As duas meninas observaram a morena se afastar, então Hanna olhou para a irmã com um sorriso nos lábios.

- Ela realmente sabe te provocar... (falou rindo enquanto Britt sentava em sua toalha um pouco frustrada).

- Sim, ela faz... (ela respondeu deixando se desenhar um pequeno sorriso). Mas é tão bom... Saber que depois de tanto tempo ainda nos acendemos com um toque, ou um beijo... Santana é perfeita para mim e eu tive realmente muita sorte em encontrá-la tão cedo. Ela é minha melhor amiga e o amor da minha vida...

- Você é totalmente apaixonada por ela...

- Sem sombras de dúvidas! (Britt sorriu amplamente). Eu sei disso desde sempre... Quero dizer, não quando ainda éramos pequenas, mas mesmo assim, San sempre me protegeu quando estávamos na escola e ela tem este jeito muito fofo de fingir que não está ligando quando na verdade eu sei que ela faz, é tão lindo! (a loira mais velha continuou com um olhar apaixonado, então lembrou de como a irmã estava apaixonada e resolveu continuar). Quando demos nosso primeiro beijo eu achei que ela iria surtar (contou lembrando-se de como tinha se sentido na época). Santana quer se fazer de difícil, e deixa tudo guardado o que naquele tempo era um pouco frustrante, porque ela conseguia ser ainda mais fechada. Eu queria beijá-la fazia um tempão... Você sabe, assim como eu nunca tinha beijado ninguém e nem sabia como era, mas quando eu olhava pra ela, só pensava que seria perfeito, mas a San tinha medo de tudo e teve um tempo que até paramos de dar as mãos em público porque ela tinha muito medo do que as pessoas iam achar... Eu parei até com os bejinhos inocentes que dávamos no rosto uma da outra, porque senti que ela não estava mais tão confortável... Então ela veio com a história de que deveríamos beijar para treinar e não sermos ruins quando quiséssemos fazer com os garotos e eu topei sem pensar duas vezes. Nós tínhamos acabado de chupar picolé e estávamos de bobeira na piscina da casa dela. Seus pais tinham saído e não tinha ninguém que pudesse nos ver. Meu coração parecia que ia sair do meu peito e ela estava nervosa também. Eu tive medo que ela pudesse desistir, então a beijei. Nosso beijo foi um pouco nervoso, ficamos um tempão apenas com os lábios se tocando, eu tinha medo de fazer qualquer coisa e ela pirar, então ela abriu a boca e prendeu meu lábio entre os seus e eu sei que eu suspirei e ela apertou mais o abraço, me puxando para mais perto. Eu não queria que acabasse nunca, mas também estava com medo porque a San estava se tornando tão fechada naqueles dias e ela dizia coisas que eu realmente não acreditava, mas que me deixavam tristes. Eu tinha medo que ela nunca mais fosse falar comigo novamente. Quando nos afastamos ela ficou alguns segundos calada e seus olhos estavam castanhos muito escuros, eu nunca tinha visto assim, tão de perto e tive medo que ela fosse sair correndo, mas Santana sorriu e foi o sorriso mais lindo que eu já tinha visto. Ela se aproximou e me deu um selinho rápido nos meus lábios e eu não sei, parecia que todas as coisas do mundo não tinham importância porque minha melhor amiga tinha me beijado e não estava enlouquecendo com isso. Até que ela deu de ombros e disse que tinha sido bom e que deveríamos fazer outras vezes para que nenhum garoto pudesse dizer que tínhamos o beijo ruim. Foi um pouco chato, mas eu coloquei isso para trás e me foquei no fato de que voltaríamos a beijar daquele jeito.

- Santana foi um pouco má... (Hanna falou e Britt percebeu que e irmã estava decepcionada).

- Ela estava com medo Han... (Britt falou colocando a mão sobre a da irmã). Sua família não é como a nossa, eles estão sempre indo a igreja e eu sei que nossos pais sempre nos levaram a missa, assim como os Lopez, mas a avó da San é realmente ruim com isso e ela estava com medo... Veja, fazem mais de cinco anos que San saiu para a sua família e sua avó nunca mais falou com ela... E ela era a pessoa preferida da San quando éramos pequenas... Ela admirava e falava de sua abuela com orgulho, mas quando ela contou sobre nosso namoro, sobre como estava apaixonada por uma menina, a avó dela a proibiu de ir a casa dela e mesmo quando seus pais foram viajar, ela teva que ficar conosco, você lembra? Santana não precisava ir às aulas e os professores sabiam que sua família viajava a cada dois anos para visitar a família, mas a abuela iria então seus pais a deixaram conosco...

- Puxa, eu não sabia disso... (a menina falou se sentindo um pouco culpada por ficar brava com a cunhada). Achei que era como sempre, quando ela passava dias conosco...

- Não, ela não teve muita escolha, era ficar com a gente ou com a Quinn... (Britt respondeu sentida, ela realmente odiava pensar em como a avó poderia ter feito isso com sua esposa). Ela não gosta de falar sobre isso, mas eu sei que ela ainda tem esperança de que sua a avó esteja novamente perto...

- Bem, ela não deveria se preocupar porque a nossa avó realmente a ama... (Hanna falou com um sorriso, lembrando que no último verã, quando foi com os pais ver os avós, sua avó tinha deixado claro que quando eles voltassem, deveriam levar suas duas outras netas também).

- É, eu sei, nós realmente estamos devendo uma visita a ela... (Britt sorriu pensando na avó, elas conversavam por telefone todas as semanas e Santana a adorava, mas não tinham ido visitá-la desde a formatura). San disse que poderíamos ir vê-la em suas próximas férias e eu realmente espero ter uma barriga de bebê para mostrar até lá... (ela sorriu, pensando que quem sabe, naquele momento, seu bebê já estivesse se desenvolvendo em seu útero).

- Ela vai surtar! (Hanna falou animada). Papai e mamãe não contaram a ela ainda, eles disseram que devemos esperar e que vocês vão falar quando for de verdade.

- Bem, quem sabe não teremoa a chance de ligar com a notícia ainda este mês? (Britt falou piscando para a irmã que sorriu amplamente).