Depois dos Seis

1 Convocação


Notas iniciais
Olá! Eu não pretendia postar nenhuma história nova por agora, mas com a possibilidade do fim do mangá Bleach, eu não poderia deixar de prestar minha homenagem. Porém, como eu estou muito sem tempo ultimamente, não tenho ainda um dia definido para fazer as atualizações. E também vai depender se quiserem que eu continue com a história. Quem leu a primeira história que eu postei pode perceber que essa história acontece depois daquela, porém não é necessário ler a anterior para entender essa.

— Getsuga Tenshou!

Rukia teve tempo apenas de olhar para cima e ver um vulto negro pular velozmente sobre sua cabeça. No minuto seguinte, o hollow que a atacava foi jogado violentamente contra a parede de um prédio, levantando poeira.

— Ichigo! – ela gritou, sentada sobre seus calcanhares no chão. Rukia ainda não estava totalmente curada de uma gripe de dias atrás. Mesmo depois de ter mudado há anos para o mundo humano, não estava totalmente acostumada com as doenças comuns dos vivos. Sentia-se um pouco fraca nesses últimos dias, mas não dava o braço a torcer. A nobreza Kuchiki jamais passava uma imagem de fraqueza.

— Está tudo bem, meu amor – Ichigo lhe devolveu um sorriso presunçoso – Vou acabar logo com esse hollow.

O hollow emergiu da nuvem de poeira, fazendo um barulho medonho, e avançou contra Ichigo. O substituto de shinigami continuava ágil como nos seus anos de colégio e desviou facilmente do monstro. Ao invés de terminar com a luta de uma vez, como havia prometido, Ichigo ficou brincando de se desviar dos inúteis golpes do hollow.

— Ichigo – Rukia conseguiu levantar e agora tentava alcançar os dois.

— Fique onde está, Rukia – ele acenou para ela e virou-se para o hollow – Bom, acho que agora vou ter que acabar com você. Não é nada pessoal. Sabe como é, a Rukia está me chamando, ou seja, não vai demorar muito para ela perder a paciência e nem queira ver quando ela fica brava...

Ichigo faz apenas um movimento e um golpe em forma de meia-lua escura voa na direção do hollow. A colisão foi violenta e o hollow foi completamente pulverizado. Ichigo pousou no chão e dirigiu-se para onde Rukia estava com um sorriso vaidoso nos lábios. Com certeza, receberia elogios da baixinha por sua atuação ao salvá-la do hollow.

— Imbecil! – Ichigo quase caiu para trás, sem ar, com o murro que recebeu na boca do estômago – Como se atreve a se por em perigo dessa maneira inconsequente?

— “Obrigada, meu amor” – Ichigo disse em uma falsa voz debochada, ainda fazendo caretas de dor e massageando a barriga – “Você foi tão corajoso vindo me salvar. Estou tão feliz por poder contar com você”. Você sabe que qualquer mulher normal falaria isso depois do que aconteceu, não é? E você pensa que eu não sei, Rukia? Você ainda não se recuperou totalmente.

— Idiota. Eu não estava precisando da sua ajuda – Rukia devolveu de forma arrogante – E se você morresse de maneira tão estúpida fazendo essas gracinhas? Eu não casei para criar uma filha sozinha.

— Quanto exagero – ele continuou, aborrecido – Até parece que isso iria acontecer. E, além do mais, foi você quem pediu minha ajuda.

— Eu não pedi sua ajuda.

— Pediu, sim – Ichigo coçou os cabelos – Disse quando saiu de casa. Você disse “Ichigo, vou precisar de você para lutar”.

— Eu disse para você por sua roupa para lavar – ela cruzou os braços – Está vendo que você não me escuta?

— Eu escuto, sim – Ichigo fez bico – E sei perfeitamente o que devo fazer.

— Espera um pouco, Ichigo – Rukia parecia ter acabado de pensar em algo – Se eu e você estamos aqui, quem ficou com Hisana?

Os dois se entreolharam com os olhos arregalados e, como se fosse uma espécie de sinal, começaram a correr de jeito meio desesperado. Quem visse os dois diria que eles estavam disputando uma corrida até em casa. Não precisavam nem de shunpo.

Chegaram em questão de minutos e Ichigo escancarou a porta da frente com um chute. Mas, a afobação foi tanta que ele tropeçou na entrada e caiu para dentro da sala. Rukia, que vinha logo atrás, não conseguiu frear a tempo e acabou caindo por cima dele. Os dois olharam para cima e deram de cara com Hisana sentada no sofá, observando os dois embolados no chão com as sobrancelhas levemente arqueadas.

— Hisa – Ichigo levantou, após Rukia ter saído de cima dele, olhando tudo ao redor. Parecia que estava tudo estranhamente arrumado – Estava fazendo o quê?

— Está passando desenho, papai – a menina se apoiou no encosto do sofá e ficou pulando nas almofadas – Vem ver comigo.

— Não pula no sofá, Hisana – Rukia ralhou com ela.

A garota imediatamente sentou no sofá e fez uma pose comportada. Ela é esperta, Ichigo pensou, coçando a cabeça.

— HISANAAA! – uma cabeleira ruiva surgiu da cozinha carregando um grande balde colorido – Eu trouxe as pipocas.

— Renji – Ichigo chamou, irritado – Como diabos você conseguiu entrar aqui em casa?

— Boa tarde para você também, Ichigo – Renji disse com ironia e sentou ao lado de Hisana no sofá. Renji nem sentara direito e Hisana já atacava o balde com suas mãozinhas inquietas – E, a propósito, foi sua filha quem abriu a porta para mim.

— Hisana, eu já não disse para você não abrir a porta para qualquer um? – Ichigo reclamou.

— EU NÃO SOU QUALQUER UM, SEU MALDITO!!

— OLHA A BOCA NA FRENTE DA MINHA FILHA, SEU IDIOTA!!

— CALADOS!! – Rukia gritou mais alto que os dois – Se vocês dois não se comportarem como gente civilizada, eu juro que não responderei pelos meus atos!!

Ichigo e Renji amarraram a cara e ficaram resmungando algo sem sentido.

— Agora, Renji – Rukia disse, depois de se recompor – o que você veio fazer aqui uma hora dessas? Você não deveria estar na sua divisão?

— Eu vim aqui para dar um comunicado para vocês dois – ele apontou para os amigos – Vocês foram convocados para uma reunião extraordinária na Soul Society. O comandante pediu a presença dos dois. Sem exceções.

— O Ichigo também? – Rukia estranhou o chamado – Deve ser muito importante. É sobre o que?

— Não sei – Renji abanou a cabeça – Mas ele chamou todos os capitães e tenentes das divisões. Parece que é algo muito sério.

— Iremos logo, então – Ichigo confirmou ao ver a expressão preocupada no rosto de Rukia.

— Certo – Renji continuava comendo pipocas ao lado de Hisana como se estivesse na própria casa – Mas não se esqueçam de deixar Hisana com alguém antes de sairmos. Quanta irresponsabilidade de vocês deixar uma criança sozinha. Ainda mais sendo a Hisana...

— Como assim “sendo a Hisana”? – Ichigo já estava espumando de raiva com a total cara de pau do amigo.

— Sabe como é – Renji meneou a cabeça – Hisana pode ter a ideia de colocar fogo na casa ou alguma coisa desse tipo...

Ichigo não gostou nem um pouco do comentário. E, pela cara de Rukia, ela também não. Com exceção dele mesmo e de Rukia, ninguém poderia falar mal dos modos de Hisana. Nem mesmo seu pai, Isshin Kurosaki, quanto mais Renji. Apesar de que Ichigo reconhecia que, apesar de Hisana ser sua amada filha, convenhamos, ela não era uma criança nada fácil.

— Com certeza, é você quem fica dando essas ideias para Hisana – Ichigo rosnou.

— Eu mesmo que não – Renji respondeu, quase encostado a testa com a testa de Ichigo – Você que provavelmente é o mau exemplo aqui.

— Ora, seu – Ichigo empertigou-se todo contra ele.

— É melhor pararmos por aqui – Rukia empurrou os dois, cada um para um lado – É melhor deixar Hisana com seu pai e suas irmãs, Ichigo, e irmos logo para essa reunião antes que eu tenha de bater em vocês dois.

Notas finais
Eu sei que essa foto de capa não tem nada a ver, mas é que eu não tinha nada melhor e não vai dar tempo de eu desenhar uma capa. Se alguém tiver uma sugestão, eu estou aceitando.