Maribel não quis abrir a porta, mas escutou do corredor, apenas para se deparar com o silêncio. O jantar estava pronto há um tempo, Antônio estava ansioso para ver sua menina, mas ela ainda não tinha reunido forças para chamá-las. Respirando fundo, a mãe bateu levemente na porta, abrindo uma pequena fresta quando Britt respondeu dizendo que estava aberta.

- O jantar esta pronto mi amor e seu papi gostaria de ver suas meninas... (ela falou tranquila, ao ver que as meninas estavam apenas deitadas em silêncio).

- Nós vamos em um minuto (Santana respondeu tranquila apertando um pouco a mão da esposa na sua).

Britt movimentou-se para levantar e aplicou um beijinho suave no rosto da esposa, sentindo-se insegura sobre beijar os lábios e isso foi apenas mais uma facada no coração de Santana. Ela queria gritar, espernear e esquecer o que tinha acontecido, apenas para ter a esposa de volta, porque Britt era seu tudo e ela jamais se perdoaria por fazê-la se sentir mal.

- Mami, apenas alguns minutos está bem? (ela pediu segurando a mão da esposa que parecia surpresa).

Maribel não pareceu se surpreender no entanto, ela tinha visto a interação das duas por tantos anos que era claro que existia algo errado e mais claro ainda que elas fariam qualquer coisa que pudesse concertar. Sua filha era teimosa e orgulhos, mas nunca magoaria Britt por querer e mesmo que a ferisse sem intenção, faria tudo ao seu alcance para se desculpar.

- Ok, eu vou dizer ao seu pai... (ela sorriu tranquila). Mas Fernando e Sugar estão colocando a mesa, então é bom que vocês saibam que terão que colocar a louça na lavadora mais tarde... (continuou em um tom mais relaxado antes de sair e puxar a porta fechada novamente).

Santana assistiu a porta fechar, mantendo a mão de Britt na sua, então puxou a esposa para mais perto.

- Me desculpe... (ela disse olhando nos olhos da loira desta vez). Eu realmente sinto muito se fiz você pensar qualquer coisa de ruim, se fiz você duvidar que eu te amo, ou te fiz acreditar que não deve demonstrar seu amor em público... (ela pediu sentindo seu peito aliviar um pouco com cada palavra, seu coração relaxar ao ver o brilho suave voltar aos lindos olhos azuis). Deus B, eu te amo tanto! (continuou deixando lágrimas silenciosas deslizarem em seu rosto). Por favor bebê, eu sinto muito...

Britt deixou a médica puxá-la ao seu lado na cama e a abraçou com carinho, tentando passar no abraço, que estava tudo bem.

- Eu também te amo San, e eu sinto muito... (Suas palavras foram cortadas pelo toque suave dos dedos de Santana em seus lábios).

- Não diga isso B, nem pense em se culpar pelo que aconteceu mais cedo, porque não foi sua culpa. Aconteceu. E eu estou morrendo de vergonha que tenha acontecido, mas não podemos fazer nada sobre isso. Eu não vou deixar de fazer amor com você por causa disso... Deus eu morreria se tivesse que deixar de fazer amor com você, mas nós precisamos ter cuidado, e eu sei que já disse isso antes, e sei que é maravilhoso quando fazemos no carro ou nas salas de descanso do hospital, mas temos que tomar cuidado... Apenas isso...

- Ok... (Britt suspirou e Santana a puxou mais perto para um abraço).

Abraçar Britt era tão maravilhoso, Santana sentia que todo o seu corpo relaxava com o toque tranquilo, a pele macia, o perfume delicioso, a respiração ritmada e suave. Britt não abraçava apenas, ela aconchegava o corpo todo, encaixando com o da esposa perfeitamente, envolvendo Santana completamente em seus braços.

- Ok... (a morena suspirou se afastando um pouco). Eu realmente, realmente gostaria que estivéssemos em nosso apartamento agora... (continuou ganhando um olhar confuso de Britt. Santana encostou a cabeça contra o ombro da esposa, fazendo um beicinho antes de continuar). Porque eu gostaria de fazer amor com você, porque é esta é a melhor maneira de fazer as pazes... (Santana explicou com um pequeno sorriso).

- San... (Britt suspirou o pedido também fazendo um beicinho, que fez Santana sorrir).

- Vamos descer e comer com meus pais... (a morena falou dando um beijinho no rosto da esposa e levantando-se com a mão estendida em sua direção. Britt sabia que não era porque ela não queria beijar seus lábios, mas porque ela queria demais).

- Ok... (a loira concordou deixando-se puxar pela mão em direção a porta).

Maribel sorriu ao ver as duas meninas descendo juntas e Antônio levantou de sua cadeira para abraçar a filha. Ele já tinha ficado sabendo, por alto, dos acontecimentos da noite e segurou a piada sobre as duas meninas adorarem o quarto. Fernando também segurou a língua, mesmo não sabendo o que tinha acontecido ele achou que poderia não ser o melhor momento para provocar a irmã.

- Eu senti falta das minhas meninas, porque vocês demoraram tanto a aparecer? (Antonio perguntou depois de abraçar o casal).

- Nós estivemos ocupadas... (Britt respondeu tranquila). Estamos ajudando Finn com o clube Glee e isso está tomando mais tempo do que esperávamos...

- Como estão as coisas no hospital papi? (Santana perguntou curiosa e o pai sorriu).

- Não, vocês não vão falar de trabalho na mesa... (Maribel reclamou depois de colocar a salada perto do marido).

- Madre!

- Cariño, Santana está em casa e estes são os únicos momentos em que eu tenho alguém para falar sobre o trabalho... (o marido reclamou).

- Bem, vocês podem fazer isso depois do jantar, eu não quero que partes do corpo sejam assunto enquanto como meu bife.

- Bien... Santana, você vai se juntar a mim no escritório mais tarde, eu preciso te contar de um caso que estamos estudando e eu recebi notícias da Dra Arizona, existe a possibilidade de operarmos juntos em breve... (o pai continuou piscando para a filha).

Notas finais
Sentiram minha falta? Eu senti a de vocês!