Santana desceu correndo de seu carro e entrou no hospital caminhando pela recepção, direto em busca de Arizona. Ela encontrou a mulher esperando por ela na entrada de uma das salas de cirurgia e não teve tempo de perguntar o que estava acontecendo, antes que a outra médica começasse a explicar.

– Mulher, 35 anos, soro positivo, em trabalho de parto (ela falou e Santana esperou pelo restante das informações). É isso... (ela falou com um pequeno sorriso ao ver a reação da jovem). Nós estamos sem obstetras disponíveis na emergência, já que aparentemente a tempestade fez com que todas as mulheres de L.A. viessem ter seus filhos hoje, aqui.

– Então? (Santana perguntou começando a lavar suas mãos).

– Então eu pedi para te chamar, porque você fez isso mais recentemente (Arizona falou deixando que uma enfermeira amarrasse sua touca).

– Mas eu nunca fiz um parto assim... (a morena respondeu preocupada).

– Assim?

– Sim, como um parto real... (Santana explicou sentindo-se envergonhada com a admissão). E se a paciente é soro positivo, não deveriam mandar alguém mais experiente? E se eu fizer algo errado? E porque precisamos de uma sala de cirurgia? Não podemos apenas levá-la para cima? (Santana perguntou preocupando-se).

– Não existem mais leitos lá em cima, e acho melhor estarmos apenas preparadas... (Arizona respondeu preocupada). Este não é simplesmente um parto Santana e eu sei que nenhuma de nós duas é realmente experiente com isso... E eu gostaria de poder apenas esperar que alguém lá em cima estivesse livre, mas nós não podemos nos dar ao luxo agora... Olha Santana eu não teria te chamado se não achasse que você pode ajudar aqui, então?

– Você sabe que pode contar comigo... (a médica respondeu dando de ombros timidamente). Britt vai ficar tão emocionada se eu disser que ajudei em um parto... (ela continuou sorrindo ao pensar na esposa).

– Muito bem, é bom saber de todos os seus pensamentos altruístas... (Arizona comentou sorrindo para a médica mais jovem).

– O que eu posso fazer? Você apenas me roubou a noite em que eu passaria com ela... Eu preciso levar algo bom em troca... (a morena respondeu sorrindo).

– Ok, eu vou aceitar isso... (Arizona sorriu). Vamos fazer uma boa história para você levar para casa doutora...

Xxx

Duas horas mais tarde o tempo não parecia ter melhorado, mas Santana sentia-se incrivelmente bem. Ela sabia que não era o que ela desejava fazer para o resto de sua vida, mas trazer ao mundo a pequena menininha, tinha sido um sentimento incrível. Ela sentia-se muito feliz por não ter acontecido nenhum imprevisto e um temporal não faria com que seu bom-humor fosse embora.

– Eu ainda não acredito que fizemos isso... (a médica comentou enquanto lavava as mãos novamente). Foi incrível... E você não sabe como eu estou aliviada de que a bebê tenha nascido completamente saudável... Eu não vejo a hora de voltar para... (ela ia voltar a falar mas seu celular apitou com uma nova mensagem).

Santana viu a médica ao seu lado mover-se pegando o próprio celular e apenas soube que não estaria voltando para casa tão cedo.

– Eu realmente odeio temporais em L.A.... (Arizona suspirou saindo da sala com a outra médica logo atrás).

Xxx

– Ok, eu acho que para mim deu... (Maribel suspirou levantando-se). Você deveria ir dormir na cama querida... (ela continuou afastando os cabelos dos olhos de Britt que cochilava em seu colo). O temporal ainda não terminou e acho que Santana está tendo bastante trabalho...

– Quanto tempo eu dormi? (Brittany perguntou esfregando os olhos).

– Praticamente todo o filme... (Quinn respondeu sorrindo).

– Aonde estão as meninas? (Brittany continuou, sentando-se para olhar ao redor, em busca do casal de adolescentes).

– Já foram dormir... (Maribel respondeu sorrindo). Nós achamos que o tempo estava muito feio para a menina voltar para casa...

– Ok... (a beilarina bocejou). Vocês vão ficar bem aqui? (ela continuou olhando o casal de amigas deitadas no colchão). Vocês podem ficar com a cama...

– Obrigada Britt, mas você não precisa se preocupar...

– E a senhora? (ela continuou olhando preocupada para a sogra).

– Eu estou bem, o colchão no quarto do bebê não é realmente ruim...

– Mas...

– Não se preocupe Brittany, nós vamos ficar todos bem... (a mulher falou de maneira decisiva, sabendo que a loira jamais iria teimar com ela).

– Ok... (a menina voltou a concordar, levantando-se do colchonete). Boa noite pessoal... (ela continuou caminhando em direção as escadas).

A bailarina ainda estava meio sonolenta, mas sorriu quando, depois de subir as escadas, passou pelo quarto de Carol, encontrando a porta meio aberta. Ela deu uma rápida olhada dentro do quarto, encontrando as duas meninas dormindo pacificamente e muito vestidas na cama de solteiro. Ela sabia que precisava conversar com Carol sobre o seu relacionamento e deixar claro que estaria pronta quando a menina quisesse se abrir, mas era bom saber que, por via das dúvidas, elas preferiam deixar a porta aberta, do que supor que estaria tudo bem para fazerem sexo em sua casa antes de conversarem sobre isso. Ela realmente não tinha moral para proibir Carol e sua namorada, mas queria que todas as coisas estivessem em pratos limpos...

Notas finais
Olá meninas... Sei q muitas de vcs queriam ter tido um cap. na sexta, mas eu estava tão sem clima... Bem, mas terminou, e estou viva, passei por mais um! rs... Beijinhos... até mais!