Depois De Tudo... Ainda Não Acabou

3 Capítulo 3: O que ainda está por vir...


Notas iniciais
Ooii, gente, demoramos, sei T.T é por causa da escola, e também porque meio que perdi o contato com ela >w< mas, bem, estamos de volta (/*u*)/
e, bem, queria avisar que fui só eu quem escreveu esse capítulo... Então, os dois P.O.V's foram narrados por mim. Beijos e aproveitem.
-Juvia.

P.O.V Kyo On

Flashback On

Fui para casa com meu irmão e por ter falado com Myabi fiquei sem um peso no coração, até que eu escuto um grito, eu olho para trás e vejo a Akemi e o Akihiko em choque por que alguém atropelou o...

Flachback Off

Alguém atropelou o... Tommy?! Akemi estava mais surpresa... Claro... É de se esperar que ela estivesse mais surpresa, afinal gostava de Tommy desde o primeiro ano.

Tommy devia estar abalado com a morte de seu irmão gêmeo, Jinmy, os dois eram americanos. Apesar de serem gêmeos, ainda tinham algumas diferenças. Jinmy, por exemplo, era um pouco mais magrelo e baixo que Tommy e não sabia como agir com garotas. Já Tommy era um pouco alto e bem bonito, tinha tanquinho e era muito popular. Mesmo assim os dois não se desgrudavam.

Não pensei e corri até Akemi e Akihiko, sabe, para tentar conforta-los.

- O motorista devia estar bêbado, se acalme Akemi.

- MAS O FILHO DA P*** ESTARIA BÊBADO EM PLENA LUZ DO DIA?! – Akemi exclamou/perguntou, mas eu fiquei calada. Acho que se eu estivesse apaixonada por algum garoto que tivesse acabado de morrer ficaria do mesmo jeito que ela.

- As pessoas bebem muito nas quintas e sextas, e hoje é sexta. – disse depois de algum tempo tentando pensar no que dizer.

- T-tem razão... Mas... Eu vi...

- Viu o que, Akiriko? – perguntei em um tom meio grosso, mas era meu tom normal.

Ele me levou para longe da irmã a deixando com Myabi.

- A cabeça dele... A cabeça dele sendo arrancada do corpo e rodando na roda do motorista... – ele diz em choque e eu nem imagino a cena, se não... Não adiantou e fiquei perturbada após ouvir isto.

- ESTÃO TODOS BEM AÍ?! – gritei em direção a Myabi, nesta hora já tinham muitas pessoas paradas em volta querendo saber que havia acontecido e até alguns policiais chegando.

- Estamos! – Gritou Myabi voltando a dar atenção para Akemi.

4 Horas Depois...

Já estava de noite, na hora que eu durmo na verdade, mas eu não parava de pensar em Jimny, Tommy e nos outros dois alunos que haviam morrido...

- Boa noite. – era meu irmão.

- B-boa noite... Você percebeu que o Nimmy e o Tommy morreram no mesmo dia...?

- Sim... – ele disse parecendo frio, mas eu sei que ele não é. Com certeza meu irmão não é frio, eu sei o que ele está sentindo. Ele se sentou na minha cama para conversar comigo.

- Mana, seja forte. Você é a representante da turma, a menina mais madura que conheço e a mais cabeção também. Você vai sair dessa viva. Eu sei por o que está passando, já passei por isso também.

- Fala isso porque sobreviveu. – falei quase chorando para ele. Eu estava com medo e não podia negar.

-... – ele deu um sorrisinho antes de falar. – Mas tive medo também... E perdi vários amigos... Pensei até em me suicidar, mas não podia. Boa noite. – ele me deu um beijo na testa, apagou a luz e saiu. É engraçado como meu irmão consegue me consolar, acabei dormindo rápido até.

Acordei no outro dia e me arrumei rápido, tomei café e fui para a escola, cedo como sempre. A Myabi quase sempre chega atrasada, então ela não estava lá. Hiro entrou e eu lembrei que não era mais necessário um aluno-não-existente, já que já tinha começado. Fui falar com Fukukimashi, o outro representante de classe..

- Posso falar com você? – perguntei, arrastando-o da sala. – As pessoas estão morrendo muito depressa. Só agora em abril e maio já foram quatro alunos.

- Tem razão. Antigamente, quero dizer, nos outros anos morriam apenas um por mês no começo. Porém, ainda não foi registrada a morte de nenhum parente. Temos que tomar cuidado.

- Não foi não. Ontem morreu o pai de Jimny e Tommy, Nimmy. E agora?

- Não sei...

P.O.V Myabi

Eu acordei atrasada de novo e me troquei correndo, não deu tempo de fazer quase nada e ainda esqueci o trabalho de matemática... Droga! Mas eu não devia estar preocupada com isso, afinal, estou em meio a uma maldição! A culpa toda é de eu sempre ter sido uma nerd. Haha.

Enfio uma torrada com geleia na minha boca, dou um beijo na bochecha de minha mãe e vou correndo para a escola, que fica perto. Eu sempre estudei em escola particular, mas por causa de meu pai... Ah... Tomara... Que ele não morra... Por favor... Ele já está muito doente, então... Ele não pode ir trabalhar e tive que me mudar, mudar de casa etc.

Chego à escola e a professora havia acabado de entrar em classe. Ainda não consigo acreditar que essa é uma classe amaldiçoada, como se tudo isso fosse um sonho e eu fosse acordar com alguém me chamando. Um idiota da minha sala, Touta, fica me perturbando durante a aula. Apenas mais um tarado, babaca e burro do mundo. Pensei em me virei para pedir para ele parar de me cutucar com a caneta, mas sou meio tímida e isso me atrapalha muito.

Olho para Akemi e ela está muito triste. Akihiko parece surpreso, mas triste, muito triste. Uma estranha atmosfera envolve a classe, mas parece que não sou muito afetada por ela. Eu estou triste também, muito, mas na verdade eu não sei o que pensar sobre isso. Ah, detalhe: bakas como o Touta não são afetados pela atmosfera triste.

A aula acaba e eu vou falar com Akemi e Akihiko. Kyo vai falar com Takayuki, Ryoko e Fukukimashi, o grupo dela. Takayuki, pelo o que eu entendi, é amiga dela desde o primeiro ano, quando entraram juntas na escola. Ryoko entrou ano passado, mas Kyo e ela se odiavam, foi só uma primeira impressão, no fim do ano passado viraram amigas... Até que estou bem-informada pra quem entrou neste ano.

- Oi, dois. – olho para Akemi e Akihiko.

- Oi... – Akihiko responde, mas Akemi fica calada.

- Olha isso: antes eram vocês dois que me animavam, agora vou ter que animar vocês... Que situação engraçada, não acham? – tentei anima-los sem muito sucesso, mas Akihiko sorriu torto.

- Você não percebe que estamos em meio a uma maldição e podemos morrer? – Akemi pergunta. Tenho que anima-la, o jeito que ela anda não vai ser nada bom para ela.

- Sim, percebo. Mas não culpo os outros e nem deixo de me divertir por causa disso. Se eu morrer, quero aproveitar o máximo. Não vou por peso nos outros por isso. – ela ergue a cabeça como só tivesse se tocado agora, pula em meus braços e começa a chorar.

- D-desculpa é que eu... Eu o amava... O Tommy...

- Eu sei como se sente... – falei aquilo apenas para conforta-la, eu nunca me apaixonei... Não ainda.

Akihiko abraçou a gente e ficamos lá por um bom tempo até eles se sentirem melhor e fomos comer. O intervalo passou rápido, e depois Kyo insistiu para que eu fosse embora com ela. Acho que consegui deixar Akemi melhor, apesar de nem estarmos felizes, parecíamos idiotas em meio de tanta gente com cara triste, normal... Eu também estava muito triste, sei que Akemi e Akihiko também estavam, mas não deixaríamos que puséssemos peso nos outros, nós fingíamos sorrir, para não deixar a mascara cair e revelar o que realmente sentíamos, não precisávamos por peso nos outros...

O irmão de Kyo que foi buscar a gente, a mãe dela não a deixa ir sozinha, ela sabe da maldição e morre de medo... Eu acho que já ouvi aquela voz em algum lugar... A voz do irmão dela. Pensando bem, ele é bem bonito. Muito bonito. Parece com a irmã, só que sem os cabelos tingidos, ou seja, pretos. Ah, Myabi, para com isso, para de olhar para ele feito uma idiota... Fomos sorrindo para a casa dela, conversando, mas sei que aquilo são só mascaras. O irmão dela se preocupa muito com ela, eu percebo, ela não. Eu até admito que tenho um pouco de ciúmes deles, eu queria ter um irmão. Ou uma irmã. Eu pressinto que ainda vem mais, bem mais. Muito mais horror e terror. Kyo queria falar comigo sobre a calamidade? O que será que acontecerá quando as cortinas se abrirem para o verdadeiro show de horrores?

Notas finais
Então, o que acharam? Não deixem de acompanhar, por favor, deixem comentários e se acharem que vale a pena, recomendem... Quem fala aqui é a Juvia, mas acho que estou falando pelas duas autoras.