Depois Do Dia Dos Namorados - Parte 3
147 Capítulo 147
Da cozinha, Peter escutava a conversa das três meninas, sorrindo para a felicidade de sua mais velha e os conselhos sábios que as meninas davam a pequena. Ele sempre esteve por perto de suas meninas e sabia que elas viriam para ele quando precisassem, mas era bom saber que Hanna tinha mais duas pessoas a quem confiar.
Quando Britt falou que Santana foi seu primeiro beijo, e que tinha sido o primeiro beijo de Santana também, ele balançou a cabeça com um sorriso, feliz em que sua menina tenha tido a sorte de encontrar o amor tão cedo e sobre como ninguém da família tinha descoberto isso.
Ele continuou preparando a comida, escutando vez ou outra a risada ou o cantarolar das meninas para a televisão. Quando tudo estava pronto e o cheiro gostoso da comida caseira já se espalhava pela casa o pai caminhou até a sala para chamar as três meninas. Ele não chegou a ficar surpreso com o emaranhado carinhoso em que Brittany estava envolvida, mas sorriu para a cena em frente aos seus olhos. Sua filha mais nova estava deitada abraçada a irmã, completamente alheia ao filme e Santana tinha a cabeça da esposa sobre seu colo, e passava os dedos entre os fios de cabelos loiros.
- Meninas, o almoço está na mesa... (o pai avisou, um pouco triste em quebrar o encanto em que as três meninas pareciam presas).
- Pai, você fez almondegas? (Hanna perguntou movendo-se nos braços da irmã e coçando os olhos sonolentos).
- Sim, temos salada, macarrão e almondegas, as comidas preferidas dos meus bebês... (ele falou sorrindo, lembrando-se de como Britt tinha ficado aficionada em macarrão com almôndegas desde que assistiu a dama e o vagabundo pela primeira vez). Mas eu não quero ninguém empurrando a comida com o nariz... (continuou provocando a filha mais velha que corou um pouco).
- Pai, eu não preciso mais disso... (ela falou levantando um pouco sem graça, o que Santana achou muito fofo). Agora eu posso simplesmente beijar a minha esposa quando eu quiser, mesmo que Santana ainda me peça para fazer isso quando temos almôndegas em casa... (continuou fazendo Santana corar desta vez).
- O que posso fazer? (Santana perguntou levantando as mãos na altura da cabeça). Ela é bonitinha fazendo assim... Ela vai ter que ensinar isso ao nosso bebê... (continuou com um sorriso). Eu não vejo a hora de ver nosso pequeno com o rostinho sujo de molho e seu sorriso meio banguela...
- San! (Britt chamou a atenção da esposa). Eu não sei se bebês devem comer almôndegas...
- Eu tenho quase certeza que não... (o pai riu das meninas).
- Nós vamos perguntar a pediatra e você pode ensinar assim que nosso pequeno for liberado... (Santana deu de ombros).
- Ok... (Britt sorriu parando para abraçar a esposa pela cintura). Mas só porque você é muito linda e eu não posso te negar nada... (continuou bicando os lábios da morena).
- Own... (Hanna brincou olhando as duas). E meu sobrinho vai virar um porquinho em um prato de macarrão... (continuou fazendo o pai ria mais abertamente, enquanto as meninas se afastavam fazendo caretas para a menina).
Os quatro já estavam ao redor da mesa e Santana tinha começado a se servir quando Susan chegou correndo, mas com um sorriso no rosto por ainda pegar a filha em casa.
- Ai Deus! Aquele escritório estava uma bagunça hoje, mas eu disse que eles cuidassem do que eu tinha nas mãos porque tinha que ver minha menina mais velha antes de ela voltar para seus compromissos em L.A.... (Falou soltando a bolsa sobre o balcão antes de beijar o rosto das três meninas e os lábios do marido). Como está o nosso bebê? Muito rebelde esta manhã? (perguntou olhando para o casal que tinha seus sorrisos felizes no rosto).
- Mãe ele ainda não está em tempo de ser rebelde... É só um bolo de células... (Hanna reclamou).
- Ei! O que eu disse?Não chame nosso bebê de bolo do células ou emaranhado de células... (Britt brigou com a irmã, ainda sorrindo). Ele pode ouvir e vai pensar que a tia dele não o ama...
- Ok... Desculpe bebê, você não é um emaranhado de células... (a menina falou levantando-se para colocar a mão sobre a barriga, ainda muito lisa da irmã).
- Muito melhor agora... (Britt sorriu puxando a irmã para um beijinho no rosto).
Eles terminaram de almoçar falando sobre amenidades, então os pais decidiram que era melhor ir para o trabalho e Santana com Britt arrumar as coisas antes de levá-la para o aeroporto.
Nenhuma das duas meninas gostava disso, mas todas elas sabiam que era apenas como tinha que ser e nã havia nada que pudessem fazer para mudar isso.
- Talvez a gente pudesse voltar para Lima quando você terminar sua residência... (Britt falou terminando de se arrumar antes de sentar ao lado da esposa sobre a cama).
- Você gostaria disso? (Santana perguntou acariciando a mão da esposa, ela sabia que se fosse o que Britt queria, ela faria sem pensar duas vezes).
- Eu não sei... Acho que não... (ela respondeu um pouco triste e Santana levou o braço sobre seu ombro, deixando que Britt se aconchegasse em seu corpo). Eu gosto de L.A. e sei que será muito mais fácil para o nosso bebê ter duas mães lá, mas eu gostaria que pudéssemos estar mais perto da nossa família...
- Bem, Hanna quer ir para lá na faculdade e eu imagino que seus pais vão visitar mais com ela e o bebê... (Santana falou com voz calma, por mais que ela sentisse falta de seus pais, ela não sentia falta de Lima). E muitos dos nossos amigos estão lá...
- Você não gostaria de voltar, certo San? (Britt perguntou movendo-se para olhar nos olhos de Santana).
- Eu não gosto muito da ideia Britt, mas se for o que você... (ela foi cortada pelos lábios da esposa que caíram docemente sobre os seus).
- Nós não precisamos vir... (Britt falou ao se afastar, olhando nos olhos da esposa para que ela percebesse que não estava triste por isso). Meus pais vão visitar mais e se eu tiver você comigo, qualquer lugar é melhor lugar do mundo.
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