Um cheiro azedo encheu o ar quando a carruagem terminou de ultrapassar a ponte que separava a estrada do vilarejo. O vento ficava cada vez mais forte anunciando um tempestade. Uivo de lobos eram ouvidos ao longe, agudos e famintos. John se recusou a ficar no hotel apesar dos esforços do matrie a convence-lo a não sair nessa noite. Tinha que chegar a casa que herdou da sua família e terminar a papelada para amanha voltar para Londres o mais cedo possível.

Entretanto tinha que admitir que algo estranho enchia o ar. Eram apenas 9 horas da manha mas parecia fim de tarde. Um acontecimento que tinha suas bases alem da chuva que se erguia. Os cavalos da carruagem diminuíam o passo e refutavam a continuar. O cocheiro que o levava, apesar de fisicamente fazer esforços para os cavalos prosseguirem, objetava em continuar mentalmente.

De repente um estrondo alto se fez ouvir entre as colinas. Os cavalos pararam e começaram a ficar agitado tentando dar meia volta, porem o cocheiro os impelia. John desceu da carruagem a foi falar com o cocheiro, esse mantinha um terror estampado na face e falando um inglês bem rudimentar disse.

- Senhor vamos voltar.

- Voltar apenas por causa de um trovão?? Importunos acontecem.

- Aquilo não foi um trovão senhor — disse o cocheiro descendo para seguras os cavalos mais firmemente. — Aquilo foi um sinal.

John deu uma risadinha interna, achou graça das crendices populares e do efeito que elas tinham em gente ignorante.

- Vamos, não seja mole estamos quase chegando. — Disse John enquanto fazia menção em subir novamente para dentro da carruagem, quando de repente um conjunto de uivos foram ouvidos novamente, dessa vez muito perto. os cavalos se eriçaram novamente e se recusaram a prosseguir, andando em círculos com as rédeas firmes entre as mãos do cocheiro.

- Por favor senhor não vê que esta ficando cheio de lobos e que uma tempestade vai cair em breve.

- Por favor eles não estão tao perto e a tempestade vai demorar umas duas horas pra começar.

O cocheiro se ajoelhou perante de John misturando alemão com inglês implorou para que eles fossem embora antes que fosse tarde. John achou melhor liberar o cocheiro daquela viajem, mas iria prosseguir a pé. O cocheiro tentou algumas vezes convence-lo a desistir mas John não lhe deu ouvidos e apos o estrondo se repetir pela terceira vez o cocheiro disparou de volta ao vilarejo.

Sozinho John caminhou pela estrada, não estava assustado mas apenas com pressa. Meia hora depois a chuva começou a despencar com grossas gostas se arrebentando no chão, o vento vinha com uma forca de um titã, quase arrancando John do chão.A chuva estava cada vez mais espessa não demorou muito para que ele não conseguisse en xergar mais nada em sua volta, quando a luz de um raio iluminou uma construção poucos metros adiante. Cambaleando John se dirigiu para la cansado. Ao chegar não enxergava um palmo adiante e começou a tatear o chão para ter uma ideia da sua localização.

Subiu alguns degraus e se encontrou diante de uma enorme porta de carvalho corroída pelo tempo. Empurrou a pesada porta que se abriu prontamente, ele a empurrou e conseguiu fugir da chuva se abrigando em um breu. Sem nenhuma forma de enxergar como era o local que se encontrava teve a ideia de abrir uma festa da porta apesar da chuva, para entrar um pouco de luz. Quando puxou a porta esta não se abria mais. Depois de varias tentativas com o desespero pungindo em seu coração e seus dedos em carne viva desistiu. Quando ouviu algo que apenas aumentaria seu desespero. O barulho ouvido anteriormente que tanto assustou o cocheiro e os cavalos foi ouvido novamente,mas dessa vez ensurdecedor e perto... muito perto.

continua....

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.