(Des)Amor

3 Momento


Notas iniciais
Mais uma one

Me lembro perfeitamente de como tudo aconteceu, do momento exato em que minha vida começou a desmoronar, era umas 22:00h, nós voltavamos do shoping, Ana nossa bebezinha dormia no banco de trás, lembro de ficar imprecionada, pois a pequena dormia até mesmo com os gritos que eu e Rosa davamos em mais uma de nossas brigas bobas.

–Ela tava olhando pra você. -gritava ela livida de raiva me acusando de flertar com uma das atendentes do shoping.
–Chega de paranoia Rosa, pelo amor de Deus.
–Então você me acha paranoica Angela, talvez aquela biscatinha não seja paranoica como eu.
–Cala boca Rosa, olha a besteira que você tá falando.
–Não me manda cala a boca, eu to cheia disso, dessas vadiazinhas dando encima de você!
–E o que você quer que eu faça? Seja grosa com as pessoas por que você tem a ilusão de que elas estão dando encima de mim.
–Se ao menos você para-se de dar trela pra essas garotas.
–Dar trela? Rosa para de loucura.

Freei o carro, bufando de raiva e o manobrei estacionando em frente a uma conveniencia aberta, desci do carro batendo a porta.

–Aonde você pensa que vai Angela? -Rosa desceu do carro tambem.
–Comprar cigarro.
–A não vai mesmo volta aqui!

Dei as costas a ela entrando na loja e Rosa tambem veio atrás gritando.

–Você não vai comprar essa porcaria.
–Eu vou, você não é minha dona Rosa.
–Não, eu sou sua esposa e eu não gosto que você fume.
–Volta pro carro Rosa.

Ela bufou antes de bater a porta da lojinha atrás de si, fechei meus olhos por um segundo tentando manter a paciencia que a tempos já estava por um fio, abri meus olhos ao mesmo tempo que um grito invadiu o local, eu conhecia aquele grito, era o grito da minha mulher, sai correndo atrás dela, Rosa chorava olhando para rua vazia, demorou um tempo até meu celebro entender o que estava acontecendo, o carro, o carro não estava mais lá, Ana não estava mais lá e naquele momento começei a chorar junto a ela.
A Policia foi chamada, foram dias e dias atrás de alguma pista, alimentando a esperança de que eles a achariam, de que ela voltaria para nós, mais ela não voltou, e com o tempo fui me acostumando fui tentando camuflar o vazio que havia ficado em minha vida com sorrisos falsos e gestos vazios, tentava consolar Rosa, faze-la ao menos um pouco feliz, mas ela não me permitia fazer isso, se culpava, eu me culpava,muitas foram as vezes que engoli meu orgulho com suas ofenças que chorei em silencio e que a ouvi chorar durante as madrugadas, e naquela depresão nosso casamento se tornou uma prisão sufocante onde ambas estavamos presas e ligadas a uma culpa incosolavel, não havia como continuar, as brigas cada dia mais feias e ostis, era como viver um pesadelo um dia após o outro sem esperanças de acordar, por fim fomos nos afastando e cada uma seguiu sua vida lidando com seus proprios medos sozinhas.
Meu mundo a muito havia perdido o sentindo, e eu não pude fazer nada para mudar isso, a dor que sinto até hoje, só Deus sabe o quanto me arrependo por ter saido atrás daquele maldito cigarro, por não saber como consolar Rosa, por não ser forte o bastante para lidar com isso.
Quando perdi Ana uma parte de mim deixou de existir a palavra felicidade deixou de fazer sentido, aquele ladrão roubou minha filha, minha vida, ele levou o meu mundo.

" conto curto"

Ainda hoje me lembro daqueles beijos, final de festa, quase noite, não sei ao certo o que me atraiu a ela, talvez fosse seus olhos que por um breve momento fitaram os meus ou a cor dos seus cabelos tão incomuns, uma das minhas favoritas na verdade, talvez tenha sido o sorriso, até hoje eu não sei ao certo, mas ela me atraiu e quando dei por mim já deslizava minhas mão por entre seus fios de cabelos, já apertava seu corpo ao meu, era quase impossível parar, nem mesmo o ar me fez falta, naquele momento tudo o que queria, tudo o que precisava estava entre meus braços aquecendo meu corpo, acendendo minha alma, lembro dos meus lábios percorrendo seu pescoço e de minhas mãos a apertando forte como se não pudessem solta-lá, míseros foram os segundos que nos separamos em busca de ar, segundos o suficientes para lhe perguntar seu nome “Heloisa” foi o nome que escapou de seus lábios, foi o nome que gravei em minha mente, e de novo juntamos nossos lábios naquela pequena batalha que nossas bocas travavam em busca de prazer.

Então nos separamos alguns garotos nos importunavam, eles queriam participar, mais mesmo que tentassem, eles não teriam chance alguma, naquele breve momento de calor Heloisa me pertencia e eu me entregava a ela, novamente nos separamos quando alguns amigos vieram lhe procurar, ela pediu mais alguns minutos que lhe foram concedidos, sorri feliz ao ver que ela também me queria, peguei em sua mão a levando até um canto escondido, sentei apresada puxando ela sobre meu colo voltando a beija-la, era uma necessidade senti-la tentei me controlar, juro que tentei mais minhas mãos ganharam vida e se puseram a passear sobre seu corpo, minutos depois seu amigo voltara a levando, corri atrás dela, eu não podia ter apenas seu nome, pedi um contato, Heloisa me deu seu telefone se afastando de mim e voltando logo em seguida para um ultimo beijo, o beijo da despedida, e assim ela partiu, me deixando apenas com um nome, um numero, uma lembrança dos seus lábios."

Notas finais
Poxa galera to ficando desanimada de postar minhas fics, por eu vejo que o numero de leitores ta sempre cresendo porem eu quase nunca recebo comentarios o que é muito triste, sempre fico frustada com isso, poxa não custa nada deixar um reviews né?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!