Depois do cair das cortinas
15 Inverno
Notas iniciais
O homem caiu no chão e Christine foi até ele, somente uma coisa escapou de seus lábios:
– Minha máscara. – Ela colocou a máscara de novo no amado, e se ajoelhou de frente ao corpo dele, chorando com a cabeça encostada na barriga dele, não demorou muito para o socorro chegar, atraídos pelo barulho de tiro, ela não viu para onde os homens foram levados, mas ela foi para um hospital com o filho, lá ela amamentou o filho, que foi levado para alguns exames, ela também foi examinada, e depois recebeu a visita de um policial:
– Senhora, Christine Daaé.
– O que?
– Vou lhe fazer algumas perguntas.
– Pode fazer.
– A criança é seu filho?
– Sim.
– O homem loiro morto é o pai? – Ela pensou por um instante.
– Não.
– Então o homem com rosto cadavérico é?
– Sim, mas não o chamem assim. A propósito, ele está vivo?
– Sim, a bala acertou de raspão uma costela, vai se recuperar. Mais tarde irei perguntar a história inteira, mas por enquanto descanse. – Ela se alimentou e dormiu um pouco, mais aliviada por não ter acontecido nada com Erik, mas tinha de inventar uma história, e quando o policial voltou, ela tinha uma boa para contar:
– Vamos começar, por que razão o pai de seu filho matou o outro homem?
– Para começar, aquele homem morto é Raoul de Chagny, vocês devem saber da história de meu rapto, bem, já acharam o cadáver do Fantasma, mas esse visconde também me raptou, me obrigou a ser a esposa dele, mas eu consegui com o tempo fazer ele ceder, ele falou que me daria o divórcio, então me envolvi com esse homem, achando que estaria livre para ficar com ele, mas Raoul não cedeu, voltando atrás, eu já estava grávida na época, então quando meu bebê nasceu o visconde quis mata-lo, mas Nicolas – Ela inventou o nome ás pressas. – O impediu, eles brigaram e ele acabou matando para se proteger.
– Então você livra este Nicolas de qualquer culpa?
– Sim.
– Bem, você é a única testemunha, levarei em conta seu depoimento, depois tentarei algo com esse tal de Nicolas, mas pense bem, ele não é homem para uma mulher como voc...
– Por favor senhor, eu o amo.
– Está bem, até mais. – Mais tarde Christine visitou Erik e lhe contou sobre o que ele precisava dizer, e felizmente, ele atuou muito bem.
8 anos depois.
Christine estava na confortável casa na França, René brincava Heloísa, a filha de Meg e o conde, as coisas haviam se ajeitado com o tempo, Erik pegou todo o dinheiro que ele tinha, tanto em bancos persas quanto em bancos franceses, e construiu uma mansão, a soprano ficou animada quando soube que a amiga estava casada com alguém da nobreza, e as duas famílias se tornaram amigas, quando ela saiu da antiga vila do porto, as velhas a chamaram de concubina, prostituta e vários outros nomes, mas ela não ligava, estava feliz demais. Erik chamou Mazenderã, que pediu desculpas a menina, um tanto constrangida, e fez questão de levar um baú com vestidos e trajes masculinos persas, o Fantasma prosperou nos negócios, com influência em várias empresas importantes, eles se tornaram ricos, e como já haviam dado o Fantasma como morto, nada nunca foi especulado. Roya havia dado tantas juras de amor, porém tinha cedido a um príncipe de uma grande província, o que só contribuiu para o poder de Mazenderã, Erik cumpriu a promessa e doou os livros para Gaston Leroux, anonimamente, menos um, o mais novo dele, que contava toda a história dela a partir do rapto de Christine, Leroux fez um livro que foi um fenômeno, e eles riam com isso, se divertindo com as pessoas que falavam que não era real, mas a principal coisa, foi algo que Christine percebeu somente depois, sentada com o marido no sofá: Definitivamente, aquele amor não morreu no inverno.
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