Depois Da Guerra.

5 Capítulo 5 - A Busca de Aang.


Aang acordou por volta de seis da manha com o sol em sua cara. Ele se levantou e coçou os olhos, quando olhou para baixo, avistou uma cadeia de montanhas, com um vale no centro.

- Deve ser aqui Appa – disse Aang, apontando para baixo – Vamos descer.

Eles aterrissaram em uma clareira, a grama de ela estava amarelada e seca. Fazia frio, e a água da lagoa que ficava a alguns metros de onde Aang e Appa, estava congelada.

Appa começou a comer a pouca grama que tinha lá, e Aang saiu para procurar os outros bisões. O vale era grande, mas ele não demoraria muito para achar mamíferos gigantes de seis pernas. Aang estava ansioso para voltar logo pra casa, já sentia falta de Katara, fazia muito tempo que Aang não viajava sem ela. Ele ficou imaginando se ela estaria bem, e como estava o bebe.

“ Foco Aang “ ele pensou “ quanto mais rápido você resolver isso, mais rápido voltará para a casa “

Depois de cerca de uma hora andando e entrando em cada caverna que encontrava, Aang ouviu um grunido e instintivamente procurou Appa, mas este estava deitado debaixo de uma arvore, tirando um cochilo. Então Aang ouviu o barulho outra vez e prestando mais atenção, percebeu que vinha de uma gruta, a alguns metros dele. Aang andou até lá, e, quando entrou, encontrou um bisão voador. Ele parecia muito sujo e cansado, estava magro e parecia sentir muita dor. O bisão urrou de dor, Aang tentou chegar mais perto para ajuda-lo, mas ele rosnou para Aang.

- Calma garotão, eu vou te ajudar – disse Aang, e então saiu correndo para fora da caverna e com dominação de água, levou uma quantidade de água para dentro da caverna, capar de cobrir por inteiro o bisão.

- Tomara que em tenha aprendido direito – resmungou Aang

Então ele cobriu o bisão de água até o pescoço, A água começou a brilhar, assim colo ficava a de Katara quando ela estava curando alguém. O bisão relaxou, ele já não urrava mais de dor. Durante alguns minutos, Aang continuou assim, depois ele mandou toda a água para fora e se sentou perto do bisão. Seu rosto estava molhado de suor. Ele passou a mão no nariz do bisão.

- Ei garoto, o que te incomodava tanto afinal?

E como resposta para a pergunta de Aang ele começou a escutar um tipo de choro, mas era tão baixo como um ronronar.

- Filhotes ! – exclamou Aang. – Parece então que você é uma moça ! me desculpe senhorita.

Os filhotes tinham o tamanho de uma criança de doze anos, ainda estavam com os olhos fechados, e procuraram pela barriga da mãe. Eram três ao todo. E pelo o que Aang pode perceber, eram duas garotas, e um garoto.

Aang caminhou para traz da nova mamãe, e achou vários ossos. Ossos de bisões. E havia de todos os tamanhos, até mesmo do tamanho dos recém-chegados. Os olhos de Aang se encheram de lágrimas. Suas tatuagens começaram a brilhar, e por alguns segundos, o vento começou a soprar mais forte, então o vento parou, a Aang voltou ao normal.

- Se controle Aang – ele disse a si mesmo. – Preciso tirar ela e os filhotes daqui antes que ela tenha o mesmo destino que estes pobres animais.

Aang palpou os bolsos até encontrar um velho apito, um pouco descascado e remendado. Ele tinha o formato de um bisão. Aang o assoprou, e aparentemente não fez som algum mas depois de alguns segundos, Appa apareceu na porta da caverna. Por um momento, a fêmea se levantou e rosnou para Appa, e escondeu os filhotes de baixo de sua calda. Mas Appa se abaixou e a fêmea pareceu entender que Appa era um amigo. Já estava tarde, então Aang resolveu passar a noite na caverna, e achar uma solução quando o sol saísse amanha. Ele pegou o saco de dormir e um pouco de comida na cela de Appa. Aang comeu um sanduiche, e repartiu o resto da comida entre os dois bisões.

- Eu sei que não é muito, mas vocês precisaram de forças amanha.

Então Aang entrou no saco de dormir, de depois de poucos minutos já tinha adormecido. Appa se deitou do lado da fêmea, e os dois juntos, aqueceram os filhotes durante a noite.

Na manha seguinte, quando Aang se levantou, o sol ainda estava nascendo. Ele então saiu da caverna e com dominação de água, cortou os poucos chumaços de capim restantes no vale, e com dominação de ar, os empilhou na porta da caverna, dividos em dois montes iguais. Appa se levantou e foi em direção a um dos montes. Aang entrou na caverna e se aproximou da fêmea.

- Ei garota, será que você consegue se levantar? Você precisa se alimentar.

De vagar e com algum esforço, a fêmea se levantou e cambaleou em direção ao monte de feno. Os filhotes ficaram encolhidos perto do saco de dormir. Depois que os bisões terminaram de comer, Aang, com a ajuda de Appa e da fêmea, que Aang apelidara de Lira, colocaram os três filhotes que ainda não sabiam voar, na cela de Appa. Eles foram até um espaço aberto, e Aang disse para a fêmea:

- Bem Lira, quero que você nos siga tudo bem ? O templo não é muito longe daqui, vamos fazer algumas paradas. Está pronta garota ?

Aang montou em Appa

- Appa Yep Yep

Appa decolou, e alguns metros atrás, Lira decolou também. Ela voava devagar, então Appa desacelerou para acompanhar seu ritmo. O sol estava se pondo quando Aang avistou uma clareira.

- Appa, vamos descer. Acho que podemos passar a noite aqui.

Quando eles pousaram, Os três filhotes desceram escorregando pela cauda de Appa e foram direto para sua mãe, procurar por seu leite. Appa se deitou do lado deles, e Aang, encostou seu saco de dormir perto de Appa.

- É Appa, parece que você arranjou uma namorada.

Naquela noite, Aang sonhou com Katara. Sonhou que ela estava sentada, e no seu colo tinha uma linda criança. Muito parecida com ela. Ela tinha a pele morena e usava um vestido azul, a garota devia ter por volta de quatro anos, seu cabelo estava preso em uma espécie de coque, e algumas mechas na frente ficaram para fora, mas eram amarradas com fitas. Como dreads de cabelo liso com as pontas amarradas por fitas azuis. A imagem da garotinha no colo de Katara foi ficando mais próxima, ela estava de costas pra Aang, ela parecia dominar um filete de água, enquanto Katara chorava de emoção e a ajudava a manter o filete de água suspenso no ar. Então, a garota se virou. Ela era uma copia da Katara, a não ser pelos olhos. A garota tinha olhos cinza. Assim como os de Aang.

Aang acordou de repente, com um grande sorriso no rosto.

- Minha filha – exclamou Aang – eu vou ter uma menina !

Aang pulou cerca de três metros no ar, e saltitou pela clareira.

- Espere só até Katara saber disto! Uma garota! – ele dizia sorrindo – Appa, Lira, vamos, ainda temos mais algumas horas de viagem.

Mais uma vez, os filhotes foram colocados na cela de Appa, e eles voaram por mais oito horas, até Aang avistar de longe, a ilha.

- Chegamos !

Lá da terra, Katara vira Appa, mas aparentemente ele não estava sozinho.

- Sokka, Toph, venha ver – exclamou Katara – Aang está vindo, e parece que achou mais algum bisão !

- Katara, quantas vezes eu vou precisar lhe dizer, EU SOU CEGA – disse Toph – Eu só vou poder vê-los, quando eles pousarem.

Katara nem ouviu o que Toph tinha dito, ela estava concentrada demais na volta de Aang. Quando eles pousaram, Katara correu na direção de Aang e se jogou e seus braços, o beijando.

- Que bom que você está bem meu amor! E parece que sua busca foi bem sucedida.

- Olhem – exclamou Sokka – filhotes !

Sokka carregava um deles no colo com dificuldade, e o filhote de bisão lambia seu rosto.

Vamos leva-los até onde o Appa dorme – sugeriu Toph – Assim podemos alimenta-los e fazer uma cama confortável com lençóis e panos velhos para eles.

Eles seguiram a ideia de Toph , e enquanto eles arrumavam, Aang narrou toda a sua aventura para eles.

- Então – perguntou Katara – só haviam mais estes ?

- Sim – respondeu Aang – se eu demorasse mais tempo, talvez Lira não tivesse sobrevivido ao parto, e ela e os filhotes estariam mortos.

- Graças ao Roku você chegou a tempo – disse Sokka

- É – disse Aang, acariciando um dos filhotes.

- Ei ! temos que dar nomes a eles ! – exclamou Sokka. – São duas meninas e um menino certo ?

- Sokka acho que é meio cedo para dar nomes aos filhotes, talvez daqui a algumas semanas, quando eles não tiverem mais cara enrugada. – Disse Katara.

Todos eles começaram a rir. Sokka passou os braços pela cintura de Toph e a beijou. Ao ver a cena, Aang arregalou os olhos e deu um tropeço para trás.

- Vocês....vocês dois...es..estão..juntos? — Gaguejou Aang

Toph riu com aquela sua risada de sinos.

- Sim pés pequenos. Sua esposa teve a mesma reação quando chegamos aqui – disse Toph – Bem, acho que já deu a hora de irmos. Até mais Katara, até mais ver baixinho!

Sokka também se despediu e os dois pegaram o barco para sair da ilha.

Algum tempo depois, Katara e Aang estavam deitados na cama, Katara estava encostada no peito nu de Aang.

- Você percebeu do que a Toph se referiu a mim perante a você? – disse Katara

- Não querida, o que ela disse ?

- Ela disse que eu era sua esposa. Aang, eu estou grávida do nosso primeiro filho, e nos ainda não somos casados. Eu sei que isso é só um detalhe, mas é muito importante pra mim.

- Sim Katara, também acho de devemos nos casar.

Katara sorria

- Então você concorda comigo? Ah, devemos fazer os preparativos para a festa!

- Começaremos a ver amanha de manha certo? Precisamos casar antes que a barriga cresça demais. E quero fazer uma correção. Você não está grávida do nosso primeiro filho, mas sim da nossa primeira filha. Eu tive um sonho noite passada. Você segurava nos braços uma linda garotinha morena, que dominava um filete de água.

- Uma garota? – exclamou Katara contente – e dominadora de água? Oh Aang, e ela se parecia comigo?

- Sim querida, ela será linda. Assim como você.

Katara beijou os lábios de Aang.

- Eu te amo Aang – ela disse, agora olhando fundo nos olhos dele.

- Eu também te amo Katara. Te amo mais que tudo nesse mundo.

Katara passou mais um tempo deitada no peito de Aang. Quando ela olhou para cima, viu que ele já não estava mais acordado. Ela se levantou devagar, apagou as luzes e voltou para a cama e se aconchegou ao lado de Aang.

- Boa noite Aang – ela sussurrou – e boa noite Kaya. – ela disse enquanto acariciava a própria barriga.

Notas finais
aaanw Kataang, seus fofos *-* espero que tenham gostado gente.