Depois Da Guerra.

7 Capítulo 7 - O Casamento.


- Bom dia a todos – disse Mai, entrando na sala onde todos tomavam café da manha. – Espero que não se importem, mas eu chamei Ty-Lee para ajudar nos preparativos da festa e na escolha do vestido da Katara, porque quando não se trata do seu casamento, isso é tão chato!

- Olá a todos vocês – disse Ty-Lee, entrando na sala.

Ela estava diferente. Não usava mais o cabelo preso em trança, e sim solto, ondulados, batendo quase na cintura. Ela usava rosa como sempre, mas não os mesmos modelos de antes. Agora ela usava um vestido tomara que caia que ia até os joelhos.

- Ty-Lee, mas você e as outras guerreiras Kyoshi não tinham um assunto urgente para tratar? – perguntou Aang.

- Sim, as outras guerreiras estão lá. Eu tinha tirado essa semana de folga para visitar Mai na nação do fogo, mas como ela veio pra cá antes, aqui estou eu! Será um prazer ajudar nos preparativos da festa!

- Quanto mais gente melhor – disse Katara.

Então, repentinamente ela colocou as mãos na boca e saiu correndo em direção ao banheiro. Aang, preocupado, estava levantando para segui-la, quando Mai o impediu.

- Fica tranquilo monge, isso faz parte dos primeiros meses de gravidez.

- Bom, se você diz...

Ty-Lee olhava para Sokka, ela sempre o achara uma gracinha. Ela acenou para ele quando ninguém estava vendo, pelo menos foi o que ela pensou....

- Ei! – exclamou Toph irritada — Eu vi você acenando pro meu namorado!

- Como ela ...? — perguntou Ty-Lee.

- Longa historia – disse Sokka.

Katara reapareceu na sala um pouco descabelada.

- Meninas, eu só vou me arrumar, e então podemos ir.

- Eu quero ir junto – disse Aang

- Nem pensar baixinho – argumentou Toph – ver a noiva usando o vestido antes do casamento da azar. Porque enquanto estamos fora, vocês homens não vão atrás de quem queira viver como monges vegetarianos nessa ilha, agora que o templo está pronto?

- Ótima ideia Toph – exclamou Aang.

- Melhor irmos meninas – Disse Katara, saindo de um dos quartos.

Katara, Toph, Mai e Ty-Lee saíram então para procurar por um vestido de noiva.

Toph as levou para uma loja gigante e muito chique.

- Toph, eu não tenho dinheiro para comprar um vestido nesse lugar.- disse Katara.

- Isso não será problema Katara – disse Toph – Ontem eu Zuko e Mai conversamos. Eu irei pagar o vestido, o sapato e tudo de joias que você quiser usar, e Mai e Zuko irão pagar pela festa.

- É o nosso presente pra você Katara. – disse Mai

- Isso é incrível! – exclamou Katara – Obrigada meninas! Muito obrigada de verdade.

- Chega de agradecimentos Katara, e vamos logo ver esse vestido. – disse Mai

A loja que elas entraram era imensa, e era repartida em quatro partes, uma pra cada estilo de roupa de cada nação diferente. Katara foi direto na segunda sala a direita, onde ficavam os vestidos da tribo de água. As roupas eram maravilhosas. Katara experimentou vários vestidos, e em todos que ela colocava, Toph dizia que estava perfeito.

- Porque você faz isso Toph ? – disse Katara sorrindo

- Já que eu não posso ver, pelo menos eu me divirto. – ela respondeu

Varias horas se passaram e os únicos comentários que se ouviam eram “ muito grande”, “ muito curto“, “muito feio “, “ muito cheio de babados “ , “ muito simples “ “ me deixa gorda demais “ “ diminue muito a minha bunda “ até que Ty-Lee saiu de repente do meio dos vestidos, carregando um nos braços.

- Achei o vestido perfeito – ela dizia alegre. E o jogou para Katara – Vá vesti-lo.

Depois que Katara o colocou, ninguém fez nenhum comentário. Nem mesmo Toph. Todas elas estavam de boca aberta, até mesmo Katara.

- É esse – Katara disse.

Três semanas se passaram, e o grande dia havia chegado. Era o dia do casamento, a cerimônia começaria no final da tarde. Eram oito horas da manha e todos já trabalhavam duro, menos Katara, que deixava que todos fizessem tudo para ela, sem mover nem um simples músculo. Toph, Zuko, Aang, Iroh, Sokka e os homens que haviam se mudado para o templo e optado viver como monges trabalhavam na decoração da festa. Pedras, água, e fogo voavam por tudo quanto era lado. Aang trazia flores por rajadas vê vento. Suki e as outras guerreiras Kyoshi haviam chegado na noite passada. E muitos dos outros convidados, estavam hospedados em diversos lugares da cidade.

Enquanto isso, Katara estava sentada em uma espreguiçadeira, ela usava roupão, toalha no cabelo e mascara de lama com pepinos no rosto. Mai fazia sua sobrancelha.

- Ai Mai, isso machuca – dizia Katara.

- A banheira com pétalas de rosa já esta cheia Katara, é melhor você ir — Disse Suki.

- Isso é mesmo necessário? – disse Katara.

- Vai logo e não reclama Katara. Hoje é o seu dia.

Katara se despiu e entrou na banheira quente. Ficou lá cerca de uma hora, Suki e Tay-Lee lavaram seu cabelo com uma mistura especial de flores. Quando saiu do banho, Katara vestiu as roupas intimas e colocou o roupão por cima mais uma vez.

- Agora vamos fazer a maquiagem, e nessa parte, eu sou especialista – disse Suki.

Ela começou pelos olhos. Passou delineador e lápis.deixou seus olhos com um contorno preto marcante. E ela fez o famoso “ olho de gato “. E colocou sombra azul degrade. Que realçava os olhos azul cobalto de Katara. Ela passou um leve blush, nas bochechas de Katara, só para avivar o rosto. E colocou nela um batom. Depois que a maquiagem, era hora de fazer o cabelo.

- Deixem essa parte comigo – disse Ursa

Ursa arrumou o cabelo de Katara em um coque meio solto, charmosamente desarrumado. Duas grandes mechas de cabelo estavam soltas de coque. Elas vinham cada um de um lado da testa, como ela sempre fazia. Mas dessa vez as mechas eram maiores, e foram presas ao restante do cabelo por presilhas de brilhantes.

- Está faltando alguma coisa nesse penteado – dizia Ursa em voz baixa.

- Desculpe interromper, mas eu tenho algo a entregar para minha filha – disse Hakoda, que apareceu na porta, formalmente vestido.

Quando ele viu Katara, ficou petrificado.

- Você está maravilhosa Katara. Sua mãe ficaria tão orgulhosa se te visse hoje – ele disse com os olhos cheios de lágrimas

Os olhos de Katara começaram a se encher também.

- Nada de choro Katara! – exclamou Suki – você não vai borrar a maquiagem que eu acabei de fazer!

- Me desculpe Suki.

- Bom – disse Hakoda – eu vim lhe entregar isso.

Ele abriu uma caixa, e dentro dela se encontrava um lindo diadema dourado e com pedras preciosas azuis.

- Era de sua mãe. Ela usou no casamento dela, e agora estou passando ele para você.

- Obrigada Pai, é mesmo maravilhoso.

- Era isso o que faltava para o seu penteado ficar perfeito – disse Ursa, o colocando no coque de Katara. – Perfeito.

- Agora, se nos der licença, a noiva precisa se trocar, afinal, ela já está atrasada. – disse Mai.

Hakoda saiu do quarto e Katara olhou com desespero para Mai.

- Estou atrasada?

- Uma noiva nunca está atrasada – disse Ursa – Os outros que estão sempre adiantados.

Katara entrou acompanhada de seu pai, mas a única coisa que Aang conseguia ver era ela. Katara estava encantadora, ele nunca a vira tão bonita. Ela usava um vestido sem mangas azul bebe que caia em camadas até o chão. Ele tinha uma cauda imensa, que era carregada por duas garotinhas que agora viviam no templo. Elas usavam vestidos iguais, e da mesma cor do de Katara.

Cada passo que ela dava, o coração de Aang batia mais rápido. Ele usava uma roupa formal de dominador de ar, mas parecia estar vestido em farrapos comparado a ela. Katara também trazia nas mãos um buque de rosas brancas.

Hakoda entregou Katara a Aang.

- Cuide bem dela – sussurrou ele, e deu uma piscadinha antes de assumir seu lugar no altar.

Um homem começou a falar. Katara prestava atenção ao que ele falava, mas Aang não tinha olhos para mais nada a não ser Katara. Ele só se deu conta de quanto tempo havia passado, quando ouviu Katara dizer:

- Eu aceito.

Aang olhou no fundo dos olhos dela, segurou suas mãos e disse :

- Eu aceito.

- Então eu os declaro, marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Aang a puxou para o seus braços, e deu nela o beijo mais doce que ele jamais havia dado.

Todos se levantaram e começaram a bater palmas, e grande maioria chorava.

- Lindos! – gritava Sokka entre lágrimas, enquanto batia palmas.

Toph, Suki, Tay-Lee e até mesmo Mai também tinham os olhos cheio de lágrimas.

Depois que terminaram de se beijar, Aang olhos nos olhos de Katara.

- Eu te amo querida, amo mais que tudo.

- Eu também te amo Aang.

A festa estava cheia e animada. Só os mais íntimos haviam sido convidados para a cerimônia, mas na festa todos estavam presentes. Haru apareceu para parabenizar Katara, que por um instante quase não o reconheceu. Até os pais de Toph estavam lá, e pareciam se divertir. Zuko e Mai dançavam uma musica lenta, e a pequena Honora, balançava os bracinhos ló colo da avo, querendo entrar para a festa.

Teo apareceu na festa com seu pai. Sua cadeira de rodas estava elegantemente decorada.

Aang o cumprimentou contente.

- Aang, alguns lêmures apareceram no templo! Eu trouxe eles para cá, mas assim que viram o momo, saíram correndo atrás dele para brincar !

- Que ótima noticia Teo! Aproveite a festa.

A festa durou até cerca de quatro da manha. Quando o ultimo convidado foi embora, Aang pegou Katara no colo, e a levou até o quarto. Depois de entrar e coloca-la deitada na cama, ele trancou a porta.

- Nada nem ninguém ira atrapalhar nossa noite de núpcias – disse Aang.

Ele arremessou as roupas de dominador de ar para o canto do quarto, e se deitou ao lado de Katara, que agora como ele, só se encontrava de roupas intimas.

- Eu já disse o quão linda você está ? – perguntou Aang

- Só umas cem vezes essa noite. – respondeu Katara, o puxando para um beijo.

Notas finais
espero que tenham gostado *-*