- B... (Santana chamou baixinho parando ao lado da porta do passageiro com Britt).

- Oi amor... (Britt espondeu observando a esposa com curiosidade).

- Eu sinto muito... (ela começou, e Britt tentou dizer algo, mas Santana continuou). Não Britt, eu não quero que você diga que está tudo bem, porque não está. Eu agi errado, deveria ter ligado, deveria ter deixado você saber que estava tudo bem e eu sinto muito B... Que te ver tão quebrada quando cheguei... (ela continuou com lágrimas nos olhos). Partiu meu coração e eu prometo que vou fazer de tudo para te compensar...

- San... (Britt cortou colocando a mão delicadamente sobre os lábios da esposa). Está tudo bem, nós estamos bem...

- Mas eu te fiz sofrer...

- Mas eu sei que não vai acontecer de novo San, eu sei que você não fez de propósito, e eu não deveria ter ficado tão nervosa (ela deu de ombros). Acho que podem ser todos os hormônios, como as pessoas dizem... Eu não sei... Eu senti tanto a sua falta...

Santana abraçou rapidamente a esposa acalentando-a. Ela ouviu um suspiro pesado e não conseguiu identificar se era seu ou de Britt, ela sentia as lágrimas correndo pelo seu rosto e os braços de Britt apertando-a mais contra o seu corpo e tudo o que ela conseguia pensar era no quanto era apaixonada pela mulher em seus braços.

- Eu te amo tanto bebê... (a médica falou entre lágrimas). Tanto...

- Eu também te amo San. Você é minha alma gêmea...

- E nós estamos esperando um bebê... (Santana falou afastando-se para tocar a barriga da esposa). Deus eu te amo ainda mais por estar fazendo isso... (continuou secando as lágrimas com uma das mãos). Meus pais vão explodir quando ouvirem isso... Nós estamos lhes dando um netinho...

- Sim amor... Nós estamos fazendo isso... (Britt sorriu para a esposa e Santana correspondeu seu sorriso). Você é tão linda... (continuou segurando com carinho no queixo de Santana para olhar bem dentro dos seus olhos). Mas eu preciso que você se acalme e pare de chorar porque do contrário, nunca conseguiremos contar aos seus pais, você sabe, precisamos entrar no carro e você precisa dirigir até lá amor... (terminou ainda sorrindo).

- Eu estou muito feliz... (Santana respondeu dando de ombros timidamente).

- E eu amo que estamos dando este passo... (Britt falou dando um beijinho nos lábios molhados da médica. Ela queria que Santana se acalmasse, logo sua mãe sairia e iria pegar as duas ainda paradas em frente a casa chorando, e isso poderia deixá-la preocupada). Vamos amor, você meio que queria começar algo lá em cima e eu realmente acho que devemos parar de chorar e torcer para que seus pais não estejam em casa porque eu estou totalmente com vontade de ter você em minhas calças agora... (continuou enquanto beijava o pescoço da morena. Quando seus lábios chegaram a orelha, ela mordeu levemente arrancando um suspiro de Santana).

Percebendo que Santana ainda estava congelada em seu lugar, totalmente surpresa com a mudança de clima, Britt sorriu soltando sua respiração quente contra o pescoço de Santana.

- Vamos para casa amor... Eu quero fazer amor com a mulher da minha vida...

Santana não tinha o que responder a este pedido, então ela beijou os lábios de Britt com carinho antes de abrir a porta do carro deixando sua esposa entrar. Ela respirou fundo tentando absorver a novidade maravilhosa e caminhou até o lado do motorista, sorrindo docemente para sua esposa sentada ao seu lado. Ela não demorou a dar a partida e logo sentiu a mão de Britt segurando a sua.

A curta viagem, foi feita em um silêncio confortável, com as duas mulheres olhando para a outra de tempo em tempo, trocando sorrisos cheios de amor.

Quando Santana encostou na garagem de seus pais ela não estranhou não encontrar nenhum carro, pois sabia que eles estavam tendo que fazer alguns arranjos para que Santana continuasse a usar o carro de sua mãe. As meninas tentaram a porta, mas estava trancada e Santana sorriu quando Britt pegou a chave reserva escondida atrás de uma das lâmpadas ao lado da porta.

- Acho que seus pais não estão em casa amor... (Britt falou piscando de forma brincalhona para a esposa).

- Você quer subir e ouvir um pouco de música no meu quarto? (Santana perguntou, repetindo o que ela havia dito tantas vezes quando ainda eram líderes de torcida e seu amor ainda era uma novidade). Eu posso preparar um lanche se você estiver com fome...

- Você me ganhou na primeira frase... (Britt respondeu abraçando a esposa).

As duas entraram fechando a porta às suas costas e Britt não demorou a pressionar a esposa contra a parede ao lado da porta beijando-a com paixão e deixando a morena completamente sem fôlego. A loira se afastou com um sorriso vitorioso nos lábios então, sem tirar os olhos dos castanhos vidrados de Santana ela levou as duas mãos da esposa sobre a cabeça de Santana contra a parede, prendendo-a com uma das mãos e usou a outra para levantar lentamante um lado da blusa ca morena, descobrindo a pele perfeita.

Seus dedos brincaram na pele de Santana, então ela desceu a mão até o cós do jeans, fazendo Santana engolir em antecipação. Sem perder o contato visual, a bailarina liberou o botão da calça e desceu o zíper devagar amando o caminho em que os olhos da morena ficavam a cada segundo mais cheios de desejo.

Dedos finos invadiram a calcinha de Santana tocando a pele quente e a médica mordeu o lábio para não emitir um gemido alto. Britt sorriu malandramente para a esposa antes de voltar a beijá-la, pedindo acesso com a língua tão logo seus lábios se tocaram e transformando o beijo em aquecido rapidamente. Seus lábios desceram pelo pescoço de Santana em direção ao ouvido.

- Eu acho que um lanche seria bom... (ela falou deixando Santana um pouco confusa).

Mesmo que Britt ainda não tivesse realmente lhe tocado, Santana imediatamente sentiu falta da mão de Britt em sua calcinha e gemeu insatisfeita.

- Britt...

- Vou te esperar lá em cima... (Brittany respondeu com um sorriso malandro, afastando-se da esposa, mas ainda a observando atentamente, antes de caminhar em direção as escadas).