Notas iniciais
Ah, o capítulo 9 finalmente, escrevi na velocidade da luz e espero que esteja bom.

Christine pulou da cama, naquele dia não havia aulas, mas ela tinha muita coisa para fazer, foi conferir o salão onde dançariam, e recebeu também o marido da sultana, que chegou de carruagem, ela estava na fileira de nobres e fez uma reverência para ele e para o filho dele, Mazenderã o recebeu com um beijo, o homem era alto, com pela cor de caramelo, cabelos castanhos lisos e olhos negros como azeviche, seu filho tinha o mesmo perfil, com olhos verdes no caso, eram homens bonitos, e a soprano percebeu que a sultana tinha uma filha também, com cerca de 12 anos, que era a cópia da mãe, somente Parham não estava lá, felizmente, depois a menina subiu apressada, e deu uma última revisada na coreografia com as meninas, Femke estava entre elas e ria como se nada tivesse acontecido, apesar de Christine perceber que havia algo suspeito nela, algo não estava bem, nos outros andares, criados corriam com bolos para lá e para cá, trajes sociais para arrumar, comidas para fazer, salões para limpar, pois o sultão estava de volta, até as fofocas que diziam que Erik e Mazenderã tinham um caso sumiram, tudo mudara, o sultão fora para o quarto com a sultana, e não sairiam tão cedo, diziam que eles estavam planejando um quarto filho, mas ela não imaginava que fosse tão cedo, ela pegou as roupas para a apresentação, correndo desesperadamente, as caixas balançando, quando uma sombra negra surgiu do seu lado:

– Posso ajuda-la? – A menina entregou algumas caixas a Erik, que sorriu.

– Está uma loucura esse palácio.

– Definitivamente, eu também estou sendo importunado, casar requer muitas provas de roupa.

– É, realmente parece que vai ser uma grande festa.

– Eu conto com você para que ela seja inesquecível, chegamos no seu quarto. – Ele deu as caixas a soprano e saiu, dentro do quarto as meninas pegaram as suas roupas com animação, eram roupas iguais, mas mesmo assim elas comparavam, só iriam se arrumar mais tarde, mas era bom já provar os trajes. A noite se aproximou e elas começaram a se arrumar, perfumes passavam de mão em mão, maquiagens eram divididas, Christine teve a maquiagem feita por uma moça, e então começaram a se vestir, algumas precisavam de ajuda para fechar o vestido, mas tudo deu certo, quando deu a hora de ir para o baile, elas começaram a descer apressadamente, mas uma voz chamou a moça:

– Anisah. – Femke estava no canto, a cabeça abaixada.

– O que houve?

– Gostaria de me desculpar pelo que fiz, foi muito feio, retiro minhas palavras.

– Não foi nada e... – De repente Femke correu para a porta, e saiu trancando a menina lá dentro.

– FEMKE! ME DEIXA SAIR! – Não havia barulho no andar, ninguém conseguiria escutar, a soprano se desesperou, iria ficar presa ali? Já deviam estar se apresentando, Femke tomaria glórias e ela passaria por irresponsável, Deus, nada poderia... De súbito a porta abriu e uma figura alta sorriu para ela:

– Pelo jeito eu sempre tenho que salvar você, não é mesmo?

– Erik, muito obrigada mesmo!

– Não se desespere, aconteceu um probleminha com água do terceiro andar, então o baile começará um pouco mais tarde. – Ele piscou suavemente, e ela compreendeu que o problema não aconteceu sozinho.

– Eu ainda não sei porque ela fez isso comigo.

– Está na cara que ela te culpa, mas é melhor você ir lá e arrasar na apresentação, assim ela irá morrer de inveja.

– Está bem. – Eles chegaram na entrada para o pequeno palco, e Erik deu uma olhada nas dançarinas:

– Estão belíssimas senhoritas. – E se retirou, as meninas perguntaram se ele havia trago ela ali, todas animadas, Femke a encarou com um olhar invejoso, e logo anunciaram que elas teriam de entrar, na hora da apresentação, Christine entrava primeiro, dando alguns giros, e deu um espacate, então entravam as meninas com os véus, rodopiando fazendo com que estes voassem por cima das cabeças, algumas rebolavam um pouco, entraram as outras, que fizeram com Christine, a maior parte da apresentação, elas rodopiavam entre os véus, a soprano rebolou um pouco, mas principalmente saltou, os véus beijavam suavemente sua face, quando elas terminaram, todos aplaudiram, se levantando, foi então que se deu início ao jantar, as meninas mudaram para os trajes formais, e se sentaram em uma mesa separada, mas próxima das dos nobres, a soprano tinha de sentar na mesa dos nobres, e observou Mazenderã em seus belos trajes, um belo vestido verde de seda, que ressaltava a cor de seus olhos, os cabelos negros presos no alto, o marido, que a menina descobrira que se chamava Hamed, vestia os melhores trajes persas, vermelhos, e vestia uma faixa verde, que provavelmente indicava sua autoridade com sultão. Parham estava ali, com seu irmão Ghait e a irmã Helia. Ghait tinha uma esposa, que possuía traços chineses, e uma tez muito suave, Parham encarava Christine, que desviou o olhar e respondeu com cortesia os elogios, um dos nobres disse:

– Realmente foi uma esplêndida apresentação, eu estudo artes, e ali eu vi uma bela demonstração, você pareceu voar, eu realmente adorei.

– Muito obrigada, espero que todos tenham pensado como você.

O próprio sultão deu um breve elogio para a menina, e Mazenderã acenou a cabeça em um gesto de aprovação. Eles jantaram bem, havia cordeiro recheado, com batatas ao molho e suco de laranja muito doce, a menina comeu pouco, já que ela estava muito nervosa, Erik abraçava Roya, então anunciaram a hora da valsa, todas as meninas, incluindo a soprano, se enfileiraram na parede e esperaram, os homens tirariam uma para dançar, o sultão levou uma das mais velhas, o filho mais velho do sultão levou Indra, que sorriu suavemente para a amiga quando foi escolhida, Parham quis se levantar, mas tecnicamente ele não era homem ainda, outros nobres de linhagem alta levaram outras garotas, e então o Fantasma se moveu, se dirigindo a soprano, que rezou para que ele mudasse de ideia, mas ele pegou a mão de Christine e falou:

– Me concede essa dança?

– Claro. – Quando a música começou, ele foi gentil, conduzindo-a na dança, mas quando esta chegou perto do fim, ele começou a falar:

– Você dança tão bem como se já tivesse sido bailarina.

– Obrigada.

– Tem uma beleza dos anjos.

– O-obrigada.

– E tem uma voz tão doce que até parece que já foi uma soprano, não é mesmo, Christine Daaé?

Notas finais
Hehehehe, as coisas estão feias pra ela, o que será que ela vai fazer? Bem, só no próximo capítulo, beijos e até lá.