O céu parecia mais perto quando eu era menor.

Ontem eu fiz 21 e eles disseram que eu não vou mais crescer. Que esse é o máximo que eu consigo. E o que fazer com essa informação quando se olha para o alto e percebe que ainda não é o suficiente?

O que mais eu posso querer se não um pedaço daquilo que nunca sai do topo de minha cabeça?

A partir de agora, só vou diminuir. A gravidade traz o peso, mas é a melancolia que me afoga, e as más decisões que fazem pressão para baixo. E o horizonte fica cada vez menor.

Um dia desses, vou acabar ficando de joelhos.

E aprender a fazer tudo como um iogue. A fazer tudo com arte.

Mesmo de joelhos, manterei os olhos fixos ao céu. Até deixar de existir. Até me tornar um com as árvores, com o vento, com as nuvens. Com o amor.

Perceber que há formas maiores de se crescer.

E então florescer.

Fazer a minha alma dançar tão alto quanto as minhas esperanças.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!