Depois da Guerra do Inverno
11 Toushiro e Karin
Notas iniciais
Karin treinava para ser capaz de utilizar corretamente seus poderes de shinigami – com a ajuda de sua família, amigos Urahara e Yoruichi. Yuzu achava extremamente interessante o treinamento de Karin – assim como ela achava o de Yuzu.
Ishin pediu para Ichigo tomar conta de Karin na Soul Society para que ela tivesse um lugar que a ajudasse com o treinamento – o delicado senso perceptivo de Karin era um grande problema e ainda tinha que controlar seus poderes de shinigami.
Karin já havia visto a aparência de sua zanpaktou, mas ainda não conseguia ouvir seu nome; além de ter ficado deslumbrada com o ‘mundo’ em sua alma onde a mesma vivia. Ichigo pediu a ajuda de alguns amigos para que Karin entendesse as sutilezas da relação entre um shinigami e sua zanpaktou – na primeira vez que a tinha visto achou que era uma alucinação.
Nas horas vagas, ela treinava concentração e técnicas de luta com Ichigo e Mizuho (porque não dava para coloca-la direto na mão de Ikaku); via como as diferentes relações de shinigamis e suas zanpaktous funcionava (as discussões de Hisagi e Kazeshini, Matsumoto e Haineko; o respeito entre Senbonzakura e Byakuya, Toushiro e Hyourimaru; o carinho entre Hinamori e Toubiume, Rukia e Sode no Shirayuki; e até as brincadeiras de Ukitake e Sogyou no Kotawari, Renji e Zabimaru) sempre se divertindo e se surpreendendo; e tinha momentos em que dava uma escapada até a Academia de Artes Espirituais para tentar entender como os alunos aprendiam concentração e luta.
Quando não se concentrava no treinamento, estava tentando falar com Hitsugaya – sempre o deixando um pouco vermelho e irritado pelas brincadeiras de Matsumoto. Ichigo teve a brilhante ideia de falar para irmã pedir que Toushiro a ajudasse nos treinos – pelo que sabia por Matsumoto ele também tivera problemas com Hyourimaru no começo.
Os momentos que ela e Toushiro ficavam juntos conversando sobre o treinamento eram muito especiais para ela – e ambos aproveitavam para, depois do treino, quando sobrava algum tempo, ficarem ‘namorando’.
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Em um dia, na Gotei, vários shinigamis haviam se juntado para uma sequência de treinamento com suas zanpaktous – Karin aproveitaria aquele momento para pegar o máximo de inspiração! Ela havia conversado muito com sua zanpaktou e se esforçado bastante nos treinamentos; graças a isso ela conseguiu o que tanto queria: escutar o nome de sua zanpaktou. A única coisa que não sabia, ainda, era como seria a frase de liberação da sua Shikai. Sua zanpaktou havia lhe dito que ela saberia quando sentisse o ambiente em que a mesma estava – mas já fazia uma semana que pensava no assunto e ainda não havia tido nenhum resultado.
Durante os treinos ela entendeu! A frase de liberação da Shikai tem um significado e uma relação especificas e diretas com cada zanpaktou – quando este pensamento lhe invadiu a mente, Karin se viu no ‘mundo’ de sua zanpaktou.
[‘Mundo’ da zanpaktou da Karin]
Onde havia apenas um extenso campo de grama agora parecia um belo jardim. Algumas moitas, áreas com a grama um pouco mais alta, umas poucas flores e um lago cristalino com uma pequena pedra em seu centro.
O lago ficava no centro do jardim e sobre a pedra estava uma delicada moça. Esta tinha longos cabelos prateados sobre os quais havia uma tiara azul clara, profundos olhos brilhantes e coloridos como uma joia, pele alva e finos lábios corados por um leve tom de rosa. Ela usava um vestido branco simples, em torno de sua cintura estava um fino barbante de pedras azuis claras que formava um pequeno laço, estava descalça e usava uma gargantilha colorida como o brilho de seus olhos. Ela era a zanpaktou de Karin.
A moça apenas perguntou se ela sentia, verdadeiramente, que havia achado a resposta. Quando Karin respondeu que sim, ela apenas sorriu e disse que podia chama-la assim que a oportunidade surgisse para treinarem. Karin ficou muito feliz e disse que a chance estava muito próxima e logo a chamaria; assim ela se despediu e voltou a realidade.
[Realidade]
O irmão e os outros shinigamis haviam acabado seu treino e ela desceu para o campo. Lá ela sacou sua zanpaktou (sendo atentamente observada por todos), colocou a mão sobre a lâmina e disse (passando sua mão delicadamente sobre toda extensão da lâmina): “Transpareça, Kisawari”.
Com estas palavras e aquele movimento, a lâmina se desfez em uma gélida névoa branca que se movia com os comandos que Karin dava com as mãos. Era uma linda transformação; que fez a temperatura do lugar baixar e Karin se divertir muito em ver sua Shikai – além de ter ficado ainda mais curiosa em como seria aprender tudo sobre ela e lutar com ela. “Vai ser incrível! ” – já pensava ela.
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Sua família, amigos e Toushiro estavam felizes por ela. Vê-la tão feliz com sua zanpaktou depois dos problemas inicias era fantástico. Para comemorar uma certa pessoa bolou um pequeno plano: diriam que iriam todos juntos e na hora deixariam ela e Toushiro sozinhos. Um pouco óbvio, mas no meio daquela felicidade eles não notariam – a ideia veio de Rangiku (era a parte dela que mais dava trabalho para Hisagi).
O plano foi aceito e posto em prática. Quando os dois se deram conta da ‘armação’ começaram a rir sem parar. Enquanto caminhavam para aproveitar a noite, depois de uma boa refeição, Toushiro a olhou com um feliz e orgulhoso sorriso.
— Meus parabéns por ter conseguido liberar o poder de sua Zanpaktou. – ele foi bem direto e deu um sorriso que apenas para ela ele mostraria.
— Obrigada. Você, meu irmão e o pessoal me ensinaram muitas coisas – ela agradeceu, sorrindo de volta e apertando um pouco a mão de Toushiro que segurava.
O momento dizia tudo! Aquele toque, o timbre das palavras e o calor. Os dois pararam no meio da rua e se beijaram sem se preocupar com expectadores.

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