Depois de Você
19 Capítulo 19 - O que o destino une...
Ao verem que o carro que Elena havia dirigido já estava estacionado na casa, Luna começa a ficar preocupada se Kevin estava esperando-a e de como ele reagiria, depois de ter presenciado aquela cena brutal. Ela mesma não acreditava que havia feito aquilo e por isso, teme que sua nova versão fosse afastá-lo de vez da sua vida. Então depois de saírem do carro, Luna puxa Damon pelo braço para uma conversa e Stefan percebe que aquela era uma conversa entre os dois, então ele decide entrar na casa para verificar a situação lá dentro.
—E se ele nunca mais olhar na minha cara? — Luna está prestes a desabar, extremamente nervosa por pensar em várias possibilidades de reações ruins.
—Eu ficarei bem feliz. — Damon brinca para tentar aliviar a tensão, mas vê que dessa vez ela não acha graça e por isso, suspira fundo, analisando-a e tocando seu rosto acariciá-lo. — Filha… Se ele gosta mesmo de você da forma que ele diz…
—Ele disse? — Luna muda sua expressão, esperançosa ao ouvir o que dissera.
—Talvez… não sei, eu não presto muito atenção no que ele diz. — Damon tenta desconversar, incomodado com a conversa. — A questão é que… É natural que ele precise de um tempo pra processar tudo, mas… eu não acho que ele vá perder a chance de ter uma Salvatore dessas… olhe pra você!
—Você sempre tentando aumentar a minha autoestima… — Ela sorri, sentindo-se bem mais confiante que antes, mas ainda um pouco insegura — Queria que a mamãe estivesse aqui também…
—Eu também. — Damon apenas puxa-a para um abraço e beija sua cabeça.
Lily, Bonnie e Caroline já estavam cientes sobre o que havia acontecido e Kevin ao invés de ter fugido assustado, permanecia ali, esperando por Luna. Suas mãos soavam e ela fica sem ação ao vê-lo ali a sua espera, trocando olhares em silêncio, tempo suficiente para que ela note os sinais de luta em seu rosto. E de repente, ele decide ir até ela para abraçá-la com força. Uma sensação estranha de alívio e prazer toma Luna por inteiro ao ver que não aconteceu nada do que havia previsto, podendo descansar sua mente naquele abraço. Ela realmente sentia algo por ele e não saberia como reagir caso o perdesse para sempre.
—Fico feliz por estar bem. — Kevin diz, segurando o rosto de Luna com as mãos e beijando-a em meio a um sorriso aliviado de Luna.
—Pronto, já é o suficiente. — Damon os separa ao vê-los trocando beijos, por não estar acostumado ainda com a ideia de ver sua filha se envolvendo com alguém — Não vamos passar dos limites, eu ainda não gosto de você.
—Aqui Damon, se acalme. — Stefan se aproxima com a garrafa de Bourbon com um ar debochado, imaginando o quão ciumento ele deveria estar por dentro.
—Você está bem? — Elena se aproxima de Damon, referindo-se a mancha enorme de sangue em sua blusa. — O que aconteceu?
—Tá tudo bem… — Ele sorri cansado e vira sua dose de uísque — Nada que um bom banho não resolva.
—Finalmente um momento de paz. — Bonnie se aproxima aliviada, e então olha para os dois um pouco constrangida — Desculpa, vocês estavam conversando, não quis atrapalhar.
E enquanto Damon e Elena tentam desconversar o assunto, Kevin permanece com Luna, conversando sobre o ocorrido enquanto ela analisava seus hematomas, na dúvida se algum deles era mais grave, mas parecia estar tudo sob controle. E ao perceber que suas veias começavam a saltar abaixo de seus olhos, ela recua, transtornada.
—Foi mal, preciso de uma bolsa de… Eu já volto. — Luna se distancia para pegar um ar e vai até o porão, onde ficava o freezer das bolsas de sangue e por um momento, percebe que as estava fitando sedententamente.
—Não deveria vir aqui sozinha. — Damon a assusta com sua aproximação. Ele pega apenas uma, fecha o freezer e a entrega, confiante. — Eu confio em você. Pequenos goles, lembra?
—Obrigada… — Luna sorri e bebe alguns goles enquanto se dirige para subir as escadas, mas então dá meia volta e se vira para Damon novamente. — Pai… Eu já queria te dizer isso há um tempo, mas… você deveria dar uma chance pra Elena de novo.
—O quê? — Ele gagueja, totalmente surpreso com aquela conversa — De onde você tirou isso?
—Eu sei que vocês ainda se amam, dá pra ver pelo jeito que se olham. Você só não se permite admitir isso, porque de alguma forma você acredita que se ficar com alguém, irá esquecer a minha mãe. — Luna começa a falar de uma forma que o deixa completamente perplexo e sem reação — E não é verdade. Eu não acredito na utopia de que só podemos amar uma pessoa na vida, são apenas amores diferentes. E sendo bem sincera, o que vocês dois tem não mudou com o tempo, você apenas não se permitiu mais sentir.
—Quem é você e o que fez com a minha filha? — Ele a observa um tanto assustado.
—Eu sei que esses anos todos eu não suportava te ver com alguém, mas eu estou diferente e estou tendo emoções diferentes também, e… pensasse sobre o assunto. — Ela dá um sorriso confiante e dessa vez sobe as escadas, deixando seu pai perdido em seus pensamentos.
Era quase duas horas da manhã, quando todos foram dormir e Damon permaneceu bebendo em seu quarto enquanto encarava a escuridão pela janela. Aquelas palavras não saíam da sua cabeça e isso o fez reviver e remexer em muita coisa dentro de si, e o bourbon parecia ser seu terapeuta naquele momento. Então antes que ele não conseguisse mais andar e perdesse sua moral, põe a garrafa sob sua cabeceira e vai até o quarto de Elena, que por grande ironia, estava se preparando para dormir.
—Damon? — Ela solta a coberta que havia puxado para se deitar e o olha, preocupada — Aconteceu alguma coisa?
—Aconteceu. — Ele entra e fecha a porta atrás de si, visivelmente incomodado com alguma coisa. — Luna me disse umas coisas hoje e… eu sinto muito por… por… por tudo.
—E você precisou de 18 anos pra vir me dizer isso? — Elena cruza os braços, sem acreditar no que estava ouvindo.
—Eu não devia ter te envolvido, eu fiz de tudo pra te tirar de lá. Eu entrei em pânico, eu fiz besteiras enormes, eu entrei em colapso por isso porque esse é o controle que você tem sobre mim!
—E ironicamente eu continuo aqui, porque é esse o controle que você tem sobre mim. — Elena rebate, começando a se exaltar — Mesmo depois de ter me ignorado feito um nada quando voltei! E eu sei que vai dizer que é porque se apaixonou por Kate, mas isso não é o suficiente pra mim!
—É porque eu me dei conta de que sempre que estávamos juntos, algo dava errado, algo nos separava, algo… era tóxico! E sempre por minha causa.
—Quer que eu te culpe por tudo? É fácil. — Elena ergue as sobrancelhas, irritada — Você ferrou tudo Damon, de novo. Toda vez que eu tento te odiar e fingir que você nunca existiu na minha vida, você ferra meus planos… porque eu ainda te amo!
—Então você precisa parar de me amar… — Damon diz num tom baixo, franzindo sua testa levemente.
—Eu não consigo.
Eles se olham por um instante em silêncio e mesmo que nada estava sendo dito, o olhar comunicava o que ambos tinham em mente. Em segundos, os dois se aproximam e se beijam intensamente, como se seus corpos novamente se encontrassem depois de tanto tempo, o que os levou até a cama. O fato era que por mais que tentassem, no fim, sempre acabavam juntos de novo.
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