Desabafos solitários

1 O florescer de um desabafo


Notas iniciais
Como o próprio titulo diz, apenas um desabafo solitário.

Por onde começar? Eu me pergunto, já que pensar sobre isso é mais fácil do que por no papel. Às vezes eu sinto um peso enorme dentro de mim, que não consigo me livrar. Nem mesmo com a ajuda das pessoas. Sinto que a melhor maneira para isso, é me isolando e escrevendo algo, como estou fazendo agora. Escrever me deixa melhor, me faz esquecer um pouco das minhas tristezas e do imenso vazio que sinto às vezes. E como se as palavras fossem minhas melhores amigas, assim como a melodia de uma música. Não há explicação, ou respostas para isso, mas as palavras e a melodia de uma canção quando combinadas, tranquilizam minha alma, mesmo que seja por um breve momento. Afinal, a felicidade é algo momentâneo, e a tristeza e a melancolia não. É um sentimento que nunca vai embora. Por mais que tente evitá-las, elas sempre estarão lá, te acompanhando.

No fundo, todos nós não passamos de almas tristes e solitárias, em busca de um propósito que poucos conseguem alcançar; A verdadeira felicidade. Por que é tão difícil de alcança-la? Por que alguns têm a graça de encontra-la e outras não? Seria a felicidade um paradoxo? Eu me pergunto, pois são tantos porquês sem resposta alguma. Mas afinal, o que seria a verdadeira felicidade? Será que alguma vez a senti sem ser algo momentâneo? Não, acho que não. Acho que a verdadeira felicidade é quando finalmente encontramos aquilo que queríamos encontrar. Aquilo que nos enche de amor e alegria, que nos faz esquecermo-nos dos sentimentos ruins e negativos que possuímos em nosso íntimo. Aquilo que permanece e não se desfaz jamais. Algo que nunca senti. O que mais prevalece no interior de meu ser, são a solidão e a tristeza. Sentimentos que sempre andaram comigo, mas que agora depois de adulta, floresceram de vez em meu coração.

Não que eu não goste da solidão, até gosto e aprecio-a, mas às vezes, solidão demais sufoca. E o silêncio torna-se dolorido. E a tristeza, bem, se torna imutável. Muitas vezes me sinto como uma casca vazia, sem sentimentos, e sem nada para oferecer. E outras vezes, me explodo de sentimentos e emoções que não sei explicar. Sentimentos que nunca senti, mas que almejo muito compartilhar. Mas compartilhar com quem? Se só enxergo a solidão em volta? As incertezas de encontrar alguém que preencha o meu vazio, corrói o meu ser. Talvez seja a chave da minha maior frustração e medo: Viver uma vida sem conhecer os sentimentos de amor e felicidade. Pensar nessa possibilidade faz meu coração chorar.

Há coisas que são melhores ditas em forma de palavras, do que contadas. E essas sensações são uma delas. Não que eu não aprecie desabafar minhas tristezas com alguém, mas é que é mais gratificante escrever sobre o que sinto em um simples pedaço de papel, do que compartilhar com pessoas. Pois escrever, liberta a alma. É como uma terapia, na qual a cada linha que escrevesse, você conhecesse a si próprio. Uma forma de compreender a si mesmo. Por isso me expresso melhor escrevendo do que falando. É como se as palavras transmitissem a sinceridade e a intensidade de meus sentimentos. Nunca sentiu isso, caro leitor? De que as palavras são mais confortantes do que diálogos? Ah, pois eu sinto isso, assim como a musica. Uma bela combinação não acha? Assim como as palavras, a música também compreende nossos sofrimentos e aflições.

Nunca sentiram a tristeza nas melodias de Beethoven, por exemplo? Ou a doce melodia romântica de Chopin? Ou as aflições de Mozart em seus réquiens? Às vezes quando não temos palavras para descrever o que sentimentos, a música, com sua bela melodia, respondem por nós. A varias maneiras de desabafar, apenas escolha uma para te ajudar. Devo dizer que me sinto um pouco melhor agora, depois de colocar tudo que sentia pra fora. Mas ainda não acabou, nunca acaba. Voltarei a escrever, sempre que sentir que é necessário.

Notas finais
Então, caro leitor, obrigada por um minuto de sua atenção. Espero que de alguma maneira, através desse pequeno texto, você tenha se identificado um pouco comigo. Até o próximo desabafo.