Depois Que a Maré Baixa
1 Como acaba a tempestade
Notas iniciais
Na beira do mar, Cecília corria.
Contra a direção de Cecília, batia o vento, selvagem e carinhoso.
Ao fundo, as ondas subiam, intercalando-se com as risadas suaves de sua amante, como se elas quisessem a alcançar.
Então tive a certeza de que o mar a sentia, assim como sentia toda a sua feliz euforia.
E como se o vento e o mar quisessem contar aos céus sobre a coisa mais linda que viam em anos, lançaram uma enorme onda.
Ah... que cena. As mechas atravessando seu rosto, o brilho em seus olhos e o mar se erguendo de tanta satisfação.
Eu queria a segurar, mas o céu, que ouvira o chamado do vento e do mar, já a presenteava com delicadas gotas de chuva, e bastou um clarão para alcançá-la primeiro do que eu.
O mundo parou naquele instante para tentar preservar a beleza, mas após aquele infinito segundo fiquei imóvel, assim como o corpo de Cecília entre as pequenas, mas agitadas ondas, na beira do mar.
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