Depressão
1 Tic-Tac!
Enquanto seu corpo se mantinha paralisado na cadeira, sua atenção era completamente roubada pelos ponteiros do relógio, o único barulho que completava aquela sala, nada mais, nem se quer mais um som. Seus Olhos começaram a lacrimejar enquanto seus dentes se mantinham serrados. Apesar do objeto barulhento tomar sua atenção, sua mente parecia estar em outro lugar.
Então 14:00 marcou o relógio. Bryan se revirou na cadeira e olhou para trás, mas só havia uma porta, apenas uma velha porta de madeira. O homem cogitava a possibilidade de passar por ela, mas tinha medo da rejeição. voltou novamente o olhar para o relógio, limpou as lagrimas, que desciam pelo rosto, e levantou-se.
Seu corpo era forte, e sua barba dava um ar de sério, mas seus passos entregavam o desgaste físico. Suas mãos se agarravam as paredes até chegar ao outro comodo da casa.
Sentou-se sobre o sofá e ali ele permaneceu, por minutos, por horas, com o olhar perdido.
O jovem homem não bebia a um bom tempo, muito menos comia. A paranoia mastigava seu coração... E sem nem mesmo perceber ele era vitima da própria cominação.
Ignorava tudo e todos, tinha medo de machucar e de ser machucado. O homem era covarde, e a muito tempo não via o sol.
Levantou-se e caminhou, o barulho do relógio aumentava a cada passo. Lá estava a cadeira, e seu velho amigo relógio.
Da porta podia se ouvir um barulho, alguém o chamava. A vontade de abrir a porta era imensa, mas Bryan atentou-se a sentar na cadeira, enquanto o relógio ditava o tempo.
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Tic-tac! Tic-tac!
Emerson L.
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