Depois do Fim

8 Depois do Fim


Notas iniciais
Oi, oi! Volteeeeeei *-* Sentiram minha falta? kk #zoando Certo, vamos lá aos avisos: Vocês sabem que eu faço o possível pra postar todos os dias, né? Pois é, isso vai mudar um pouquinho porque a partir do dia 11 terei que me concentrar totalmente numa série de eventos em minha vida ligados aos meus estudos. Enfim, não poderei mais postar diariamente, apenas dia sim e outro não. Tentarei seguir essa média até dia 11 e depois devo passar a postar apenas quatro vezes na semana, ou seja, um dia eu posto e nos outros dois não :$ Espero que vocês tenham paciência pra continuar comigo, só farei isso para não ter que escrever capítulos nas pressas e a história perder qualidade. Super beijos e vamos ao primeiro capítulo do ano! Boa leitura *-*

Eu sempre me fazia uma pergunta enquanto estava na Terra: O que haveria depois do fim do meu mundo? Para mim a resposta mais plausível e óbvia era a morte, talvez uma bem lenta e dolorosa, mas sim, esse seria o fim. Daí agora me vejo sabe Deus onde, fazendo sei lá o quê, com gente que nem sei o que são! Deveríamos ter ido a um planeta habitado por outros humanos e não caído por aqui onde devem estar querendo estudar nossos cérebros. Enfim, pelo menos agora eu tenho uma resposta definitiva para minha pergunta, a Terra não acabou para todos, mas sim para mim, Maga e Cas, o que há depois disso? Uma morte lenta e dolorosa, muito provavelmente estamos tão ferrados quanto já estivemos.

Acordei deitada numa maca e a princípio tive dúvidas sobre se o que tinha acontecido era real ou fruto de algum sonho bem longo, mas logo percebi a verdade quando ouvi os sons do lado de fora, as mesmas vozes cheias de palavras que não entendia. Olhei para os lados e detectei uma espécie de medicação colocada em minhas veias, tentei mexer os braços para arrancar aquilo o quanto antes, não sabia o que era, porém, percebi minhas mãos algemadas dos lados da maca.

Medo! Será que já teriam começado os estudos em mim? Movi o corpo inteiro mais freneticamente tentando me liberar e vários equipamentos começaram a soar em protesto às minhas ações, então ele entrou. Abriu a porta com urgência e me olhou com uma expressão séria, falou alguma coisa que não entendi, mas só por isso já sabia que não era o tal Cebola, porém, fixei-me a ele da mesma maneira e com a mesma curiosidade.

Quando vi os ET’s na queda da nave eles trajavam uma espécie de uniforme, de longe parecia feito de algum metal de cor dourada, os capacetes ocultavam totalmente seus rostos, apenas com espaço para uma viseira negra sobre os olhos, mas enfim conseguia ver alguém sem aquilo, quando viu que parei de me mover feito louca acabou sorrindo, dentes brancos perfeitos e alinhados, lábios rosados e os olhos amarelos feito um licor dourado, passaria por humano se não fosse as orelhas mais pontudas, como representávamos elfos na Terra, e a cor dos olhos que só poderia ser lente.

Chegou perto de mim, retrai o corpo, não sabia o que aconteceria se nossa pele encostasse, acho que percebeu porque pausou o ato e sorriu novamente, como se quisesse me tranquilizar, acalmei e ele passou a verificar meus olhos, boca, essas coisas de médico, acredito que era um, confesso, senti uma calma perfeita, fez anotações em um equipamento qualquer e ficou me olhando.

– Você não me entende, certo? – Decidi quebrar o silêncio que estava me matando. Ele só inclinou a cabeça com cara de dúvida, eu ri da expressão, ele parecia muito bobo.

Foi quando a porta abriu novamente e entrou alguém que nem se quer sabia que estava esperando, o alienígena de nome esquisito, Cebola, cheio de ares importantes, confiança e frieza nos olhos, que por sua vez eram de um verde esmeralda belíssimo. Ao passar pelo médico, esse inclinou a cabeça numa espécie de reverência, começou a falar com aquela voz grave e autoritária do outro dia, não tirava os olhos de mim, mas sabia que conversava com o outro homem na sala, de repente o médico se alarmou, percebi que começara a falar mais rápido, com certa urgência, entretanto uma única palavra do outro fez com que se calasse.

Ele veio em minha direção e tocou nas minhas têmporas, estava paralisada, senti como se algo desprendesse do meu corpo e viajasse por seus dedos.

– Consegue me entender? – Perguntou com a mesma voz, mas agora na minha língua. Balancei a cabeça afirmativamente, até porque não conseguia articular nenhuma palavra. – Seu nome, qual é?

– V-você p-pode ler m-mentes? – Ele negou com a cabeça. – C-como conseguiu a-aprender minha l-língua tão rápido?

– Pode apenas responder minha pergunta? – Me interrompeu.

– Mônica. Meu nome é Mônica. – Trocou um olhar com o doutor e se dirigiu a ele levando as mãos às têmporas do próprio.

– Agora ele também pode compreendê-la. Peça-o que desejar. Meu nome é Cebola, ele é... Hum... Fica difícil traduzir pra sua língua, mas é algo como ‘Contrário’, de acordo, irmão? – Vi pela primeira vez um sorriso em sua boca, era muito vermelha, como se tivesse comido algo com corante, sei lá, quando me olhou inclinou a cabeça como o doutor, mas com um olhar penetrante, olhar de fome, como quem fixa a comida que deseja; percebi que mordia meus lábios, parei no mesmo instante e tratei de desconversar.

– Contrário? Esse é seu nome? Contrário? – Perguntei rindo, eles voltaram a atenção a mim e fiquei sem graça.

– Sim, eu acho. – Se adiantou o Cebola, mas aquele olhar havia desaparecido.

– Eu posso te chamar de Do Contra ou, só pra facilitar, DC?

– Claro, como desejar. – Falou com os olhos mais brilhantes ainda. Cebola ficou nos encarando, mas pigarreou e anunciou sua saída, do nada aquela pessoa distante tinha retornado à sua personalidade e, de certa forma, já senti falta do sorriso. DC inclinou-se novamente e ele saiu da sala. – Desculpe meu irmão, ele anda realmente tenso.

– Vocês são irmãos? – Perguntei porque não eram parecidos em nada e o doutor o tratava com certa reverência.

– Não de sangue... Na verdade, os da família real são apenas quatro: O Rei, a Rainha, a Princesa e o Príncipe, que você acaba de conhecer. Eu sou filho de uma das criadas, mas quando fiquei órfão, acabei crescendo sendo criado com o Príncipe por seus pais.

– Huum... Para alguém tão cheio de importância, acharia que ele, na verdade, era Rei! – Ele riu.

– Bem, sim, acontece que o Rei é um pouco avoado, tem um coração enorme, mas não trata muito bem do reino como seus pais falecidos, entretanto, o Cebola parece ter herdado toda essa coisa de governar e carrega muitas responsabilidades sobre os ombros nesse período em que estamos vivendo. – Senti vontade de perguntar qual era o período, mas não queria me intrometer muito, puxei a mão para passar em meus cabelos e novamente percebi que estavam presas, ele notou. – Desculpe te prender assim, mas queria evitar que tirasse a medicação quando acordasse. – Disse já começando a soltar meus braços e tocou meus pulsos observando as marcas que havia deixado.

Eu corei com seu toque calmo e carinhoso, não esperava aquilo, assim que percebeu soltou meu pulso.

– Assim está melhor? – Perguntou.

– Sim. – Sorri em resposta.

– Érrr, vou te deixar descansar um pouco. – Disse virando-se para a porta.

– Ei, espera! – Falei lembrando e quase me enforcando por não ter perguntado antes. – Meus amigos! Magali e Cascão, estão bem?

– Ah sim, estão nas salas ao lado. Tivemos que mantê-los separados... Ordens do Príncipe. – Respondeu sem graça e saiu de uma vez. Me acalmei um pouco.

Adormeci pensando nas duas coisas que mais tinham chamado minha atenção até agora, os sorrisos dos irmãos.

Notas finais
Primeiro capítulo do novo mundo *-* Alguém ansioso pra saber como será tudo por aqui? Não, não? Tudo bem, eu estou, então me conformo! kk Beijos e até o próximo capítulo :*