – disse Ino, ela é especialista em me fazer passar vergonha.

– Menina, teu juízo tá lá nas pregas do fiofó, né? – a atendente colocou a mão na cintura e me olhou com uma cara de “Não faça isso, sua perturbada!”. – Menina, esse negócio já dói com um pinto normal, imagina com um pinto de jumento.

Meu Deus! Eu juro que vou matar a Ino, ela me faz passar por cada coisa! Com uma amiga assim, eu não preciso de inimigas!

– Bem, isso é tudo! – Falou a farmacêutica. Graças a Deus! Já estava vendo a hora a minha cabeça derreter de tanta vergonha. – O caixa é logo ali. – ela indicou.

Tá de sacanagem! Vou ter que passar vergonha no caixa também? Não! Por que, Deus? O que eu fiz de errado?

Chegamos ao caixa e a atendente ficou nos olhando de esguelha enquanto passava os produtos. No mínimo estava pensando: “Que fogo todo é esse?”.

– Sakura, compra Halls preta. – falou Ino.

– Verdade! – peguei a bendita bala e entreguei à atendente. Nada melhor que um doce após todo esse mico.

– A Karui disse que ele gosta de boquete após chupar Halls preta.

Meu Deus! Agora eu juro que mato mesmo a Ino. Minha cara já estava lá no chão e meu rosto completamente vermelho. A atendente me encarou e balançou a cabeça no sentido negativo.

Ino pagou e pegou a sacola, eu saí bufando da farmácia, só pude ouvir o grito daquela farmacêutica louca:

– Tchau meninas, protejam a pregas de vocês e voltem sempre.

Jamais voltarei àquela farmácia, nunca passei tanta vergonha em menos de uma hora.

“A Karui disse que ele gosta de boquete após chupar Halls preta.”

As palavras da Ino ecoavam em minha mente de forma assustadoramente medonha. Cara se a Karui já botou a boca ali, definitivamente, me recuso a fazer o mesmo! Argh, que horror! Não consigo nem imaginar a aquela vadia enfiando aqueles 42 cm de puro tesão goela abaixo. Sim, pois a garganta profunda dela deve ter, praticamente, ido parar no estômago.

Estávamos indo embora da farmácia quando encontramos Tenten na rua, óbvio que ela veio falar conosco e nos acompanhou, estávamos voltando pra minha casa e no caminho fomos conversando.

– Então, Sakura, está bem prevenida? – a morena começou a rir, me fazendo querer enfiar minha cabeça num bueiro.

– Tem que estar, né? – Ino respondeu. – Não dá pra vacilar, vai que nasce um mini Sasuke superdotado?

– Ino! – corei dos pés à cabeça. – Todo mundo sabe que preservativos são indispensáveis nessas horas.

– Pomada pra assadura também, né? – Ino começou a rir, arrancando gargalhadas de Tenten também. Maldita!

– Será que o Sasuke é bom no sexo oral? – Indagou Tenten. Que porra era aquela? Como eu iria saber se Sasuke manja dos paranauê ou não?

– Tem que saber, né? – Ino falou tranquilamente, como se estivesse falando de um assunto super inocente. – Homens têm que saber, afinal, essa é a função deles no mundo, não é?

– Ah, mas nem todos. – Tenten deu de ombros. É sério que elas tão conversando tão naturalmente sobre sexo oral? – Tem uns que ficam todo travado, sabe, não conseguem relaxar a porcaria da língua.

– Verdade. – Ino soltou um suspiro alto. – Parece um pica-pau com Parkinson

Nesse momento eu não sabia se imaginava a cena ou me jogava da ponte.

– Ah, chega disso! – bufei. – Quero ir logo para a segurança do meu lar, longe de vocês.

– Não, senhora! – Ino falou da maneira mais autoritária da face da Terra. – Nós vamos ao Sex Shop, agora!

– O que? – berrei.

– Ideia aprovada! – Tenten ficou eufórica e tirou o celular com capa de oncinha de dentro da bolsa. – Vou passar um Whats para as meninas, todas temos que ir juntas, esse momento tem que ser épico.

– É, com certeza será um momento épico! – murmurei a contragosto.

...

Eu estava sentada encarando as costas de Ino, que olhava atentamente as fantasias que estavam ali, pensando em alguma maneira de tortura-la e depois matá-la.

Hinata estava sentada ao meu lado, bastante vermelha, fora forçada a vir, assim como eu. Temari, Tenten e Manu olhavam algumas coisas também. Karin estava olhando coisas que fossem para ela, ainda não havia desistido da competição. Suspirei, minha tarde estava sendo péssima.

– Sakura, será que ele gosta de fantasias? – Ino perguntou, sem desviar os olhos das fantasias.

– Como eu vou saber, Ino? – falei.

– Como vocês fazem medicina, acho que uma fantasia de enfermeira vai cair super bem, você vai ficar muito sexy! – ela me mostrou algumas fantasias de enfermeira, uma mais vulgar que a outra.

– Ino, vamos embora, por favor! – falei choramingando.

– Não mesmo! Porque aí você vai com calcinha dos Ursinhos Carinhosos, aí ele brocha e você não sabe o porquê! – Ino falou irritada, jogando as fantasias sobre mim.

– Ah, mas não precisa ser algo excitante, ele vai tirar mesmo! – eu não acredito que falei isso!

– Você está certa, Saky! – finalmente ela me ouviu. Quase fiquei de joelhos para agradecer. – Você vai sem calcinha. – ela sorriu sacana.

– O que? – gritei. – Não, não, não e não! Nem pensar!

– Ai, larga de ser sem sal! – ela se fingiu de ofendida e voltou a olhar as fantasias. – Que tal Mulher Gato? Será que o Sasuke gosta de quadrinhos?

– Olha só o que eu achei! – olhei para Temari e ela segurava um chicote. Suspirei. – Cara, você perderá o cabaço com dignidade! – ela fez um movimento e o chicote estalou no ar. – A cara da dominação, a cara do poder!

– Leve algemas, amiga. – Manu mostrou um par de algemas felpudas na cor rosa.

– Nossa, o Shika é super preguiçoso, eu nem preciso prendê-lo. – ela sorriu malévola. Tentei não imaginar a Temari dominando o Shika, coitado, morro de pena dele.

– O que acham, meninas? – Karin saiu de um trocador vestida de demônio.

– Muito vulgar. – Ino analisou e eu a olhei indignada. As roupas que ela me entregava eram todas daquele nível. – Sua cara, Karin! – elas duas fizeram high five e eu revirei os olhos.

– Alguém me mata! – murmurei só para mim.

– Olha, Sakura! – eu tive medo, mas virei para Tenten. – Acho que com esse dildo dá pra se ter ideia do que você vai enfrentar. – a morena me mostrou o objeto preto de borracha, grosso e comprido. Porra, aquilo era medonho demais! – O pau do Sasuke deve ser mais ou menos desse tamanho, quer ver se as camisinhas servem?

As atendentes do Sex Shop nos olharam. Para minhas amigas, não basta falar coisas constrangedoras, tem que falar alto e claro. Troco minhas amigas por qualquer coisa, aproveitem a oferta e me livrem dessas loucas, nem precisa entra em contato, podem levar de graça.

– Pode falar mais alto, Tenten, a moça lá da farmácia não ouviu. – falei irritada e ela jogou aquele negócio na minha cara. – Não faz isso, porra! – bradei com ela.

– Aqui tem calcinha comestível? – Ino perguntou para as atendentes.

– Sim, aqui estão. – uma das atendentes mostrou e Ino me puxou, que droga!

– E aí, amiga, você acha que o Sasuke gosta de que? – ela perguntou, olhando as embalagens.

– Eu não sei, Ino! – suspirei.

– Então vamos levar de todos, né? – ela falou pegando uma de cada sabor. – Sexo oral delicioso para ambos.

Bufei de raiva, passando minha mão por meu rosto. Hinata passou a mão em minhas costas tentando me acalmar e me levando para sentar de novo.

Eu estava observando as meninas olhando cada acessório com tanta animação que fiquei completamente indignada! Meu Deus, e agora elas estavam comprando pra mim.

– Olha que fofo! – Hinata pegou um cordão com algumas esferas.

– É bonitinho... – concordei. Mas o que este colar estaria fazendo num Sex Shop?

– Acho que vou comprar pra mim. – Hinata realmente amou aquele cordão.

– Ah! Finalmente estão escolhendo alguma coisa! – Ino veio até a gente segurando um vibrador. – Toma, Sakura.

– Eu não! Afasta isso de mim! – neguei.

– É pra você ir treinando, pra quando chegar a hora dos 42, você estar preparada! – ela colocou aquela coisa numa cestinha e colocou sobre o meu colo. – Quem diria, heim? Vai comprar bolinhas tailandesas, Hinata? – a loira lançou um olhar pervertido para a Hyuuga.

– Eu achei este colar bonitinho... – ela estava prestes a colocar no pescoço quando Ino resolveu abrir a boca.

– Isso é um item de masturbação, Hinata. – falou entre risos. – Você tecnicamente enfia na sua vagina ou no ânus e essas bolinhas vão fazer movimentos aleatórios dentro de você.

– Ai, que horror! – Hina corou dos pés à cabeça e jogou o material lá pra puta que pariu. – Eu vou embora!

– Hina! Fica! Eu compro pra você! – Ino berrou enquanto seguia a morena.

Temari veio até mim com um vidrinho na mão, puxou o meu pulso e jogou o spray.

– O que é isso? – perguntei.

– Cheira. – respondeu com um sorriso. – É perfume.

Bem, se era só perfume não tinha nada de mais em cheirar. Aproximei meu pulso de minhas narinas e um cheiro leve e doce foi sentido. Realmente era muito bom o aroma.

Ela se aproximou da minha orelha e falou num cochicho:

– Tá excitada?

– Que? – me afastei cobrindo minha orelha.

– Isso é um perfume sexual, ele dá um aroma viciante e te torna mais irresistível. Você vai usar no seu encontro. – Temari falou e colocou o vidrinho dentro da cestinha.

– Nem a pau! – gritei.

– Como você quer que ele te toque com seus perfuminhos com cheiro de bebê, Sakura? Ele vai se sentir um pedófilo. – a loira falou me olhando de cima.

Eu iria protestar a acusação dela, porém Tenten chegou eufórica com uns dadinhos nas mãos.

– Saky, olha isso! Vai ser perfeito para sua primeira vez! – estiquei as mãos e ela colocou os objetos ali. – Posições sexuais!

Arregalei meus olhos e fiz uma cara de “Oh, meu pai do céu!”. Cara, tinha até 69 naquela bagaça. Um Kama Sutra em dadinhos inocentes.

– Olha amiga, você pode usar isso na bebida do Sasuke, é afrodisíaco. – Manu me mostrou dois recipientes. Um de líquido e outro de pó.

– Eu vou embora também. – me levantei saindo dali. Se eu ficasse lá mais um segundo iria enlouquecer.

...

Vocês pensam que minhas amigas não compraram tudo que me ofereceram? Bem, pensaram errado! Minha cama estava cheia de preservativos, lubrificante, anticoncepcionais e as coisas do Sex Shop. Ino analisava minhas bolsas, para ver qual caberia melhor tudo. Apenas Karin não foi pra minha casa, algo sobre “manter a rivalidade.”.

– Eu não vou levar tudo, Ino. – falei suspirando. – Na verdade, eu não vou levar nada disso.

– Claro que não, amiga. – ela pegou as tais bolinhas tailandesas, ela queria que eu levasse aquilo, apenas? – Isso é da Hinata, o resto você leva.

– M-m-meu? – Hinata arregalou os olhos. – N-não joga i-isso pra mim.

– Ora, você disse que achou fofo e bonitinho. – Tenten falou.

– M-m-mas... – a Hina nem continuou, assim como eu, sabia que não dava pra vencer as depravadas.

– Ino, acho que ela não precisa levar tudo. – Temari falou. Obrigada, Tema! – Acho que esse perfume ela só precisa usar, pode deixar aqui. – revirei os olhos.

– Os comprimidos ela pode deixar aqui... Ou não, pode ser que ela durma lá e esqueça de tomar. – Tenten se apressou e colocou os comprimidos em minhas mãos, segurando com força. – Não os esqueça!

– Acho que a fantasia ela pode deixar pra depois. – dessa vez foi a Manu. – Quando ele vier pra cá.

– Verdade. – Ino pegou o vibrador. – Isso fica aqui também. – ela disse. – Ok! Vamos começar a arrumar tudo! Vai tomar banho, Saky! Seu moreno delícia chega em... – ela sorriu sacana. – 1 hora e 42 minutos, se ele for pontual.

42... 42... 42... Argh! Eu não quero mais saber de 42! Tá... Talvez uma leve conferida no amiguinho do Uchiha... Apenas.

...

Minhas amigas arrumaram a minha bolsa, o que era de preservativo, lubrificante, calcinha comestível e afrodisíacos, elas colocaram tudo.

Nem preciso dizer que não pude opinar na escolha de roupas e até isso se tornou uma confusão.

– Saky, querida... – disse Tenten, tirando uma blusa azul super transparente do meu guarda-roupa. – Sei que ela se usa com uma blusinha por baixo, mas você pode colocar só um top mesmo.

– O que? – berrei. – Tá louca? Eu vou estar seminua.

– Sasuke vai tirar mesmo. – Ino deu de ombros. – Saky! Usa essa calça de couro, ela é bem justinha. Daí você põe uma calcinha fio dental, super sexy, ou vai sem calcinha mesmo!

– Mereço. – bati na minha própria testa. – Não quero ir parecendo uma vadia.

– Ela pode usar este vestidinho floral. – Hinata se pronunciou.

– Sakura, amor da minha vida. – Temari respirou fundo. – Você tem que estar poderosíssima, diva, maravilhosa! Nada de maquiagem nude, nada de calcinha bege, branca ou rosa e nada de vestidinho floral. – Hinata se encolheu.

– Isso mesmo! – Manu concordou. – Nossa amiga rosada tem que estar super fatal para endurecer os 42 cm.

Por fim, acabamos -elas acabaram- por escolher uma saia de couro preta justa de cintura alta que não ia nem até metade da minha coxa; uma camisa branca folgada, meio transparente passada por dentro da saia, elas deixaram três botões abertos e quase arrancaram minha mão quando fui fechar mais um; Ino insistiu que eu usasse um conjunto de lingerie azul marinho de renda que ela me deu em meu último aniversário, ela disse que homens gostam de lingerie azul; e um par de ankle boot preto.

Quanto a maquiagem, que também não pude opinar, usava lápis, rímel e delineador, com uma sombra em um tom de bronze mais escura nos cantos, blush suficiente apenas para me dar uma cor, por eu ser muito branca e um batom uva. Meu cabelo estava solto, ondulando até a metade das minhas costas, as meninas o acham bonito naturalmente, graças a Deus, menos uma coisa para me atormentar.

Não estava tão vulgar! A vulgaridade que tinha era o interior da minha bolsa, desde que eu não abrisse aquilo, tudo estaria tranquilo.

18h42min... Argh! As meninas foram embora, a última a sair foi a porquinha.

– Pega ele de jeito, amiga! – ela falou já do lado de fora, tive vontade de bater a porta na cara dela. – Vai dar tudo certo!

– Tchau, Porca! – falei fechando a porta.

Me sentei no sofá da sala. Minha mãe ainda não tinha chegado do trabalho e meu pai estava jogando paciência no computador, nem me olhou.

– Vai sair? – ele perguntou.

– Vou, pra casa de um garoto! – tentei chamar a atenção dele.

– Divirta-se! – revirei os olhos.

– Eu vou estar sozinha com ele. – tentei novamente.

– Umhum! – sério?

– Eu vou transar com ele. – última chance.

– Sei... – ele riu. Cara! Ele é meu pai e não acredita que sou capaz de seduzir alguém?

Bufei e fiquei acompanhando os movimentos dos ponteiros do relógio na parede, eu estava nervosa. Depois da vergonha toda que passei durante o dia, tomara que eu consiga ao menos um elogio. 19 horas! Ouvi uma buzina... Ah, meu Deus! Levantei, trêmula, minhas pernas estavam bambas, meu coração acelerado, minhas mãos suavam sobre a alça da bolsa vermelha em minhas mãos. Respirei fundo, tentando me acalmar... Não funcionou, então fui do jeito que estava, mesmo!

– Tchau, pai! – disse antes de fechar a porta, ele apenas deu um aceno.

Tranquei a porta e me virei para o carro parado, olhando o dono dele, que estava extremamente lindo com uma camiseta branca, calça jeans e um Vans preto. A velocidade que meu coração batia não era nada saldável, e, se a distância não fosse curta até o carro, eu teria caído no chão por causa das minhas pernas bambas. Parei de frente para o moreno delícia e ele simplesmente abriu a porta do carro para mim. Cara! Ele abriu a porta para mim! Além de lindo ele era um cavalheiro. Quase derreti de tanta emoção!

Ele entrou no carro e deu a partida, dirigindo calmamente pelas ruas de Konoha. Inconscientemente cruzei as pernas e me recostei confortável no banco do carro. Pela minha visão periférica pude vê-lo olhar pra mim. Não acredito! Funcionou? Ele me olhou?

– Você está... bonita! – alguém me abana que o clima esquentou muito agora!

Mas a inteligente aqui não fez absolutamente nada! Eu apenas o encarei boquiaberta e fiquei lá, paradona, o encarando com os olhos arregalados e a boca semiaberta, até chegarmos ao prédio que ele mora. Ah, meu Deus! Eu estava apenas a alguns minutos para experimentar os 42 centímetros de Sasuke Uchiha.

Notas finais
Não nos matem por não ter hentai no carro kkkkkkk' E aí, gostaram? Alguma dica? Crítica?