Depressão
2 Tentar Salvar O Que Restou DE MIM.
Notas iniciais
O rapaz foi até a sua casa para vê-la, ele entrou em seu quarto e lá estava ela deitada de costas para ele encolhida, então ele pensou que ela voltaria a ser aquela garota sorridente e alegra como sempre foi.
A garota tinha nojo de si mesma, ela se sentia insegura, culpada, e estava tão machucada que nem o amor que sentia por seu namorado foi capaz de faze-la superar, ela não queria ver ninguém, não se importava mais com nada, mais nada a fazia feliz. Todas as noites ela acordava chorando por causa dos pesadelos que tinha com aquela noite.
Semanas haviam se passado e tudo continuava do mesmo jeito, a garota não comia e não saia do quarto. Sua mãe olhou para ela triste e debilitada em cima da cama com lágrimas rolando pelo rosto sem expressão alguma.
Eles mataram minha filha pensou sua mãe. Sem ter mais o que fazer ela levou sua filha a um psicólogo e lá descobriram que a garota estava doente, ela estava em depressão distimia.
A garota começou a tomar antidepressivos. Em uma tarde qualquer ela levantou da cama e foi até o banheiro, abriu a torneira e deixou a banheira encher, quando já estava cheia ela entrou e afundou, prendeu a respiração até não aguentar mais. Naquele quinta-feira era um dos dias em que seu namorado iria vê-la sempre, ele bateu na porta do seu quarto mais como ela nunca respondia ele a abriu, ela não estava na cama como sempre estava então ele foi até o banheiro, a porta estava trancada, ele bateu, chamou pelo seu nome mais não teve nenhuma resposta, já muito preocupado ele tentou arrombar e conseguiu. Quando à viu na banheira correu até lá e pegou à nos braços, a garota estava inconsciente, ele fez respiração boca á boca fez tudo o que pode para salva-la, o desespero invadiu o seu peito, chorando e pedindo para ela não morre, ele gritou pelo seu nome várias e várias vezes, pediu a Deus para não leva-la agora, que ela precisava de uma chance para voltar a viver, a garota começou a tossir e depois à chorar em seus braços e todo tempo ele dizia que estava tudo bem, que iria ficar tudo bem. Que ele estava aqui e que sempre estará.
A garota mais uma vez foi para o hospital mais ficou lá por pouco tempo, ao voltar para casa a sua mãe foi orientada pelo psicólogo da filha, ela escondeu o frasco de remédio e deixou a porta do quarto aberta e sempre ia olha-la.
Então ela pensou, a minha vida não tem mais sentido, não quero continuar aqui.
Um mês havia se passado e nada havia mudado, o rapaz sempre ia vê-la, o irmão da garota depois da escola corria o mais rápido possível para casa, tropeçando. Ele queria ter a certeza de que sua irmã não havia se suicidado enquanto ele estava na escola, a sua mãe tentava o máximo possível motivar sua filha ir em vários médicos para achar uma solução para a garota. O seu pai havia indo embora quando ela era apenas um bebe. Então ela só tinha a eles, mesmos com todas essas pessoas que a amam ao seu redor ela se sentia só.
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